sexta-feira, 1 de junho de 2012

WOJ III: Mitos e Espiritualidade


Mitos dos Woj

Link para a descrição da Raça: http://www.dragoesdosolnegro.com/2012/05/nova-raca-o-woj.html



Quando os deuses das raças andavam pelo mundo povoando-o com suas crias, Arctus e Úrsula desejaram dar a luz a um povo.  O momento que decidiram isto foi, tristemente, duas primaveras antes da Primeira Guerra acontecer. Nesta época, o casal residia nas Montanhas Floridas, vizinhos de uma frondosa floresta. Ali viviam bem, alheios ao que acontecia com os demais deuses.
Como diz as escrituras, a primeira guerra aconteceu quando Virte, o deus da vida e da morte, desejou por um fim a vida dos deuses da segunda geração pela sua ousadia em dar a luz as coisas vivas sem ser pelo seu poder. Virte estabeleceu uma aliança com Barraz, o deus da Guerra para ter emprestado suas bestas de guerra.
Os deuses da segunda geração, sabendo das intensões de Virte, decidiram fazer um levante contra suas tropas e foram convocar a batalha Arctus e Úrsula. No dia da batalha, na entrada da caverna, deuses e deusas, dos gan, dos anões e dos elfos, recrutaram Arctus para se unir a eles no levante . Úrsula estava grávida do primeiro casal Woj e não poderia participar. Arctus, contudo, tinha que tomar uma decisão: Ou se unia ao levante ou ficaria com Úrsula.
Pela insistência de Norrar, deus dos Anões e pelo incentivo de Úrsula, Arctus partiu junto com o grupo.  De fato, sua força e resistência lendários mesmo para os outros deuses, foi suficiente para que algumas miríades de soldados demônios de Barraz encontrassem a morte sob sua fúria.



Durante a batalha, nos céus, Virte viu que Úrsula estava só. Instruiu Ceifador, seu filho, para dar-lhe uma morte rápida.
O Ceifador desceu até as Montanhas Floridas e ficou de tocaia esperando que Úrsula sentisse as dores de parto para ataca-la em um momento em que não poderia se defender. Quando ouviu o bramido de dor de Úrsula, entrou na caverna, brandindo sua foice. Imobilizada pela dor, Úrsula não reagiu até a foice desceu sobre seu flanco arrancando seus filhos do ventre. Vendo que ela não havia morrido, O Ceifador ousou golpeá-la mais uma vez e ela avançou sobre ele como um animal enfurecido, arrancando-lhe um braço e o arremessando para fora da caverna. Feito isso, ela morreu.
O Ceifador, satisfeito apesar de ferido, caminhou em direção a boca da caverna para recuperar seu braço e sua foice e matar também os filhotes de Úrsula.
A última coisa que ele viu foi a luz do sol...
No campo de batalha, Arctus havia sentido o cheiro do sangue de sua amada e correndo atravessou meio mundo de volta para casa. Diante da caverna uma foice empunhada por um braço decepado estava caído no chão. Arctus apanhou a foice e correu em direção a caverna. Quando o ceifador pôs a cabeça para fora, Artus usou sua própria foice para decepa-lo.
Arctus correu caverna a dentro e, ao chegar perto de sua esposa, seus olhos sem brilho lhe fitavam e o pesar lhe assaltou o peito.
Em lágrimas, as primeiras e únicas a derramar desde tempos sem fim, se recusou a tocar a esposa. Com ódio profundo, despedaçou em um ato de fúria o corpo de Ceifador, comeu sua cabeça e enterrou o corpo, invocando Taimago, o deus dos vermes e Aman, o deus dos fungos para banquetear-se do filho de Virte. Arctus, então, tomou a foice e a arremessou aos céus fazendo com que ela caísse nos jardins de Virte que bradou com pesar e dor, a morte do filho. Feito isso, Arctus  pôs seus filhos nas costas e partiu, pedindo a deusa Janira das Montanhas Floridas, que fizesse da caverna um lugar protegido e sagrado. Janira ouviu o pedido do irmão e selou a caverna com uma grande rocha.
O deus urso levou o primeiro casal woj para a grande floresta frondosa. Cuido-os até crescerem, ensinou tudo o que precisavam e partiu para se despedir uma última vez de Úrsula. Diante do seu corpo, tendo Janira por testemunha, jurou jamais ter outra por esposa. Jurou manter sua vigília sobre os ursos e os Wojs, pois era o desejo de ambos. Jurou também proteger as mães grávidas e as crianças recém-nascidas que a ele pedirem ajuda, como sua penitência.

Manifestação

Arctus é um deus telúrico, ou seja, da terra. Ele vaga como um espírito entre os territórios wojs , dos ursos e tribos bárbaras com afinidade espiritual com o totem do urso. Citadinos não costumam invocar Arctus dado seu pouco conhecimento sobre a natureza, mas druidas e xamãs conhecem sua história, e podem rogar por suas bênçãos.
No seu aspecto de proteção das grávidas e recém-nascidos, Arctus se manifesta como uma difusa imagem da cor dos ursos endêmicos da região, somente visível pelas grávidas e crianças recém nascidas. As mães das tribos do clã do urso dizem que, quando o veem, sentem uma enorme pata sobre seu ventre tirando-lhe toda a dor. Os xamãs costumam dizer: Se a mulher não grita é porque recebe o carinho do pai urso.
Caso considere correto fazer, o deus pode se manifestar como um espírito urso ameaçador e apavorante para proteger ursos, Wojs, seus devotos e seus territórios.




Crenças




Alguns aspectos religiosos dos devotos de Arctus

Wojs devotos

Quem possuir honra suficiente para ser convidado a entrar num território woj, poderá perceber que em algum ponto da trilha há mel, bebidas alcóolicas, peixe ou carne deixados sobre as pedras ou troncos cortados, com a palavra Arctus, escrito em ursun. É um ritual religioso onde o devoto woj deixa oferendas, normalmente citando:
Saio para (uma atividade qualquer como caçar, ou pescar), para viver e para honrar;
Minha casa é seu templo;
Caminho nesta trilha que me leva o meu Aganta;
Que nesta trilha só ande tu e eu;
Se outro por ela andar
Que ele seja sua oferenda, oh Arctus
Da qual somente desejo ver a cor de suas vísceras (aqui pode haver variações, como ver seus ossos, ver seu sangue derramado, etc, etc).

Devotos de outras Raças
Apesar do aspecto primitivo de Arctus, médicos e parteiras com conhecimentos sobre a teologia telúrica invocam Arctus durante seu trabalho, mas normalmente usando como expressão “pai urso” no lugar do seu nome.
A prece simples citada pelas elfas parteiras diz:
Que minhas mãos sejam guiadas pelo Pai Urso;
Que suas mãos acalentem a dor desta mãe;
Que suas garras rechacem o mal que daqui se aproximar;
Depois que a criança nasce a parteira élfica coloca o filho(a) sobre o seio da mãe e diz:
Ele(a) será forte como o pai urso.

Tribos Bárbaras
Os xamãs do totem do urso costumam carregar ossos de ursos pendurados em um colar. Quando se tornam xamãs líderes, deixam de lado os ossos e procuram encontrar um urso velho e cansado. Neste  ritual solene o urso deve consentir ser sacrificado para que que seu espírito seja o guardião do xamã . O xamã, então, toma sua pele e cabeça fazendo assim um manto que será sua vestimenta até o fim dos seus dias quando ambos, xamã e espírito guardião, irão correr junto com o pai urso.
O xamã não recita preces como os sacerdotes e os druidas. Seus rituais levam em consideração muito mais o instinto e o que se sente do que palavras.



Druidas
Quando os druidas convocam ursos ou ele próprio assume o aspecto de urso, é para Arctus que ele dirige suas orações.
Suas preces dizem:
Invoco a essência do solitário,
A força que decepa o ceifador
As garras do que protege as mães
As presas que dilaceram a carne
Bramidos... (A partir deste momento a transformação esta ocorrendo e o druida apenas brama como um urso).

Sacerdócio
 Em Efíria não existem clérigos de deuses telúricos: somente xamãs ou druidas.

Datas

Os deuses telúricos não orientam seus devotos por calendários, mas pelos aspectos da natureza.

Humanos:

Na primeira lua cheia da primavera, todos os seguidores humanos dos deuses telúricos, sejam druidas, xamãs ou devotos, preparam uma enorme festa com muita comida, bebida e canções promovidas por bardos.
Cada bardo canta ou recita em honra de um deus. No caso de Arctus a canção narra a história da batalha contra as forças de Barraz e no caso de Úrsula o aspecto de ser uma mãe devotada é relembrado no coração das futuras e atuais mamães.
Nesta festa, um altar é erigido a todos os deuses e sempre é reservado um pote de mel ou um grande e suculento bife como oferenda ao pai urso. Esta oferenda é normalmente preparada pelas ”mães protegidas” como são chamadas as mulheres que deram a luz sem sentir dor.

Elfos:

Elfos são mais misteriosos dado que seus ritos druídicos ferem alguns princípios morais da civilização. Na primeira lua cheia de primavera, Arctus e os demais deuses dos animais são lembrados num ritual druídico, chamado em élfico de: Celebração da Vida. Os druidas élficos se reúnem num círculo e o mestre de cerimônias explica do que se trata.
Neste rito há um número exato de casais. Cada casal se torna a versão masculina e feminina de um animal em honra a um deus telúrico de cada animal. Feito isso, eles copulam tal como os animais que se transformaram. Arctus e Úrsulas são relembrados naquele momento através de um casal transformados em urso e ursa respectivamente.
A energia vital gerada no ritual é absorvida pelo solo, que se tornará fértil garantindo a boa saúde das plantas e dos animais.

Anão

O rito anão é feito solitariamente. Na primeira lua cheia de primavera, um Druida anão se transformará em urso e viverá como um até a lua nova.

Darem:

Os darem, também na primeira lua cheia de primavera, fazem um festival em honra a Janira, sua mãe, e Arctus por ele ter ajudado ela no nascimento da raça. Uma encenação é feita em honra de Arctus lembrando a batalha contras as forças de Barraz:
Os adultos preparam pichorras cheias de doces e salgadinhos com as formas de demônios. Após a cerimônia oficial os adultos deixam as pichorras num campo próximo (não por muito tempo para a comida não estragar nem atrair animais).
Os Meninos darem são fantasiados de ursinhos e as meninas são vestidas como a deusa Janira. Cada um ganha um porrete e elas são soltas pelo campo atacando as pichorras sem qualquer traço de piedade!

Lugares Sagrados

Para os seguidores de Arctus, somente há um lugar sagrado: A Caverna onde Úrsula morreu.
Uma vez na vida, um Druida ou Xamã deve migrar até a caverna e olhar nos olhos do cadáver da deusa. A própria Janira abre a porta para que o devoto possa entrar.
 Antaras Wojs, que ousaram olhar a deusa nos olhos, sentem uma tristeza e um pesar tão profundos que muitas vezes Janira tem de resgatar o Woj. Esta experiência é profunda e dizem que se um Antara fizer isso uma vez na vida poderá enfrentar qualquer coisa na existência sem se abalar. 



3 Blá blá blá!:

Mestre Urbano(Lezard Valent) disse...

Já tinha gostado da raça. Agora ficou mais interessante, espero mais sobre eles.

Copila isso ai e manda para a Dragon Slayer

Odin disse...

Realmente está muito bom mesmo!

Gostei muito!

Rogério"Monge da Dungeon" disse...

Oi Mestre Urbano:

obrigado pela dica, mas será que eles aceitam material "indi" assim?

Oi Odin:

Obrigado

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