segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Os quatro reinos - FINAL

Olá, amigos. Hoje, com muita alegria (e após muitas noites mal dormidas), Jacó Galtran nos traz o término da saga "Os quatro reinos". Daqui por diante, nosso amigo bardo parará um pouco de postar contos e nos brindará com material para nossas mesas de jogo.

Curtam aí e comentem.

Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6 - Parte 7 - Parte 8 - Parte 9 - Parte 10 - Parte 11 - Parte 12 - Parte 13 - Parte 14 - Parte 15


Os quatro reinos - FINAL

"Os banidos se desorganizaram. Espalharam-se pelo campo de batalha, possibilitando que os homens de Focus se reagrupassem. Em poucos minutos, uma horda de elfos derrubou as muralhas do Castelo das Montanhas Ignis.


- Eis os responsáveis pela perdição de alguns jovens de seu povo – bradou o Rei Eolus a um dos elfos, apontando para Hiago e Siron.

Os usuários de magia que lutavam ao lado dos banidos eram jovens elfos corrompidos por promessas de glória e poder. Hiago já tinha arquitetado seu plano muito antes de colocá-lo em prática.
Elfos recém-chegados lutaram contra aqueles a quem um dia chamaram de irmãos. Outros tantos, sob o comando do Rei Eolus e seus generais, confrontaram os demais banidos, socorrendo Focus e sua tropa. O confronto voltou a ficar equilibrado.
Usuários de magia protagonizaram um espetáculo de barbárie e destruição ao fazer uso de seus recursos arcanos mais mortíferos. Corpos eram arremessados, voavam e caíam por todos os lados ante a força da feitiçaria élfica. Poucas foram as lâminas capazes de atingir um conjurador, pois eles contavam com subterfúgios mágicos que os protegiam.
O número de soldados com vida foi diminuindo bruscamente. Lutadores corpo-a-corpo comandados por Focus procuravam abrir caminho para que ele chegasse até onde estavam Siron e Hiago. Os membros da Corrente Azul abriram mão de suas vidas para permitir que a mais poderosa linha defensiva dos banidos tombasse. Ainda havia selvageria e mágica, sangue e conjurações, espadas e feitiços, mas logo tudo isso se tornou secundário, pois Focus conseguiu ficar frente a frente com quem ele queria.
Todos os presentes pararam de batalhar para ver.

- Siron. Você corrompeu guerreiros, disseminou discórdia, roubou objetos sagrados e apoiou incondicionalmente um traidor. Por todos esses crimes contra os quatro reinos, eu o sentencio a morrer pela minha espada na frente de seu senhor.

Focus, bastante ferido, segurou com toda a força que tinha o cabo de sua espada. Avançou em direção ao inimigo que riu.

- Fico feliz que já tenha dito suas últimas palavras – disse Siron – Agora se prepare para morrer vergonhosamente na frente de seus amigos.

E os aços se chocaram. Lâmina contra lâmina, punho contra punho, o clangor das espadas e os gritos de guerra eram ouvidos sem esforço por todos que ainda respiravam. O confronte entre eles seguiu equilibrado, com Siron buscando aproveitar-se do descontrole emocional de seu adversário. Focus, por sua vez, atacava com fúria, sem se importar de abrir sua guarda vez por outra.
Não demorou para que Focus fosse atingido com violência no ombro esquerdo. Um imenso talho abriu-se, sangue escorreu farto, e o guerreiro caiu com um joelho apoiado no chão. Certo da vitória, Siron aproximou-se e preparou um corte vertical na direção do inimigo. Ao levantar sua espada para pegar impulso, sua barriga recebeu uma violenta estocada. Focus o perfurara com uma adaga que estava na bota dele.
Siron tentou dizer alguma coisa, mas só conseguiu cuspir sangue no rosto de Focus, que tirou sua adaga do corpo do inimigo e rasgou a garganta dele em um veloz movimento lateral. Atirou a arma longe e derrubou o corpo sem vida do traidor.

- É a sua vez, Hiago.
- Lembre-se, Focus, que seu pai e seu generalzinho Tauros não estão aqui para te salvar desta vez.
- É por eles que eu lutarei. E se eu não puder te vencer sem a ajuda deles, é melhor que eu morra.

Novamente, aço contra aço. As lâminas eram diferentes, as técnicas de combate dos combatentes também. Apenas a vontade de matar o rival era a mesma.
Focus movia-se com dificuldade, fruto dos diversos ferimentos recebidos nas lutas anteriores. Não tinha a agilidade necessária para sobrepujar a postura defensiva do inimigo e nem podia dar-se ao luxo de arriscar tudo abrindo sua guarda.
Hiago divertia-se com a situação. Parecia sorver com mórbida satisfação cada momento do combate, cada olhar de ódio do inimigo, cada segundo de apreensão e expectativa por parte de Focus. Conduzia a luta com a certeza da vitória, mas sem pressa de vencer. Queria que o exército adversário visse a derrota de seu líder.
O confronto seguiu feroz, com Hiago golpeando Focus com facilidade. O líder dos banidos estava cada vez mais próximo da vitória, enquanto seu rival agonizava de dor, praticamente sem forças. Mais dois golpes de espada foram desferidos com força devastadora, rasgando a lateral do abdômen de Focus e perfurando o osso de seu joelho esquerdo.

- Focus! – gritou General Milar.

Hiago já se preparava para desferir o golpe final, quando um fino raio arcano explodiu em suas costas, derrubando-o. Ao levantar-se e olhar para trás, viu seu exército de banidos completamente derrotado. Quem tinha atingido-o fora um mago elfo.

- Não deve interferir na luta deles – disse o Príncipe Gonid – Focus quer vencer Hiago com suas próprias mãos. Quer vingar o pai dele e o povo dele. Ele tem esse direito.
- Bobagem! Vinganças pessoais movidas por emoções baratas não são mais importantes que a vitória – respondeu com rispidez o elfo – Esse maldito deve ser morto logo.

Os elfos, o Rei Eolus, os demais membros do exército de Focus, Príncipe Gonid e General Marla fecharam o cerco contra Hiago. Antes que ele recebesse o golpe final, tratou de lançar mão de seu último recurso.

- É melhor não me matarem. Tenho comigo os símbolos sacros dos quatro reinos. E vocês não sabem onde eu os escondi. Sem eles, não poderão restabelecer o equilíbrio e o seu mundo será destruído mais cedo ou mais tarde – disse Hiago.
- O equilíbrio voltará – trovejou uma voz grave recém-chegada.

Todos se voltaram para os portões do Castelo, repletos de corpos sem vida. Viram chegar, trazendo consigo um estranho artefato, ninguém menos aquele que um dia foi chamado “General”.

Tauros.

- Tenho comigo o artefato conhecido como “Dragão da neutralidade”. Com ele, o equilíbrio será restabelecido, Hiago. Sua vida não é necessária.

O Rei Eolus sorriu. Focus aproveitou-se da distração de Hiago para perfurar o coração dele com sua espada. O corpo do traidor caiu sem vida. Com a pouca força que tinha dentro de si, Focus golpeou mais e mais o cadáver, como se quisesse mutilar também todas as tristes lembranças que o perseguiriam para sempre por causa de Hiago.
Mais tarde, Focus e Tauros se abraçaram. Os guerreiros valorosos foram enterrados com honrarias. Os traidores tiveram seus corpos queimados e suas cinzas jogadas em uma valeta.

A paz estava de volta.

***

Os elfos presentes no confronto ficaram mais dois dias no Castelo das Montanhas Ignis. Viram as torres serem reconstruídas, os brasões sinistros de Hiago serem retirados e as coisas serem lentamente reorganizadas. Focus dispensou qualquer tipo de cerimônia ou festividade envolvendo sua coroação. Em verdade, ele quase abdicou do título de “Rei”. Queria apenas ser um guerreiro. Mas não pôde fugir de suas responsabilidades.
Antes que os elfos partissem, Tauros convocou os demais monarcas para virem ao Castelo discutirem os eventos e as conseqüências destes na política dos quatro reinos.
O Rei Eolus manteve sua postura isolacionista e deixou claro que nada mudaria no reino Wyndh. O Rei Gaia, do reino Solu, agradeceu a coragem de todos os envolvidos, lamentou os mortos e se mostrou disposto a firmar um pacto de cooperação mútua com os demais reinos.
A notícia triste ficou por conta do falecimento da Rainha Marla, soberana do reino de Aqua-mare. Como o herdeiro legítimo do trono, o Príncipe Ector, também estava morto, coube à jovem Milar a obrigação de governar o reino. A agora Rainha Milar agradeceu a todos pela bravura e recebeu um apoio inesperado por parte do povo élfico. Ela, que também tinha sangue élfico, prometeu governar com justiça e coragem.
O Rei Focus também agradeceu a todos os corajosos que se dispuseram a lutar contra as forças do mal e iniciou um planejamento extenso para reconstruir os quatro reinos.
E as lideranças élficas ali presentes parabenizaram todos os que lutaram. Prometeram ser mais tolerantes com a raça humana e pediram a Focus que jamais se esquecesse da ajuda que ele e seus aliados receberam do povo élfico.

Na reunião, nada foi dito, mas os elfos sabiam que o tempo se encarregaria de trazer à tona uma terrível ameaça que os elfos não poderiam vencer sozinhos.

Mas essa, já seria uma outra história."

Essa não continua mais. Mais sobre o trabalho do Jacó clicando aqui.

6 Blá blá blá!:

Victor disse...

Muito massa a luta de Focus e Siron.
E um final de historia muito bom, tomara que tenha continuação!!!

Dragões do sol Negro disse...

HAHAHA Acho que o nome "Os quatro reinos - FINAL".
Quer dizer alguma coisa...

Eu disse...

7.0, vai...

Victor disse...

Mas sempre pode haver uma continuação, esse é o final desses personagens.

Mauricio Tadeu Campos Belchior disse...

Muito bom! confesso que não li todas as partes da historia, apenas as iniciais e agora o final.. Será que existe a possibilidade de um PDF com todo o conteúdo?

Dragões do sol Negro disse...

Vou ver com o Jacó se existe a possibilidade.

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