quarta-feira, 14 de setembro de 2011

REENCONTRO


Dois meses se passaram, já não tínhamos muito que fazer, ficamos escondidos
na orla da floresta todo esse tempo. Alguns construíram abrigos, outros como eu, simplesmente fizeram das árvores suas moradias temporárias. Depois de todo esse tempo já conhecíamos aquele pedaço de terra muito bem, matávamos animais para nos alimentar, e já havíamos nos acostumado com o silêncio, ao menos até o dia em ouvimos passos.

Eu estava em uma árvore, quando vi três vultos se aproximando e parando bem abaixo de mim ,onde parte do grupo já estava posicionada. Ao descer pude ver que um deles era um meio-orc - que não me passava confiança alguma -, o outro, - um simples - humano, e o terceiro sem distinção, pois estava completamente coberto por uma capa e gorro pretos, onde não se podia ver nem sequer seus olhos.

Todos estavam em volta deles, faziam perguntas como ‘’ de onde vocês vieram?’’, ‘’o que querem aqui?’’, e pelo que entendi tinham saído de um povoado que fora totalmente dizimado pelo que eles disseram serem ‘’trogloditas’’, e que somente eles haviam sobrevivido. Disseram também que estavam atrás de vingança, mas nem ao menos sabiam onde esses tais ‘’trogloditas’’ estavam e muito menos de onde eles vieram. Talvez essa história não seja de todo verídica...

Assim eles continuaram contando suas histórias cheias de furos, onde tinham achado o terceiro membro – que alem do fato de não se mostrar, não falava também – e o porquê de o terem trazido consigo. Em meio a tantas perguntas chegamos até a ouvir Califus dizendo ‘’Meu grupo’’ o que foi um tanto engraçado.

Como tínhamos de ir para o sul uma hora ou outra, para que um curandeiro retirasse certa maldição de nossos clérigos, aceitamos que eles nos acompanhassem, e quem sabe não achávamos os tais destruidores da aldeia de onde vieram - se é que eles existem-. Apesar de alguns quererem partir somente no dia seguinte por terem medo de passar uma noite tendo que achar um jeito de acampar em um pântano, partimos assim que pudemos com o sol ainda á pino.

Quatro dias se passaram, a floresta ia ficando mais densa a cada milha, nenhum pântano a vista.

Na noite do quarto dia de jornada, eu, Califus e Pandora ficamos montando guarda enquanto os outros descansavam. Confesso que nem estava prestando a devida atenção ao meu posto, mas despertei de imediato quando uma coisa muitíssima afiada cortou minhas costas. Deviam ser garras, mas ao olhar para trás
não vi nada a não ser as negras árvores. 

Comuniquei o acontecido a Califus que estava mais próximo, cujo deu um grande berro, acordando os outros para que se colocassem á postos. Fizemos um circulo em volta da fogueira com todos virados para fora ,onde pensávamos que se algo nos atacasse seria visto, mas não foi bem assim, os ataques continuaram, tochas foram jogadas entre as árvores mas nem assim conseguíamos distinguir o que nos 
atacava.

Enquanto os ataques aconteciam à pessoas mais distantes de mim ,corri até a árvore que estava mais próxima, sofrendo outro ferimento com garras e descobrindo que estes também mordiam e escalei a árvore me posicionando com o arco em mãos. 
Lá de cima eu tinha uma boa visão de todos mas, a criatura era muito rápida , e ao que parecia era mais de uma. 

Califus pelo que pude ver tinha sido gravemente ferido pois, já estava no chão, quando dois animais ,que se pareciam tanto com um lobo, quanto com um morcego apareceram a luz das chamas da fogueira repetindo os ataques, mas também sofrendo ferimentos, enquanto nós nos defendíamos .Magias, flechadas e pancadas
depois, os dois animais foram vencidos . 

Ao descer da árvore vi uma certa discussão sobre a vida de Califus que pelo que diziam os que estavam em volta dele, estava por um fio, e ele não agüentaria chegar até o curandeiro que devia estar a uns dois dias de viajem a frente. 

Pelo que parecia eram poucos os que se importavam com a situação de quase óbito do anão, e esses queriam que ele fosse curado ali mesmo, por Talez, mas isso dependia da vontade dela que ficou muito pensativa com relação ao fato de que o meio-orc recém chegado impôs a ela que se ela não curasse Califus ele mesmo mataria o anão para não atrasar nossa jornada. Pela expressão no rosto de Talez, essa era uma decisão extremamente difícil, pois todos imaginavam que a maioria das coisas ruins que tivemos que passar foram causadas pela falta de discernimento de nosso companheiro Califus, então ela resolveu fazer um trato, onde nos disse que o curaria se após ele despertar ajudássemos a convencê-lo a não regressar mais a
caverna de onde os clérigos haviam pego a maldição. Nesse momento Pandora disse que isso era muito justo, mas eu já não estava mais ouvindo, pois algo brilhante em um dos dedos de Califus que estava deitado ao chão havia me distraído. Quando cheguei mais perto percebi que era um tipo de anel, talvez já o tivesse visto antes na mão de Califus, mas nunca havia reparado que Pandora usava um idêntico.

Após Talez curar Califus, Pandora explicou o ocorrido a ele que me pareceu concordar.

Seguimos viajem até avistar uma cidade quase tão grande quanto a que estava situado o castelo do rei Alistar. Ao chegar aos limites da floresta lembrei-me o motivo de passar tanto tempo escondida: era uma foragida, como iria entrar em uma cidade desconhecida sem mais nem menos, e se alguém me reconhecesse? E se alguém nos reconhecesse? Mas essa era uma preocupação só minha, e afinal eu não tinha mesmo nada para se fazer lá. Então fiquei acompanhando bem de longe, enquanto alguns haviam ido comprar novo armamento, e os outros acompanharam os clérigos até o famoso curandeiro da cidade, que foi lhes mostrado por um menininho que havia ouvido que precisávamos de um.

Por Tilez

5 Blá blá blá!:

anagrélo disse...

uhhuu apartir dai q começo a aparecer

Anônimo disse...

mandou muito bem!

thallys disse...

Savar o anão foi a escolha mais dificil
queria muito que ele não sobrevivesse.
E por fim e foi embora e nem precisei sujar minha mão com o sangue dele.

Rafael / Kirog. disse...

eu me esquecendo de escrever =((

Daoana / Loranys disse...

Oh my God, tenho pavor desses ataques invisíveis, imagino o medo que você e o restante do grupo passaram

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