sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vamos falar de RPG!!!


Vamos falar de RPG!!!


A mistificação do RPG é algo que me impressiona...



Em várias ocasiões deparei-me com pessoas a julgarem RPG coisa demoníaca, satânica ou perda de tempo. Em equivalente frequência essas mesmas pessoas condenavam sem ao menos conhecer algo sobre o assunto, e levavam notícias folclóricas ao pé da letra, fazendo de hipóteses lei, para suas conclusões. É natural, o ser humano tende a condenar aquilo que não compreende. Pelo mesmo motivo Galileu Galilei (já fui esse também) foi sentenciado à morte quando afirmou que a terra é redonda (na verdade é oval, mas ao menos não é quadrada).



A primeira vez que assisti um jogo, impressionei-me com a ausência de uma tela ou projetor, e com a riqueza de detalhes que se via no ambiente. Faz muito tempo...



É incrivel como a imaginação te dá asas e possibilidades infindáveis, ilimitadas. É como quando se é pequeno e consegue-se ler o primeiro livro de historias fantásticas. Melhor ainda, é como ter novamente esse mesmo livro, e se colocar na cama aos 6 anos enquanto ouve a voz de um pai (ou mãe) a te declamar contos para dormir, a você e a seus irmãos.



É um jogo, uma historia, um livro, uma reunião entre amigos, um incentivo à imaginação e um exercício ao raciocínio. Onde você pode degustar sentimentos, esboçar reações e participar de eventos impossíveis no mundo real. Um jogo onde não se precisa de vencedores ou perdedores, de peças complicadas ou tabuleiros pesados, um jogo onde a regra não é a lei e sim a diversão de todos, unidos (ou não) contando juntos uma historia épica fantástica e mais abrangente que um filme de Holywood. RPG é um universo solto no espaço suspenso por uma fina linha cujas pontas são apenas a aleatoriedade e a imaginação.



Quando começa-se a abrir essas portas, torna-se um vício em conhecimento, em detalhes, um vício em aprender. Tudo para enriquecer suas historias e torná-las ainda mais fantásticas, construir (ou destruir) em equipe o conjunto para um contexto, fragmentado com um pouco da contribuição de cada jogador.



Torna-se uma desculpa para passar um tempo com aqueles que se tornarão seus amigos ou até mesmo companheiros. Para reunirem-se ao redor da mesa redonda do rei Arthur, ao redor de uma fogueira em meio a um pântano mortalmente traiçoeiro, na desbravação de terras longínquas além-mar, na exploração de ruínas a muito esquecidas ou apenas a desculpa para descobrir na imaginação o poder de pintar várias telas divergentes, que juntas formam um mapa do tesouro, que aponta para a diversão saudável de todos os jogadores.



Não, nunca participei de rituais sangrentos ou demoníacos. Mas já fui Indiana Jones, já viajei de volta para o futuro, fui de plebeu à rei, fui carrasco de dragões ou condenado à execução por pirataria. E nessas paragens todas ainda arrumei um tempo para beber e dançar em agitadas festas na taverna local.



Fiz amigos e trabalhei com eles em equipe (ou não).



Aprendi muito.



Ensinei um bocado.



Brinquei bastante.



Me diverti sempre.



Isso é RPG...


Texto enviado por Adonis.

9 Blá blá blá!:

Prof. Matheus disse...

Falou bonito, Adonis!

Alê (Don Diemme) disse...

Só para constar. Excelente!!!

Eder disse...

:')

Fiquei comovido...

Fora a zueira, vc falou puras verdades aqui. É bom ser seu amigo e jogar RPG com vc também.

Grande Adonis.

Thallys disse...

Parabéns! vc simplesmente disse tudo. E o melhor é que enquanto eu estava lendo conseguia relembrar e pensar quando eu estava jogando. Fora que graças a esse texto encontrei a resposta que eu tanto procurava.

Filipe Dias disse...

Gostei da simplicidade das palavras. Parabéns e loga vida ao RPG!

Astreya disse...

Que belo texto! Não tenho perto de mim muita gente que ache o RPG demoníaco, mas "perda de tempo" com certeza. É uma pena...

Adonis disse...

Obrigado a todos que gostaram, particularmente a meus queridos amigos pessoais, Matheus e Eder. Nos veremos em breve para rolar alguns dados, amigos. Assim que o tempo sobrar!

Rogério "Monge da Dungeon" disse...

Eu fui alvo de preconceito, enquanto adolescente, de ser jogador de RPG. Antes pertencia a um grupo religioso que a simples menção de qualquer coisa relacionada a magia, mesmo que oriunda da imaginação simplesmente, já era o suficiente para as pessoas torcerem o nariz a minha presença.Eu nunca cheguei a larga-lo efetivamente e nunca via uma ligação com o demônio ou similar.
Não faltou, evidentemente, "irmãos" para me jogar na cara algum crime midiaticamente espalhado relacionado ao "RPG" para mostrar como "aquilo era do mau".Eu rebatia dizendo que muitas pessoas morrem em estádios de futebol, mas é pela ignorância, fanatismo ou algum tipo de doença mental que fazem as pessoas cometerem atos perversos por causa desta uma forma de entretenimento. No geral ficavam contrariados, mas me deixavam em paz.
Muitos morreram e mataram em nome de seu(s) deus(es), então, seguindo a mesma lógica deveríamos condenar também todas as manifestações de fé pois estas também serviram de base para que mentes perturbadas viessem a cometer atos cruéis.
É estranho uma fé que defende o "não-julgamento" dar o primeiro passo para condenar o que não conhece plenamente.
Aquela máxima da Wicca de que se você aponta seu dedo há três dedos apontados para você, faz bastante sentido neste contexto.

Flws

Adonis disse...

Oh meu Deus!!! um maldito Wicca!!! Vamos queimá-lo em praça pública!!! (rsss é brincadeira, eu nem entendo nada disso, só sei q tem a ver com bruxas) Obrigado pelo comentário Rogério.

Vêem como é o preconceito? Chato né?

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