terça-feira, 25 de outubro de 2016

Os Woj – O Povo Urso para D&D 5ª Edição



Em 28/05/2012 Postei pela primeira vez uma raça “séria” de personagens jogadores para a versão 3.5 de D&D aqui no Blog: Os Wojs. Essa adaptação que farei aqui é apenas um resumo do vasto material disponível sobre eles (links no fim do artigo). Acaso você já os conheça, pode ir direto para os traços raciais!

Boa leitura!

Os Woj


Lina Presa Grande é uma Woj. Esta diante da sua lareira cozinhando um delicioso bolo de milho. Esta sentada sobre uma grande e fofa pilha de couros de animais diversos que ela própria abateu ao longo do seu agoúra. Ela os costurou para fazer cobertas para as noites frias de inverno e os dobrou para servir de confortável assento. Bolos de milho, lareiras, curtidura, costura, casa. Tudo isso e mais um pouco foi sua mãe, Juani Presa Grande, que lhe ensinou: tudo pelo seu aganta. 
Por um momento, Lina deixa de revolver a lenha em brasa com uma velha espada que ela usa como braseiro. Era de um elfo que ela encontrou morto fora do seu território.
Ela passa a mão no seu volumoso ventre. Sua felicidade não tem par: ela está grávida! E de gêmeos! Ela sente isso! Ela sente seus coraçõezinhos pululando dentro dela! E convenhamos: os chutinhos são de mais do que quatro patinhas...
Lina se lembra quando estava no seu processo de Aganta, quando foi visitada por um macho. Ele era grande e forte, e se chamava Tomus. Ela não estava pronta para ser mãe, precisava correr contra o tempo para alcançar seu Aganta, pois já tinha 24 anos e ainda não o alcançara. Ela o pôs para correr do seu território e ele a respeitou, pois sabia que tentava se aproximar num momento errado.
Ela alcançou seu Aganta então, aos 25 anos, no inverno. E na primavera Tomus voltou e ela lhe sorriu. Ele ficou com ela por um mês até sentir que a engravidou e lhe ensinou como fazer mel.
Hoje ela esta com 26 anos e meio.
Sua casa fica sobre uma enorme rocha. Ela mesma fez, igual sua mãe lhe ensinara. Na parte debaixo da rocha ela deixou várias caixas de abelhas que ela mesmo fez e cuida com muito zelo. Ela é mamãe oras... precisa comer bastante. O tarranca que Tomus lhe presenteou lhe ensinava a cuidar das abelhas e construir as caixas.
De repente; suas memórias são interrompidas.
Um cheiro no ar. Um outro macho! Não é Tomus e mesmo que fosse, ela não ficaria menos nervosa. Ela se levanta e vai para fora, até a beirada da rocha e olha lá embaixo. Roubando o seu mel, está uma macho. Lina fica muito brava, mas se controla, pois precisa ser esperta. Está grávida, e se ela falhar, serão três a pagar!

Início da história do parto de Lina Presa Grande
- Dia a Dia de um Woj.


Corpulentos e Fortes


Um Woj é um urso humanóide medindo entre 2,00 – 2,40 metros de altura e pesando facilmente 200kg.  As fêmeas e os machos possuem as mesmas medidas.
Possuem uma grossa pelagem cuja cor pode variar de acordo com a etnia.  Existem wojs com pelagem branca, marrom, parda, cinza e preta. Aqueles que vivem afastados da civilização não costumam usar roupas, uma vez que sua pelagem já fornece a proteção suficiente para o clima local. Aqueles que optam por viver nas civilizações usam roupas consideradas apropriadas a cultura.
Woj Possuem 5 dedos todos terminando em garras pontudas. Alguns costumam cortá-las quando algum tipo de trabalho que realizam seria prejudicado, por outro lado são ferramentas úteis e armas eficazes em situações de perigo.
O corpo de um woj tem proporções similares a de um ser humano, ou seja: existem wojs gordos, fortes, magros, altos, baixos, com nanismo e gigantismo, mas, no geral, esta raça possui grandes quantidades de gordura corporal, mesmo sendo “magro”, pois trata de uma característica própria da raça. Claro que um Woj magro o é com relação à condição física geral da espécie, um woj considerado magro perto de um humano magro seria ainda considerado muito roliço.
A cabeça de um Woj é idêntica a um urso endêmico de sua região, por exemplo: se o Woj vive em terras onde existam ursos polar, sua pelagem e formato da cabeça seguirá este mesmo padrão.  No geral, wojs possuem um focinho, dentes pontudos e orelhas em cima da cabeça arredondadas e peludas. Seus olhos são laranjas ou avermelhados possuindo uma iris pouco desenvolvida mas com pupila normal e não são prejudicados visualmente. A etnia branca, nativa do norte tem olhos quase totalmente pretos.

Auto Suficiência: A Maior Virtude


Wojs valorizam a força, a resistência física e a autossuficiência como valores maiores. “Se você não
pode fazer por si mesmo você não pode fazer por mais ninguém”, é um provérbio muito citado entre eles e estes valores são inculcados nos filhotes desde tenra idade. Alguém que saia de uma situação difícil e sobrevive pela sua própria conta terá o interesse e respeito do “homem-urso”.
Wojs se comportam como ursos inteligentes: gostam de caçar, escalar, nadar, pescar, colher frutas e mel. São grandes apicultores. Não chegam a hibernar como os ursos, a despeito do parentesco, mas membros desta raça gostam muito de tirar uma boa soneca. Não são preguiçosos, longe disso. Mas sempre que possível, vão procurar um lugar para dormir quando não houver nada mais importante para fazer. Podem dormir por uma semana inteira e muitos o fazem para recuperar-se de ferimentos e doenças. Quando trabalham nas cidades costumam reservar um dia da semana apenas para dormir.

Casas Rústicas e Hábitos Ursinos


As casas dos Wojs são casas feitas com troncos de árvore inteiros, dispostas em um cone lembrando uma oca. Os troncos são amarrados com cipós ou cordas, e alguns pontos são cortados para prover melhor encaixe. As frestas são betumadas e cobertas com couros de animais para evitar que a água da chuva, neve e outras intemperes sejam um problema. A Casa em si é normalmente construída em locais altos para evitar as cheias dos rios e grandes rochas são locais bem comuns para encontrar casas de Wojs. O Chão é coberto de peles de animais abatidos e seus instrumentos e móveis são feitos com os ossos destes animais, madeira e pedra. Um woj sempre aproveita tudo, pois como é uma raça natural, seu instinto o leva sempre a nunca desperdiçar. “Tirar uma vida é necessário, tirar a honra dos que morrem é um absurdo” diz um provérbio Woj. Quando possível, ao invés de construir para si uma casa, um woj pode escolher viver em uma caverna adequada ao seu tamanho.
Por ser uma raça natural, os woj possuem uma afinidade muito grande pela raça de origem, neste caso, o urso. Estabelecem territórios para viver e não possuem civilização. Na maioria dos casos, vivem sozinhos ou em unidades familiares afastados uns dos outros e de locais civilizados. As famílias contem normalmente uma mãe e 2 a 4 filhotes. O macho não tem participação na criação dos filhos, sendo sempre isolado e distante.
Para demarca-lo, usam símbolos na sua língua (O Ursun) arranhados em árvores e costumam esfregar suas costas nas árvores, deixando seu cheiro, principalmente em épocas de acasalamento. Graças ao olfato apurado da raça, este cheiro é bem compreendido por outros wojs a até 200m de uma árvore marcada, ou seja:
Não tem desculpa...
Em território “neutro”, dois wojs simplesmente se ignoram.

Cultura Única


O Agoúra


 Um woj inicia sua vida como um filhote. São brincalhões, inexperientes e totalmente dependentes da mãe. Após os 5 anos de idade são preparados por ela para seguir um estágio da vida conhecido como “agoúra”. Esta preparação inclui aprender a caçar, pescar, lutar, construir casa e outras atividades importantes a sua sobrevivência. Um filhote woj raramente conhece o próprio pai. Caso eles se encontrem serão estranhos um para o outro.
O agoúra começa aos 12 anos de vida.  Quando um woj alcança esta idade, a matriarca da família Woj leva o(a) jovem a um lugar que se tornará seu território. Normalmente o deixa com comida e ferramentas e parte, deixando-o a sós. A partir daquele momento, a ligação entre mãe e filhos se desfaz e os filhos se torna um estranho e ele próprio passa a estranhar sua família.
Durante o agoúra, um Woj aprende a viver solitariamente sem depender de ninguém, e torna-se extremamente territorialista. Quando o jovem Woj aprende a fazer, com competência, tudo o que que lhe ensinaram e percebe que pode cuidar de si próprio ele alcança a maioridade, isso costuma ocorrer aos 20 anos. Este momento da vida de um woj é chamado por eles de “Aganta”. Esta palavra tem um sentido parecido com a “iluminação” para os humanos, e dá a idéia de alguém que alcançou o pico da montanha. Neste momento o jovem pode procurar um parceiro(a) para criar família e a partir daí seguir o ciclo.
Normalmente, quando um Woj em agoúra é encontrado por membros de outras raças, ele é deixado em paz dado que eles não fazem mal na maioria dos casos e não se metem nos seus assuntos. Quando perturbados seu aspecto bestial e grande força normalmente afasta os intrusos, pois um encontro hostil com um Woj acaba, normalmente, com alguém morto.

O Antara


Antara, na língua ursun, significa “Andarilho”.
Alguns woj sentem o wanderlust, ou “anseio por viagem”. Estes indivíduos costumam abandonar seus territórios e viajar pelo mundo tendo contato com outros povos. Estes woj são chamados de “Antara” pelos demais e são os únicos que são aceitos num território sem ser rechaçado, pois tem uma função importantíssima entre sua espécie:
Eles adquirem conhecimento do mundo e, quando seu wanderlust acaba, eles abandonam a vida de aventureiro ou de citadino para vagar pelos territórios e ensinar os demais woj sobre o mundo, através de histórias. O Antara costuma escrever livros que são verdadeiros diários: magníficas fontes de informação sobre tudo o que ele viveu. Estes livros são chamados “Tarrancas”, e qualquer ser que tenha estes livros em mãos terá informações detalhadas sobre profissões, criaturas e outras experiências do woj.
O conhecimento dos Antara são repassados pelas matriarcas das famílias woj a suas crias para que preparando-os para seu Agoúra.
Os machos absorvem o conhecimento dos Antara, mas não os passam a diante: costumam guardar o conhecimento para si mesmos.

 O Tarrú


Tarrú é uma característica cultural importante entre os wojs. Caso um macho encontre um filhote cuja mãe foi morta, ele o adota como seu filho. É o único momento na vida de um woj macho que este desenvolve algo parecido com um amor paterno.
Estes indivíduos são chamados de Tarrú, ou “Pai Verdadeiro”, para diferenciar de “Tá”, que significa apenas o Pai biológico. Ele ensinará o filhote tal como a fêmea da espécie faz até o seu agoúra com a mesma dedicação, com mais severidade e quando chegar a hora de dizer adeus, a mesma indiferença.

Traços Raciais dos Wojs


Aumento no Valor de Habilidade: Wojs tem sua Constituição e sua Força Aumentada em 2 pontos.
Idade: Um Woj é considerado um adulto quando alcança o seu Aganta, o que ocorre lá pelos seus 20 anos. Em média vivem 80 anos.
Tendência: A maioria dos Wojs são neutros, tentando viver sua vida em paz e sem incomodar ninguém. Quando se tornam Antaras, suas experiências podem fazê-lo inclinado a outras tendências.
Tamanho: Um Woj mede entre 2,00 – 2,40 metros de altura e pesando facilmente 200 ~ 300kg. 
Deslocamento: Seu deslocamento base de caminhada e de escalada é 9m. 
Físico Ursino: Um Woj é considerado proficiente em atletismo.
Territorialista: Um Woj é considerado como tendo proficiência em sobrevivência em um terreno baseado no seu território de origem e recebe o dobro da proficiência nesses terrenos. Você deve escolher uma das seguintes possibilidades: Ártico, Floresta, Montanha, Planície ou Subterrâneo.
Faro Aguçado: O Woj tem vantagem em testes de Sabedoria (Percepção) relacionados ao olfato.
Armas Naturais: Um Woj que ataca desarmado causa 1d4 pontos de dano usando suas garras (Cortante) ou mordida (Perfurante). Você é proficiente em seus ataques desarmados mas ao contrário da criatura “Urso” você só pode usar uma garra ou uma mordida por ataque. Caso seja Monge poderá usar suas armas naturais causando os danos de artes marciais do monge.
Língua: Wojs falam Ursun (Língua do seu povo) e Comum quando se tornam Antara.



Seguem os Links para saber mais sobre a raça e seu mundo de origem







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