quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Contos Nônsicos 4 - Ao Vencedor as Batatas (Continuação)



Para ler o conto desde o início comece por Aqui.


Ao Vencedor as Batatas 4


- Tadim do Matheus, meninos! O que vamos fazer?

- Calma Lara, eu tenho ainda uma Poção de Cura completa!

- Ta Leinad, mas você não tinha gastado a última na última missão? A gente tava sem dinheiro pra comprar outra!

- Tinha gasto mesmo, mas eu “esqueci” de descontar da ficha e o mestre não se lembra deu ter usado..

Lara emudece diante da explicação de Leinad sobre sua poção de cura completa supostamente gasta na última seção de jogo. Para ela é um daqueles velhos delírios dele e ele devia ter escondido essa poção dentro da mochila o tempo todo.

Matheus bebe a poção e o horrível ferimento feito na sua barriga fecha instantaneamente.

- O que ocorreu pessoal?

- Quase que a gente precisou comprar ressurreição pra ti, migo. E a gente, tá sem graninha: a gente ia levar muito tempo pra juntar tudo.

- Bom, pelo menos o Leinad tinha uma poção, não é? Você tem outra Leinad?

- Não, o mestre olhou a ficha do Daniel e riscou a poção.

Matheus: ...

Lara: ...

Orgo: Fungada.

O pessoal recolhe o equipamento caído e pilha os corpos dos Orcs. Matheus puxa um GPS da sua bolsa e ativa o modo “Detector de Magia”.

- Ah. As tesouras deste Orc de armadura roxa e laranja fosforescente são mágicas!

E ativa o modo de identificação:

- São duas tesouras com forte aura de FMQC.

- Se é forte são +3! Me passa que essas minhas lâminas não cortam nem vento!

-Mas cuidado Leinad: elas têm uma propriedade que eu não consigo identificar.

-Sem problema. Qualquer coisa a gente paga um Dabuf pra tirar a maldição.

- Bom, vamos embora, diz Matheus. Temos que alcançar a aldeia antes de escurecer.

Matheus põe o GPS de volta na mochila. Orgo amarra firme Tuti as suas costas. Toma cuidado de levar uns dois ou três testículos de orc para ela comer mais tarde. Lara recolhe seu bastão de Pole dance dentro de sua Bolsa de Espaço Infinito de couro de Crocodilo Atroz e Leinad guarda no cinto as tesouras mágicas misteriosas.

O espólio desta vitória foi 500 peças de cobre. Leinad fica pensativo: “Será que não percebem que sempre que matamos monstros, o total de moedas é sempre um número redondo? Tipo 100, 200, 1000? Quando é que vão perceber que tudo não passa de um jogo?” Leinad deixa de lado seus pensamentos quando percebe que um indivíduo envolto em mantos negros sai do meio da mata e se dirige a Lara para rouba-la!

- Pelos deuses! Pensa Leinad! Eles falharam no teste de Observar! Leinad grita:

“Lara cuidado”!

Lara olha para os lados e não vê nada. Na verdade quando o suposto ladrão encosta a mão em Lara, Leinad o vê desaparecer. Os três param e ficam olhando para Leinad.

- Tipo, sério pessoal, vocês não viram o ladrão? Ele sumiu, acho que ficou invisível!

Matheus puxa seu GPS e vasculha a volta atrás de algum poder mágico, mas não encontra nada. Começa a suspeitar da insanidade do velho amigo.

- Calma meu amigo, a batalha foi dura e você deve estar cansado. Quando alcançarmos a aldeia, vamos pedir um pernoite e alguma comida. Quem sabe você pode ir naquele lugar que sua raça costuma ir... Qual é mesmo o nome? Prostrado? Proscrito?

- Prostíbulo?

- Ah sim, isso, prostíbulo.

- Lara enrubesce: ta meninos, vamos de uma vez!

Lara vai andando, a passos rápidos, na frente, visivelmente perturbada. Orgo coça a cabeça, confuso por não entender a reação de Lara.

 -Ok. Bom Matheus: Só não fala isso perto da Lara de novo tá? A jogadora dela é muito envergonhada. Mas cara: eu vi o ladrão!

- Ta Leinad. Vamos embora. Eu estou cansado já dessas suas maluquices.
-Mas, mas, mas...

Leinad fica quieto e suspira. Apenas confere se tudo esta a mão e anda rápido para acompanhar os outros. Ao olhar para trás ele vê uma sombra sumir de-repente. Ele pensa: “Droga; um NPC misterioso...”
Já é quase 17 horas quando o grupo alcança a aldeia de Finde Campanha. Finde Campanha é uma pequena aldeia composta de vários casebres flutuantes nos rios mas com estabelecimentos comerciais em terra firme.

O grupo não pensa duas vezes e vai para a única taverna do local: A “Beiço de Boi”.

Ao lado da porta uma placa diz:

Bem vindo a Beiço de Boi:
Buffet 10D$
Buffet para ogros e elfos 30D$
Caneco de Bebida: 3D$
Caneco de Bebida para ogro e elfos: 9D$
Quarto para pernoite: 10D$
Quarto para pernoite de ogro: 30D$
Obs: Não servimos aventureiros buscando Batatas Celestiais.

Lara, Leinad e Matheus leem a plaqueta e pensam:

Lara: “Tá caro”.

Matheus: “Há grande possibilidade que existe um envolvimento com alguém desta taverna com o roubo das batatas do s.r. Roberto, dado que está escrito nesta plaqueta que não servem aventureiros atrás da missão que a nós foi dada”.

Leinad: “O cara que escreveu essa placa devia ter 3 de inteligência. Não precisei nem testar “Obter Informação””.

Orgo leva Tuti até o rio enquanto que os três entram e são surpreendidos por uma grande colônia de Bem Pequenos que surgem diante deles, saudando-os em uníssono:

- Boa Tarde! Sejam bem vindos a taverna Beiço de Boi! Mesa para 3?

Matheus responde surpreso:

- Am, Não, é para quatro. E um de nós é um Ogro!

Numa ação em conjunto a colônia se divide em quatro grupos menores e correm em direção a uma mesa e rápida e eficientemente ajeitam 4 cadeiras, uma delas proporcional e reforçada para Orgo. Depois das cadeiras postas, convidam em uníssono os 3 a se sentar e pedir. Orgo entra logo em seguida e, cuidando para não pisar em ninguém, senta-se na grande cadeira vaga.

Os quatro estando sentados, fazem seus pedidos, com exceção de Orgo que tem seus grunhidos traduzidos por Matheus. Três Indivíduos da colônia seguram um caderno enquanto que um quarto segura uma caneta e fica anotando. Os demais aproximam uma escadinha num espaço vago na Mesa.

Com os pedidos anotados, toda a colônia se reagrupa e um indivíduo corre até o balcão onde Velho Anão de Armadura, mas sem armadura, pega o pedido e entrega por uma janela, berrando:

- O Muié! Pégaqui!

Enquanto aguardam os pedidos, o grupo observa o ambiente. Os Bem pequenos se revezam em diversas tarefas. Lara fica encantada com a fofura e com os movimentos da colônia de bem pequenos enquanto que Matheus e Leinad observam atentamente os demais clientes e o taverneiro.

Orgo, como sempre, não diz nada.

De repente, Matheus e Leinad percebem que um pequeno grupo de Bem Pequenos se aproxima de uma mesa onde se encontram um grupo de Elfos vestindo armaduras estampadas com o logo da empresa Canelones LTDA, uma das empresas de Corleone.

Leinad usa sua habilidade de observar para ler os lábios dos bem pequenos e dos elfos e descobre que os elfos haviam pedido uma porção especial de fritas...





Rogério "Monge da Dungeon" Freitas - filósofo espancador cuja Dungeon é seu templo!



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