sexta-feira, 15 de junho de 2012

Início do fim 36 - demônios?



Saudações meu príncipe, hoje falarei mais sobre o viking Smirnoff.

Nossa história começa na taverna do Cisne velejador com uma caneca de cerveja amarga e dois ou três dedos de prosa.

Smirnoff, tentando se esquecer dos acontecimentos dos dias ou meses anteriores enfiou-se em um barril de cerveja e nele permaneceu por 4 dias seguidos, não lembrava mais quem era, nem onde estava. Até envolver-se em uma briga com um bardo falastrão.

Ou como o guarda afirmou no seu relatório:

-Segundo  Smirnoff , era um bardo “perguntão”.

Um dia e uma noite em uma das confortáveis celas da cadeia de Porthi lhe trouxeram de volta a vida. Junto com uma dor de cabeça que mais parecia uma bigorna a ser martelada.

Ainda com os olhos meio abertos meio fechados pela luz da manhã. Decidiu voltar para sua empreitada. Mas no caminho foi interpelado por Forcas Shigamory o herói dos deuses.

Forcas havia reconhecido o guerreiro cambaleando enquanto os guardas o levavam e após conversar com o capitão da guarda foi fácil convencê-lo a soltar  Smirnoff . Afinal o bardo não havia prestado queixa.

Smirnoff ! Disse  Forcas Shigamory  ao se aproximar dele.

Smirnoff levantou a mão como se impedisse o Guerreiro de continuar falando e balbuciou.

- Não grite. Enquanto arrastava a água com as mãos do coxo até seu rosto e esfregava seus olhos.

- O que deseja? Sussurou com a voz rouca talvez pelo sono ou pela ressaca.
- Preciso de ajuda para uma empreitada. Falou calmamente  Forcas Shigamory .

- Terá luta?  Forcas Shigamory ?! Sorriu  Smirnoff .

Shigamory estendeu o braço para o cumprimento, mas foi agarrado por  Smirnoff  que o abraçou com força.

- Pelos deuses, é tu mesmo! È bom ver um rosto amigo! Gargalhou  Smirnoff .
Meio sem jeito, pois não esperava essa reação de  Smirnoff , Forcas  Forcas Shigamory  respondeu:

- Sim sou eu grande amigo.

- O que o trás a nossa grande e portentosa cidade dominada pelo grande e onipresente deus Único? Falou  Smirnoff  com desdém, antes de escarar ao chão.

- Estou caçando um demônio que me escapa há meses e ele se dirigiu para esses lados.

Smirnoff tentou lembrar-se, era a segunda vez que ouvira falar de um demônio na cidade, mas como neblina esse pensamento passou pela sua cabeça. Deveria estar bêbado quando ouviu a primeira vez.

Juntos caminharam pela cidade em direção ao velho Cisne Velejador para o desjejum. Talvez  Smirnoff  entrasse na roda viva mais uma vez para tomar cerveja, contudo param antes na rua dos pães, pois a barriga de  Smirnoff  o chamou para a realidade de não ter comido até então e cheiro de pão, recém assado, é realmente irresistível. 

Smirnoff pegou um pão e uma farta porção de manteiga cremosa enquanto comia lembrou-se de supetão:

- Foi Jhosép! Falou de boca cheia.

- Hein!?? 

- O demônio. Então engoliu. - Foi o Lavrador Jhosep que me disse sobre um demônio e pactos, não dei atenção na hora tinha outra obrigação em mente.

- Mas então, onde podemos encontrar esse senhor? Prático, respondeu  Forcas Shigamory .

- Vamos até ele. Respondeu  Smirnoff, enquanto se empanturrava de pão quente e caminhava pelas ruas em direção aos portões da cidade.

Assim foram colocando a conversa em dia uma vez que  Smirnoff  não podia ir até a cidade alta cobrar de Serafin por seus serviços prestados.

Antes do Sol estar a pino, já se encontravam na fazenda de um Jhosep muito triste, mas receptivo ansiando lhes contar toda a sua história prossegue: 

- Com a chegada do verão também chegou a doença e a desgraça para minha família, minha esposa adoeceu e sem saber o que fazer, por minha amada esposa, adoecida sem cura e sem esperanças, no auge do meu desespero fiz um pacto com a criatura da floresta. 

Com os olhos mareados continua:

- Minha mulher sarou, e assim passou durante todo o verão, então no inverno ela adoeceu de novo e desta vez nenhum pacto foi firmado e os deuses a levaram. Se já não bastasse a caça se tornar rara, pois Sara minha filha órfã de mãe, precisava comer.

Mas a corrente não tem só um elo, e agora era hora de cobrar o pacto e assim ele perdeu sua filha para o homem da floresta que levou-a, aos prantos ele conta. Que a culpa é toda sua por tentar enganar a deusa da morte se talvez ele pudesse trocar de lugar com a filha, não, não foi aceito.

- Que tipo de homem entrega sua filha assim? Esbraveja  Smirnoff .

- Não tive forças para impedir. Soluça Jhosep  - Recorri a alguns heróis por ajuda,  Amrod  e seus amigos. Eles partiram a algumas horas. 

- O elfo, Imortal? Esbraveja  Smirnoff  sem conseguir controlar sua raiva.

- Acalme-se,  Smirnoff . Sussurra Forcas Shigamory

- Acalmar o escambaú, vamos logo salvar a filha desse cão maldito, ela não merece o pai que tem! Bufa  Smirnoff , socando a cerca de madeira enquanto se apressa pelo caminho seguido por  Amrod .

Caminham durante quase toda tarde até chegarem próximo a uma caverna onde uma pedra gigante era tida como porta. De dentro eles ouvem gritos e passos, vindo em sua direção.  Smirnoff  apenas sai da frente da porta, já  Forcas Shigamory  acomoda-se em frente à porta com seu escudo protegendo o flanco e prepara-se para o impacto.

Então súbito da porta emergem Amrod o elfo e o soldado berrando:
- Demônios, demônios corram!

Smirnoff apenas se prepara com seu machado quando vislumbra na retaguarda de seus companheiros o demônio com rosto vermelho, sorridente com seus dentes amarelos a mostra e grandes chifres projetando de sua cabeça. Não pensa e desfere o seu ataque.

Acerta com força o peito da criatura que responde com suas espadas. Nesse momento  Forcas Shigamory  reconhece a armadura e berrando entra no meio dos dois.
- Parem! Ele não é um demônio,  Smirnoff ! Parem!

Assim eles param,  Forcas Shigamory  reconheceu a armadura usada por guerreiros das terras além mar. Ele já viu uma armadura semelhante com Moska.

Então após alguns segundos o guerreiro começa a falar ainda com muita dor no peito, teria morrido se sua armadura não tivesse uma placa de aço reforçada no peito.

Sem tempo para conversarem e se acertarem ou se desculparem, prontamente, do interior da caverna surge uma tempestade de gelo, que teria matado a todos se  Forcas Shigamory  não estivesse entre a nevasca e os demais.

Então grita a plenos pulmões:

- DRAGÃO!

Smirnoff automaticamente se coloca ao lado da entrada esperando a saída da criatura e evitando um próximo sopro mortal.

Então ainda sem entender,  Forcas Shigamory  é arremessado para trás, pois nada vê a sua frente. Pode sentir o bafo gelado, a dor no peito confirma que tem algo na sua frente, o fedor azedo de morte esta ali, no entanto seus olhos nada revelam.

Girando sua espada por sobre a cabeça defere um golpe no vazio. Voa sangue que congela ao tocar o chão. Está na sua frente o maldito, ainda invisível, mas está ali.

Percebendo a presença de algo  Smirnoff  também ataca o vazio, mas sente seu machado cravar em algo duro e forte, então com um puxão o arranca junto com pedaços de carne congelada.

Já o guerreiro da armadura demoníaca arrasta um pouco de terra com a mão e arremessa tentando enxergar o maldito, atacando onde a terra some. É certeiro, a criatura berra e se revela quando  Forcas Shigamory  mais uma vez acerta o maldito.

A criatura então acerta  Forcas Shigamory  com suas garras fazendo-o berrar de dor pelo golpe mortal! Mas  Forcas Shigamory  não é mortal, ele se transforma e revela sua verdadeira forma Draconiana! 

Suas asas crescem, sua face se estica revelando os dentes dourados e sua pele, reluzindo ao sol brilha como o mais puro ouro.

O maldito então, se revela gigante como uma casa, com a pele branca como leite novo. Mas antes que pudessem se preparar as asas da criatura acertam o guerreiro de armadura demoníaca, após uma inesperada distração frente à transformação de Shygamory. 

Smirnoff nunca se acostumou com isso também, mesmo conhecendo  Forcas Shigamory  há vários anos, foi o tempo que a criatura precisava para atacar com seu rabo e derrubar  Smirnoff . Que quase deixa seu machado cair.

Com as patas frontais a criatura desfere ferozes ataques em  Forcas Shigamory  que vê seu sangue azul voar e manchar as escamas brancas do monstro.

Shigamory ouve, silvos vindo por de trás de sua cabeça, são flechas disparadas por  Amrod e pelo arqueiro humano elas quase arrancam um pedaço de  Forcas Shigamory , no entanto acertam a criatura.

Smirnoff utiliza os poderes de seus ancestrais invocando a fúria que consome seu ser junto com os poderes do seu medalhão místico.

O efeito é como uma criatura sendo consumida por fúria imensa que não cabe dentro de seu corpo por isso ele cresce dobrando de tamanho, agora o Dragão de gelo já não é tão ameaçador. Golpeando com seu machado, aumentado magicamente. Desfere mais um golpe certeiro dessa vez pode se ouvir o som de ossos quebrando junto com a carne e escamas esmagadas sob a lâmina do machado.

A criatura berra deixando seu pescoço à mostra em frente à  Forcas Shigamory , esse foi o ultimo erro da criatura, aproveitando do momento o Herói desfere o golpe mortal no pescoço da criatura arrancando-o num golpe circular de sua espada.

Assim agora banhado em sangue  Forcas Shigamory  vislumbra, os olhos do dragão perderem sua cor, um misto de trabalho cumprido e arrependimento, passa pela cabeça de  Forcas Shigamory ,  enquanto  Amrod  com sua faca começa a descarnar tentando retirar um pedaço de couro para si.

- Acalmai-vos meu Príncipe, não criei a história nem vi pessoalmente, apenas relato o que eu ouvi. Se for teu desejo, acabamos por hoje. O que existe dentro da caverna, será revelado em outra ocasião. Amanha quem sabe? 


texto escrito por Bardo Cego e revisado por Diego Cava

5 Blá blá blá!:

Rogério Monge da Dungeon disse...

O que?

Depois de uma batalha foda, não vão dizer o quanto de tesouros foram encontrados?

E o xp? eo xp? e o xp????

Dragões do sol Negro disse...

Falta a caverna hauahuah

Prof. Matheus disse...

A caverna foi o mais quente.... O dragão foi o aperitivo.... teve direito a Balrog e tudo mais.... hauhauahuah... muito boa a aventura desse dia!!!

Paulo disse...

Como?
Balor?

Prof. Matheus disse...

Sim, sim salabin.... Saldo dessa noitada de RPG: um dragão branca decapitado, um Balor (Balrog) virado do avesso e muito, muito ouro e armas épicas dos deuses!!!

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