terça-feira, 29 de novembro de 2011

A batalha arcana 12: Armadilhas planares


Meu povo, aproximem-se! Tenho mais história a contar.


 Contrariando minha expectativas, aqueles heróis, que recentemente perderam um cão de companhia, não deram muita atenção às peças que encontraram e seguiram adiante.

 Depois de muitos corredores e escuridão encontraram uma biblioteca. O silêncio no ambiente era ensurdecedor. Stor, tomou a frente e entrou no recanto do saber. Rapidamente flechas foram disparadas contra ele e os demais e um orc pulou detrás de uma bancada golpeando desesperadamente o ar.

- Vocês verão! Provarei para todos que não sou um covarde. Assim terei meus amigos de volta. Não quero ficar aqui sozinho. Preciso provar minha bravura. - gritava o orc, que tinha uma venda manchada de sangue na altura dos olhos.

 Shadow percebeu que o inimigo era cego e até tentou acalmá-lo, mas preferiu usar adagas ao invés de diplomacia. Com um golpe certeiro e mortal o pequeno ladino cravou uma de suas adagas entre os olhos da criatura inimiga.

 Percebendo que estava num ambiente de conhecimento acumulado, Shadow e Kics se puseram a ler alguns livros que estavam por ali. Um dos livros mencionavam os inúmeros tesouros que estavam escondidos ali, soba a terra, enquanto o outro comentava algo sobre a encarnação de Hextor estar perambulando pelos corredores dessa masmorra.

Num outro canto da biblioteca, Kics percebeu que havia um véu d'água que cobria algo. Com as mãos descobriu que algo estava escrito e com a ajuda de um livro conseguiu desviar o rumo da água que caía para poder ler o que estava escrito ali. Nomes, situações, coisas que ele não pode entender... mas o fim ele compreendeu muito bem: Se você leu até aqui, já é tarde demais.

Uma nuvem azulada tomou toda a sala e de repente todos estavam numa sala escura, com água até a cintura. Bem, no caso dos que eram mais baixos, com água até o peito. O fato é que ondas começaram a se formar e logo um tubarão os atacou. Os dentes afiados cortaram ferozmente a carne de Kics, seu primeiro alvo. Stor usou alguns de seus poderes arcanos, mas parecia não surtir efeito. Calista, buscando alternativas para o combate, tentou dar a volta na sala, mas por não ter boa visibilidade acabou pisando em falso num lugar onde a água era mais profunda.

Sem experiência, a clériga começou a se afogar. O tubarão se aproveitou da situação para atacá-la. Pobre animal. Kics fora mais esperto e na busca de ajudar Calista, percebeu que ele seria o próximo alvo. Então o guerreiro disfarçado de monge, empunhou forte suas armas e desfereriu seus melhores e mais poderosos golpes contra a criatura aquática. O resultado foi o sangue do bicho tingindo as águas locais.

Com mais calma, todos puderam observar a estátua de uma criatura também aquática e algo brilahndo no fundo da água. Determinado a descobrir e buscar o que estava reluzindo no fundo, o ladino se pôs a nadar. Chegando lá embaixo descobriu que se tratava de uma bela espada, mas como ela era muito pesada, sobretudo devido ao esforço físico de se manter embaixo d'água, o halfling nçao pode tirá-la de lá. Ao se aproximar da estátua então, Shadow se deu conta que algumas coisas distoavam do restante, como os dentes do tridente e a cabeça da estátua. Demonstrando alguma habilidade em escalada, o ladino foi até a estátua e averiguou o tridente. Dos três dentres, dois eram estacas de madeira e outro era um cajado desconhecido.

Ao investigar a cabeça, viu-se que ela abria, na altura da boa, sendo possível manipular o que estava "dentro da cabeça" da estátua. Ao abrir, o halfling encontrou três velas negras, com anéis presos em suas respectivas bases. Como bom ladino, Shadow pegou todos os anéis. Além disso, encontrou algum tipo de mecanismo que ao ser acionado fez com que hastes de metal, semelhante a pedestais erguessem das áreas mais profundas das águas com velas presas no alto. Quatro hastes com quatro velas para ser mais exato.

Curioso com o  que mais a estátua poderia contar, o ladino retirou a cabeça de pedra do corpo, mas ao fazer isso percebeu que poderia ter feito alguma coisa errada. Bolhas de ar começaram a aparecer entre todos. Algo estava vindo do fundo mas não dava para saber o que era.

De repenter um pequeno redemoinho coeçou a ser formado na água. Alguns de esconderam e outros se preparavam para o combate. Quando o redemoinho parou todos puderam entender do que se tratava: era um pequeno elemental da água que estava ali contra eles.

Por algum motivo Calista fora escolhida como primeiro alvo do elemental. Seu golpe foi forte e ao ser atingida espirrou água para todo lado. Kics, se aprossou como pode e golpeou fortemente com sua maça, e espada. O pequeno elemental não foi páreo para a fúria do guerreiro.

Enquanto estava escondido do elemental atrás da estátua, Shadow descobriu que um dos anéis continha a magia "chama contínua". Sem muitas opções a serem feitas, ele utilizou dos poderes do anel para acender as quatro velas que emergiram da água.

Ao ter as quatro chamas acesas, um véu d'água começou a cair bem atrás dos heróis. Logo então eles descobrirão que, assim como eles foram parar nesse ambiente, eles estavam saindo. Ao atravessar o véu molhado, eles se viram num lugar cercado de uma névoa azul e quando deram por si, estavam de volta na biblioteca.

O que vão fazer agora eu não tenho a menor idéia, mas confesso que estou curioso para saber o que farão com os objetos que eles encontraram anteriormente. O jeito é esperar, como sempre.

0 Blá blá blá!:

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