sexta-feira, 6 de maio de 2016

Therai "O impecável" - Bruxo - Background

O cheiro de queimado ainda preenche as minhas narinas, sinto-os cada manhã que acordo, a cada noite que durmo a cada dia que eu vivo. Diferente do que se pode pensar em vista de minha aparencia, esse cheiro não é causado por minha pessoa, é o cheiro de minha lembrança, cada vez que eu fecho meus olhos uma imagem consome minha mente.
Com a força do calor de uma casa queimada, minha casa, queimada pela ignorancia, pela estupidez, pelo medo que tinham de mim, pela covardia que ardia tal qual ferro em brasa nos corações putridos dos clérigos corrompidos de Pelor. O calor dessa lembrança queima em minha mente, toda vez que fecho meus olhos lembro de você gentilmente em pé com nosso filho nos braços, você que me deu alento, me deu carinho, me deu esperança, você que viu além da forma de meu corpo e amou minha alma, uma pessoa que acima de todas as outras, deveriam apontar e dizer: "vejam ela não teme o diferente, devemos seguir seu exemplo", ao invés disso é apontada como bruxa e queimada em uma fogueira, uma fogueira feita de lenha de nossa casa.
Hipocritas! Eles se dizem defensores da moral e dos bons costumes e queimam crianças e mulheres em fogueiras?
Ainda tem a petulancia e a arrogancia de chamarem as tribos de seu proprio sangue que se negam a fazer isso de barbaros. Mas não culpo somente aqueles que queiram minha casa, aqules que queriam as minhas coisas por esse incidente, culpo Zephyros, meu primeiro amigo humano, que vendeu minha familia como adeptos de bruxarias e deuses negros, tudo porque ele te amava...

Me lembro de estar sendo segurado pelos braços, espancado, ajoelhado e impotente quando botaram fogo em nossa casa...

Me lembro de você em pé, com nosso meninos nos braços: "Eu não gritarei meu amor, não darei essa satisfação a eles... volte a ser "O Impecável" novamente meu amor, e não deixe a pessoa que você se tornou sair de sua mente". Foram suas ultimas palavras enquanto me olhava nos olhos cercadas pelas chamas e quando elas te alcançaram você se foi, da maneira que disse que iria... sem dar um único grito de dor, nunca soube porque nosso filho não gritou...

Minha mente enlouqueceu no momento em que te vi ir desse mundo e mergulhado na loucura encontrei novamente a razão enquanto esperava meu "Justo Julgamento", algo acordou dentro de minha mente, algo antigo e eu que era considerado por meu mestre na juventude "um inútil" capaz apenas de fazer pequenos truques, despertei meu potencial.

Lembro-me do horror que os inquisitores sentiram quando me viram levantar de minha cela, guardo na memória a cara de cada um deles, a cada clérigo corrupto que eu encontrar, vou torturar e matar meu amor lhe juro isso, eles queimaram queimaram no fogo antes de encontrarem seus deuses. Rogo a Kord o seu deus minha bela, que tenha entrado nos céus e que esteja se divertindo matando dragões, pois o caminho que seguirei, jamais me permitirá voltar a vê-lá.

Bruxo eles disseram, então bruxo eu serei, até o momento que colocar cada maldito animal que me custou minha felicidade no ar na forma de cinzas, só então eu descansarei.

Olievos, aquele clérigo de Pelor que iria batizar nossa criança andou comigo por um tempo, antes de se estabelecer em uma vila menor, enquanto eu caçava alguns daqueles animais, ainda sorrio quando lembro das palavras dele:

"Parece que você não reza mais Therai", ele me falou, não é verdade Olievos, rezo todo dia para que eu esteja errado para que exista um inferno e para que todo aquele que se declarar meu inimigo e se puser em meu caminho, queime eter namente nele.

Therai se levantou do tumulo de sua esposa, ele ainda estava machucado, colocando uma flor conhecida como copo de leite, a flor favorita dela em cima da lápide ele partiu, em busca daqueles que o trairam, daqueles que um dia ele confiou, o sol brilhava, era um bom dia para se vingar e ele andaria pelo mundo, até ter o poder suficiente, para fazer isso, aqueles que o viram no tumulo de sua esposa não entenderam o que ele falava, pois ele falava em sua propria lingua, "demonio, saia da cidade, deixe esse tumulo em paz", gritavam eles. Therai se virou e se cercou de chamas, os aldeões correram de medo, mas ele não matou ninguem, se aquelas pessoas tinham alguma culpa, essa era unica e exclusivamente de serem burros e ignorantes demais, as vezes no entanto, isso pode ser uma benção.

Ele continuou seu caminho, para nunca mais ver o tumulo de sua esposa e filho, em sua jornada para caçar aqueles que haviam tirado dele, tudo que ele amava, isso não seria bonito de se ver, mas ele não se importava, essa foi o último pedido dela e Therai faria de tudo para atende-la, só assim a vida teria ainda algum sentido.


0 Blá blá blá!:

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