terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Batalha Arcana 14: Saindo das masmorras


Bora minha gente.... que hoje tenho boas notícias!!!


Também pudera, depois dos últimos acontecimentos já estava na hora de recebermos boas novas aqui no meu humilde estabelecimento.

Estou que não me agüento de ansiedade, me deixe dar a notícia primeiro e depois eu entro em detalhes: pelo que tudo indica os heróis que foram envenenados pelos magos conjuradores e enviados para uma masmorra mágica serão resgatados. O grupo de heróis que foi atrás do cajado da conjuração, na academia Arcana do reino, que é administrada pelos magos ilusionistas, conseguiram encontrar o item que procuravam e sair dali.

Mas vamos de onde a gente tinha parado. Depois de enfrentarem um tubarão e um tipo de elemental da água, eles foram teleportados para a biblioteca de onde saíram.

Olhando rapidamente pelo lugar, viram uma pequena sala do lado das estantes de livros. Stor tomou a frente e resolver ver o que havia por lá. Para seu espanto e tranqüilidade, não tinha nenhuma armadilha ou inimigo na pequena sala. Havia apenas um crânio humano sobre uma pequena mesa. O fato da cabeça de ossos não conter nenhum aspecto de envelhecimento, poeira ou algo do tipo chamou a atenção do feiticeiro. Ao se aproximar ele pode ouvir numa voz estridente:

- Quem são vocês? Que bom que chegaram. Vieram me salvar? Me levem com vocês, me salvem, me salvem! Vocês devem ser nobres combatentes para chegarem até aqui vivos. – começou a berrar a caveira.

Era tudo o que eles não esperavam: uma caveira falante. Sem saber como dizer não, Stor todos a caveira em suas mãos e começou a levá-la consigo.

Sem saberem ao certo o que fazer, se puseram a pesquisar informações nos livros que ali estavam. Encontraram muitas lendas, mitos, informações bem claras do lugar ali. Informações que os fizeram ficar preocupados ou com medo, como os boatos que um avatar de Hextor caminha pelas corredores da masmorra ou ainda que ali embaixo há mais tesouros e riquezas que ninguém que viva na superfície consegue imaginar.

Uma das informações que eles encontraram é que há um artefato mágico que funciona como uma bússola, mas ao invés de apontar o norte, ela aponta a direção do que o portador mais deseja no momento. No livro havia uma figura de uma cruz. Não demorou para associarem as peças que eles tinham em mãos com a possibilidade de ser essa cruz; afinal muitos pedaços foram encontrados onde tinha pintura de corpos crucificados, e o corpo que continha a última peça tinha a mensagem que agora fazia sentido: “posso ser o seu norte ou sua morte”.

Embora parecesse fácil, os heróis perderam boa parte do tempo tentando montar uma cruz com as peças que tinham em mãos. Kics e Callista, depois de algum tempo, descobriram como poderiam fazer e montaram a cruz. Ao ter a última peça encaixada, ela brilhou como uma tocha. A luz logo migrou para uma das extremidades, apontando para o oeste. Kics, que segurava a cruz, percebeu que no momento o que eles mais queriam era sair dali. À medida que iam se mexendo, perceberam que o brilho da cruz apontava para Shadow. O pequeno ladino logo deduziu que se tratava do cajado que ele pegara naquela sala com água que estiveram recentemente.

Uma vez sabendo como eles poderiam sair dali, era hora deles irem atrás do que eles tinham que buscar: o cajado da conjuração. A luz da cruz então apontou o sul. Pouco depois de começarem a caminhar, Kics se deu conta que na situação que eles estavam, dificilmente eles resistiriam a mais um combate. Decidiu então buscar por algum tipo de ajuda que pudesse restaurar as forças e curar os ferimentos de todos. Dessa forma, a cruz mudou seu brilho e começou a apontar para o norte.

O que encontraram de imediato assustou um pouco os heróis: velas, muitas velas, suspensas no ar, intactas. Ao observarem bem, notaram que a cera, ao escorrer e cair não chegava a tocar o chão. Ela desapareciam no ar e imediatamente o alto da vela se recompunha. Felizmente não se tratava de uma armadilha e todos caminharam normalmente.

Seguindo pelo norte, eles encontraram o que Brottor reconheceu como o Salão dos Reis Malditos. Embora o nome seja assustador, o que se sabe é que os reis que não são bons para seu povo são colocados em salões como esse depois de mortos, como sinal do desejo do povo que eles tenham uma vida eterna de sofrimento. Normalmente não há magia ou maldições presentes nesse tipo de ambiente.

Redhot passou na frente de todos para procurar algo de útil nos corpos dos reis, que permaneciam sentados em seus tornos originais, num círculo, todos de frente para o centro. Bem, na verdade é até um erro dizer corpos. Pelo que soube aqueles reis estão ali há pelo menos 500 anos. Imagino que estão só em ossos, e bem deteriorados ainda. O fato é que o rapaz não encontrou nada de útil. Pelo que viu outros tiveram a mesma idéia que ele quando passaram por ali.

Caminhando, uma abertura foi encontrada. Era uma câmara escura, com grades que cortavam a sala no meio. Atrás das grades, um grande túmulo feito de pedras.

- Vamos sair daqui! Vamos sair daqui! Eu quero sair desse lugar! Aqui vocês vão morrer! Guerreiros tolos, vocês acham que esse povo tá desse jeito por que? Vamos sair daqui! – gritava a caveira que se dizia chamar Morthag.

Shadow o ladino, percebeu que não havia armadilhas nas grades, mas havia no túmulo. Enquanto todos discutiam como fazer com a armadilha ou como silenciar Morthag, que insistia em falar que o local era perigoso.

De repente barulhos de ar escapando, cliques e outros pequenos sons era emitidos pela tumba: Shadow havia desativado a armadilha e já estava se apossando dos pertences que ali estavam. Entre os pertences, uma grande jarra com poção de cura, que serviu para restaurar as condições de combate de todos que ali estavam. Além dessa poção, Shadow encontrou uma outra, com a qual fez mistério e disse que usaria apenas em momentos oportunos.

Uma vez prontos para novos combates, Kics desejou encontrar o cajado da conjuração – aquele que eles foram buscar para salvar seus amigos. Rapidamente a cruz mudou a iluminação de lugar e todos começaram a se direcionar para lá.

Caminharam muito tempo. Muito tempo mesmo. E seguindo a direção que a cruz indicava se depararam com um tipo de tabuleiro gigante de xadrez, com a diferença de ser um pouco menor. Havia, do outro lado, criaturas que ocupavam lugares do rei, bispos, torres, cavalos e peões.

Assim que os heróis entraram no tabuleiro, o restante dos lugares foram ocupados magicamente por peões – os lugares que não foram ocupados. Eles não sabiam como o jogo procederia. Assim que um peão inimigo atacou Hadhod, que elestava no lugar de um bispo, todos entenderam os perigos daquela partida mortal de xadrez. O anão guerreiro e o peão ficaram imóveis no tabuleiro, enquanto que na verdade, eles foram transportados para uoutro plano onde travariam uma luta de vida e morte. Como o oponente era apenas um peão, Hadhod não teve dificuldades. Os heróis compreenderam que não bastava ter estratégia para atacar certo, mas também deveriam vencer o oponente.

O clima estava tenso. Todos conversavam como podiam para fazer a melhor jogada,a melhor estratégia. Mesmo sendo cauteloso, o time teve perdas. O anão Hadhod não desistiu aos ataques de um dos inimigos e fora derrotado. O corpo do amigo sumiu do tabuleiro e apareceu do lado de fora, inconsciente.

Kics, quando teve oportunidade, atacou confiante o rei inimigo. O que não esperava é que ele fosse um feiticeiro poderoso que dominou sua mente assim que pode, solicitando proteção, já que o monarca era a última peça de pé entre os inimigos.

Após dominar Kics, o rei maligno investiu contra Shadow. O medo tomou conta do pequeno ladino – dele e de todos os outros eu imagino. Entretanto, com saltos acrobáticos, o halfling golpeava aos poucos o feiticeiro, que mal conseguia conjurar suas magias por falta de concentração. Hehehe... Imagino como alguém pode se concentrar com o inimigo saltando constantemente a sua volta com adagas em punho.

O fato é que o rei foi morto e todos puderam respirar aliviados. Kics se arrependeu de ter usado a poção que Shadow tinha encontrado. Se tratava de uma poção da força do touro. Acho que o medo da morte foi determinante na decisão de tomar a poção.

Após a vitória, tratara de colocar de pé o anão derrotado e foram para uma pequena sala que existia atrás do chão quadriculado. Lá, um paladino, com uma armadura extremamente bela os esperava.

- Vejo que são dignos de encontrarem o que buscam! Passaram por um dos desafio mais complexos e mortais que aqui existe. Em que posso ajudá-los? – disse o paladino

Dessa forma, Kics explicou que eles foram buscar um artefato mágico para salvar a vida de seus amigos. O paladino alegou que fora incumbido de proteger tal artefato – o cajado da conjuração – mas que eles se mostraram dignos duas vezes, ao vencer o desafio e por carregar uma causa tão nobre. Assim, ele entregou para o guerreiro o artefato procurado e ainda auxiliou Shadow a entender como funciona o bastão que levaria todos para fora dali.

O bardo que passou por aqui não soube me dizer muito bem como foi, mas com gestos precisos e com o cajado do teleporte em mãos, um portal foi aberto no meio da sala com o chão quadriculado e todos puderam voltar ao Castela da academia arcana.

Embora estivessem felizes, eles tomaram muito cuidado para sair dali, já que não poderiam ser vistos pelos magos ilusionistas.

Mais que isso eu não sei. Não sei ainda. Mas como as novidades não tardam para chegar aqui, creio que logo poderei continuar essa história. Enquanto isso, um brinde ao sucesso da missão dessa trupe!

0 Blá blá blá!:

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