sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Background - Cão



"Cão"


Parte 1 - Das coisas que ela não lembra

Ainda não tinha bem cinco anos, quando seus pais foram mortos e ela foi levada por um grupo de mercenários. Eles viajavam sob a luz do luar quando foram atacados pelo bando, que estava em busca de riquezas, mantimentos e coisas valiosas para vender.
A garotinha elfa não fazia nem idéia de onde se encontrava quando acordou em uma gaiola no meio das bagagens de uma carroça, chacoalhando por causa dos buracos da estrada. Chamou por seus pais, mas não houve resposta.
Quando a carroça parou, a gaiola onde ela estava foi posta no chão, junto a outras gaiolas. Estas outras gaiolas continham crianças das mais diversas idades e raças. Dois homens muito feios, um meio orc e um humano, estavam contando o dinheiro que o outro homem de capuz lhes deu, e foram embora.
O homem do capuz colocou todas as gaiolas na carroça dele e fechou a cobertura. A gaiola da pequena elfa ficou bem por cima, mal equilibrada sobre a gaiola de um outro elfo.
Durante a noite, a carroça passou por um buraco e a gaiola da pequena elfa se desequilibrou de onde estava e saiu rolando pela estrada. O homem do capuz estava sonolento e nem percebeu, continuando a viagem. A elfa bateu a cabeça e desmaiou, enquanto isso gaiola desceu um barranco rolando, parando próximo à entrada de uma caverna.
Amanheceu. Um raio de sol bem em cima do rosto da pequena elfa a fez acordar. A gaiola estava toda desconjuntada pela queda, então foi fácil para ela sair de dentro. Ela, então, andou durante algumas horas sem rumo pela floresta, somente parando para beber água em um riacho e para comer alguns frutos silvestres que encontrou no caminho.
Anoiteceu. Ela encontrou uma caverna e lá foi se esconder, mas acabou encontrando uma matilha de lobos lá dentro. Assustada, ela começou a chorar, o que fez com que os filhotes começassem a chorar junto com ela.
A mãe loba daqueles filhotes se apiedou da pequena elfa e começou a lambê-la, para limpar o sangue que escorrera de um corte em seu rosto e para acalmar a menina.
Funcionou. Ela parou de chorar e logo sossegou. Quando os pequenos lobos se aninharam uns ao redor dos outros para dormir, ela deitou com eles, mas somente entrando em transe.
Os dias foram passando e com eles vieram as semanas, os meses e os anos.

Parte 2 - Das coisas que ela lembra

Um dia ela levantou de seu transe com fome e com sede, e foi procurar com alguns de seus irmãos um riacho onde pudesse beber, enquanto o resto da matilha procurava caça. Ela encontrou os restos de uma fogueira abandonada e uma mochila caida próximo às marcas de onde ficaram os tacos que seguram a cobertura de uma barraca. Com alguma dificuldade, ela abriu a mochila e encontrou roupas e uma faca lá dentro. O instinto a fez guardar tudo e fechá-la e levar os achados para a caverna.
Alguns dias depois, ela sentiu uma vontade imensa de descobrir que tipo de criaturas fora os lobos, caça em geral, os monstros que eles às vezes encontravam e elfos como ela existiam por aí, mas ela permaneceu com seus irmãos por mais alguns meses.
Um dia, porém, uma horda do que mais tarde ela descobriu serem demônios encontrou a caverna onde eles dormiam e imediatamente os atacou.
A loba que havia se tornado como uma mãe para a elfa foi a primeira a despertar com o grito de seu filhote sendo atacado pelos demônios. 
A matilha lutou bravamente, mas a grande maioria dos lobos pereceu. A elfa lembrou-se da mochila e da faca e a usou contra os demônios. Foi uma luta sangrenta, mas ela e um de seus irmãos conseguiram afastar os demônios da caverna, mas não a tempo de salvar o resto da matilha.
Não tendo mais o grupo por perto, ela decidiu ir em busca de outras criaturas como ela para que lhe ensinassem a usar armas para lutar contra os demônios que lhe tiraram a família.
Chegou em Porthi após uma longa jornada, durante a qual encontrou vários acampamentos de viajantes e vários demônios em seu caminho.
Os viajantes geralmente eram bondosos e a acolhiam em seu acampamento, mas alguns somente a cumprimentavam de longe, sem deixar que ela se aproximasse.
A elfa se juntou a uma caravana que rumava para Aurora e lá se estabeleceu, garantindo seu sustento do mesmo jeito que já vinha fazendo: usando os recursos que a floresta lhe dispunha.
Numa de suas incursões, encontrou um humano morto, seu corpo semi devorado pelos animais da floresta, mas as indistintas marcas e cheiro dos demônios que o tinham cruelmente eviscerado eram visíveis como pegadas na lama fresca para ela.
Sem frescuras nem cerimônia, tomou para si as posses do aventureiro, o que incluía um par de espadas bonitas, idênticas em forma, uma armadura de couro muito bem trabalhada, um bom par de botas, um manto menos esfarrapado que o dela e várias utilidades para a pessoa comum se virar tranquilamente no mato.
Com a ajuda de seu irmão lobo, ela arrastou o homem para o vilarejo, certa de que as pessoas que ela conhecia lhe dariam um destino apropriado, conforme ela havia visto em Porthi.
Neste dia, por causa de seu olfato apurado para identificar os agressores, de contar pra todo mundo que o lobo era seu irmão e de não ser muito adepta a se banhar com frequência, ela ganhou o apelido de "Cão" da taverneira e dos outros frequentadores da caverna, o que adotou como nome, já que até então ela não tinha um que ela lembrasse.
E a vida prosseguiu tranquila, um dia de cada vez, até que os demônios invadiram Aurora e os habitantes tiveram que se refugiar na caverna dos Gnolls.

Fim do background.

Aparência, maneirismos, personalidade:

Pequena e magrela, não aparenta a força que tem. Fala pouco e baixo, não tem traquejo social, não sabe usar talheres (somente a faca), não sabe escrever e está aprendendo a ler (somente em comum, não sabe ler nem anão nem élfico). Sabe desenhar o suficiente pra se fazer entender. Cabelo comprido preto, cortado com faca (todo despontado), ondulado quando sujo, liso quando de banho tomado. Pele clara, mas queimada de sol. Olhos verdes. Cicatrizes nas mãos, braços, pernas e rosto, na sua maioria absoluta linhas finas e tênues de correr no meio do mato e se arranhar nos arbustos e espinheiros, algumas poucas marcas de mordidas de animais. "Dorme" aconchegada no lobo. Enquanto ele dorme, ela fica apenas enrodilhada junto a ele de olhos fechados, ouvindo e sentindo o cheiro do ambiente, fazendo guarda. 

Extras p/ o mestre:
- Ela não possuía nenhum irmão ou irmã, seus pais eram ainda jovens e ela era a primeira filha
- Sua mãe possuía mais uma irmã, que morava a alguns kilometros da casa dela e de seus pais
- Curiosamente, seu verdadeiro nome é Lynar, de Tyrneamitore, que significa Filhote de Lobo, do clã dos Senhores da Lua.
- Sua família não tinha nenhuma posição de destaque na sociedade élfica
- Ela não sabe ainda que pode conjurar magia. Ela só vai conjurar magia a hora que ela ou estiver precisando MUITO fugir ou algo do gênero, ou quando ela vir alguém conjurando alguma magia divina.

0 Blá blá blá!:

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