quinta-feira, 22 de junho de 2017

Nova Raça D&D 5.0 - os Blor



Os Blor

Confesso que quando encontrei Aberamacharokata a primeira vez pensava estar diante dos malditos devoradores de mentes, os ilithids, e que o fim da minha carreira, quiçá da minha vida, estava logo a frente. Eu estava ferido demais pra correr ou me defender. Estava a mercê dele e não tinha nada mais a fazer senão esperar meu fim. Meus companheiros estavam mortos e minha esperança com eles.
Acordei sobre uma pedra coberta com um couro de algum animal que nunca vi na vida. Ele veio na minha direção com um odre de água. Ao beber senti um sabor amargo mas que não me fez mal. O local era escuro mas com uma luz arroxeada iluminando tudo, provinda de fungos fosforescentes. Não demorou muito para minhas dores aliviarem. Depois fui entender que o que havia no odre era um remédio.
Minutos depois um outro, da mesma espécie, entrou no local e ambos conversaram em uma língua que eu não compreendia. Isso me deixou pasmo porque devoradores de mentes não falam. Não por sons vocais, mas por telepatia. Foi então que percebi que eu estava entre seres de uma outra raça. 

Eles não eram ilithids.


Ele pôs a mão sobre minha testa. Era fria e escamosa. Examinou meu rosto com estranhos olhos leitosos. Era perturbador, mas eu estava esgotado demais para tentar sequer desviar o olhar. Ao menos uma coisa eu entendi: o que ele fez em seguida foi magia. Ele estava me curando.

Eu fiquei um bom tempo entre os “Blor” como eles se auto-denominavam. A linguagem que eles falavam era uma variante do idioma subterrâneo; nada muito estranho para um conhecedor do idioma, mas eu é que não o conhecia e isso dificultou bastante a relação com meus anfitriões, até o dia que eles se valeram de magia para conversar comigo. 
 
Antes eu tinha verdadeiro asco dos Ilithids, mas ao conhecer os Blor e história desse povo, tomei por objetivo de vida colocar fim aos devoradores de mente por tudo o que eles fizeram a eles.
Eu lhes devo isso.
- Andrey Leve Folha – Elfo Patrulheiro caçador de Ilithids

Os Blor são seres parentes dos ilithids que se originaram de uma tentativa dos devoradores de mente em reproduzir-se com os Aloem, uma raça de humanóide que se extinguiu dos subterrâneos há muito tempo. 



Criados para Serem Escravos

A reprodução dos ilithids consiste na introdução de uma larva, similar a um girino, por um orifício na cabeça de um ser humanoide. A larva então devora o cérebro da vítima e transforma seu corpo que, em determinado tempo, dá origem a um novo Ilithid. Esse processo se chama ceremorfose.
As larvas  passam por um processo de seleção antes da ceremorfose no qual apenas as mais fortes se tornam efetivamente ilithids , ao passo que as mais fracas são descartadas como alimento para o cérebro ancião. Os blor surgem de uma tentativa de usarem essas larvas fracas para criar uma raça de escravos usando como hospedeiros os corpos dos extintos aloem, uma raça reptiliana de criaturas aladas. O resultado foi um ser híbrido que não desenvolveu traços ilithids completos.
Por muitos séculos os Blor, uma palavra do idioma subterrâneo para “pária”, serviram aos devoradores de mente até que o evento que libertou os duergar também os libertou.

A Liberdade e Então

Uma vez longe dos seus algozes, os Blor construíram para si uma identidade própria. Ao contrário dos Duergar que já possuíam uma identidade anã, os blor não tinham um padrão muito claro de como levar suas vidas longe dos seus mestres, tendo que construir sua sociedade e cultura do zero. Com uma vasta capacidade intelectual, os blor se dedicaram ao conhecimento, estudando seu meio e registrando tudo o que podiam. Os que se tornaram sábios, vagaram por anos pelas terras de diversos povos capazes de ignorar sua aparência horrível e com eles estudaram tudo o que podiam para ajudar sua raça a prosperar.

Biologia Alienígena

Os blor possuem a aparência medonha e estranha dos seus criadores agravados pelos traços dos aloem. Sua pele é no geral verde e escamosa. A cabeça é similar a dos Ilithids porém com tentáculos mais curtos e incapazes dos feitos de extração de cérebro. A única utilidade dos tentáculos é auxiliar na alimentação. Suas mãos e pés possuem 5 dedos, longos com garras discretas e pretas. Nas costas, um par de asas atrofiadas denuncia ao mundo a sua origem aloem. Seus olhos são invariavelmente brancos e leitosos.
Os Ilithids modificaram o sistema alimentar dos blor para que estes passassem a se alimentar de materiais orgânicos mais comuns ao invés de cérebros. Eles são omnívoros e com a possibilidade de comer matéria orgânica no estado que estiver. A crueldade ilithid os forçava a se alimentar de dejetos e restos das suas refeições. A boca dos blor é diferente dos ilithids possuindo mandíbula, língua e dentes como seus ancestrais aloem.
Blors são assexuados e possuem a estranha característica de se reproduzir quando quiser. Conscientemente eles podem decidir ter um ou mais filhos, que se manifestará na forma de um girino que o Blor expele pela boca após um processo onde seu corpo gera órgãos específicos para isso. Essa cria desenvolve-se sozinha em tanques de água comum (não precisa de um hospedeiro) e é alimentada e cuidada pelo blor pai até que se desenvolva como um ser completo. Quando sai da água da primeira vez é a etapa equivalente à adolescência humana. 

Um traço curioso para quem estuda essa raça é o fato que o blor não possui habilidades psíquicas derivadas dos ilithids. Isso deve pela fraqueza da larva usada para gerar a raça. Ao contrário dos duergar que desenvolveram poderes psíquicos naturais graças a intrusão constante em suas mentes, os blor acabaram por desenvolver resistência a tortura psíquica. No passado, quando um ilithid perdia a capacidade de punir psiquicamente um blor, ele o matava e consumia seu cérebro.

Super Inteligentes

Se um comportamento difere os blor das demais raças inteligentes, esse comportamento é a curiosidade. A mente de um blor é um repositório infinito de informação que eles parecem querer preencher esse infinito com tudo o que eles puderem saber! Inocentemente blors farão perguntas por vezes óbvias e outras vezes embaraçosas, não por maldade mas apenas porque tem um genuíno interesse em saber das coisas em detalhes minuciosos. Para um blor não existe o óbvio. Uma simples xícara incita-o a saber da sua história, de como foi feita, de onde veio o material, quem foi o artesão, etc. Não se sabe de qual das raças eles puxaram esse traço, mas a possibilidade de saber é algo que instiga todo o blor sem exceção.
Blor são seres muito racionais e ponderados, raramente dados a rompantes emocionais. Ao assistir uma peça de teatro por exemplo ele ficará analisando a situação, se perguntando porque um personagem faz tal coisa e não aquela outra coisa que seria mais fácil ou mais lógica. Não que eles sejam frios, mas tendem a racionalizar demais as coisas. Se um blor ri de uma piada pode ter certeza que ele parou um pouquinho para pensar nas inúmeras possibilidades que impeliram a “galinha a atravessar a rua”.

Blors não são seres forçosamente gregários. Sua espécie aprendeu a criar grupos e viver neles de maneira cooperativa, mas seus vínculos vão até o ponto da utilidade. Ele entende que precisa cooperar com o grupo para que as coisas corram bem, mas uma vez que tudo esteja pronto, eles são dados a solidão contemplativa: repassam o seu dia, leem, escrevem, refletem , etc. Não é normal ficarem zangados com interrupções a essa rotina, é mais uma tendência natural não um comportamento compulsivo. Um traço que derivam do individualismo ilithid.

 Uma exceção a o seu comportamento isolacionista são os jogos. Blors amam jogos e se existe algo que os fazem se reunir esse algo é um jogo. Esse traço é derivado dos aloem. Sejam disputas físicas, intelectuais ou de sorte, não importa: blors amam jogos de todos os tipos e reúnem-se bastante a fim de jogar. Dizem que os guerreiros blor treinam entendendo uma batalha como um jogo e seu treinamento o aperfeiçoamento desse jogo. Parece que as infinitas possibilidades que um jogo pode tomar, instiga o cérebro dos blor a perscrutar cada uma delas e entender as relações de causa e efeito.

Nomes Blor

Os nomes dos blor tendem a ser longos e complexos, compostos de diversas sílabas juntas. Um estudante dedicado logo percebe que seu nomes, na verdade, são a junção de várias palavras unidas do idioma subterrâneo, nomes e sobrenomes, distribuídas como um anagrama. 

O engraçado é que, dado a complexidade dos seus nomes, colegas de grupo das demais raças tendem a dar-lhe um apelido pra facilitar as coisas...

Nomes mais comuns entre os Blor: Aberamacharokata (algo como andarilho das terras escuras), Oderapanitachemuare (sábio da pedra iluminada), Kareopandikanafopana (aquele que vê o coração e a alma), Leriemachemonai (Os quatro elementos), Aberamonaitodera (Andarilho do caminho da sabedoria)

Traços Raciais dos Blor

Aumento de Habilidade: um Blor recebe +2 em seu valor de inteligência e +1 em constituição. Seu intelecto é afiado como o de um ilithid enquanto que a resistência física é oriunda de uma adaptação da raça as agruras de séculos de escravidão.

Idade: Um blor costuma a viver até os 80 anos em média. A maturidade da raça, no entanto é muito acelerada, fruto da tentativa dos ilithids ter escravos aptos o mais rápido possível. Seu estágio de larva tem 3 meses de duração, seguida de uma curtíssima infância ainda na água, de aproximadamente 9 meses quando então atingem a adolescência. O blor atinge a maturidade aos 2 anos de vida.

Tendência: um blor é um ser que tende a um individualismo e um distanciamento das coisas. Esse traço o inclina a neutralidade.

Tamanho: um blor é no geral um pouco menor que um ser humano. Costumam ter até 1,60 de altura e chegam a pesar algo em torno de 70 kg.

  

        Deslocamento: seu deslocamento de caminhada é de 9m.

Resistência a Psíquico: Séculos de tortura psíquica adaptaram a raça a resistir a este tipo de dano.

Visão no Escuro: Acostumado à vida subterrânea, você tem uma visão superior no escuro e na penumbra. Você enxerga na penumbra a até 18 metros como se fosse luz plena, e no escuro como se fosse na penumbra. Você não pode discernir cores no escuro, apenas tons de cinza.

Memória Eidética: A memória de um blor é fotográfica, permitindo a ele relembrar mais facilmente de informações e detalhes de coisas que um dia presenciou. Sempre que precisar relembrar informação o blor recebe vantagem nas rolagens, inclusive com relação às perícias de conhecimento.

Erudição: O blor inicia sua carreira com proficiência em um “conhecimento” e uma língua adicional. Todo blor se dedica ao saber e conhecer uma outra língua amplifica mais as possibilidades de pesquisa.

Adaptação Alimentar: a modificação que os Ilithids fizeram no corpo dos blor concedeu a eles um trato digestivo resistente. Um blor pode consumir comida estragada, ou mesmo podre e dificilmente ficará doente. Ele recebe vantagem em testes para resistir a doenças e venenos que forem ingeridos. 

         Idiomas: Os blor sabem falar ler e escrever em comum e subterrâneo além do idioma adicional da habilidade erudição.


BY


Fontes das Imagens (Confiram ae os caras são bons):
http://domigorgon.blogspot.com.br/2011/06/star-spawn-of-cthulhu.html
http://christopherburdett.blogspot.com.br/2016/08/star-spawn-miniature-mansions-of.html
http://mrzarono.deviantart.com/art/Spawn-of-Cthulhu-213827331

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