quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Escola de Heróis 19 - Atrás da porta de Moradin


   Saudação meu senhor! Perdão pelo incômodo, mas sinto que seja importante lhe falar sobre os homens que foram enviados ate Kairós.

  Depois de acordarem descansados, e com o acordo feito com o feiticeiro troglodita, os aventureiros decidiram investigar a porta com detalhes de Moradin novamente. Sem sucesso. Como o troglodita tinha dito algo sobre descer, alguns tiveram a idéia de verificar a queda d'água para ver se tinha algo. Para a surpresa de Sharizardi, que foi o primeiro que chegou ao local, havia inscrições no chão e uma seta apontando para uma espécie de cortina de algas e cipós. A inscrição dizia: "por aqui, amigos".

   Curioso, Twinsmate verificou o que havia atrás das plantas e descobriu uma passagem para uma escadaria que descia. Lá embaixo, as corredeiras do rio continuava. Era possível observar duas portas bem fechadas perto da escada por onde chegaram e uma ponte que seguia em frente, que cortava o rio.

  Misha logo tomou a frente e descobriu que do outro lado também havia uma porta fechada, num nível mais abaixo. Não demorou para que ela conseguisse abrir a porta e rapidamente tapar o nariz. O cheiro de podridão era muito forte. O ambiente estava coberto por água parada, podre. Del chegou junto à ladina para ver o que ela encontrou. Juntos descobriram corpos no fundo da sala e junto com eles, uma pequena espada e um pergaminho mágico que estava dentro de um baú. Claro que manusear os corpos apodrecidos teve seu preço: o druida comelou a vomitar de nojo do cheiro que sentia.

   Na volta, Del viu uma estalagmite perto da outra margem do lado e se aproximou para ver. Para sua surpresa tentáculos saíram de trás da então formação rochosa, que pegou um peixe na água, abriu uma grande boca e comeu o peixe. Absurdado, o ex-druida percebeu que não se tratava de uma rocha, mas tentou seguir em frente para ver o que havia.

Nem a Misha que estava por perto entendeu muito bem o que houve. Parace que outro tentáculo surgiu da criatura em direção ao ex-druida, mas um vulto, vindo das sombras, saltou e tirou Del da linha de ataque do tentáculo. O golpe fora frustrado. Del estava salvo. Dread era seu salvador.

Um misto de felicidade e surpresa passou pelos rostos de Del e Misha ao verem Dread, que se mostrou muito preocupado em ajudá-los.
Para que o reencontro fosse completo, os três voltaram onde os demais estavam: logo na entrada daquele pavimento, no pé da última escada encontrada.

Co ajuda de Dread e Misha, as portas que existiam ali perto foram abertas. Parecia se tratar de um antigo depósito de comida. Carnes, especiarias, temperos, enfim... um pouco de tudo era estocado ali, entretando, devido ao tempo que estava ali, tudo já tinha estragado. O que chamava a atenção era uma grande e espessa poça de lama ou água, pois não foi possível identificar ao certo. O fato é que à medida que os heróis entravam na sala, a poça se mexia, até o ponto da poça atacá-los.

Já ouvi histórias de criaturas desse tipo, meu senhor. São um tipo de fungo que se desevolvem tanto que atacam inimigos como se fosse um animal selvagem. Para a sorte de todos os ataques no inimigos não foram certeiros. Como havia começado a falar, essas criaturas costumam ser mortais quando conseguem atingir seus oponentes. Não demorou muito para que o volume de lama que estava ali voltasse a ser apenas lama mesmo, inanimada.

  Todos então entenderam que deveriam prosseguir, mas ainda havia o monstro de tentáculos. Del então teve a idéia de usar o pergaminho mágico que encontrara, pois se tratava da magia que possibilitava respirar dentro da água. O plano até que parecia interessante, se não fosse o excelente olhar do monstro que literalmente pescou o ex-druida de dentro d'água, ameaçando matá-lo e se alimentar dele.

Logo chegaram o restante do pessoal e se puseram a negociar com o Estrangulador - essa é aforma que ele disse ser chamado. Com a ajuda de Roger Waters, mais um acordo foi firmado. Eles levariam uma outra criatura para que aquela aberração pudesse se alimentar e em troca ela libertaria Del.

Logo depois desse bicho, havia uma pequena sala, com um orc debruçado sobre uma pequena mesa e três portas que estavam lado a lado. Animados com a possibilidade daquele orc ser a janta da criatura de tentáculos todos foram correndo até ele, mas descobriram que já estava morto sendo que o Estrangulador quer sua janta viva.

Ao ouvirem pessoas, dois prisioneiros, que estavam respectivamente presos nas portas do meio e da direita pediram por socorro. O prisioneiro da porta do meio logo foi identificado: era Sulivan, um velho amigo de todos. Segundo ele, numa busca por orcs que estavam atacando moradores da vila próxima, ele foi pego e foi parar ali. Já o outro prisioneiro gerou alguma discussão, afinal, deveriam ou não libertá-lo? Ele merecia a confiança?

    Dred achou que não e tratou de abrir a última porta. Lá dentro havia o corpo de uma anã guerreira - e parecia estar lá há muito tempo, pela ferrugem na armadura. Entretanto, havia um pano entre as mãos da guerreira que Dred tomou para si. Descobriu, junto com Thorin, que no pano estava a chave que abriria a porta de Moradin que eles tanto buscavam.

Embora todos pedissem para Dread ajudar a tirar o utimo prisioneiro, chamado Ricmon, ele preferiu não ajudar alegando não conhecê-lo. Disse ainda que estava se dirigindo para a porta de Moradin e que deixaria aberta para que eles entrassem quando quisessem.

Misha, cedendo à pressão do grupo, acabou por ajudar Ricmon a se soltar das correntes; e assim todos seguiram em direçao à porta. Chegando lá, surpresa: a porta estava fechada e havia uma pequena caixa ao lado da porta com alguns dizeres rabiscados na pouca terra que tinha ali:

  Vocês não queriam abrir a porta? A chave está dentro da caixa. Abram se forem capazes! Ass. Dread

Alguns ficaram com um pouco de medo. Analisaram a caixa, viram o que poderia ser dispositivos de armadilha, mas no fim, Sharizardi tomou a caixa nas mãos e abriu. Dentro havia a chave e um papiro que dizia: Acho que peguei vocês.. hahaha
Com a chave em mãos, muitos tentaram abrir a porta. Giravam a chave, empurravam a porta... tentavam e tentavam.... O máximo que conseguiram é ouvir um riso abafado do lado de dentro da porta. Foi quando Del teve a idéia de simplesmente empurrar a porta, sem mexer na chave. Aí perceberam que a porta sempre estivera aberta e que não era necessário nada do que estavam fazendo. Do lado de dentro estava Dread, com um sorriso nos lábios, pronto para acompanhá-los na jornada.
Do lado de dentro, como o esperado, havia escadaria que levava pra baixo. No fim da escada, tinha duas portas em frente, entre três estátuas enormes de anões com machados. Del, sem paciência para analisar a situação foi na primeira porta que viu e a abriu. Uma armadilha foi acionada e os machados que os anões que estava, ao lado dessa porta golpearam o ex-druida ferozmente. Além disso não havia mais nada além da porta.
Devo ressaltar, vossa alteza, que Del, após ser abandonado pela natureza, começou a se descobrir possuidor de poderes arcanos inatos. Creio que ele não domine isso muito bem, visto que é algo recente, mas reltos me dizem que ele foi visto conjurando magias sem o uso de grimório.
Não precisou de outra tentativa para entenderem que a outra porta também era uma armadilha. Entretanto estava tão bem escondida que nem mesmo Dread ou Misha conseguiram localizar. Acontece que Ricmon, atento ao que estava acontecendo percebeu que havia menos poeira no chão do lado leste. Roger ao perceber o mesmo foi analisar e descobriu uma port secreta; porta essa que Dread abriu facilmente.
A escada descia novamente, e dessa vez havia um barulho conhecido por Thorin, de marteladas em bigornas. Logo o anão tomou a frente para descer até o novo aposento. Depois de descer um pouco, percebeu que em um dos degraus havia um encantamento. Uma voz mágica começou a gritar no dialeto anão que intrusos haviam invadido o local.
Descendo a escadaria, um grande salão adornado com estátuas de gigantes, dragões e guerreiros estava diante de seus olhos. Bem no fundo da sala era possíel ver restos de fogueira e de um acampamento. Não era possível saber se quem estava ali fugiu com o aviso do encantamento ou se escondeu para pegá-los desprevinidos.
Uma voz ecoou no salão, dizendo: vão embora intrusos! Vocês não são bem vindos aqui!
Roger Waters então se pôs e conversar com o anão que gritara aquilo. Depois de muito argumentar e usar a diplomacia que apenas um bom bardo possui, a trupe conseguiu estabelecer uma parceria com o anão em questão.
O acordo pareceu agradar e bastante o anão, já que recebera a notícia que os orcs estavam mortos e que todos ali queriam apenas chegar até o grande monstro que todos temiam. O anão apressou em contar que se tartava de um dragão negro conhecido por Pesadelo da Noite. A felicidade do anão aumentou quando percebeu que além de quererem ir direto ao dragão, eles gostariam de comprar armas.
Olha meu rei, embora as qualidades das armas por esses anões seja reconhecidas em qualquer canto do reino, creio que o preço foi abusivo em alguns casos. Mas acho que eles preferiram pagar mais caro e ter armas mais poderosas contra um dragão.
O anão então levou eles até uma escada de corrente que descia muitos metros abaixo dali. Eles passaram por entre a forja, onde alguns anões trabalhavam arduamente e ficaram diante da passagem que levariam todos até o dragão.
Pelo que soube, antes de descerem, o bardo Roger Waters deu um ânimo aos seus amigos. Mostrou-se um líder nato, inspirando coragem e bravura em seus companheiros para o momento que antecede a batalha mais perigosa.

Como não sei qual é o conhecimento de vossa alteza em relação aos dragões, tomei a liberdade de trazer algumas informações sobre essa espécie de dragão. Espero que lhe seja útil. Agora com licensa meu rei, vou retira-me aos meus aposentos. 

0 Blá blá blá!:

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