quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Conto: ANNA



Após os acontecimentos da semana passada meu pai mandou que escrevesse as minhas aventuras, para que ele saiba como ocorreram.

Assim começa aqui, as anotações de minhas aventuras. Já aviso não sou escritora nem nada parecida, me chamo Anna não conheci minha mãe.

Meu pai diz que eu fui um presente dos deuses que apareceu nas portas de sua casa. Meu pai é ou já foi conhecido como Moska apesar dele não gostar que o chame assim, os seus amigos do passado sempre o chamam assim, mas eu não.

Contudo essa história é sobre mim e não sobre ele. 

O inicio devo dizer começou ainda comigo muito pequena, quando apareci as portas do Rei, meu pai, dentro de um cesto com apenas uma nota:

- Cuide dela ela é sua filha. Guardo a nota comigo até hoje, é um papel velho já corroído pelo tempo e amarelado pela luz dos meus olhos que o leem de tempos em tempos, carrego como um talismã de boa sorte e como um lembrete, Cuide de mim e assim tento.

Meu sempre disse que nãos sabe como foi que isso aconteceu, pois ele não sabe quem é minha mãe e tão pouco reconhece a letra na pequena anotação. Mas que talvez fosse alguma princesa de alguma terra distante. 

Mesmo sem saber quem era minha mãe ele me criou como filha dele, ele me disse que temos a mesma marca de nascença um coração próximo ao umbigo e que todos em sua família tem a mesma marca, o que me espanta, nunca conheci outros familiares dele e nem meu, assim somos apenas ele e eu.

Cresci como um princesa livre, aprendi sobre os cortejos da corte e sobre como usar uma espada. Sei que não é de praxe uma princesa usar uma espada, mas nós das terras livres não somos como as princesas ou pessoas normais. Meu pai sempre foi contra esses meus treinamentos com o mestre Yashin, senhor da espada guarda pessoal e amigo de meu pai.

Meu pai sempre me disse que a espada, esta com seus dias contados, pois a esperteza do mundo não deixará que ela sobreviva e que retirar uma vida é uma responsabilidade que não deveria ser imbuída a nenhum homem ou mulher ou princesa e nem mesmo a reis, que isso só deveria ser um obrigação dos deuses e apenas deles.

Desde menina visito o salão de treinamento de meu pai, com suas passagens cordas e saltos, meu pai é um aficionado por acrobacias e pela solução de problemas com inteligência quando ainda menina fez para mim um jogo de conquistas de castelo ao qual jogamos sempre que podemos, o jogo é bem simples ele disse que em sua terra, o jogo era chamado de xadrez, todos os grandes pensadores jogam, então jogamos. 
Não somos uma família de magos, alguns já confundiram meu pai com um mas não somos, talvez ele fique bravo por falar tanto de mim assim e de nossa família, mas o fato é que eu o amo e não estou fazendo isso por nenhuma maldade dessas que se lê em livros de histórias.

Meu pai me deixou sempre muito livre entre os meus treinamentos, seja com a espada ou quanto a escrita, que meu pai exige de mim, Ele diz que através do conhecimento saberemos oque fazer quando precisarmos e que ele me treina para assumir o seu lugar. Ou mesmo as invasão a sua oficina onde ele cria as coisas mais loucas desde um balão com tripas de carneiro até uma espécie de pés para se colocar sobre o seu pé e nadar.

Lembro-me de uma vez que me deparei com um grande problema nas mãos, havia esquecido de trancar os cavalos em nosso estábulo. Fui perguntar a ele como resolveria isso pois todos os cavalos haviam escapado. Ele olhou para mim sorrindo e disse:  - E agora o que faremos?

Esse é meu pai sempre presente mas me deixando livre como ele diz que as coisas devem ser e que ninguém é dono de ninguém o nosso reino é o único livre sem escravos ele os libertou logo após assumir o trono.
Isso criou algumas contendas entre os outros reinos mas ninguém se mete com o nosso reino e nós vivemos livres com as florestas mais belas e repletas de criaturas de região, guardadas pelos druidas,  nem mesmo os homens serpentes que existem nas regiões atacam o nosso reino, meu pai diz que ele são mais honrados que muitos de nossa espécie.

E assim nossa vida seguia, feliz e sem problemas, mas como meu pai diz:

- Jovens e sua ânsia por problemas!

  Chegou para nós a informação que este ano seria o ano da nova eleição do mascará vermelha uma espécie de regente entre os reinos de Drusilha, Safar e  nós Astogianos, O mascará vermelha  é respeitado pelos reinos e a cada 100 anos um novo é escolhido através de um combate entre seus campeões realizado na arena sagrada na cidade de Nawtta cidade que fica no centro dos reinos, uma cidade neutra, pois Safar e Druisilha lutam a séculos. 

O Legislador passado foi escolhido por Druisilha, pois segundo dizem ela usou de outros meios para conseguir a liderança através de uma guerra ela executou os campeões dos outros reinos e assim ela governou pelos últimos 100 anos. Mas esse anos as coisas mudariam.

Toda feliz fui ate meu pai:

- Pai quem será nosso campeão?

- Campeão? Sorriu meu pai.

- Não se faça de desentendido, sabe do que eu falo.

- Mesmo se eu soubesse não tenho um campeão.

-Como não!? Exaltei-me

- Não é certo pedir, para alguém lutar suas lutas. Falou com seu meio sorriso.

- Tá! Mas, agora será decidido quem será o regente, pelo combate dos campeões.

- Ha Ha Ha, mas o que isso nos diz respeito?  

-Não brinque comigo, sabe que somos um dos reinos que tem o direito á mascara vermelha. Só precisamos arranjar um campeão.

-O meu campeão sempre foi meu amigo e acho que ele não lutará por nós, após assumir a guarda Safariana e Não temos esse campeão e não acredito que as coisas deveriam ser assim com apenas um homem decidindo oque pode ou não toda uma civilização fazer.

- Mas temos o direito de apresentar o nosso campeão! Gritei

- Tudo bem; O que iremos fazer então? Foram as ultimas palavras do meu pai.
Durante a noite não sabia o que fazer e não consegui dormir, direito.
Logo aos primeiros raios da manhã, acordei fui até os estábulos e me encontrei com Paudan um druida muito poderoso, foi ele que me deu de presente “Puro” meu fiel amigo.

-Bom dia Paudan? Eu preciso de um cavalo rápido e resistente.

- Bom dia, calma. Me disse sereno, para que precisa de um animal assim?

- Vou para Drusilha. 

- Seu pai sabe?

- Sim! Respondi, mas ele pode ler em meus olhos que não era verdade.

- Então lhe darei o meu melhor animal, Escadufax.

Sorri, pois sabia do que ele estava falando, Escadufax é o cavalo usado por um mago famoso em suas histórias e lendas então forcei.

- É sério meu pai sabe.

- Seu pai me disse uma vez que, não devemos negar as pessoas que elas resolvam suas vidas e por isso só por isso lhe darei o animal.

Agradeci pelo animal, mas sabia que ele iria me vigiar e que contaria ao meu pai da minha saída.
Lei comigo todo o equipamento dos tempos de aventureiro do meu pai, afinal ele disse que quando eu me torna-se, uma aventureira seria meu.

Drusilha fica a uns dois ou três dias de viajem e o cavalo dele era rápido.
No caminho formei o meu plano. Chegaria a Drusilha a cavalo iria até o distrito das lavadeiras, pegaria roupas nobres de Drusilha e conseguiria com a rainha o maior segredo dos reinos,  quem seria o seu campeão, depois iria até Safar e faria o mesmo e tentaria convencer meu pai sobre os campeões e como o nosso ainda não escolhido campeão poderia vence-los.

Aproximando-me de Drusilha avistei um regimento de arqueiros indo para o lajeado eram uns trinta ou quarenta arqueiros, acho que Drusilha iria fazer de novo ganhar a liderança pela guerra. Pois as tropas de Safar deveriam passar pelo Lajeado e lá seriam atacados pois era a melhor posição na minha opinião os arqueiros poderiam ficam em cima dos morros e disparar incessantemente contra os cavaleiros de Safar sem que nada pudessem fazer a não ser morrer um a um.  Eu precisava de mais informação.

Cheguei em Drusilha uma cidade fantástica, bem diferente dos nosso reinos a cidade é imensa com suas torres decoradas, algumas com sua cúpula em forma de gota, outras como uma grande arvore sem galhos. Não as contei, mas são mais de 30 torres na cidade, suas ruas são esplendorosas toda feita em blocos encaixados um a um, Carroças trafegam durante todo o dia pessoas indo e vindo resolver seus afazeres.

Os Drusilhianos se vestem com saias e sapato de veludo, com as cores mais extravagantes possível, engraçado vê-los, andando com seus pensamentos soltos. Gesticulando os seus braços e falando consigo mesmo.

Lá foi onde eu comi a melhor costeleta de cordeiro que eu já experimentei. Dizem que em Porthi na taverna do Cisne tem o melhor javali com molho de amoras de todo o mundo, mas duvido que chegue aos pés desse cordeiro de Drusilha.

Procurei pelos informantes de meu pai, não foi difícil achar pois eu sempre cuidei dos livros de meu pai e sobre os pagamentos dos seus “ amigos”. 

Com eles consegui as informações sobre os exércitos de Drusilha e sobre o campeão de Drusilha ainda não havia sido escolhido mas que a profecia dizia quem seria e só a rainha saberia quem ele era, também descobri sobre as visitas românticas do herói da cidade a nobre rainha.  

Então alimentada e meu cavalo, agora chamado de Excadufax só para irritar Paudan, segui até o distrito das lavadeiras, mas fui infeliz em comprar um vestido das lavadeiras, usado por alguma nobre que não se dava ao trabalho de lavar as próprias roupas.

Não tinha outra opção precisava roubar um, meu pai que não leia esse trecho, mas fiz assim deixei meu cavalo na estalagem onde eu havia comido e voltei até as lavadeiras, procurei pelos seus vários varais um vestido bonito que não chamasse muito atenção e que me servisse, não tive escolha.

- Ei, você o que faz ai! Berrou uma voz feminina.

Peguei o vestido e corri saltando os muros enquanto ouvia atrás de mim um:

- Socorro! Estou sendo roubada, corre pega! Ladrão! 

Saltei por mais dois muros e mais algumas cercas desesperada, droga eu seria presa e como explicaria que uma nobre das terras livres estava roubando um vestido. Então me enviei dentro da primeira casa que achei e lá fiquei escondida até que parei de ouvir os berros.

Então prendi o meu cabelo por dentro da roupa coloquei um avental que peguei da casa e sai pela porta, mas antes procurei para ver não havia ninguém a minha espera, voltei para a estalagem arrumei meu cabelo e coloquei o vestido e fui ver a rainha.

A corte e seus protocolos, aprenda a cumprir os protocolos da corte e será uma nobre, as suas roupas e como você se comporta é que farão de você ser quem você é e não de onde você veio, assim pensa a maioria das pessoas na corte, foi fácil passar pelos 3 antecessores da rainha que decidem se você vai ou não ser atendido por ela. Marcaram para uma semana a minha visita, mas os convenci de que precisava urgentemente falar com ela.

E assim fui recebida pela rainha. Fui o mais sincera que pude disse a rainha que precisava falar em segurança com ela pois eu tinha receio do que precisava dizer a ela sobre Esphortacus seu amigo, de alcova, mas parei só no amigo sem completar com de alcova.

A rainha virou-se para os seus guardas conselheiros e demais pessoas que estava ali e com um gesto de suas mãos esvaziou o lugar, restando apenas eu e ela.

Então com uma rápida olhada em volto procurei por alguma saída de emergência caso fosse necessário.

- Acalme-se garota não sofrerá mal algum. Disse-me a rainha me olhando nos olhos.

-Não estou nervosa vossa majestade. Respondi tentando manter as aparências. Então continuei.

- Trago noticia sobre Esphortacus...

- O que deseja em troca? Tenho ouro e joias. Cortou-me a rainha.

- Não desejo ouro e joias, isso qualquer um pode arranjar. Desdenhei, sabia que estava entrando em terreno perigoso e mais uma vez confirmei minha rota de fuga com os olhos, mas não resisti ao desafio:

- Desejo informação, pela troca de outra informação. 

Eu deveria ser decapitada pela insolência, pensei. Mas então a rainha sorriu e disse:

- E o que a menina deseja saber?

- Vossa majestade poderia me contar quem será o campeão de Drusilha?

- Ele ainda não apareceu, as escrituras dizem que será um campeão fora desse mundo, Mas até agora a sua espada o espera e ele ainda não se apresentou. Respondeu-me sorrindo.

- Mas o tempo é curto. Eu lhe disse parecendo preocupada.

- Não se preocupe, com isso os deuses nos proverão e me diga de uma vez qual a informação que tens para mim sobre Esphortacus?

- Ele corre risco de vida...

Mais uma vez ela me cortou com sua risada e completou:

- Ele sempre correu risco desnecessário.

- Agora é diferente, ou vi na cidade que têm assassinos atrás dele.

- Deve ter mesmo ele sempre desagrada, algumas pessoas. Respondeu simplesmente a rainha.

Então me ocorreu que deveria ir até Safar, mas como passaria pelo exercito de Drusilha pelo lajeado?

Então continuei: - Onde ele se encontra agora? Pois, seria uma honra avisa-lo dos perigos que o rondam. 
A isca estava jogada.

- Agora ele deve estar na cidade neutra esperando o desafio pois ele acredita que é o campeão de Drusilha e talvez seja mesmo se não aparecer ninguém a altura.

-Se assim desejar nossa rainha posso lhe levar uma carta.

- Que seja feito.

Agradeci e me retirei, após sair um informante do reino me deu um pergaminho com a lenda da espada que esperava o seu campeão guardada em uma sala no castelo com desafios esperando o campeão e uma carta com o selo da rainha para ser entregue a Esphortacus.

A rainha havia mordido a minha isca agora eu tinha salvo-conduto para a cidade neutra, com o selo real poderia passar pelos soldados e seguir meu caminho até Safar e assim eu fiz.
Viajei pelas areias com Escadufax até a entrada do reino de Safar e sua cidade murada, de longe suas paredes parecem fundir-se á paisagem de areia. Só ao se aproximar é que a coisa muda de figura e se pode ver os guardas dos portões com suas lanças imponentes.

-Quem vem é você! Falou-me o truculento guarda da muralha enquanto apontava a lança para a minha barriga.

- Venho a procura de... O nome não me vinha a mente como era mesmo o nome do amigo do meu pai?

- Diga garota! Quem é você e o que quer? Aproveitou-se da minha titubeada. 

- Procuro por Forcas Shigamory! Voltaram as minhas ideias.

- Está armada?

- Não porto armas. Respondi secamente.

- Então desça que eu preciso ver.

Confesso que se estivesse armada teria enfiado a espada em suas ventas quando suas mãos pesadas tocou meu corpo a procura de alguma arma. Senti nojo ao ser revistada pelo guarda. Então olhando minha cela achou a espada que eu peguei do meu pai.

- E isto é o que? 

- É um presente para Shigamory. Menti.

- Mas é uma arma! Ele ofendeu.

Eles estão com medo de mim pensei, como eu poderia vencer o seu general, depois de tudo que meu pai falou dele. Eles tem medo que eu possa mata-lo?

- Ela fica. Disse rispidamente o soldado. - E vá andando. Continuou.

Eu fui. Ainda me mordendo de raiva mas continuei, andei pela cidade a procura de Forcas, andei por suas ruas de areia entre suas casas de barro branco, na verdade sempre me disseram que eram brancas mas não é na verdade é de um amarelo queimado quase como a própria areia. Parei próximo a uma fonte onde alguma mulheres retiravam aguá elas usavam um tipo de véu sobre as cabeças e tampavam sua boca e narina, então perguntei:

- Onde posso achar Shigamory?

Elas me olharam com cara de quem comeu e não gostou, parecia não entender o que eu disse ou apenas desdenhavam por eu não usar o véu cobrindo o meu rosto. Mas uma garota que ou viu me disse você pode encontrar ele no templo do exercito descendo a rua e assim mais uma vez eu fui.

As portas do templo um homem vestido com uma túnica feita de linho com detalhes bordados nas mangas e próximo aos pés estendeu a mão com a palma virada para mim pediu-me que não me adianta-se mais antes de dizer o que eu queria.

-Procuro Forcas Shigamory!

- Não ah ninguém aqui do seu interesse. Ele me respondeu

De dentro do templo ouvi uma vós grossa dizer:

- Deixe a mulher falar Jacob.

Então saiu do templo um homem grande, vestido com uma cota de malha muito usada, faltando um elo aqui outro ali, em seu rosto trazia a expressão de quem lutou várias guerras e estava pronto para lutar tantas outras, eu sabia quem ele era. Mas mesmo assim um calafrio subiu pela minha espinha, o medo tomou conta da minha voz:

- Sou, Sou filha de Moska e vim lhe ver.

Ele sorriu e me disse:

- Não acredito! Entre, entre e me conte como vai seu pai?
Ainda com medo parecia que enquanto eu fitava  aqueles olhos a qualquer momento eu seria devorada por eles.

Então eu falei tentando parecer mais corajosa do que estava no momento:

-Papai precisa de ajuda. Droga pensei, meu pai avisou para não mentir a ele nunca, mas já tinha ido. Então transformarei essa meia mentira em verdade. 

- Meu pai não tem um campeão.

- Mas para que seu pai gostaria de um campeão?

- Para vencer o combate do legislador ele não tem um campeão para isso e pensei o que acha de ser nosso campeão, posso trocar em informações, sobre Drusilha.
Ele riu:

- Seu pai se interessou pela disputa?

Não poderia mentir tentei mas apenas saiu:

- Não na verdade não mas ele tem o direito não tem? 

- Isso é verdade, mas o que eu ganharia com isso?
Tentei mais uma vez enrolar mas apenas disse:

- Drusilha esta armando uma emboscada no Lajeado.
Preocupado falou:

- É uma pena que ela pense assim, pois levei anos treinando o nosso campeão.

- E quem seria ele?

- Hadam.

Eu sabia na hora, já ouvira falar dele e precisava dar um jeito nisso. Pois seria impossível vence-lo em um combate já ouvi pessoas dizendo que ele era o maior guerreiro que já existiu hábil na espada e veloz no pensamento estratégico. 

 -É uma pena pois pensei em chamar você para ser o nosso campeão.

-Eu!?

- Claro, me pai disse que você é o melhor guerreiro que ele já viu e imbatível em combate corpo a corpo.
Mais uma vez sorrindo exaltou-se:

- Meu grande amigo, seu pai, exagera não sou o melhor e nem poderia defender o reino de seu pai.

- Como não!? Meu pai me afirmou que você deve a vida e ele assim como ele deve a vida a você.

-Seu pai pediu minha ajuda? Ele sorriu, afirmando com a cabeça, então continuei, ele havia mordido a isca, agora era só amarrar, mas o que eu falei era bem diferente do que eu pretendia:

 -Não, ele não me pediu nada, mas, mas como ele lhe salvou a vida eu pensei que poderia lutar em nome do nosso campeão, droga.

- Olha o palavreado menina, seu pai não iria permitir essa falta de educação.

- Desculpa.

- Concordo com o que diz, vejo que esta bem preocupada com a liderança dos reinos, mesmo assim creio eu que essa posição nunca foi desejo do seu pai, nem tão pouco eu poderia interferir sendo o campeão do seu pai, pois eu teria que enfrentar o meu pupilo e isso eu não quero.

- Mas poderia?

-Não é correto que um filho enfrente um pai e nem o contrário tão pouco me agrade, sinto muito. Não aceito o seu convite. Transmita ao seu pai as minhas saudades e diga que ele pareça para um chá ou dois.

-Bom se esta é sua resposta final eu partirei. Disse irritada.
Mas era verdade não era possível mentir para Forcas Shigamory, mas ninguém disse que não poderia engana-lo então procurei pela rede de mentiras e serviços escondidos que meu pai manter nesses reinos não foi fácil eu só tinha um trevo como desenho em seu livro. Mas achei e foi simples combinar o que deveria ser feito, envenenaria o campeão de Safar antes da luta. Não para que ele morra mas, apenas para que lhe ocorra um terrível dor no estomago e uma descontrolada diarreia que ele não possa nem comparecer para luta e talvez  Shigamory tenha que ocupar o seu lugar, ai quero ver se ele pode matar a filha de um amigo, pois vou me apresentar como a campeã dos reinos livres.

Tudo acertado o preço pago viajei rápida para o desafio. A cidade estava em pavoroso pois o desafio seria amanha, mas a aglomeração das pessoas me levou a verificar oque estava acontecendo e o que aconteceu foi bem simples e fácil de entender.

No cruzamento dos reinos na região neutra as pessoas estavam eufóricas pelo campeão de Drusilha que já havia se apresentado e seria Esphortacus e o campeão de Safar não poderia aparecer e envio um outro herói. Pena meu plano não deu certo.

Corri atrás de informações sobre ele, mas a única que recebi foi que o campeão de Drusilha era um Fanfarrão. E do campeão de Safar nada soube, apenas que ele usava o arco muito bem que sozinho impediu o ataque ao lajeado.

O medo assolou meu coração quando de supetão me agarram pela cintura e me levaram até a arena, quando olhei as pessoas gritando e berrando que os campeões estavam aqui presentes, mas eu não estava pronta para ser a campeã do povo livre.

Não dava mais tempo, precisava pensar e pensar rápido, pois o Safariano já estava empunhando o seu arco, negando assim tudo o que Safar prega, que é não usar o arco e sim a espada e seus 300 códigos de honra ao qual eles se orgulham.

Já o campeão de Drusilha estava a fazer cambalhotas com seu corpo ágil e nessa hora eu lembrei que estava com o anel do meu pai. O “anel magico”. 

-Evanescunt! Funcionou, eu sumi diante dos olhos deles, mas vi que o Safariano apontou seu arco para o Drusilhiano e não tive opção em defender a vida dele. Entre a frente das flechas com o escudo de madeira do meu pai, uma peça única, feita pelas suas próprias mãos, muitos achavam que era magico, pois ele se dobrava. Mas não era e serviu para segurar as flechas.

Foi difícil esconder a minha euforia quando o povo agitado gritava que os deuses defendiam Esphortacus. 
Então fui em sua direção e me assustei quando o Drusiano passou por cima da minha cabeça em um salto mortal, para estalar a sua mão aberta no rosto do Safariano, me assustei não percebendo direito o que aconteceu pois quando ele de o tapa foi atingido por uma flecha corpo a corpo,  um tiro impossível como meu pai me dizia. 

Rapidamente ele sacou uma espada enquanto o arco caia no chão. Com um chute arranquei a espada de sua mão. Ele correu buscar.

-Se pegar lhe mato! Eu disse, Ele olhou envolta sem me ver mas mesmo assim abaixou-se para pegar o arco, então com toda a minha força acertei seu pulso, teria lhe arrancado a mão mas não fui suficiente talvez pelas manoplas mas ele era muito forte e levantou-se com a espada em punho e cortou o ar com ela eu tentei mas não fui rápida o bastante e ele me acertou, eu teria morrido se não estivesse usando um corselete de couro pesado. 

Doía muito e o medo de desmaiar me passou pela cabeça, se eu desmaiar ele irá me matar, por sorte ele não atinou para o sangue que corria do ferimento, se não isso denunciaria minha posição.

Agora foi Esphortacus que atacou usando suas adagas e cravou bem fundo em suas costas, através das placas da armadura, o barulho do aço escorregando sobre o aço ainda me arranca arrepios, o rosto do Safariano foi de espanto e dor.

- Ignus Fire! Berrou o Safariano, com cuspe e sangue. Então sua espada brilhou e surgiu dela uma chama intensa como o fogo de uma fogueira acessa com palha seca, mas sem a fumaça era quente e estava muito perto de mim.

Já li em algum lugar sobre essa lamina utilizada por um famoso guerreiro de nome Godofredo da cidade de Porthi, mas não imaginava que era tão terrível assim a visão da arma.

Eu tremia, meu pai disse que quando fazemos algo muito perigoso, é preciso se controlar pois a tremedeira pode tomar conta de você, e disse que é uma tremedeira diferente do medo ela vem seguida de euforia.
Então ataquei, antes que a tremedeira me domina-se, na garganta do Safariano era meu alvo.

Mais uma vez sua armadura segurou o ataque e ele me ignorando acertou o Drusilhiano jogando o para trás com um corte no seu dorso que ia do lado direito ao esquerdo do corpo. Para mim ele tinha morrido, pois sumiu na multidão.

Então mais uma vez fui atacada e dessa vez ele me acertou duas vezes uma passou de raspão na minha perna  queimou mordi o lábio até sangrar para não berrar e em meio as minhas lagrimas ele atacou de novo dessa vez foi meu braço quem pagou a conta, e de novo mas eu já estava longe dele. 

Do meio da multidão surgiu o Drusilhiano com a sua adaga ensanguentada e cravou direto no coração do espadachim entrando por cima onde o peitoral se junta ao gorgolet da armadura ele caiu engasgando-se no seu próprio sangue.

Esphortacus de alegria berrando.  – Matei, matei! O povo berrava, eu berrei .

Com um golpe certeiro que nem eu mesmo sabia que poderia desferir acertei sua cabeça. Talvez pelo medo, talvez pela tremedeira, talvez pela euforia. Mas a sombra que assolou meu coração depois foi exatamente como meu pai falava que tirar a vida de alguém seca a nossa alma e eu senti a minha secar, cai de joelhos aos seus pés aos prantos. Não era assim que eu desejava, não era isso que eu pensava.

Senti uma mão em meu ombro seguida de uma voz sussurrada: - Levante-se.

Olhei com a visão distorcida pelas lagrimas, enquanto o povo berrava que Moska era o novo Legislador, pude reconhecer mesmo sobre a barda quando eu ia pronunciar alguma coisa, ele pôs o dedo sobre meus lábios, era papai e sorrindo disse:

- E agora como faremos?


5 Blá blá blá!:

Prof. Matheus disse...

Opa..... cadê o botão "curtir" aqui?!?
rs

Dragões do sol Negro disse...

HAHAHA que bom que gostou velho!

Rogério "Monge da Dungeon" disse...

Show de bolice a história!

E agora, como faremos, Matheus já que não tem o "Curtir"?

Dragões do sol Negro disse...

hauhauahuahauha

Anônimo disse...

GOSTEI MAS TENHO ALGUMA COISA A CONTAR:SOU BISNETO DO MÁSCARA VERMELHATENHO UM CORAÇÃO TATUADO PERTO DE UMBIGO E UM ANEL MÁGIGO,O QUE FAREMOS?

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