sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vão-se os anéis ficam-se os dedos. Ou Inicio do fim 33



Espero que não esteja tão apressado hoje meu príncipe, pois irei contar sobre a morte de um valoroso guerreiro.


Mas retomando de onde parei da ultima vez, os demônios haviam despertado o portal fora aberto, isso mudou o mundo totalmente talvez de um modo irrecuperável, talvez não.

Fato é que Brabon, tripa e os outros que estavam em combate aos portões da cidade tiveram que se recolher, fugir para ser mais exato e assim a cidade de Aurora estava perdida para sempre.

Eles fugiram para a montanha dos Gnols, agora a cidade de Aurora não passava de um amontoado de peles e cabanas construídas rusticamente pelos Gnols. Onde Brabon e Hunters se autoproclamaram reis.

A caverna era segura no momento, algumas pessoas ainda com muito medo decidiram abandonar de vez seus sonhos e com o pouco que lhe restavam, começar em outro lugar mais uma vez. Aurora permaneceria nos seus sonhos como um pesadelo de dor e medo.

A cidade cairá de uma vez nas mãos dos demônios e não existia sequer o que fazer. Qualquer um pensaria assim, mas não os heróis a determinação desses homens e sua dedicação e melhor o mundo onde vivem não é coisa que se abandone.

Um grupo de busca foi formado, Tripa-Seca lideraria, Cão a Elfa ranger...

- Não me pergunte porque do seu nome, pois não me foi revelado.

Junto a eles, Xen e Lereon o bruxo decidiram que deveria existir outra passagem para as ruinas infestadas de demônios.

- Um mago não deixa apenas uma entrada ou saída para sua masmorra. Falou Lereon.

Então Xen e Tripa decidiram contornar as ruinas e procurar a outra entrada, plano relativamente fácil. Se na sua busca não tivessem encontrado com “Glottonius” que carregava três meninas recém saídas da juventude, a mera visão dele fez com que os heróis tentassem se esconder, mas Xen visualizando as ideias terríveis que a criatura tinha pelas meninas arrastadas por ele. Não tinha opção deveriam liberta-las.

Glottonius é uma espécie de demônio vindo dos confins do abismo, sedento de luxuria e fome. Estuprador de mulheres e homens, a sua mera visão pode fazer os estômagos mais resistentes se desdobrarem revelando todo o conteúdo.

Assim como dito, aconteceu com Tripa, seu estômago se revirou e entre o seu vomito e dores insuportáveis ele combateu com toda a ferocidade que sempre fez. Quase pereceu, mas a criatura vendo que estava perdida desapareceu no ar.

As meninas estavam livres, desacordadas, mas livres.

Examinaram as meninas elas estavam bem feridas, embora ainda estivessem vivas.
O Cheiro de enxofre mais uma vez encheu o lugar.

Agora não era mais um GLOTTONIUS, mas dois deles. O primeiro que eles haviam quase derrotado e outro amigo dele se é que se pode dizer que essas criaturas têm amigos. Junto deles 4 ou 5 demônios menores, desses vassalos das criaturas mais horríveis.

Tripa limpando a boca o resto de vomito com a mão esquerda segurou o machado com força ajustando a sua mão ao cabo da arma.

Decidido agora mandaria para o inferno de uma vez por todas o maldito.

Facilmente derrotou os vassalos do demônio destruindo-os e como um golpe constante num giro mortal esmagou o crânio do GLOTTONIUS não sem antes sentir a mão pesada e suas garras como lamina entrarem em seus estomago.

Se não fosse os golpes de Xen ele não teria sobrevivido para o que viria a seguir.

Como uma engrenagem coesa eles combateram juntos, batendo como podiam com fúria e habilidade.

Mas a nova criatura era mais maligna e mais esperta que seu antecessor e com um golpe lento, mas firme cravou suas garras no peito de Tripa Seca. Xen pode ouvir o gemido comprimido do seu amigo enquanto sua alma deixava seu corpo.

Xen não hesitou, saltou com os pés no peito da criatura e com toda sua força impulsionou-se para trás, saltando, girou sobre o seu próprio corpo e correu até atingir as folhagens da floresta.

Escondido visualizou a criatura devorando com sua boca cheia de dentes podres as vísceras do seu amigo. Ele pensou em voltar, o remorso o consumiria por dentro, pela sua covardia, mas não tinha nada a fazer, só observar enquanto o demônio saboreava a carne tenra e quente de seu amigo recém morto.

Quando o demônio desapareceu com duas das garotas, restou apenas salvar uma das meninas. Desejou ter mais força ou talvez mais braços, mas não fora agraciado pelos deuses. Fez o que pode, salvou uma das garotas e em seus braços a levou até a Cão e Lereon que vinha em sua busca, pois demoraram.

Após explicar o que havia ocorrido com seu amigo, Tripa. Deixaram a garota em segurança na caverna e decidiram retornar ao local para pegar o corpo do seu amigo e vingar sua morte, mas nada foi encontrado.

Xen insistiu que a missão a que se propuseram fosse concluída. Tripa merecia isso. Cão deu uma batida com seus talentos de caçadora e seus instintos élficos, contudo, não obteve resultado. O monge insistiu mais uma vez e foi procurar pessoalmente. Subiu a colina e pôs-se a observar e viu... Um medalhão dourado, com a marca de Zuriabner.

Sem tocar, sinalizou e chamou os demais. Apenas Lereon vislumbrou, utilizando sua visão arcana, percebeu um distúrbio na malha mágica em torno do objeto.

- Tudo indica que seja um portal, mas não consigo saber onde fica a saída.

Escondido pelo mato e terra, um pequeno artefato com o brasão de Zuriabner, fixo sobre o solo. Lereon visualizando a pulsação energética que emanava do item. Não resistiu e tocou o selo.

Sumindo da frente dos seus amigos.

Com um pouco de medo Cão tocou o selo e sumiu também. – Que os deuses me abençoem! Dizendo assim, Xen tocou, para também sumir para nosso mundo.

Assim eles sumiram da existência no nosso mundo. Lereon, Xen e Cão, não mais existiam.

Um túnel de luzes e magia se seguiu e envoltos em luzes e sombras, abriram os olhos para verem envolvidos por suntuosidade e riqueza.

Foi fácil descobrirem onde estavam, pois em todas as cortinas tinham a marca de Zuriabner, nos vasos, nos desenhos no chão e em detalhes brilhantes feitos em ouro.

Saíram para o corredor.

- Sigam-me. Meu mestre pede as vossas presenças. - Falou com voz segura e firme, o soldado facilmente reconhecido pelas suas vestes e postura.

Sem opção, pois ele não estava sozinho, seguiram. Foram conduzidos pelos corredores cobertos de glória e beleza, todas as paredes continham arabescos em ouro branco e brilhante, para pararem diante de uma grande porta de marfim esculpida. A porta se abriu.

- Sejam bem vindos viajantes. De trás da mesa cheia de papéis e anotações, um rosto preocupado, envolto em pensamentos, emoldurado por longos cabelos acinzentados, um rosto fino e esguio, decorado com um bigode do mais fino trato, se uma coisa ele sabia fazer era cuidar do seu bigode.

Após confabularem durante horas sobre o portal de Zuriabner, ou semanas, impossível de saber, pois o grande mago era escolhido do tempo.

- Sinto muito meu rei, vi que seu interesse abandonou nossa mesa, deixá-lo-ei com seus afazeres e conversaremos outro dia.

3 Blá blá blá!:

juvenil disse...

aventura foi muito divertida, mas que pena que tripa morreu...

Igor disse...

deviam ter escondido o dado marrom.

Dragões do sol Negro disse...

Marcou o "CroCodRillo! come! ahahuahauahua

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