sexta-feira, 29 de junho de 2012

Inicio do fim 36 Cont... – Heróis- Ou o imortal morre.



Saudações meu príncipe!

Como havia dito no nosso último encontro, os heróis acabaram de matar um dragão e passaram a noite recolhendo os espólios do feito, descarnaram e tentaram recolher as grossas escamas peroladas da rara criatura.

Nada que realmente tivesse importância, pois nossos protagonistas não tinham a habilidade para tal, se tivessem chamado Serafin, proprietário de um curtume e conhecedor do trato com couros e peles exóticas, talvez tivessem retirado com habilidade pedaços mais proveitosos do animal.

Após descansarem e se apresentarem com mais calma, decidiram entrar na caverna em busca do demônio em busca de vingança, pois dragões não fazem pactos. 

Demônios sim, mas dragões?

Não sem antes enterrarem a menina.

- Não lhe disse antes Majestade?

Então foi assim, nas entranhas do dragão Smirnoff encontrou pedaços da menina ainda não digeridos pelo maldito e decidiram enterrar seus restos com o devido cuidado.
Mesmo que  Smirnoff   não achasse que o pai merecia tal honra, nem mesmo uma gota de dó, ainda assim ele sentiu em seu coração a dificuldade de revelar ao pai da menina o que havia acontecido. 

Após o sepultamento, uma revelação foi feita, o espírito da menina apareceu nos sonhos de  Smirnoff   lhe suplicando ajuda, pois não havia sido o dragão a matá-la ela já estava morta quando ele resolveu se alimentar dela, o culpado ainda estava dentro da caverna.
Mais uma vez esbravejando contra os deuses que permitem tamanha atrocidade,  Smirnoff   foi caverna adentro seguido por   Amrod  e os outros.

Seu machado ansiando por vingança, mas dentro da caverna nada existia apenas outra porta de pedra desenhada em relevo com runas de proteção e magia.

- O amaldiçoado não passará. Leu quase que sussurrando Shigamory, mas todos ouviram.

- Aqui existe um mecanismo. Disse Timato o Arqueiro.

- Não me...

Mas já era tarde o mecanismo foi acionado e a porta se abriu.

Enquanto todos olhavam para dentro do corredor que seguia após a porta foi   Amrod  quem berrou:

-Protejam as costas! Enquanto disparava suas flechas na criatura, duas no peito e uma certeira entre os olhos da criatura que mais se assemelhava a um grande sapo com chifres adornando as costas.

A ação de Amrod foi instantânea, antes mesmo que pudessem se virar.

Só viram a criatura tombada sem vida e a ponta da flecha projetada atrás de sua cabeça.
Mas não era apenas uma criatura, havia duas dessas coisas malditas que nos assolam durante o sono.

Mas guerreiros são sempre guerreiros, atacaram com afinco a criatura com suas espadas e mais flechas,  Timato o Arqueiro  disparou nove ou dez flechas na criatura que agora mais parecia um porco espinho, mas a investida não surtiu efeito ou não atingiu nenhum órgão vital pois a criatura ainda esbravejava.

- Corram para a porta! Berrou  Shigamory  pressentindo um mal maior surgindo.

O cheiro adocicado e podre de enxofre preencheu a sala, enquanto desconfiavam se deveriam obedecer o meio dragão que se intitulava líder entre recém conhecidos. Porém o que se seguiu deixou claro que não se tratava de liderar e sim de sobreviver.
Uma criatura com mais de três metros de altura, com um par de chifres negros e compridos, sua boca continha presas amareladas, sua pele ardia com fogo vindo das profundezes do inferno.

Era Azroth o demônio líder das legiões infernais que com sua mão cercada de fogo e unhas enegrecidas como lava fria esmagava a cabeça de sua ajudante infernal numa repulsa de ódio enquanto esbravejava:

- Grumlost.

Shigamory sabia que dizia, “Verme inútil”. E mais uma vez berrou:

- Corram para o corredor! 

Rapidamente  Smirnoff  , com a boa força bruta fechou a pesada porta de pedra buscando isolar a vil criatura, era difícil admitir, mas até mesmo para  Smirnoff   o embate parecia além de suas forças.

Azroth apenas sorriu quando a porta de pedra fechou a sua frente, pois as magias de proteção já haviam se desfeito quando os heróis abriram a porta. Ele apenas desejou e a porta explodiu voando pedaços para todos os lados alguns pedaços arrancaram a carne e o sangue escorreu do corpo de nossos heróis.

Mas Azroth não estava satisfeito e mais uma vez usou seus poderes, enquanto os heróis corriam para longe dele.

Shigamory cerrou os dentes enquanto uma força demoníaca tentava explodir seus órgãos, já   Amrod  não teve a mesma força de vontade e nem tinha constituição física para suportar tal poder, explodiu no ar, seus pedaços espalharam-se pelas paredes e o horror ficou estampado na face dos demais que estavam rubros com o sangue do companheiro sobre seus corpos.

Não havia saída todos iriam morrer. Pensou  Smirnoff  .

Shigamory não iria sem lutar. Correu em carga em direção ao Demônio, pensou de forma inevitável, se tivesse se corrompido e se tornado um cavaleiro maldito como previam os profetas negros, talvez tivesse maior chance, mas não era o caso, o guerreiro sagrado encarou a situação como mais uma provação, a última antes do encontro com Bahamut, e o chicote da criatura serpenteou no ar, acertando  Shigamory  acima dos olhos, o sangue jorrou.
Mesmo tendo a visão atrapalhada “Casomyr” cortou o ar, cravou-se próximo da genitália do Demônio que apenas sorriu, não prevendo que aquele golpe era movido pela fé. Então, juntou a outra mão ao punho da vingadora sagrada,  Shigamory  subiu a lâmina da espada, usando toda a sua força, segura pela mão forte de Bahamut, repartiu a criatura em duas retirando o sorriso de seus lábios.

Exausto pelo esforço extremo e grato pela ajuda divina, voltou caminhando pelo corredor apenas para vislumbrar a câmara secreta.

Duas escadas desciam até o grande salão de teto em forma de abóboda em seu centro acomodava uma imensa pilha de tesouros dos mais variados tipos.
Sem se importar com a morte do Amigo,  Timato o Arqueiro  e o Soldado da armadura colorida, reviravam o tesouro, apenas  Shigamory  estava cabisbaixo.
Então ao centro da sala surgiu uma figura fantasmagórica translúcida e feminina.

- Sou a guardiã dos artefatos dos deuses. E você será o novo guardião. Apontando para  Timato o Arqueiro  que retirava a espada do lendário espadachim Antar.

- Eu? como eu? Hmm... Claro...

- Espere é aqui é o santuário das lendas? Sussurra  Shigamory .

- Essas são as armas lendárias dos deuses que estão no nosso mundo? Perguntou Smirnoff 

- Sim, essas são as armas dos guerreiros das lendas os que aprisionaram o Deus Serpente. Respondeu a guardiã.

Smirnoff  carrancudo pensou em decepar todos eles tamanho sacrilégio até para um bárbaro.

- Humph! Barbuciou  Smirnoff  , caminhando para fora do santuário, talvez irritado por tantos anos de luta contra o deus serpente tantos anos de combate em vão e agora, aparentemente as coisas iriam se intensificar. Ele sabia que seriam caçados mais uma vez. Para  Smirnoff   isso era um basta.

Se ele soubesse tudo que aconteceria no futuro talvez tivesse ficado.

Agora eles tinham um dilema nas mãos eles eram os guerreiros que poderiam impedir a ascensão do deus cobra.

- Desculpe meu príncipe, eu não devo continuar? Não sabia que estava com pressa e que eu tinha me demorado tanto assim. Voltarei amanha.

Texto editado por Diego Cava e escrito pelo nosso Bardo Cego.

Obs para saber mais sobre os heróis basta clicar em seus links...

3 Blá blá blá!:

Paulo disse...

Achei 1/2 over.

Dragões do sol Negro disse...

Num tendi?????

Anônimo disse...

Muita recompensa

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