terça-feira, 27 de novembro de 2012

FILME NA MESA! #005

Mal entendido. Uma desculpa clássica para coisas que dão errado na sua vida. Mas e se, na verdade, não passa de algo" bem entendido", só que de uma história falsa? Adivinha quem está de volta? Sou eu, V.H. Mota e hoje vamos dar uma aliviada na tensão que tem sido os últimos "Filme na Mesa!" (Confira as outras colunas AQUI, AQUI, AQUI e AQUI!): faremos algumas sugestões baseadas num dos filmes de comédia mais engraçado dos anos 80 - "TROCANDO AS BOLAS"! Esta pérola, protagonizada por Dan Aykroyd (conhecido como o Dr. Ray Stantz, em "Os Caça-Fantasmas") e Eddie Murphy (famoso pelo seu papel como Axel Folley, em "Um Tira da Pesada"), traz uma história muito comum na dramaturgia: aristocratas que se divertem com o sofrimento de meros plebeus, mostrando como o dinheiro é capaz de mudar qualquer pessoa e de se realizar qualquer desejo. Com direção de John Landis (diretor de outro clássico, "Um Príncipe em Nova York" - também com Eddie Murphy), este filme abordou com muito bom humor a decadência do nobre e a ascensão do plebeu como joguetes, que muitas vezes é retratado de forma trágica em "A Vendedora de Flores", onde um ricaço aposta que é capaz de transformar uma pobretona rude numa elegante dama (sendo incrivelmente parodiado NESTE episódio do "Chapolin", em 1978):

 Trocando as Bolas (Trading Places - 1983)
Trailer: "Ei! Você está no meu lugar!" 

 Louis Winthorpe III (Aykroyd) é um bem-sucedido corretor da bolsa de valores e representa a renomada Duke & Duke Corretores. Tem mansão, educação invejável, uma bela noiva rica, um mordomo, empregados, roupas caras e tudo o que um homem poderia desejar em termos de conforto. Um cidadão esnobe, mas acima de qualquer suspeita, que não consegue conceber o que os seus chefes entediados estão prestes a promover e em como esta "diversão" burguesa o mudará - literalmente.

"É o meu mordomo! É o meu carro! Colemaaaan!"

Depois de um mal entendido ao trombar com Louis Winthorpe e pegar a sua pasta para ele, o morador de rua e charlatão Billy Ray Valentine (Murphy) é preso, mas logo tem sua fiança paga por Randolph e Mortimer Duke (Ralph Bellami e Don Ameche, respectivamente), os chefes de Winthorpe. Sendo ludibriado pelos velhos "lobos" milionários, Valentine acredita que está sendo recompensado pelas injustiças que sofreu, ganhando dos Irmãos Duke todos os bens, emprego e funcionários que antes pertenciam a Louis Winthorpe. Sua malandragem fez várias vezes com que a Duke & Duke fechasse negócios muito rentáveis, mas algo mais obscuro que a vida nas ruas está por trás desta virada na vida dele.

"Sr. Valentine, tudo o que o senhor está roubando, lhe pertence. Está roubando de si mesmo!"

Mas e Winthorpe? Ele simplesmente aceitou que tudo lhe fosse retirado? Qual a motivação dos Irmãos Duke ao entregar o "futuro" da sua empresa nas mãos de um notável vagabundo? O plano de Randolph e Mortimer é tão simples quanto estranho: querem provar que mesmo um cidadão exemplar como Winthorpe é capaz de se tornar um pária da sociedade se empurrado para a sarjeta, e que um miserável vagabundo pode ser projetado a magnata da alta roda se tiver o incentivo correto. E tudo isto por diversão e com uma aposta simbólica de... UM DÓLAR! Sim, um mísero dólar por uma vida de conquistas e sofrimento. Contando com a ajuda de Clarence Beeks (Paul Gleason), um representante Federal que vende informações valiosas sobre economia empresarial e bolsa de valores, os Duke conseguem implantar drogas no paletó de Louis, fazê-lo ser preso também por desvio de dinheiro da empresa, desacreditá-lo perante sua noiva (que tem uma cara de ser frígida pra caramba) e seus amigos. A decadência não demora a chegar ao nobre Winthorpe e o luxo logo veste Valentine.

Quanto custa a ruína de um homem?

Enquanto Winthorpe se esforça para reaver o seu status, Valentine vai a fundo na sua investigação. Afinal, macaco velho não pula em galho seco! Com a ajuda da prostituta Ophelia (Jamie Lee Curtis, com uma saúde invejável numa cara sempre horrível), Louis passa por percalços que desmotivariam qualquer mauricinho, mas que, com a ajuda da profissional "da vida", consegue seguir em frente. Já Valentine encontra no mordomo Coleman (Denholm Elliot, que era o Marcus Brody, o grande amigo de Indiana Jones em "Os Caçadores da Arca Perdida" e "A Última Cruzada") um suporte para seguir em frente. Com estes aliados, os protagonistas devem encontrar alternativas para contornar esta situação para lá de estranha.

 
"Estou protegendo meu investimento!"/"Seja você mesmo. Pelo menos isso nunca poderão tirar de você."


Como e Onde Ambientar?

Fantasia Medieval: Al-Qadin, o mundo "árabe" de "Dungeons & Dragons". Um ardil é elaborado pelo Gran-Vizir Abdul: tomar o poder do Sultão Achmed e garantir que terceiros levem a culpa pelo golpe de Estado aplicado. O Sultão possui três filhos que poderiam arruinar os planos maquiavélicos do Gran-Vizir: Faris, o Guerreiro; Fakih, o Eclesiástico; e Fatin, o Acadêmico. Numa passeata pelas ruelas do Sultanato, o jovem Firas - um ladrão de barracas e punguista - é condenado às masmorras do Palácio por uma decisão arbitrária de Fatin. Envenenando o Sultão aos poucos, Abdul assume o posto de regente daquele Império, já que Faris estava em batalha no Norte e Fakih realizava retiro espiritual na Grande Mesquita, ao Sul. Fatin reivindicou o trono do pai, mas foi retirado do Palácio aos tapas pela guarda pessoal de Adbul e jogado no deserto para morrer. Firas, o prisioneiro, é trazido à presença do Gran-Vizir, que lhe apresenta os aposentos de Fatin, seus pertences e suas responsabilidades. A partir daquele momento, Firas seria o elo entre Abdul e o Povo, que deveria amá-lo. Fatin, escurraçado, retorna à sua cidade e encontra apenas um aliado - um mercador cego chamado Latif, que não o reconhece como o insolente filho do Sultão. Acreditando que o rapaz é apenas um sonhador, porém letrado, o acolhe em sua casa e lhe orienta na escalada de volta ao Palácio. Enquanto isso, Firas não fica confortável com a mordomia cedida por Abdul e entende que nenhuma boa ação deixa passar a retribuição. E conhecendo Abdul, ele imagina que, no primeiro vacilo, sua cabeça rolará pelo salão do Palácio e depois em estacas pela cidade. O herdeiro legítimo deve ser trazido de volta. Mas Firas enfrente um grande obstáculo: se não pode trazer o mais admirado (Faris) nem o mais amado (Fakih), como o povo apoiaria o arrogante Fatin? A jornada começa e o mal de Abdul apenas cresce.

"Ninguém desconfia daquele que está rodeado pelo amor do povo..."

Faroeste: Deadland, o cenário "Western" de Dungeons & Dragons. Nas imediações de Eastwood, onde as ferrovias quase encontram seu fim, um "Texas Ranger" se aproxima: o xerife Dredd Lawson é enviado para aplicar a Lei ao modo do Texas neste distrito em crescimento. Sua primeira grande missão é garantir que o facínora Alexander "Lex" Tallionni - ladrão de diligências, assassino e Bounty-Hunter - chegue à penitenciária estadual "Tartarus", onde aguardará a execução de sua sentença: a forca. Mas um ardiloso plano está entre a execução da Ordem do Oeste e a Justiça de Dredd: os outros "Texas Rangers" acordaram entre si que Lawson era uma ameaça à corrupta instituição que se tornara aquela representação da Lei, era um delator de maus policiais. Seu envio para o Oeste não era apenas uma transferência de jurisdição - já que os "Texas Rangers" não possuem poderes, de fato, naquela região - mas uma sentença de morte para aquele que fala demais. A locomotiva na qual Lawson e Tallioni eram transportados é avariada e descarrilha, permitindo que o bandido fuja. Ao chegar na cidade, Dredd se surpreende ao descobrir que seguiu a pista de Tallioni corretamente, mas que ele se intitulava o novo Xerife de Eastwood. Apresentara os documentos - roubados de Dredd, de quem não roubara só o título, como também o nome, já que fotos não são anexadas ao papel - e a insígnia que furtara de Lawson durante o acidente de trem. Toda cidade estava ao seu lado e se voltam contra Dredd, apontado por Tallioni como o bandido que fugira da locomotiva. Dredd Lawson deve não só sobreviver à caçada que promovem à sua cabeça, mas também provar que ele é a Lei.

"Lex Tallioni's: Olho por Olho, Dente por Dente!"

Cyberpunk:A engenharia genética avançou de tal forma que é possível se criar clones perfeitos a partir de uma amostra ínfima de DNA. Mas o mais surpreendente é que é possível se criar vida a partir de um DNA 100% sintético. O que já era esboçado no fim do século XX se torna uma realidade no futuro: os grandes gênios se concentram na Índia e Nova Déli se torna o centro do avanço tecnológico. O exemplo pertinente à Engenharia Genética é Dristi Punthali, jovem cientista engajado e muito ético, mas que sofre com a pressão dos chefes de sua empresa, a Shreyas Vidya S.A., por um avanço acelerado nos processos de "gênese". Durante uma visita do exército - um cliente assíduo - aos laboratórios, o jovem Punthali se opõe às afirmações mentirosas de seus patrões, afirmando que os "engendros genéticos" atuais não são 100% efetivos. Contrariados e vendo o contrato com as Forças Armadas saindo pela porta, os figurões da empresa decidem "afastar" Dristi de suas funções. Mas matá-lo não pode ser considerado, já que seu cérebro é um patrimônio de valor imensurável. Na volta para casa, Dristi Punthali é atacado por vândalos e desacordado. Um bom tempo depois, ele acorda, em um lugar muito distante. Sem documentos, sem dinheiro e apenas com a roupa do corpo, o outrora representante das altas castas indianas deve caminhar entre os párias da sociedade, num submundo neo-tecnológico de Nova Déli cheio de pessoas estranhas e robôs rejeitados, submeter-se a condições e atos que não seriam cogitados nem de longe, apenas para chegar à sua família, sua casa e seu trabalho... que transcorre normalmente, já que Dristi Punthali continua frequentando sua morada, amando sua família e trabalhando na Shreyas Vidya! Provavelmente se trata de um clone posto pela própria empresa para substituí-lo, com todas as suas lembranças e intelecto superior. Uma cópia roubou sua vida e ele precisa tê-la de volta. Mas... e se VOCÊ é o clone?

"Se você acredita tanto que é real, por que você não seria?"

Convido-os a assistir os filmes citados como referência e depois aplicar os conselhos postados! Três ideias, três períodos, três vertentes, várias possibilidades! Não se limite apenas ao filme ou às nossas sugestões! RPG é criatividade, um filme onde você é roteirista e diretor. Conduza os seus players, seus atores! Pegue seus dados, monte as fichas e boa diversão!

V.H. Mota
PS: visite meu blog para acompanhar outras colunas que escrevo! Aguardo sua visita no Corra O Risco! Obrigado!

5 Blá blá blá!:

Paulo disse...

Nunca tinha pensado por esse lado. Muito bom Parabéns!

Vitor Hugo Mota disse...

Um lado em específico ou um dos quatro lados, Paulo? São tantos lados... "I have so many namesss..."

Rogério Monge da Dungeon disse...

No caso de um guerreiro de 20º Nível de D&D é barbada: basta criar um mago conjura um enxame de monstros ferrugem contra o guerreiro lançando-o a uma miséria absurda!

Ok, ok... Não é o melhor beckgorund e nem tem muito a ver com os filmes...

Mas ia ser engraçado!

Ana Paula disse...

Gente, tô confusa. rsrsrs

Vitor Hugo Mota disse...

Vamos lá, Ana. Tentaremos desconfundi-la... ou piorar a situação!

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