terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Projeto Sombras Efírias: As Sucubus




OBs1: Bom esta é a segunda raças que habitam Efíria. A outra, o Woj vocês conferem no Clique Aqui

OBs2: As estatísticas usadas serão do D20, pois é um sistema bastante conhecido. O sistema Efíria ainda precisa de alguns ajustes. 

A Sucubus




Meu nome é Tasha Alíndria. Nasci nos porões de um prostíbulo em Munai, a Capital do império Vársavo, no mês da Espada do ano de 880 DE. O dia eu não sei dizer ao certo... minha mãe não se preocupou em marcar um dia. Quando eu tinha uns 7 anos e perguntei porque eu não tinha um aniversário ela me pediu pra escolher um dia do mês e eu escolhi dia 7. Sempre gostei do 7 e eu ‘tava com sete anos... acho que você me entendeu. Hoje eu tenho 124 anos, mas ainda lembro de muita coisa da minha infância. Minha mãe me iniciou na vida de meretriz ainda muito nova; eu tinha uns 6 anos.

É eu sei... ela era doente, dizia que eu dava despesa e por isso me “colocou no trabalho” pra satisfazer nobres pedófilos que pagavam alto por um “prazer exclusivo”. Dor. Eu lembro de muita dor... Espero que não se importe; não gosto de falar da minha infância.

Bom, depois que eu cresci, eu me afastei da minha mãe, assumi a forma de uma mulher nobre que conheci.  Só cuidei para que não ficasse exatamente igual pra ninguém desconfiar e usei outro nome: Penélope. Eu achava ela tão linda! Tinha uns cabelos volumosos e ruivos e olhos de um cinza cristal tão bonitos! E bem...sim... ela era um dos “Nobres com gostos exóticos”que pagavam pra minha mãe pra... você sabe. O nome dela? Anabela Duram. Sim da família nobre dos Duram... bando de pervertidos. Tive o desprazer de ser contratada por ela junto com meu pórtico para achar um filho bastardo concebido numa de suas orgias. Nisso ela já tinha uns 75 anos e estava à beira da morte. Eu mesmo queria te-la feito morrer, mas convenhamos morta ela não servia para nada...

Depois que deixei minha mãe eu fui até a Cidade de Strad a uns 50km da capital, recomeçar minha vida lá. Não queria mais saber de homens me apalpando. Eu tinha uns 16 anos e consegui trabalho como servente na taverna Beira da Estrada e foi quando eu conheci vários aventureiros. Quase fui pro olho da rua uma vez ouvindo extasiada da boca de atiradores, lutadores, magos e assassinos suas vidas excitantes de aventura e glamour. Mais tarde descobri que o glamour era raro, mas ainda sim a vida de aventureira era algo que ansiava.

Numa noite conheci uma outra Sucubus chamada Cassandra Aris, era uma assassina vinda da região de Ronam. Eu larguei meu emprego para ajuda-la nas suas missões como uma ajudante. Normalmente chamava atenção de guardas com minhas habilidades de metamorfose e meretrícia enquanto ela aproveitava para invadir locais estratégicos e eliminava ameaças para quem pagasse mais. Eu fui aprendendo o ofício de assassina com ela e chegou um ponto em que eu tinha tanta perícia quanto ela, mas ainda servia de distração para soldados solitários em noites frias na maioria das vezes. Não me olhe assim. Pudor para mim sempre foi uma palavra que sai da boca de gente que nunca passou o que eu passei! Bem... realmente eu não queria mais ninguém me apalpando, mas ao menos ajudando a Cassandra eu usava o que tinha de melhor e ela me retribuía como mestra e quase como... mãe.

Desculpa as lágrimas...

Eu continuei com ela, até o dia que ela invadiu O banco central de Munai e não voltou...

Eu... gostava dela. Era simpática e querida, mas um monstro de sangue frio em trabalho. Éramos muito amigas. Desculpa não falar mais. Dói saber que ela não voltou... Quis ir atrás, mas ela sempre me disse que se ela não voltasse de um local que ela entrou, que eu fugisse.

Dali por diante segui minha vida como assassina. Encontrei um pórtico experiente que acostumados com quase tudo nesta vida, me aceitaram como sou. Deste círculo de amizade e de trabalho conheci Orlando, um lutador e após muitas aventuras juntos, conheci o amor pela primeira vez. Acumulamos riqueza juntos e fiquei com ele até ele morrer 40 anos atrás. Sabe como é: vocês humanos vivem pouco e nós muito. Ele morreu velhinho ao meu lado e eu mudava minha aparência todo o ano para acompanhar a “jornada de velhice” dele.

Com Orlando eu conheci o amor de mulher e de mãe. Tivemos duas filhas lindas que hoje em dia seguiram seus rumos. Uma se tornou uma maga perita e a outra é casada com um nobre e esta para ter sua primeira filhinha agora. Eu fico imaginando o que deve estar passando na sua cabeça.  Aparento ter mais uns 18 anos e já sou avó, né? É por isso que não podemos nos considerar humanas...

Ainda continuo como assassina e pretendo seguir este caminho até morrer.

Eu Sou Tasha Alínria, sou uma Sucubus, e vou falar-lhe sobre nós...


O Nome




Em nada temos a ver com os monstros mitológicos da igreja Atarquista, embora a própria igreja tenha uma parcela de culpa em termos este nome. Não somos demônios nem nada do tipo, mas quando as primeiras de nós nascemos, os sacerdotes atarquistas nos batizaram com este nome infame e muitas de nós morreram queimadas nas “piras sagradas” deles. Umas poucas sobreviveram pelas mãos de mães mais dedicadas e menos fanáticas, mas não sobrevivemos à este nome pejorativo.
Entre nós nos chamamos Nyothgane, um nome que embora tão nefasto quanto sucubus, ao menos é mais de acordo com a realidade. Esta palavra tem origem no idioma do extinto povo de Ur e significa: Filha da Noite Viva.
Noite Viva... Este nome em Urai é Nyothga, que é o nome que aparece nos livros de história sobre a era dos horrores.


Como Surgimos




Na era dos horrores, um horror conhecido como Nyothga emergiu das profundezas e estava arrasando as planícies orientais perto das Montanhas da Cordilheira Efíria. Este ser medonho e amorfo atacava tudo o que fosse vivo, sugava seus fluídos corporais e dele nascia monstros escurecidos horrendos que lembravam um pouco as suas vítimas.

Todos os homens do reino em condições de lutar, uniram forças contra o horror e suas crias nefastas. Não sei como a batalha aconteceu, só sei que o venceram e o baniram para as profundezas da terra.

E voltaram mudados...

Muitos voltaram com uma mancha enegrecida em algum lugar do corpo. Diziam que era o sangue de Nyothga e suas crias que respingavam neles durante a batalha e entranhavam na pele. O tempo passou e em menos de dois anos todos estavam mortos: As manchas era uma espécie de doença que ia enegrecendo a carne muito lentamente. Os primeiros sintomas significativos só foram aparecer um ano depois que incluía: um aumento gradual da mancha, dores musculares, vômitos, enjôos e falta de apetite. Quando mais da metade do corpo era tomado pela mancha ela se separava do corpo e assumia a forma de uma bolha nojenta de betume carnoso que tentava envolver qualquer coisa viva a volta para drenar os fluídos de quem pudesse alcançar, igual o próprio Nyothga. Estas aberrações eram mortas com fogo e assim que os primeiros apareciam e eram controlados logo tratavam de sacrificar os doentes para evitar novos monstros.

Onde entram as Sucubus nesta história? Bem... Maridos, namorados, amantes infectados procuraram suas mulheres para ter relações e os frutos destas relações somos nós. A “semente” dos homens estava maculada por Nyothga.

Claro; nem todo homem estava infectado e muitos não participaram da Batalha contra Nyothga diretamente. O motivo de, hoje em dia, não existir mais Urais foi o cataclismo que aconteceu 600 anos atrás. As Sucubus que hoje existem são aquelas que foram criadas fora de Ur.

Segundo uma amiga minha que era uma estudiosa da academia, a ciência da genética diz que os genes dos homens maculados por Nyothga foi alterado. Todas as sucubus são mulheres por um motivo que ela não sabia explicar e sempre que uma tem filhos, serão sucubus não importa a raça com a qual procriem. Muitas preferem ter como parceiros membros de raças longevas como os elfos. Algum traço do pai revela o parentesco com o pai, mas quase nunca terá características da mãe.

Como somos




Bom. Somos humanas na aparência, porém nosso sangue é negro, o que faz com que nossa pele no geral seja acinzentada. Quando aparece sob a pele, nossas veias são pretas e as artérias, quando visíveis, são arroxeadas.

Todos os nossos dentes da frente são pontudos com grandes presas, como vampiros. Nós comemos carne e bebemos sangue. Isso é necessário para a nossa sobrevivência. Podemos até comer vegetais em quantidade menor, mas não nos nutre como carne e sangue. Somente sangue ou somente carne nos causa deficiência, motivos pelos quais criamos ou compramos animais para comê-los ainda frescos. Não nos alimentamos de seres inteligentes; não tanto quanto qualquer outro humano desesperado faria...

Nossos olhos existem em três tipos e às vezes cada olho pode apresentar uma um tipo diferente. Os meus, por exemplo, possui uma íris no olho direito e um olho branco, leitoso, no esquerdo. Há aquelas que têm os olhos completamente pretos. Minha amiga Cassandra era assim. Há quem tenha um olho branco e outro com íris, enfim já vi todas as combinações. Nossas Iris normalmente são cinzas, azuis muito claras, quase transparente ou completamente pretas, quase não dando para ver a pupila.

Desculpe a falta de modéstia, mas todas nós apesar dessas diferenças das humanas, somos sempre formosas e com belos rostos e lindos cabelos negros. Não somos obesas e aparentemente nosso corpo rejeita excessos de uma maneira bem dolorosa. Vou te poupar dos detalhes. Contudo, quando mal alimentadas emagrecemos...

Por algum motivo, podemos mudar nossa aparência à vontade. Aquela maga amiga minha diz que é porque o próprio Nyothga era fluído, e nós nos adaptamos como ele. Podemos mudar a cor, o tipo e o comprimento do nosso cabelo, parecer mais baixa ou mais alta, mudar nossa carne para ter qualquer aparência. É o que nos ajuda a sobreviver no dia a dia. Se caso nosso sangue, cabelo ou membro for separado do corpo ele retorna a forma original.

Sim... temos dons sobrenaturais. É da nossa herança. Além de mudar nossa aparência vemos no escuro total como se fosse dia, mas enxergamos em tons mais acinzentados, como um dia nublado e mais sombrio. Podemos também criar trevas; isso ajuda em momentos mais românticos... Eu sei do que falo... Também podemos, com muito custo tornarmos uma sombra viva fluída e sem forma definida permitindo atravessemos as paredes e outras peripécias. Isso é doloroso e fatigante, e se ficamos assim por muito tempo nos tornamos monstros como Nyothga, mas ajudas às vezes.

No geral somos mais hábeis e mais sociáveis que outras humanas, mas também não temos lá muita força física. Nunca vi uma sucubus musculosa.


Como vivemos




Ao nascer nascemos como humanas normais e sem maiores complicações no parto que qualquer outra mulher. Nascemos branquinhas com os olhos já com as características típicas. Normalmente sucubus que vivem disfarçadas como humanas normais são reveladas neste momento pois a criança em si tem traços muito característicos, principalmente quando a dentição começa a surgir. Muitas são abandonadas pelos maridos ali mesmo, no momento do parto, mas não é a regra. Alguns homens entendem a situação e criam a filha. Às vezes o amor é tão forte que ultrapassa as diferenças como Orlando, por exemplo, que já sabia que eu era uma sucubus. Não foi um problema pra ele, saber minha natureza.
A infância e a adolescência são momentos conturbados na nossa vida, até que conseguimos mudar de forma e manter a nova aparência.  Em cidades interioranas e para a massa ignorante das metrópolis somos monstros passíveis de ir para fogueira. Nada tão cruel e estúpido.
Quando independentes tentamos ser felizes como qualquer raça abaixo do céu. Não nos diferenciamos muito de outras humanas, queremos casar, viver romances , ter filhas, essas coisas.  E assim como outras humanas algumas se tornam aventureiras como eu. Há aquelas eu o destino sorri e são casadas com nobres ricos e bem conceituados. Viu? Em quase nada nos diferenciamos.
Claro que gente mais abelhuda pode achar estranho alguém se alimentar de carne crua, mas costumamos a ser discretas na nossa alimentação.

O Rumor




Existe uma teoria que diz que nós na verdade somos extensões de Nyothga. Uma peça no jogo de xadres deste horror para criar uma raça serva a ele e que isso explicaria todas as nossas características físicas e mentais. Não acredito nisso e acho que é só mais um boato espalhado por quem não gosta de nós.

Enfim...



Tasha Alíndria

Enfim, minha querida, era isso que eu tinha pra falar. Te contei tudo isso porque, sabe; às vezes eu preciso desabafar e não tenho um marido amoroso mais para me ouvir. Desde que Orlando morreu, eu não tenho mais peito para suportar a dor da perda de um amor. Então... obrigada. Eu te contei tudo isso porque sei que não falará nada para outros; afinal gente morta não fala.

Não adianta se debater... seu pai não pagou o combinado pelo sequestro e ainda chamou a guarda. Fez exatamente o contrário de tudo o que eu disse. Mas agradeço imensamente ter sido uma boa ouvinte. Claro que o fato de você estar amordaçada e amarrada nesta coluna contribui significativamente para isso então não preocupe, tenho quase 100 anos de experiência, não vai doer nada...

Eu prometo!

Estatísticas para uma Sucubus de Efíria em D20


·        Uma Sucubus tem tamanho médio e é considerada uma aberração para efeito de regras.

·        O deslocamento de uma sucubus é igual a 9 metros, como um ser humano normal.

·        Uma Sucucus é ágil e com razoável poder pessoal natural recebendo +2 em Destreza e Carisma. A força de uma Sucubus deixa a desejar e ela recebe – 2 de força.

·        Visão no Escuro Perfeita: Uma Sucubus pode ver na escuridão de maneira perfeita, sem as limitações impostas por visão no escuro.

·        Mudar Aparência: A capacidade de mutabilidade da sucubus equivale a magia “Alterar-se” com o limite de que nunca poderá usar para uma raça não humana. A personagem pode manter a nova aparência indefinidamente e pode usá-la a vontade.

·        Uma com a escuridão: Recebe + 1 nos testes de mover-se em silêncio e esconder-se.

·        Escuridão: Uma vez por dia uma sucubus pode usar escuridão, como a magia homônima como um feiticeiro de mesmo nível.

·        Forma de Sombra: uma sucubus pode tornar-se uma sombra recebendo os mesmos benefícios do monstro "sombra" do LdM a única diferença é que a aparência é como um fluído amorfo e nem de longe lembra um humanóide, embora a personagem possa agir normalmente. As características da transformação segue a mesma regra das metamorfoses de druida quanto a itens mágicos. Esta forma consome 1 ponto de constituição por rodada e, ao fim dos pontos de constituição, o efeito é irreversível e o personagem se torna uma sombra para sempre. O dano em constituição é curado a taxa de 1pt por hora, sem descanso ou 1d6 por hora de descanço completo. 

* Ajuste de nível +1


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1 Blá blá blá!:

Dragões do sol Negro disse...

Show! Deu até medo.

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