quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Conto - Além das montanhas místicas


Além das montanhas místicas.

Não pequeno gafanhoto! Não se trata de uma lenda, ilusão ou sonho.

Assim como seus relatos eu presenciei, há mais de dez mil anos - em tempos difíceis como os de hoje - semelhante situação, e acho que estávamos andando pelo mesmo motivo.

De fato, assim como você eu era jovem e ambicioso, um pesquisador em busca de respostas, origem, futuro e riqueza.

Cento e oitenta milhas a oeste do ponto mais oeste das terras sem brumas, um ponto visível durante um único dia do ano no calendário antigo, uma ponte sobre rio nenhum, um desfiladeiro infinito sem céu ou mar, lá estávamos, onde a única sensação presente entrava pelos ouvidos e acalmava, posso jurar que era uma espécie de música, mas nada que reconheça ainda hoje, após tanto tempo.

Próximo ao grande vulcão nenhum dos empecilhos reclamados durante toda a jornada nos afetava, a empolgação tomava conta de todos, estávamos tão perto de desvendar o oculto que não percebemos os sinais que alertavam dos perigos de estar ali.

O grande vulcão é seu ninho, os grandes olhos vermelhos que despertamos trouxeram morte e fogo, alcançar os andares das divindades tem seu preço e todos nós fomos instantaneamente incinerados.

Então entendi que o mais leve passo rumo ao desconhecido pode libertar o Grande Dragão!  

Uma breve metáfora da vida, que nos acometeu com surpresa e confusão. Assim como seu espírito se encontra agora eu estava no fatídico dia que despertamos a fera, sua oração me obriga por juramento e culpa a te esclarecer sobre a realidade do destino.

A morte e o fogo não vieram somente para nós, mas para todo nosso povo, e parecia que não havia homem capaz de enfrentar os desafios oriundos do ventre do mundo, nosso tempo tinha acabado.

 Porém, alguns poucos predestinados e resolutos o enfrentaram e venceram, e assim conhecemos novamente a força, nosso destino e razão como povo, guiados pelos nossos heróis.

Após tal episódio nada era capaz de impedir a expansão de nossa cultura, economia e exército, os filhos do Dragão - como ficamos conhecidos - se tornaram o substrato de todas as raças existentes hoje em nossa realidade.

Portanto, antes de se culpar com enorme pesar pela catástrofe gerada pela irresponsabilidade de sua conduta, não se engane, a depuração dos corruptos e ingratos se faz necessária nos dias atuais, os filhos do dragão não passam de um borrão do que outrora foram, e seu brasão é usado tão somente para exigir tributos e suportar regalias para a classe dominante.

Saiba que entre os milhares que morrem diariamente para estabelecer nossa flâmula no mais alto pedestal existe um, ou dez, que não sucumbirão perante a fera. Com os olhos cerrados, pelo bem de nossa linhagem e honra, avançarão entre aqueles que se escondem ou fogem, para enfrentar o rugido do destino, a libertação pelo fogo! Esse é o nosso legado, que nos leva ao nosso destino: a Glória!

Ao final, com a cabeça do Dragão ornando novamente o antigo salão de glórias (hoje esquecido), poderemos aclamar nossos heróis novamente e nos restabelecer sob o comando de líderes justos e honrados.


6 Blá blá blá!:

Prof. Matheus disse...

Dragõõõeeesss..... eu quero... hahahaha

Adonis disse...

Para a glória soldados!

Rogério Monge da Dungeon disse...

"Quem deve enfrentar monstros deve permanecer atento para não se tornar também um monstro. Se olhares demasiado tempo dentro de um abismo, o abismo acabará por olhar dentro de ti".

Friedrich Nietzsche


Dragões do sol Negro disse...

profundo...

Diego disse...

Meus textos sempre expressam a minha vontade e saudades de jogar RPG.

Já temos o matador de dragões(Prof. Matheus), o capitão(Adoniram) e o sacerdote sóbrio (Sr. Monge).

O senhor Mnar só precisa se habilitar à mestrar e voilá!

Um grande abraço Dragões.



Dragões do sol Negro disse...

Opa grupo feito só rolar os dados...

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