terça-feira, 1 de novembro de 2011

A batalha arcana 09 - A luz e a escuridão no fim do túnel


  Saudações nobres viajantes. Creiam que estejam cansados. Sentem-se, acomodem-se. Tenho uma história para contar e temo que talvez não tenha um final feliz.


  Imagino que vocês sabem dos aventureiros que foram mandados para uma prisão e envenenados pelo clã arcano da conjuração. Pois bem, depois de derrotar aquela última criatura, um verme que saiu da parede e que estava se alimentando dos corpos envenenados - que por sinal estava deixando todos intrigados, todos seguiram em frente na medida do possível.

  Depois de muito caminhar, encontraram um pequeno lago, semelhante ao que havia no espaço do último combate. O chão do ambiente depois da água brilhava graças a inscrições mágicas feitas ali. Em um dos cantos da sala, havia uma pilha de corpos, impedindo uma passagem e do outro lado havia uma cabana de pedra, semelhante ao vilarejo Kobold. Pelo que soube, havia alguns corpos pendurados nas paredes da cabana pelo lado de fora. Ansiosos pela possbilidade de ser a residência de Koccha, alguns pularam o pequeno rio, outros atravessaram nadando e Ragnak preferiu passar escalando a parede.

  Ao chegar do outro lado e se aproximarem da porta, Uma criatura pulou das águas e começou a atacar freneticamente. Não ofereceu muita resistência aos golpes recebidos. Jidoari já ouvira falar daquela criatura. Era um Skun, uma criatura humanóide, que mora em ambientes aquáticos e que normalmente serve de escravos ou frente de batalha. Pouco depois alguns dos corpos que estavam do lado de fora, criaram vida e tentaram atacar os heróis. Certamante havia algo naquela cabana. Novamente, os morto-vivos não criaram problemas.

Depois, eles perceberam que as criaturas só apareciam quando havia a tentativa de abrir a porta da cabana com a força. Jidoari, o bardo, se aproximou da porta e tentou uma conversa. Ouviu uma voz gultural do outro lado, se apresentando como Koccha, o negociador.

 - Estou aqui para oferecer uma saída desse lugar. Sou um negociador e minha função é negociar a saída desse lugar cheio de mortes. Entre, apenas um de vocês, aquele que estiver disposto a negociar. - disse o orc

Todos se entreolharam. Aquele era o orc que os kobolds queriam morto. Entretanto ele oferecia a saída daquele lugar. Algo estava errado. Qual seria o preço a pagar? Vocês não estão pensando o mesmo? Quando o viajante que me contou esse história me disse isso eu logo pensei "boa coisa não vai dar". E não deu.

Jidoari entrou na cabana de pedra. Ao passar pela porta, ela se fechou e cipós e raizes de plantas a lacraram - mal sabia ele que era para certificá-lo que não poderia desistir da negociação. Dentro da sala, a sensação é de estar numa floresta. Um grande mesa separava o bardo do grande orc, com a aparência de morto, e algumas plantas e raízes se confundindo com seu corpo. Em pouco tempo de conversa, Jidoari se deu conta que Koccha é o responsável pela multidão de corpos envenenados. Segundo o orc, as pessoas buscavam a saída dali. Ele tem a saída, mas o sujeito deve derrotá-lo em um desafio proposto.

 - Eu aceito seu desafio! Quero obter esse amuleto mágico que você guarda atrás de você para poder sair daqui! - disse o bardo

- Pois bem, eis que o desafio se inicia. Eu tenho aqui um frasco que pode lhe matar envenenado, ou lhe curar. Você tem coragem de tomá-lo? - disse o orc druida sacando um frasco contendo um líquido desconhecido.

 - Para ajudá-lo a decidir, ainda há esse outro frasco. - disse a criatura zumbi sacando outro frasco igual ao primeiro - Aqui também contem ou um veneno mortal ou algo que não lhe fará mal. Ou seja, se você escolher o frasco certo, você vence o desafio; se escolher o errado, morre.

- E quem me garante que os dois não são o veneno? Assim você venceria o desafio de qualquer maneira, com a minha morte. - retrucou o bardo

- A brincadeira fica mais interessante agora bardo: eu tomarei o líquido do outro frasco. Você escolhe. Se você escolher o frasco certo, eu tomarei o que contém o veneno e morrerei, assim você pode pegar o amuleto que está atrás de mim. - respondeu o orc

- Lembre-se que esse desafio nada tem a ver com sorte. Você encontrou os corpos que vieram até mim buscando a saída. E como você pode notar, eles sempre escolharam mal. Será que é sorte? Ou há alguma lógica nisso? Façamos o seguinte, como você parece ser um sujeito do bem, lhe indico tomar esse frasco aqui. - completou o druida, indicando um dos frascos - E agora? Estou te indicando o frasco certo? Ou estarei blefando?

  Jidoari começou a sentir medo. O suor gelado escorria pela sua face. Ele não sabia como escolher, afinal, os dois frascos eram exatamente iguais. O fim dele poderia estar mais próximo que ele ele imaginara. Cansado da espera, Koccha com algumas palavras, fez com que as plantas do chão começassem a subir pelo corpo do bardo.

- Isso vai te ajudar a pensar, se não decidir logo, as plantas te sufocarão a té a morte. E então jovem bardo, o que vai ser? - questionou Koccha

 Jidoari, acuado, pegou um dos frascos e bebeu. Koccha fez o mesmo com o outro frasco. Logo que ambos colocaram  os frascos vazios na mesa, as plantas soltaram o corpo do bardo. Koccha com um sorriso no cantos do lábio disse:

- Muito bem. Você fez sua escolha. Agora vá e passe seus ultimos momentos com seus amigos. Não se preocupe, quando seus músculos começarem a doer, a morte será rápida!

Jidoari havia feito a escolha errada. Ao sair da cabana, todos correram para saber do que se tratava a negociação. Logo souberam que ali existe a possibilidade de saída daquele local - embora o amuleto fora solucitado pelos kobolds anteriormente. Mas isso não era para ser pensado ali. Jidoari estava morrendo. Ramza, orando para seu deus, Bocoob, utilizou de seus poderes para retardar por algum tempo o efeito do veneno. Não era muito tempo, mas talvez o suficiente para encontrar a cura.

Blaze, ao ouvir atentamente como tudo ocorreu, entrou na cabana. Estava certo que poderia fazer alguma coisa diferente, talvez tomar o frasco que não fora indicado poderia ser a resposta. E assim o fez. Aconteceu tudo conforme acontecera com Jidoari: as conversas, os argumentos e a indicação de um frasco. Blaze convicto, tomou o frasco que ele não indicou - diferentemente do bardo.

Pelo que soube, o sorriso no canto da boca do orc fora igual novamente. A porta de abriu e as notícias da morte que o esperava também. Agora são dois dos heróis que estão prestes a morrer envenenado. E o pior é que Ramza já havia utilizado dos poderes dividos com Jidoari e não poderia retardar o efeito do veneno em Blaze. O desespero era notável. Ragnak, indignado que alguém estivesse matando seus amigo e ficasse impune, também entrou na cabana.

  Enquanto entrava na cabana, Blaze pediu para Jidoari prendê-lo com sua corrente com cravos para tentart ir para Ithil - mesmo sabendo dos riscos. Chegando em Ithil, buscando forças em suas crenças para resistir a dor, Blaze encontrou Lania e tentou sanar algumas dúvidas. A única coisa que pode descobrir que poderia ser consderado como ajuda era que todo veneno tem um antídoto. De alguma maneira isso o confortou. O que o pertubava agora era saber onde estaria o antídoto e se ele teria tempo para ir buscá-lo.

Dentro da cabana, Ragnak tentou utilizar suas melhores habilidades: combate. Contudo, ao levantar a pequena espada que ele encontrara em outros combates, Koccha, em gestos rápidos com as mãos, fez com que as plantas que estavam ali prendessem o bárbaro, impossibilitando o golpe com espada. Sem a possibilidade de combate e de sair dali sem negociar, Ragnak também acabou tomando um dos frascos e assinando sua sentença de morte.

O clima do lado de fora era um misto de revolta, tristeza e indignação. Três amigos estavam para se despdir do grupo, indo rumo a uma morte ingrata e desnecessária. Foi quando Jidoari teve uma idéia e sem pensar duas vezes começou a por sua idéia em prática.

O bardo abriu a porta da cabana novamente, mas dessa vez não entrou. Sacou seu bandolin e começou a entoar uma bela música. Koccha, que provavelmente não estava acostumado com música, se encantou com a arte. O orc-zumbi-druida não percebera que Blaze, com a corrente de Jidoari, entrara silenciosamente na cabana e estava logo atrás dele. O ranger, cuidadosamente pegou a urna que guardava o amuleto e arremessou para Ragnak que estava do lado de fora. Agora o ranger tinhas as duas mãos livres e uma poderosa corrente com cravos. Blaze não pestanejou: enrolou a corrente no pescoço de Koccha e o estrangulou com toda a força e raiva que ainda tinha em si. A força foi tamanha que a corrente decapitou o orc.

Embora a ansiedade em encontrar o antídoto para o veneno era grande, a única coisa que encontraram ali, além do amuleto, fora outros dois frascos com o poderoso veneno. Ao se aproximar do druida, Ramza se deu conta do que estava acontecendo. Koccha havia atingido um grau de contato com a natureza, em algum momento de sua vida, que ele se tornara imune a qualquer tipo de veneno. Por isso não importava qual frasco alguém tomasse. A pessoa sempre estaria fadada à morte e ele sempre ficava ileso.

Astuto esse tal de koccha. Mas que bom que agora ele jaz em outro mundo. Não gostaria de trombar com ele por aí. O que me preocupa agora é sobre Jidoari, Blaze e Ragnak. Será que morrerão envenenados. Minha curiosidade é tanta que pedi para um menino que sempre vem aqui pedir comida para ir até o centro do reino e apurar as novidades. Vamos esperar ele voltar para ver o que aconteceu

0 Blá blá blá!:

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