sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Resenhas Obscuras - Arcade 8 Bits




Bom dia pessoal! Pelo menos eu espero que seja...


Nós, os Dragões do Sol Negro, usaremos esse espaço para resenhar RPGs Indies; primeiramente porque o blog é nosso e escrevemos o que quisermos nele e segundamente porque queremos falar sobre o trabalho nem sempre maravilhoso feito pelos talentosos e internéticos fãs  de RPGs que por não terem nada melhor para fazer na vida além de escrevê-los, os distribuem na net e algumas vezes passam batidos esquecido no mar de bits da internet mesmo sendo muito bons ou nem tantoEntão vamulá!


Autor: Anderson Benites Maruchi

Link para Download

Eu era gamer muito antes de ser RPGista. Meu primeiro contato com games foi com um Atari2600 do meu tio e o contato se resumiu a eu olhar maravilhado aquele monte de objetos se mexendo na tela e isso eu tinha uns 5-6 anos. O jogo? Chopper Command. Um tempo depois (11 anos + ou -) ganhei meu “Atari Brasileiro”, o Dactar, e a partir daí nunca mais parei. Viria a conhecer o RPG uns dois anos depois através de um amigo que me apresentou o sistema Aventuras Fantásticas. E também nunca mais parei... Desde aquela época os dois tipos de jogos me influenciaram mutuamente nas minhas criações e preferencias: usava idéias de personagem de games para criar material para RPG e RPGs eletrônicos sempre foram minha predileção para games.
Para o pessoal mais novo, acostumados aos gráficos deslumbrantes dos games atuais, olhar os games da era 8/16 bits podem fazê-los torcer o Nariz, mas esses games possuem características muito próprias que não se vê mais em games modernos, ao menos não com tanta frequência. Eram mais simples, e portanto precisavam de alguma imaginação para fazer a coisa fazer sentido, mesmo que seus elementos não fizessem sentido algum! Afinal, imaginemos hoje em dia, um game como Super Mario onde um encanador viaja por um mundo encantado passando por exércitos de criaturas improváveis para salvar uma porcaria de princesa que ele não conhece e que sempre esta no outro castelo... Alias pela própria limitação gráfica do saudoso “nintendinho” é que Mário é do jeito que é e mantem seu carisma e elementos divertidos à quase 30 anos. Arcade 8 bits é um RPG sobre os games dessa época.
O “feeling” dos games da terceira e quarta geração está contidos nesse RPG que lhe faz encarnar os personagens dos games clássicos, com seus gráficos antigos, histórias simples e recursos enxutos. Temo que esta resenha, talvez possa ficar maior que o próprio Arcade 8bits: O manual de apenas 21 páginas (contando a capa e a contra capa). As letras pixeladas dos títulos e as páginas pretas lembram as telas dos antigos games. O manual é sucinto e de fácil leitura, permitindo até quem não gosta de ler dominar rapidamente o sistema... Embora eu ache difícil encontrar um Rpgista que não goste de ler, mas vá lá né o que não falta é gente estranha nesse mundo... Ou seriam normais?

O manual divide-se em 7 capítulos... ou algo parecido com capítulos! Vamos a eles.

RPG: Dedica uma página para explicações sobre o que é RPG. Isso é básico para qualquer RPG que se prese e útil para quem se interessa pelo Hobby sem nunca ter lido nenhum material anterior a respeito.

Estrutura do Jogo nos fala sobre o léxico próprio do Arcade 8 Bits. Não há pretensão de ser um cenário em si, mas os Jargões ajudam a colocar o leitor no clima, usando várias denominações “videogamísticas” para os elementos de um RPG de mesa como o mestre (A Machine) ou o jogador (Player). Vale comentar: muito se usou em revistas de RPG, como a antiga Dragão Brasil, que o mestre era algo como “O Console de Vídeo Game” num RPG. Pois bem... AQUI ELE É EXATAMENTE ISSO!

Press Start: Aqui temos uma breve explicação sobre tipos de aventuras ou campanhas que podem ser roladas com Arcade 8 Bits. O interessante é a possibilidade de usar personagens de games de um determinado estilo, como por exemplo de um Fight Game em um outro qualquer! Que tal colocar Ryu de Street Fighter num adventure? Aqui é possível!

Select Player: Aqui começa a aparecer às regras em si de Arcade 8bits. Em "Select Player" nós temos como construir seu personagem onde os “bits” são os “pontos de personagem” de outros RPGs, e claro, um personagem pode ser construído com 8 ou 16 bits inicialmente, recebendo mais a critério do “machine”.

Bem ambientada, a ficha é baseada num controle de SUPERNESS onde suas habilidades podem ser compradas e endereçadas aos botões do controle. São eles:

Direcional: Seu número de ações por rodada e valor de habilidade geral. Interessante aqui é a possibilidade de fazer os famosos combos.

Botão Verde: para skills de movimento.

Azul: Efeitos Mágicos ou Tecnológicos especiais.

Amarelo: Habilidades de defesa.

Vermelho: Habilidades de pancadaria.

Há ainda o Start/Select que é seu “continue”

A ficha tem direito até aos famosos coraçõezinhos usados como medidor de vida e um exemplo de char, um Dark Mage de Final Fantasy.

O capítulo mais longo do manual (e entendam longo como 6 páginas) “Power UPs” vem com a lista explicando e definindo o custo em Bits das habilidades dos personagens e mostrando o exemplo do personagem construído Dark Mage.

Em “The System”, temos a explicação da mecânica simples de Direcional + Poder vs dificuldade. Um sub capítulo (ou capítulo mesmo) trás a mecânica de combate: Read fight.

Itens? Itens clássicos dos games como Potions e Flores de fogo são vistos em “Coins & Itens”. Coins são o dinheiro do jogo e ali consta os itens, seus efeitos e custos em “coins”.

Por fim em “The World” temos apenas uma observação geral sobre os mundos e formas de recompensar os personagens.

Na última folha temos uma "ficha limpa”(entendeu a prassódia? não?ah esquece!) para podermos fazer as cópias e uma folha quadriculada que você pode usar para desenhar seus personagens pixelados! O que é uma grande ideia para pessoas que como eu tem uma incrível habilidade de ser incapaz de desenhar algo diferente de bonequinhos de palitos deformados.

No geral, Arcade 8bits é um RPG de rápido domínio para veteranos e de fácil aprendizado para novatos. 

Mas como nem tudo são flores: eu ainda não tentei, mas imagino que o manual deve ser um pouco difícil de imprimir, mas convenhamos que dado à simplicidade do sistema foda-se o Xerox e pergunte a machine! O sistema não é nem um pouco realista então esqueça seu valor modafoca de inteligência do seu mago modafoca, Se quer interpretar um mago-nerd over inteligente faça porque quer, porque parâmetros realistas aqui só a machine dirá!

Senti falta de uma aventura pronta e alguns inimigos clássicos prontos, assim como uma lista de chars clássicos já prontos.

Esta resenha é patrocinada por 


PORRA NENHUMA!!!

Por isso, entre na campanha:




Resenha by:

3 Blá blá blá!:

Diego Cava disse...

Pô, taí uma forma de jogar os antigos jogos do snes em modo multiplayer com mais de dois consoles...

e mais, se a aventura não estiver funcionando tapa no "machine" ou sopra o cartucho que nunca falha!

Maneira a resenha, não conhecia o sistema.

Dragões do sol Negro disse...

Show de bolismo!

Mostarda Man disse...

Obrigado Rogério adorei a resenha o/

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