segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os quatro reinos - Parte 15

Olá, amigos. Hoje, nosso amigo Jacó Galtran nos traz a penúltima parte da imensa saga "Os quatro reinos". Espero que apreciem e comentem.

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Os quatro reinos - Parte 15

"Focus, Gonid, Marla, os membros da Corrente Azul e uns tantos outros soldados que a eles se juntaram.

Todos parados próximos à praça principal da capital do reino Solu. O Rei Gaia veio ter com eles. A urgência da situação não permitiu formalidades. Não entraram no Castelo Real, não conversaram a portas fechadas, tampouco chamaram soldados para protegê-los.

- Ver todos vocês reunidos enche meu coração de alegria – o monarca disse – Vejo que não foi bem-sucedido em sua incursão pelo reino dos elfos, meu filho.
- Não, meu pai – Gonid respondeu – Infelizmente, General Marla e eu apenas desperdiçamos tempo indo até lá. Para nossa sorte, fomos encontrados pelo pequeno exército liderado pelo príncipe Focus quando voltávamos.
- Desculpe interrompê-los – Focus disse – mas precisamos nos apressar. Os reinos estão mergulhando no caos. Hiago precisa ser detido.
- Vocês não precisam se preocupar com o caos provocado pelo desequilíbrio – o Rei Gaia bradou, sorrindo – Outras pessoas estão resolvendo isso. Fica claro que o papel de vocês é apenas eliminar Hiago. Matem-no, e tudo estará acabado.
- Eis porque estamos aqui, meu pai e senhor – disse Gonid – Precisamos de mais guerreiros. Soldados dispostos a ir conosco até as Montanhas Ignis batalhar contra as tropas de banidos do pérfido Hiago. Homens e mulheres capazes de lutar sem temer seu destino, imbuídos pela vontade de defender a justiça e combater a tirania do inimigo.
- Não tenho tantos soldados quanto a situação exige, meu filho – o Rei respondeu – mas é claro que disponibilizarei ao seu exército todos os que eu puder. Vou convocá-los imediatamente.
- É importante que eles venham por vontade própria, Rei Gaia – Focus intrometeu-se – Não quero em meu exército ninguém que tenha vindo obrigado. Peço que explique a eles qual a situação e deixe a decisão de vir ou não a cargo deles.

Um longo silêncio se fez, sendo quebrado apenas por pingos de chuva que começaram a se intensificar. O Rei Gaia virou-se e gesticulou aos outros para que o seguissem. Foi prontamente obedecido.
Horas depois, um novo e considerável contingente de homens armados havia se somado ao exército encabeçado por Focus. Guerreiros conscientes dos riscos a que iriam se expor e sabedores da responsabilidade que pesaria sobre seus ombros. Cientes de que a chance de vitória era mínima, dada a inferioridade numérica deles ante o inimigo. Mesmo assim, eram soldados que não hesitariam.

Pois o sangue fervia em suas veias.

***

Espadas, escudos, lanças, maças, machados, alabardas. Arcos e flechas. Bestas e seus virotes. Uma infinidade de armas empunhadas por quase que duzentos guerreiros. Era o contingente que Focus conseguiu reunir. Contra eles, um exército estimado em três mil homens, entre os quais estavam também usuários de magia.

A ampulheta foi generosa e fez seu trabalho velozmente. O cansaço da extensa viagem foi pouco sentido. O exército já estava a menos de uma hora da capital das Montanhas Ignis. Milar e alguns membros da Corrente Azul conversavam entre si. Temiam que já tivessem sido avistados. O fator surpresa poderia ser uma vantagem valorosa no confronto vindouro.
Focus fez a tropa parar de marchar. Olhou demoradamente para cada semblante ali presente. Viu em cada um a férrea determinação que queria ter visto. Sorriu. E começou, então, a fazer o que seu coração estava mandando.

- Quando estiverem frente a frente com os inimigos, não hesitem! – vociferou Focus a seus comandados – Matem! Apenas matem! Não tenham piedade! Não poupem vidas. Não sintam remorso! Apenas matem! Vamos até lá matá-los!
- Mas não somos assassinos – disse alguém, do meio da multidão.
- Vamos até lá matá-los! Não porque nós sejamos assassinos! Mas porque eles são assassinos!

E fizeram o resto do percurso movidos por uma incontrolável vontade de matar os inimigos.

***

A guerra começou.

As tropas de Focus só foram vistas quando já estavam a menos de dois quilômetros dos portões do Castelo das Montanhas Ignis. O exército de Hiago, não imaginando que seria alvo de um ataque daquele, estava disperso em vários pontos da capital. O contingente que estava no Castelo era pequeno, mas ainda numericamente superior aos invasores.
Espadas e escudos se chocavam, talhos eram abertos, sangue era cuspido em quantidades generosas e pequenos grupos avançavam e recuavam no meio da multidão. Ambos os lados tinham combatentes habilidosos, fazendo o combate não pender para nenhum lado. Focus e os membros da Corrente Azul movimentavam-se em meio ao morticínio, tentando auxiliar aliados em desvantagem. General Marla berrava ordens que não eram ouvidas e também agredia com sua espada.

E então começaram as baixas.

Já havia mais gente morta de que viva no campo de batalha. O número de vítimas era igual para ambos os lados, mas muitos soldados de Hiago começaram a chegar de vários lugares. Focus e seus guerreiros foram praticamente cercados pelos inimigos. Estavam em menos de quarenta. Ao redor deles, no mínimo seiscentos homens.

- Acabou, Focus – bradaram em uníssono Siron e Hiago, do alto de uma das sacadas do Castelo.

Os membros da Corrente Azul se entreolharam. O vazio de seus olhares demonstrava que não tinham nenhuma idéia. General Marla respirou fundo. Focus vociferou alguma coisa e segurou com ainda mais força sua espada.
Os banidos receberam a ordem para desferirem o ataque final, quando, do alto de seu Castelo, Hiago viu uma estranha movimentação vindo em direção ao campo de batalha.

Era o Rei Eolus. Junto a ele, um exército de elfos..."

Continua dia 17 de outubro. Mais sobre o trabalho de Jacó Galtran clicando aqui.

0 Blá blá blá!:

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