quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Contos Nônsicos: Ao Vencedor as Batatas Parte 2



Ao Vencedor as Batatas – Parte 2, porque não é a parte 1 e vem antes da parte 3!


     O velho após se recuperar dos dois choques: a falsa ameaça de Orgo e os dotes magníficos de Lara, tenta se levantar da mesa. Tendo dificuldades, Matheus gentilmente auxilia o ancião. Lara tenta ajudar também, mas Matheus faz um gesto para que ela se afaste: não quer que o velho sofra outro “choque”.

       Matheus então diz: “Bom, meu caro ancião, deseja alguma coisa de nós, os Mercenários Escarlates?”

-                    Sim! diz o velho que não resiste a devorar com os olhos o corpo de Lara.

       Todos param de-repente com um estranho rugido de Orgo!

  Nada demais... Ele cochilou e esta roncando...

     O ancião então puxa uma cadeira e senta-se: “Bom meus amigos: eu preciso da ajuda de vocês, até porque não há mais nenhum grupo de aventureiros na cidade”.

     Leinad fala, interrompendo o velho: “ta tiu, esquece o background: onde a gente tem que ir, quanto o sr vai nos pagar e quanto de xp”?

     O velho olha para Leinad com uma expressão de confusão. Percebendo a estranheza do velho, Matheus se adianta e, se segurando para não ser prolixo, apenas diz: “Por favor, meu amigo, continue sua história”.

     Todos puxam cadeiras e sentam-se na volta do velho para ouvir sobre o que terão de fazer. O velho, que se esforça em falar alto para vencer o ronco de Orgo:

-                    O destino de minha família está nas mãos de vocês, meus amigos. Meu nome é Roberto Laratham Espináfrius e sou fazendeiro. Minha família, a gerações, tem suprido Orreino com o que tem sido produzido em nossas terras. As plantações de verduras e legumes sempre foram fartas e nunca teve praga nenhuma. O motivo desta fartura é por causa de um antigo artefato”.

-                    Opa, artefato! Diz Leinad com visível interesse.

-                    O que é exatamente este artefato, ancião? Pergunta Matheus um pouco irritado com a interrupção de Leinad.

-                    Um pé de batatas! O velho eleva a voz como se tivesse dito algo extraordinário.

     Lara e Leinad caem na Risada, o que faz Orgo se acordar. Matheus tenta retomar a conversa:

-                    Certo sr Roberto, mas o que tem um simples pé de batata?

-                    Não é um pé de batatas. É um Pé de Batatas Celestial que caiu dos céus de Nonsen nas terras de meu tatatatatatatatatataravô. Na verdade o que caiu foi só uma batata, mas aí ele plantou e cresceu! Este pé de batatas não usa a força da terra para crescer, mas dá força pra terra, afastando tudo o que é de ruim na volta. Ela cresce com o bem estar de tudo que esta na volta dela.”

     Lara pergunta: “Ela engorda? Eu gosto tanto de batata frita! Mas não posso exagerar se não vou ficar parecendo uma baleia! Hahahaha!”

     O Velho olha para Lara com um sorriso matreiro, quase babando: “é... seria uma pena mesmo se você perdesse a formosura.”

     Matheus estala os dedos tentando chamar a atenção para o velho: “Foco sr Roberto, Foco! O que mais o senhor pode nos dizer sobre este pé de batatas celestial?”

-                    Bom, ela a cada 77 anos e 77 dias, ele produz uma batata dourada! A gente pega esta batata e planta ela em outros campos para produzir bastante! Tem muitas delas nas minhas terras porque elas vêm desde meu tatatatatatatatatataravô, sabe?  Mas elas sumiram todas! Todinhas! E eu tenho que entregar a colheita pro ministro daqui a dois meses! Se os pés de batatas não voltarem para onde estavam, as plantações podem não vingar! Já fui pago pelo Ministro, se não apresentar a colheita no tempo certo, terei de devolver o dinheiro todo! Então é isso: eu quero pagar vocês para trazer minhas batatas celestiais de volta! Eu tinha 32 pés de batatas celestiais, eu pago 200 Dinheirus por cada um que vocês me trazerem de volta, ou pelo menos 50 por cada batata!

-                    Poxa! Então não é um artefato! São vários! Diz Leinad.

-                    É... De certa forma pode-se considerar vários... Desculpem, é a idade.

     Matheus coloca-se pensativo: “Nenhum suspeito?”

-                    Não. Não tenho concorrentes na região. Graças ao acordo com o sr Ministro só as minhas fazendas fornecem vegetais para Orreino.

-                    Bom então seria interessante que nós averiguássemos os locais onde seus pés de batata celestiais estavam plantados, diz Matheus.

-                    Mas claro meus amigos. Vamos até lá!

    Lara e Matheus pedem licença para buscar seus equipamentos nos seus respectivos quartos, enquanto que Leinad decide ficar com o velho e esperar seus colegas voltarem.

-                    Você e o Ogro não tem equipamentos sr Leinad?

-                    Ah não se incomode, seu Roberto: Orgo tem muita força e carrega o que precisa na mochila e eu não uso as regras de carregar peso!

-                    Como assim?

-                    Ah, é que sabe, nós “tamo” num jogo de RPG, sabe? E aí, tem uma regrinhas assim tipo essa de carregar peso, sabe? O Jogador que me controla, o Daniel, esquece “propositalmente” de avisar o mestre da carga, por isso que eu carrego tudo o que encontro na minha mochila e nem preciso guardar em lugar nenhum. Pode não parecer, mas eu tenho duas alabardas, 10 facas de arremesso, uma espada longa uma cota de malha e 2 semanas de refeição tudo na minha mochila!

     Sr Roberto olha espantado para Leinad e depois para Orgo, que simplesmente dá de ombros sobre o que Leinad disse.

-                    Isto é algum tipo de magia?

-                    Nah! Não precisa de magia quando sabe furos de regras e a desatenção do mestre...

-                    Ah ta... Tabom então... Roberto fala isso com ar claro de que só não chamou Leinad de maluco para manter as aparências.

     Matheus entra no quarto pega tudo que tava guardado na mochila e desce as escadarias. Sua mochila carrega três itens: seu Grimoire, sua varinha e um frasco grande contendo Lulaby, sua lula de estimação.
Ele senta-se junto a Orgo, Leinad e Roberto, coloca Lulaby na mesa e os três ficam conversando esperando Lara se aprontar. Após um certo tempo, Matheus comenta:

-                    Que demora!

-                    Mulheres, meu amigo Mulheres... Leinad fala isto com visível tédio.

-                    Dou graças aos deuses que minha raça é assexuada.

     Lara entra seu quarto e, trancando a porta, veste sua armadura de batalha: Primeiramente um Salto Alto. É muito útil, pois faz ela destacar as pernas e quadris, além de ser uma arma secundária. Veste também um biquine de malha de aço acolchoado: ambos combinando com o salto, claro. Estas duas peças são facilmente removíveis em caso de necessidade extrema... Na sua cabeça coloca uma linda tirara de orelhas de coelhinha: um objeto mágico encontrado quando enfrentaram Orbanem, o rival do Prefeito de Vacasgordas. Juntamente com a orelhinha ela também achou um rabinho de pompom, também mágico que ela posiciona graciosa e estrategicamente. Por cima disto tudo coloca um manto de algodão marrom para evitar chamar atenção de falsos moralistas que podem ficar bravos com ela e acabar atacando o grupo. Maqueia-se tentando dar um ar inocente: irresistível a muitos homens, um par de brincos e voilá!
Estando preparada, remove a plaquinha do seu bastão. Pega a sua bolsa de espaço infinito de couro legítimo de crocodilo atroz e coloca a plaquinha, corda, pederneira, três frasco de óleo, rações desidratadas diet para duas semanas, hidratante, xampu, desodorante e seu item mágico mais poderoso: o Perfume da Irresistibilidade Arcana. Este perfume é feito de essência de flores sonhadas por beija flores das montanhas, carérrimo!

     Tudo estando pronto, pega seu bastão e sua bolsa e desce as escadas rumo a mesa de seus amigos que, meio dormindo, a saúdam e levantam-se.

     Quando estão para sair, Moço, o taverneio, grita: “ei vocês: vocês me devem 1 peça de prata! Não se esqueçam disso!

-                    Ok! Quando a gente volta, a gente te paga poxa! Diz Lara com impaciência.

     Na rua, antes de seguir viagem, Orgo grunhe alguma coisa e Matheus responde:

-                    Tabom a gente espera você ir buscar a Tuti.

-                    Quem seria Tuti? Pergunta o velho.

-                    Ah é a tartaruga de estimação de Orgo; Ele deixa ela lá no rio quando vem nesta taverna.

     Tuti é uma tartaruga gigante da espécie Tartaruga Aligator: seu casco tem 1,80 m de diâmetro e seu aspecto é primitivo e feroz.

     Orgo se aproxima do rio e Tuti corre ao seu encontro! Claro que por ser uma tartaruga, “correr” não difere de “rastejar lentamente” mas é notável o entusiasmo de Tuti ao ver Orgo. Orgo então amarra Tuti com uma corda Grossa e a coloca nas costas.
Com Tuti bem confortável, o Grupo pega a estrada.

     A caminho da fazenda, Lara não aguenta e se obriga a falar.

-                    Lara: Poxa, mas o Moço é avarento!

-                    Matheus: Calma, minha cara. Moço é sobrinho de Corleone ou seja ele é filho do seu irmão. Eu nem quero imaginar o que poderia acontecer com ele, se Corleone souber que ele estava vendendo fiado. Ele esta se arriscando muito fazendo isto, ou seja, não é seguro para ele fazer isso.

-                    Leinad: Há! Que se f***, quero só saber do meu xp e dane-se os NPCs hahahaha!

-                    Orgo: ARRROUT!!!

-                    Roberto: Poxa, mas... quanta roupa senhorita Lara e esta muito calor!

     Lara olha Roberto com o canto dos olhos e abre um meio sorriso.

-          Nossa como o senhor é preocupado com meu... bem estar! Lara passa suas mãos ao longo do corpo começando pelos ombros e sensualmente descendo-a até os quadris.

     Leinad da uma cotoveladinha discreta em Matheus: “Olha só! Teste de diplomacia...”

-                    Mas claro que sim senhorita Lara, muito preocupado alias: graças a senhorita, minha vida foi salva!

-                    Ah então já que o senhor esta tãããããão agradecido, que tal retribuir aumentando um pouquinho o pagamentinho nosso, ein?

-                    Hummm quanto?

-                    Ah quem sabe uns 400 por cada pé de batata? Com um adiantamentozinho de 500 D$?

-                    Ueba! Ela tirou 20! Diz Leinad empolgado!

-                    Ta ta tabom... eu acho que é um preço justo.

Roberto pega uma bolsa de Dinheirus que carrega consigo, separa 500D$ e coloca nas mãos de Lara.

-                    O senhor é um homem razoável sr Roberto! Diz Lara com um sorriso matreiro dando uma piscadinha para ele e quase fazendo ele ter outro ataque...

      Lara lança a bolsa nas mãos de Matheus que mostra uma expressão de felicidade ao balançar as moedas.

-                    Viu só Lulaby, ração de primeira na próxima cidade!

      Lulaby quase pula do frasco!

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 By Rogério "Monge da Dungeon" Freitas: Filósofo espancador cuja Dungeon é seu templo 

PS: Continua na parte 3, que é a 3 porque vem depois da parte 2 e antes da 4! 

1 Blá blá blá!:

Bel disse...

KKKKKKKKK
Ri horrores com essa aventura.

Na verdade, acabei de colocar em dia minha leitura do mundo de Nonsen (esperando aquele PDF).

Continue asimm...

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