quinta-feira, 12 de março de 2015

SilverMoon - Conto Cap1


INTRODUÇÃO

Por inúmeras vezes, bardos bradaram aventuras épicas de incontáveis heróis nesse mundo. Seus feitos únicos passam de geração em geração inspirando a todos, tantos quanto aventureiros novatos quanto aqueles que possuem intenções não tão nobres, e que utilizam desses feitos para inspirar planos ainda mais maquiavélicos.

Porem poucos ousaram narrar os feitos de alguns guerreiros solitários, guerreiros que vivem nas sombras, no silencio, atuando de forma tão precisa que raramente são notados, alguns caem no esquecimento enquanto outros virão mitos e lendas, que são contadas as crianças como histórias de dormir.

Uma dessas lendas faz referência a um destes guerreiros desconhecido que ganhou o apelido de SIlverMoon.

Um herói vestido de preto, com um rosto negro como a noite coberto por um capuz. Ele poderia ser confundido facilmente com uma sobra da noite se não fosse suas brilhantes espadas prateadas no formato de lua minguante e crescente.

 Ninguém conhece seu verdadeiro nome, de onde veio, ou o que motiva esse guerreiro.
Apesar de sempre ter lutado para continuar nas sombras, algumas de suas ações já chamaram muita atenção. Atenção esta que chegou a ouvidos poderosos.

Existem poucos registros dos feitos do guerreiro da lua, alguns inclusive já são milenares. Alguns que ousaram falar o viram, falaram que era um elfo negro, outros já falaram que era um humano com rosto pintado ou até mesmo um orc.

Individuo ou grupo? A idade de seus relatos supera e em muito qualquer expectativa de vida sobrando praticamente somente dragões com tamanha longevidade.

Porem dragões são conhecidos por sua ganancia e vaidade e os feitos de Silvermoon andam em direção oposta.

As histórias que vos conto a seguir estão nas escrituras guardadas na biblioteca pessoal do arquimago, onde esses poucos registros são guardados e estudados.


CAPITULO 1 – Notas de um diário.

A primeira vez que me encontrei com Silvermoon foi aos 12 anos. Estava mais um dia na floresta, assim como em muitos outros, observando a natureza próximo de casa. Era um dia ensolarado.

Subi em uma macieira para pegar uma maça e lá de cima escutei o som de um grupo em discussão. Não conseguia definir muito as palavras mas as poucas que escutei aparentava ser um grupo prestes a saquear a cidade.

Resolvi me aproximar
Quando estava mais próximo começou a movimentação. Meu coração subia a boca, entrei num pânico silencioso que petrificava minhas pernas. O que eles fariam se me vissem?
Eles não me viram.

Tomado por um misto de medo e empolgação, disse para mim mesmo, “Medo é coisa de criança! Seja Homem”. E continuei.

A maravilhosa sensação de me sentir um nobre investigador, ser um herói na cidade e impedir bandidos de roubarem. Minha perseguição começava a tomar ares de brincadeira e comecei a ousar mais.

“Chegar mais perto” disse para mim mesmo. E assim o fiz. Cheguei tão perto que podia escutar claramente o que falavam.

“Não podemos mata-los em combate aberto, é muito arriscado. Se falharmos podemos começar uma guerra” disse um elfo com um olhar tenso.

“POIS QUE COMECE! Já esperamos tempo demais! Erythnul nos protegerá quando o sangue começar a correr e vamos conseguir!”

Aquela frase me puxou novamente para a realidade e me senti novamente o garoto que eu era. O medo tomara conta de mim. O que eu estava fazendo ali? Tentei me esconder porem estava perto demais, e a conversa parou.

“Vocês ouviram isso?”

Nesse instante uma mão cobriu minha boca e outra me puxava para atrás de uma arvore no exato momento que estava prestes a gritar.

Quem me puxava?

Seria meu pai que me seguiu e me salvou? Será que fui descoberto por um membro que eu não tinha visto? Salvo ou condenado? Não ousei tentar me desvencilhar.

Rapidamente e silencioso como a morte ele me puxou para cima de uma arvore. Apenas conseguia enxergar um par de olhos dentro de um capuz.

Após alguns momentos de silencio, não fomos encontrados, os bandidos continuaram sua rota e pudemos descer da arvore.

Reparei que em sua bainha q estava agora parcialmente descoberta da capa, tinha uma espada prateada. A empunhadura parecia fazer parte da lamina e era toda ornamentada e não conseguia saber se era uma ou duas espadas.

Olhei novamente para ele, o capuz novamente me impediu de ver o rosto. Ele apontou para a direção de onde eu tinha vindo e não falou uma palavra sequer. E não precisava, comecei a voltar para casa.

O que tinha sido aquele episódio? Contar minha aventura para alguém era muito arriscado. Poderia atrair confusão para mim por ter feito o que não deveria, ou até mesmo atrair os bandidos até minha casa.

Minha resposta não demorou a vir.

Naquela noite escutamos o barulho de batalha e confusão vindas do centro da cidade. O grupo que tinha encontrado tinha tentando aniquilar toda a nobreza da cidade. Das poucas famílias que sobraram a maioria dos membros foram assassinados naquela noite. Por mais que aqueles bandidos tenham sido mortos, o governo caiu e o caos surgiu.

Nos primeiros meses houve a anarquia e grupos se formaram para tentar organizar novamente a cidade e com isso veio a guerra pelo poder.

A notícia chegava que em muitos condados o cenário tinha se repetido, e a dúvida não saia de minha cabeça. Aquele homem das espadas prateadas que tinha me salvado, era um dos bandidos?

Até os 15 anos ajudei minha família a sobreviver aqueles dias difíceis. Ajudava no plantio e quando alguém tentava invadir ou saquear nossa casa eu lutava. Tomei a decisão de descobrir quem tinha me salvado e se tinha participado do golpe.

Não foi tão difícil a me adaptar a sobrevivência na floresta pois muitos anos passei lá. Comecei indo as cidades que tinha sofrido o mesmo golpe e ocasionalmente encontrava um ou outro bandido. Foi assim que me tornei um guerreiro.

Foram 2 longos anos juntando informações. Nada me direcionava ao meu objetivo. Nenhuma pista. Resolvi então que deveria seguir em direção aos bandidos. Faziam parte de um culto que tentava inserir o caos no reino para que o próprio Erythnul descesse para admirar.

Diversos grupos se uniram para contra atacar mas eu sabia que assim eu não conseguiria encontra-lo.

Segui só.

Numa de minhas buscas, localizei um grupo de bandidos que discutiam uma invasão. O cenário daquela tarde se repetia. Meu coração subiu a boca e o medo de antes se transformou em empolgação.

Mas já era noite.

Em uma copa mais distante reparei numa lua minguante. Porem estávamos em época de lua nova e cor estava muito prata.

Prata como aquela espada.

Momentos depois a lua desceu próximo ao grupo, e um a um convidava para uma dança mortal e de uma lua nasceu outra.

Neste momento todo o grupo estava em combate com aquele guerreiro negro, estavam em mais ou menos uma dúzia de inimigos. Aquelas 2 luas prateadas iam dançando e cortando os inimigos. Uma dança silenciosa.

Finalmente havia encontrado novamente. E o chamei de Silvermoon.

Quis me unir a batalha, porem apenas observei, queria saber mais qual a intenção de Silvermoon. Foram 5 anos de incertezas de qual lado ele estava e não queria interferir.

Naquela dança mortal as luas iam cortando de um lado a outro e o sangue escorria como em uma pintura de um louco.

A batalha havia terminado e antes mesmo de que ele pudesse sumir novamente eu me fiz presente.

Nos encaramos de forma firme por um momento. E em seu olhar pude ver que havia me reconhecido. Com um sorriso no canto do lábio ele apontou em direção a minha cidade.
Cruzei os braços e sorri novamente. E num movimento sutil sumiu novamente.
Não foi a última vez que nos encontraríamos.
...

Espero que tenha gostado do inicio, não esqueça de comentar.

0 Blá blá blá!:

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