quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Conclave Druídico - Diário do Patrulheiro


Diário do Patrulheiro - Dia II do Prenuncio de Outono.

"Assim, ele puxou o cordel, imóvel, como se fosse apenas mais uma ramificação daquele carvalho gigante! Embora fosse obrigado ao movimento, era como se não estivesse alí...
-Mais alguns passos, pensou... apenas mais alguns passos! Sabia que os glamoth estavam muito no limite de seu alcance, e um erro poderia custar um sobrevivente. Isso era inadmissível para ele, ou qualquer outro de seu povo!

Seu braço doutrinado mantinha-se firme ao estirar o arco longo, até que sentiu o momento certo de suas flechas ganharem o céu, silenciosas como as Aves Mouras do Pico Silencioso. Eles avançaram, sem saber, de encontro a um caçador! A primeira então voou, mas o patrulheiro mal teve tempo de vislumbrá-la, pois seus olhos já correram para a alijava e seus dedos hábeis e calejados desta rotina mais uma vez já traziam outra ao cordel, em um movimento tão cadenciados que algum bardo poderia chamar de "bela dança da morte"! A segunda então, já estava engolindo distâncias mais rápida do que um raio...

Apenas ouviu um som abafado e um breve grunhido, sabia assim que sua primeira presa jazia ao chão. A mesma preza que a pouco farejava algo ao ar, agora esguichava sangue por um olho que a pouco era branco e traiçoeiro, mas agora era uma lápide vermelha e pútrida com uma cruz sem braços de um Pinheiro Celeste.

Mal tiveram tempo de entender o acontecido, os batedores, e a segunda flecha quase no mesmo instante acertou seu alvo, porém para o caçador, a sorte também é necessária. Fora traído pelo vento e sua flecha certeira agora jazia ao solo, mas não sem antes arrancar como uma faca afiada um grande pedaço de carne azul-acinzentada que rolou ao seu lado. Havia acertado e arrancado um bom pedaço do pescoço de sua segunda presa, que agora grunhia como o mosntro que era jogado ao solo com as mãos em torno da carne dilacerada. 

Provavelmente possuidor de maior intelecto, ou talvez, experiência em batidas, o terceiro orc rolou ao chão e parou ajoelhado com sua espada ao punho, e por um segundo vislumbrou a terceira flecha que tremeluzia firme cravada ao solo, dois centímetros á frente de seu pé esquerdo.  
Mantendo toda a sua calma, o caçador vira ele esquivar de mais uma flecha e mais outra. Era deveras, ágil a criatura, porém, este possui também suas habilidades! E assim, levou duas flechas a seu cordel, levantou-se sobre o galho que o escondia em um pulo e as disparou, simultaneamente. Mais uma vez, um guincho foi a melodia daquele entardecer!  A criatura titubeou, ajoelhou-se, e caiu... com a cara ao chão! As flechas foram certeiras... uma na coxa e outra ao peito!

E assim o caçador permaneceu, por alguns instantes... Apenas o vento agitava sua capa e o orc ferido ao pescoço tremia ao tentar em vão algum movimento em seu último fio de vida... Colocou seu arco a meia espalda, ajeitou sua alijava, puxou sua capa por cima da cabeça e então desceu de seu esconderijo. Como um gato, jazia ao solo e rumava para a borda da floresta. De súbito um arrepio lhe correu a espinha e o vento então parou... Escutou ao longe o canto de um Urutau solitário e foi assim, somente assim, que percebeu..."

Continua...!

O_Druida escreve como hobby e participa a alguns anos já da blogsfera "RPGística" publicando contos, prólogos e histórias em alguns sites. A pouco, criou seu próprio canto onde está reavendo estas coletâneas para publicá-las em um só lugar! Conheçam O Conclave Druídico.


O_Druida.


0 Blá blá blá!:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Facebook Themes