segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O JULGAMENTO


Após a tentativa de conciliação com o rei Alistar, fui levada a julgamento pelos guardas que me arrancaram todos os meus pertences, meu arco, aljava, espada, mochila, e a pedra da caverna.

O julgamento se iniciou, ocorreu no meio da praça principal, onde todos os camponeses deviam estar para ver o espetáculo.

Para começar o rei se dirigiu a mim e fez diversas perguntas, perguntou o que eu teria á dizer em minha defesa, nessas alturas, nada me vinha à cabeça, nem eu sabia se era mesmo culpada ou não, então só lhe respondi que sentia muito por meus atos, me desculpei, e continuei, enquanto ele fez outras perguntas como o porquê de todos nós, os aventureiros, não termos destruído aquela caverna mesmo sabendo do que se tratava, e também porque cuidamos daquela criança.

Respondi, mas tudo o que eu dizia parecia piorar ainda mais a situação. Por fim um dos guardas me perguntou o que mais eu tinha á dizer e sinto até vergonha de meu ato, mas já havia me conformado com a morte, então nessa hora outro lado de mim, revoltado, disse que isso tudo que o rei estava fazendo não adiantaria de nada, pois os aventureiros o trairiam novamente, simplesmente o enganariam outra vez. Então

o rei me perguntou quem exatamente, o trairia, e eu não disse nada, certamente que minha traição não chegaria a tanto para entregar meus companheiros, então ele tentou fazer certos acordos para que eu confessasse, mas mesmo assim não concordei, na verdade tudo fazia parte de um plano, plano esse que não deu certo. 

Ao perceber que eu não diria mais nada me disse que eu teria de falar por bem ou por mal. Pois então, por mal eu falaria.

O martelo então ele bateu e minha pena foi mudada, ao invés da forca, a tortura e o desmembramento até dizer algo, seriam meu castigo, e ao veredito ser dado o povo que assistia parecia demais desanimado por não poderem me ver morrer.

Com o fim do julgamento, os guardas me jogaram em uma cela fria, quadrada e pequena, toda feita de pedras úmidas onde só havia uma janelinha bem mais alta do que eu que continha grades e uma grande porta de madeira com uma boa fechadura e muitos guardas ao lado de fora. No chão só havia um pouco de feno e muitos ratos, ratos esses que eu já tinha pensado em comer, pois nem me lembrava qual foi à última vez que havia comido algo.

Um tempo depois, o sol já não atravessava as grades da janela e o frio ia aumentando, então supus que já devia estar anoitecendo. Os guardas do outro lado da porta não falavam muito, mas ouvi risos e conversas dizendo que já podiam começar com a tortura. A porta se abriu, os guardas me arrastaram para fora da cela, nunca havia sentido tanto medo, me debatia tanto que um deles me bateu tão forte que me esqueci de como se respirava.

Depois de apanhar só lembro-me de sentir muito frio e acordar com dor, encostada ao lado de uma grande parede de um modo que não gostei nada, sim, já haviam retirado meus pertences e agora consumirão com minhas vestimentas, onde ao meu lado estavam algumas roupas velhas, roupas de camponeses, que não pensei duas vezes em vesti-las, embora tenham ficado pequenas eram melhores que nada. Olhei ao redor me levantei e não avistei ninguém, então sai correndo floresta adentro.

Enquanto corria em meio ao mato ouvi conversas e me escondi. Eram os outros aventureiros, afinal eles vieram mesmo me resgatar, e haviam conseguido.

Não havia tempo para agradecimentos, os guardas do rei já haviam sido avisados do incidente, então, todos seguiram para o mais longe que podiam.

Em meio de conversas confusas para mim, ouvi que eles estavam indo rumo àquela maldita caverna, e que haviam feridos. Como eu já sabia para onde estavam indo e que no momento eu não ajudaria em nada, pois não tinha nada, fiquei para trás e despercebidamente adentrei á floresta em busca de algo que pudesse usar, algo que eu pudesse fazer, um arco talvez.

Fiz um arco com o que encontrei na floresta, e modéstia a parte, ficou bem parecido com o antigo. De certo modo, com o rumo em que as coisas tomaram, eu já sabia o que fazer, sabia que não podia mais ser a Tilez de antigamente, teria de tomar certas providências, o reino inteiro devia estar atrás de mim, e o único jeito de não me acharem era não ser mais parecida comigo, afinal eles estariam atrás de uma elfo esbelta com uma longa trança loura e sem armamento e proteção nenhuma, e nisso eu poderia dar um jeito.

2 Blá blá blá!:

anagrélo disse...

eXcelente relatório, deixa os leitores compenetrados na leitura

Thallys disse...

A Tilez como sempre surpreendendo com suas histórias.
Esse dias foi muito bom apesar de perder dois aventureiros por um entretanto isso foi escolha deles morreram por uma boa causa.

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