quinta-feira, 10 de maio de 2012

Inicio do Fim 34 - Contrato



"Canto uma canção sobre uma batalha preparada,
Antiga e imaginada em dias passados,
Arranjada por homens de prudência e inteligência
Disposto em oito fileiras".
Abrahan Ibn Ezrah rabino sefaradita (1092-1167)




Bom dia meu Príncipe, hoje não falei sobre o Mago Zuriabner e seu portal, apesar de eu achar de suma importância vossa sapiência conhecer sobre os acontecidos nesse tempo nada direi. Talvez no nosso próximo encontro.

Hoje contarei sobre Serafin o nobre senhor de Porthi e sua aventura para resgatar o Príncipe de Yell.

Bem nossa história começa Meses após Serafin adquirir a sua casa na cidade alta se lembras de nossas conversas sabe como ele chegou até lá. 

É fato que após se instalar na cidade alta e comprar a casa de banho da cidade alta Serafin recebeu uma visita não muito comum.
Era o Irmão do Rei e seu braço direito. Os dois caminharam pela casa até a sala de reuniões onde Serafin ofereceu chá, pão ou talvez raiz forte. No entanto ele apenas desejava uma boa conversa em segredo.

Meio com medo ou ressabiado Serafin sentou-se em sua poltrona onde poderia alcançar a sua besta escondida sob a mesa, próxima a poltrona e com um sorriso meio nervoso perguntou:

- A que devo a vossa visita?

- Preciso de sua ajuda. Respondeu com um meio sorriso, ainda em pé.

Sem saber o que dizer, Serafin esperou.

O príncipe irmão do rei caminhou pelo salão e sentou-se próximo a mesa de jogos onde havia um tabuleiro disposto como um campo de batalhas.

Obrigando assim, Serafin a se levantar e sentar ao seu lado.

Ele percebeu a arma. Pensou Serafin, com um sorriso nos lábios, enquanto se sentava em frente ao conselheiro do rei, amigo e irmão do rei.

- Comece Nobre Serafin faça o primeiro movimento, afinal estou em sua casa.

Ainda sem entender muito bem o que estava acontecendo. Serafin moveu, O seu soldado que defendia o clérigo.

- O que lhe direi é segredo, apenas eu e tu devemos saber. Então fez uma pausa para aumentar a tensão. Só então avançou com a cavalaria.

-Bem meu Senhor eu sou fiel a Porthi e a casa real, pode me dizer. Avançou com o soldado protetor do Farzin* formando assim o inicio de uma falange de soldados.

Em silêncio, foi a vez do Lord “Sincero” juntar soldados a sua cavalaria.

Serafim não sabia o que pensar e como já fizera outras vezes moveu sua cavalaria atrás dos soldados.

- A filha do rei foi sequestrada. Disse sussurrando enquanto movia seus sodados em carga até a pequena falange de Serafim.

 Permaneceram em silêncio. Serafin não pensativo, destruiu a primeira linha de soldados de Sir. Sincero, foi a vez do nobre avançar e destruir os soldados que acabavam de ser vitoriosos. 

Serafin meio que em desafio avançou com seus clérigos ameaçando a cavalaria e o Farzin* do Lord, mas não passou despercebido pois o Sincero defendeu os dois com o apoio de seus sacerdotes.

Serafin sorriu movendo uma nova falange de soldados.

- Entende agora o motivo do segredo? Sussurrou o nobre enquanto movia o seu Rei para trás das torres.

O que ele quer comigo? Pensou enquanto movia seu Sacerdote para tentar ameaçar o rei do Lord mesmo atrás das defesas. 

Parecia meio impaciente Lord Sincero pois avançou mais uma vez com a tropa de cavalos. 

Sem opção Serafin avançou com a tropa especial do rei, em sua cabeça apenas um pensamento:- Porque está me contado tudo isso? Suas sobrancelhas lhe trainaram e mostraram o seu espanto.

Serafin pode perceber o nervosismo no semblante do Lord quando ele avançou com a sua torre.

Enquanto Serafin Caminhou pelo tabuleiro com seu Farzin, o lord continuou:
- Sei que foste um aventurei a tempos atrás. Movendo sua cavalaria para próximo ao rei e continuou. – Também sei que ascendeu a pouco tempo a cidade alta.

Então o silencio mais uma vez tomou conta do lugar.

Pigareou Serafin, enquanto movia seu rei até a torre mais longa. Tentando parecer mais forte disse quase que em sussuro:
- Continue a sua história. 

Foi a vez dos sacerdotes avançarem para o centro da batalha, assim moveu o Sincero. A cabeça de Serafin ia longe pensando que vários reinos já foram derrubados por príncipes e princesas. Voltou do seu devaneio á mesa após ouvir três batidinhas do Lord no suporte da mesa. Então afastou seu rei para trás das colunas dos soldados que ainda não haviam se movido.

Continuou o Lord,  agora com mais espaço avançando com a cavalaria:
- Sabe que Yel, e Ortannus disputam alguns territórios com Porthi? 

Serafin não conseguiu disfarçar a satisfação quando seus sacerdotes derrotam o do Lord em frente a torre.  

Sem fazer muito alarde ou mover sequer um músculo do rosto, sem que preciso o lord destruiu os sacerdotes de Serafin com o Farzin, então como que saboreando uma armadilha continuou: -Eles alegam ter direito sobre essas terras, tanto Yel ao norte, quanto Orthannus a oeste.

Serafin tentou mais uma vez disfarçar estar concentrado no jogo e não na conversa, movendo sua cavalaria para ameaçar os sacerdotes do Lord. 

- Pelo que eu ouvi de alguns amigos, ele pretendem casar o filho de Ortannus, com a princesa de Yel e assim terem mais poderes. Sussurrou como se houvesse mais alguém ali com eles e não pudesse ouvir o que dizia; Afastando sua cavalaria.

Serafin sabia que ele estava enganado e sabia também que ele estava tentando engana-lo. Pois era Príncipe de Yel e Princesa de Orthannus. Não se conteve e falou sem pensar desmarcarando o Lord: 
- Não seria a princesa de Orthannus conhecida como a jóia de Orthannus e o príncipe de Yell? Juntou mais uma tropa de soldados a sua, linha de defesa.

Recebeu um sorriso, como se fosse um erro legitimo. O franzir de testa e mais tropas no centro do campo de batalha.

O Lord era conhecido pelas informações que tinha e não vacilaria assim. Pensou Serafin enquanto avançava com outra tropa somando ela a sua cavalaria. Ele deve estar montando uma armadilha, avisou seus instintos. 

Ao Lord restava apenas capturar os soldados que defendia os Clérigos de Serafin, Serafin pensava se a armadilha seria no jogo ou na vida? Mesmo assim avançou com seus soldados e destruiu a tropa invasora do Lord.

Continuou o Lord, dirigindo-se ao campo de batalha com seu Farzin:
- Tem razão. Me enganei.

Foi a vez de Serafin esconder seu Farzin e fortalecer seu cléro enquanto Sincero continuava a falar calmamente: 
- O que eu estou tentando fazer, Nobre Serafin é impedir uma guerra. Foi incisivo enquanto  movia uma destacamento esquecido lá no fundo do seu campo de batalha.

- Guerra? Falou Serafin sem pensar. Preocupado mover seu cavalaria para o lado direito do campo.

- Sim, uma guerra sussurrou o Lord avançando com a sua torre.

- Não vejo como isso poderia acarretar uma guerra, crianças fogem o tempo inteiro. Disse Serafin ainda sem estar muito seguro do que disse. Então enquanto movia sua cavalaria mais para a direita ainda. foi respondido pelo reforço da cavalaria do lord.
Mordendo o lábio inferior Serafin, recuou sua cavalaria.

O Lord sacou do bolso uma espécie de cachimbo e respondeu a jogada recuando a sua também, Levantou-se e foi até uma das velas que estavam acessas no castiçal presa na parede, acendeu o cachimbo, com longas tragadas.

Serafin pensou em avançar, mas preferiu mover sua torre para proteger a cavalaria. 

Ainda em pé, Sincero deu uma grande tragada antes de defender seu rei mais uma vez com sua torre.

Serafin olhou para o Lord tentando descobrir o que passava em sua mente ou se poderia ler algum sinal e juntou as suas duas torres.

Lord acomodou-se na cadeira mais uma vez , voltando sua cavalaria para a posição inicial.

Então Enquanto Serafin mais uma vez juntava a sua aos seus Clérigos o lord olhou para seu cachimbo e disse com voz seca meio rouca:
- Ótimo fumo, um dos melhores que já comprei. Dizem ter vindo de Mielodero. Então fitou Serafin durante algum tempo e de sobre salto, sorrindo continuou:
- É minha vez!? Desculpe. Então levou seu rei até a posição mais afastada do tabuleiro.

Serafin avançou com a cavalaria mais uma vez mas foi cercado pelos soldados de Lord Sincero que continuou a falar:
- O que eu estou dizendo é que. Se meu irmão desconfiar que a princesa sumiu talvez ele desconfie que ela fora raptada, por Yel ou Orthannus.

Serafin olhava compenetrado para o Lord tentando imaginar onde isso os levaria, então moveu seus soldados para dar suporte a cavalaria, mas era tarde e Sincero não perdoou tomando a cavalaria de Serafim. 
Agora era a vez de Serafin, então meio com raiva avançar com seus soldados ameaçando assim os clérigos do inimigo.

 Com um leve sorriso nos lábios o Lord Sincero avançou com seus soldados a pé.
Enquanto observava Serafim destruir seus Sacerdotes complementou:
- Esses mesmo amigos que me disseram as informações sobre os planos de Yell e Ortannus não são muito confiáveis.

Serafin Disfarçou o máximo que pode vendo o Lord destruir suas tropas com seus soldados, então era esse o plano ele não se enganará atoa. Quando disse quem era filho de quem, nessa história, era um plano para me contar quanto falho era seus informantes, se segurando para não gargalhar apenas disse o mais sério que conseguiu:
-Entendo.

O Lord esperou enquanto Serafin segurava sua tropa de lanceiros como um presente dos deuses antes de avança-los. Então rapidamente Lord avançou com sua torre.

Não se desespere Serafin. Ouviu dentro de si mesmo a voz que ouvirá já tantas e tantas vezes, movendo sua cavalaria mais uma vez.

A ameaça de flechas da torre sobre sua cavalaria foi a resposta que Serafin recebeu de Sincero que continuou dizendo:
- Preciso que faça-me um favor. Vá até Yell e descubra se foi Yell quem raptou a princesa. Em desaprovação viu Serafin avançar mais com sua cavalaria defendendo-se do futuro ataque. 
Ele poderia ter outro movimento mas preferiu Agora ameaçar o rei com seu Farzin.

Serafin tomou coragem, talvez por sentir que o campo estava livre quando avançou com sua tropa de soldados, encheu o peito dizendo:
- E quanto seria minha recompensa? 

Sem conseguir disfarçar a irritação pela pergunta ou talvez pelo avanço repentino de Serafin moveu com força seus soldados destruindo assim a pequena tropa que avançará e disse entre os dentes.
- Ouro é claro.

- Ouro não me importa, já tenho ouro. Enquanto a cavalaria ameaçava diretamente ao rei. 

Com um sorriso disse:
- “Ameaço seu reinado”! Era assim que ele aprendera a dizer quando obrigava o seu oponente a mover ou defender o rei.

Pela cabeça do lord passou posso garantir sua segurança e que nada lhe aconteça, mas ele apenas disse:
- O que deseja, então? Soltando a peça de seu rei em uma posição segura.

Serafin viu a brecha e avançou com seu Farzin tentando cercar o rei mais uma vez e meio tremulo ou sem ter muita certeza do que disse a seguir respondeu:
- Um título! Um título seria o justo. 

A torre se moveu e defendeu o rei ameaçando o caminho do Farzin de Serafin. Completando:
- um título não esta sendo muito afoito?

- Não, creio que não. Usando sua torre para destruir os guardas que defendia o rei e mais uma vez disse:
 - “Ameaço seu reinado”!

- Bem se é terras?! Posso arranja-las, se encontrar a princesa. Enquanto fazia sua Cavalaria destruir a torre de Serafin.

- Não é terras quero apenas o título que me falta, para que possa frequentar a nobreza e mais uma vez, “Ameaço seu reinado”! Enquanto seu Farzin tomava a cavalaria de Sincero.

- Um título!? Bem pode ser arranjado. Respondeu movendo os arqueiros diante de do Farzin de Serafin.

Agora foi a vez de Serafin retirar seu Farzin da frente da poderosa torre de arqueiros, mas ainda com ideia de avançar e pegar o rei que fugia, defendido pela torre.

Então o Lord recolheu seu rei, reconhecendo assim a derrota, mas disse:
- Bem Serafin, Barão do couro! Estamos combinados então?

Talvez Serafin jamais entendesse, se Sincero, o havia manipulado com o jogo para que aceita-se o pedido ou se a sua vitória havia sido realmente merecida.

Mas o Lord viu que iria ser derrotado provavelmente nas oito próximas jogadas. Levantando-se olhou para Serafin:
- Lembre-se é preciso urgência e muita cautela, pois os inimigos do reino não devem saber do ocorrido.  Deixando Serafin sozinho partiu como chegou sem avisar. 

Dizem que Serafin estudou essas jogadas quase com obsessão, as vezes ganhando as vezes perdendo. Sem saber realmente como poderia acabar o combate sem que Sincero desistisse. Mas ele havia ganho; Para um primeiro encontro isso era muito bom, agora era recuperar a menina. Que seria uma tarefa um pouco mais simples, porém muito mais mortal.

Desculpe meu príncipe se me tornei enfadonho ao falar de vossos ancestrais, retornaremos a conversa outro dia.

Espero que tenham gostado essa foi a primeira parte semana que vem tem mais. Deixem seu comentário.

* firz, farz ou farzin, e designava o conselheiro = dama
"chatrang", de onde teria originada a expressão "xeque mate"



Esse encontro entre Serafin e o Lord Sincero foi inspirado em um embate entre dois grandes mestres de xadrez Kasparov, Garry – Campora, Daniel (Cámpora) nos anos 80. Onde Kasparov venceu.

2 Blá blá blá!:

Diego disse...

Putz..
Belo texto.
Na real, isso foi uma breve passagem da aventura mestrada pelo Mnar.
Mas que o texto ficou show, sem dúvida.

Dragões do sol Negro disse...

HEHEHEHE

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