segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Análise Far Cry 3


Sempre gostei muito de jogos de tiro em primeira pessoa, o vulgo FPS (First Person Shooter) e alguns títulos me chamaram mais e outros menos atenção, mas Far Cry 3 superou totalmente minhas expectativas, mas o que importa mesmo em um jogo é a história.

No jogo você assume o papel de Jason Brody, que sai de férias com os irmão, amigos e namorada numa aventura radical, mas tudo acaba dando errado e eles vão parar numa ilha sem lei, onde é governada por um grupo de piratas, onde alem dos piratas a única coisa que impera na ilha é a miséria humana. Sendo assim as pessoas que vivem lá tem apenas duas opções: as drogas ou as armas.



Este é o local onde você se encontra, preso em um lugar onde o certo e o errado se confundem todo o tempo e o ambiente violento é uma constante todo santo dia, durante a introdução o jogo faz questão de salientar o quão frágil é nosso protagonista, fazendo com que você perceba que ele é apenas um jovem normal como qualquer outro, sem nenhum super poder ou até mesmo dando a entender que ele não é um super soldado, que é uma pessoa normal sozinha numa ilha misteriosa cercado por pessoas de todos os tipos, inclusive loucos e criminosos.

Com um enredo envolvente e muito emocionante, o jogo consegue fazer com que a mudança do protagonista seja sentida por quem está na pele do protagonista, ou seja você mesmo. Como não poderia deixar de ser o jogo trata de introduzir os personagens locais, um refúgio onde percebe-se que ali é o único local de sanidade da ilha inteira, que prontamente acaba  por ajudar-nos durante a aventura inteira. Citra a líder do grupo nativo de guerreiros chamados Rakyat, e irmã do líder insano conhecido como Vaas Montenegro, é apresentada mais tarde.

Da pra ver nas expressões faciais de Vaas a loucura em seus olhos desde o início do jogo, sempre com grandes ideais e mania de grandeza, e viciado em metaanfetaminas. Uma ilha em que as leis de Darwin são tratadas sem temor e com tanta naturalidade, é obvio que Vaas não é o criminoso mais insano das "Rock Islands", Hyot Volker, o antagonista e chefe de Vaas é o manda-chuva insano por trás disso tudo, ele comanda um enorme exercito pessoal ao sul do arquipélago. Responsável pela tráfico de prisioneiros escravos, com certeza ele é o principal suspeito para que você saiba muitos dos mistérios da ilha.

Riley o irmão mais novo de Jason é uma de suas principais motivações para continuar seguindo e descobrindo os mistérios daquele arquipélago. A tatuagem que surge misteriosamente no braço esquerdo de Jason é a "barra de progressão" estilo RPG, mas no caso de Far Cry 3 o sistema de progressão ficou muito interessante, o jogo faz isso na forma de pontos de skills (habilidade), e na proporção exata, e conforme você vai gastando esse pontos, sua tatuagem vai crescendo e aumentando no seu braço, você não sente necessidade de jogar apenas pelos pontos.

O cenário é bem detalhado e a ilha é enorme, o jogo é bem imersivo e você sentirá vontade de explorar cada canto da ilha, seja durante as missões principais ou até mesmo durante as secundárias, e ao longo do jogos vão perceber que as horas passaram rápido demais e ainda tem muito o que fazer.



Para eliminar os inimigos ao longo do mapa, temos várias maneiras, com certeza uma boa parte dos jogadores irão abordar os inimigos do modo Rambo tradicional, lançando misseis e com lança chamas, mas o modo furtivo também pode ser uma opção mais gratificante ainda, ou seja, destruindo alarmes e eliminando os guardas sem chamar muita atenção deles.

O jogo tem várias skills para você ir desbloqueando e algumas delas são dedicadas a ação furtiva e aos assassinatos, sem tornar uma obrigação ou até mesmo desgastar, o jogo recompensa as ações furtivas. A reação dos animais é bastante interessante e muito bem feita por sinal, enquanto alguns deles são agressivos, outros animais ao perceber a aproximação fogem quando percebem a intenção da aproximação, cada área tem um animal predominante, e precisamos usar o couro desses animais para ir aumentando a quantidade de munições que desejarmos transportar.

A surpresa mais agradável de todas é que os animais selvagem tem esse comportamento imprevisível não somente com o protagonista do jogo, mas também com qualquer personagem do jogo, seja ele habitante da ilha ou forasteiro. Sendo possível em algumas situações usarmos esse comportamento selvagem dos animais a nosso favor em algumas situações.

No geral Far Cry 3 é um jogo excelente, possivelmente o melhor que está geração tem para mostrar, e com certeza um sério concorrente do Crysis 3, tanto no quesito gráfico, quanto no áudio são muito bons, a expressão fácil e os diálogos são bastante convincentes, sem falar da trilha sonora que me deixou bastante  imersivo na trama da historia e nas situações de perigo ao longo do jogo.

Há uma grande, porém não exagerada variedade de armas disponíveis assim como a customização das mesmas com mirar laser, silenciadores, quantidade extra de balas no pente e etc.



Far Cry 3 oferece o modo Cooperativo com até 4 jogadores e como não poderia deixar de ter hoje em dia, um modo Multiplayer, porém a historia do modo Cooperativo é separada, ficando no meio termo entre a historia principal e o modo Multiplayer, não estragando assim a surpresa de jogar o modo normal depois de ja ter jogado o Cooperativo, aumentando ainda mais a curiosidade para saber a historia completa do jogo.

Chegando ao fim da análise não posso deixar de ressaltar que sou fã de FPS e Far Cry 3 superou e muito as expectativas que eu tinha em relação ao jogo, o ultimo jogo que me chamou a atenção foi Spec Ops: The Line, não tanto pelo conteúdo gráfico mas boa parte pela história do jogo, e no caso Far Cry 3 que tem a maioria dos elementos muito bons, tem tudo para ser um jogo de extremo sucesso.



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2 Blá blá blá!:

Paulo disse...

Não sou muito desse tipo de jogo, pois me perco facilmente.
Mas parece ser muito legal.

Rogério Monge da Dungeon disse...

Modo furtivo! (*_*)

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