sábado, 20 de agosto de 2011

RPG SESI CIC: 7º Portal - O ÚLTIMO ERRO





Após a discussão sobre o que Pandora havia feito com a tal criança possuída, nós descobrimos que também tínhamos sofrido desse mesmo feito, e ao lembrarmos as coisas que ocorreram, voltamos até a vila em busca de Homer que foi visto pela ultima vez adormecido no celeiro.
Ao chegarmos novamente a vila, vimos Homer meio desorientado, olhando a destruição da cidade sem entender o que ali havia se passado. Quando chegamos perto, sua expressão mudou, e ele nos disse que não sabia o que queríamos com ele e muito menos se lembrava de quem éramos, lembrava somente de Pandora e vagamente de Thalys.
Com a ajuda de Pandora, convencemos Homer de que éramos seus amigos e dissemos que o grupo estava dividido em duas questões, uma delas era enterrar os corpos espalhados pela vila, e a outra seria de deixá-los em frente à caverna, mas Homer sabia de algum modo, que isso não estava certo. Homer disse que não podíamos deixar os corpos em frente à caverna, pois, tinham de ser enterrados, mas os outros preferiam obedecer ao que seria a cultura daquele povo que habitava a vila.
Depois de algum tempo de discussão, Califus foi levantando um corpo do chão e colocando em uma carroça que estava próxima, na verdade havia duas carroças, que suportavam mais ou menos 10 corpos. Essas carroças seriam usadas para levar os corpos até a entrada da caverna, opção dois do plano, pois, todos foram convencidos de que seria isso que essas pessoas iriam querer para si.
Na primeira viajem, deixamos mais ou menos 20 corpos em frente á caverna, de onde saia um ar estranho, muito frio, e voltamos para buscar os outros, apesar de alguns de nós estarmos meio desconfiados, pois, segundo as runas lidas por Thalys dentro da caverna, esse tipo de sacrifício, ou seja, essas pessoas que ao invés de serem enterradas são entregues aos deuses da caverna, certamente devem ter algum tipo de ligação com Nekron.
Ao trazer o restante dos corpos á frente da caverna, percebemos que os que já havíamos levado não estavam mais ali. Descarregamos a última carroça e nos escondemos por entre árvores e arbustos, para observar se estes, também sumiriam. Alguns minutos se passaram, e de repente, ao que parecia, os corpos que estavam ao chão, começaram a flutuar em direção a caverna. Enquanto isso acontecia, peguei a pedra que havia retirado da caverna e olhei por entre ela, em direção aos corpos que flutuavam, e vi que na verdade eles não estavam flutuando e sim sendo carregados por algumas criaturas, espíritos talvez, para dentro da caverna. Argoran, o ranger, estava escondido ao meu lado e então sussurrei a ele o que eu via. Enquanto eu observava por entre a pedra, vi uma flecha ser disparada em direção aos espíritos, nada aconteceu, e um deles olhou em nossa direção, ao que parecia, estava com uma expressão agradecimento.
Pelo que entendi, os espíritos acreditavam que não oferecíamos risco algum , então saímos de nossos esconderijos , nessa hora contei aos que ainda não tinham conhecimento da pedra, o que estava acontecendo e o que eu poderia ver com ela. O anão Califus tentou se comunicar com os espíritos , jogando suas palavras ao vento, perguntou se tínhamos permissão para entrar novamente na caverna, e o espírito nada respondeu, somente fez que ‘’não’’ com a cabeça. Sulivan, o renomado feiticeiro que havíamos retirado da caverna, tentou o mesmo mas agora com a ajuda de um feitiço, perguntou a eles o porque de não podermos entrar na caverna novamente, e pelo que ele contou, os espíritos disseram que esta caverna era um local sagrado ninguém poderia entrar. Sulivan perguntou então se eles poderiam nos dar algo que pudéssemos levar ao nosso rei para comprovar o que aviamos feito nesta aldeia, e o espírito respondeu que poderia nos dar algo, mas somente Thalys poderia adentrar a caverna e pegar. Então, ela foi, entrou na caverna com receio, e logo desapareceu na escuridão.
Algum tempo depois Thalys retornou, e trouxe em mãos um pergaminho, que ao lado de fora continha escrituras e um saquinho com algo que deveria ser precioso. Ela contou que as escrituras do lado de fora do pergaminho diziam que ele deveria ser entregue ao rei Alistar, e que os espíritos disseram que com isso ele acreditaria em nós.
Todos nós ficamos em duvida se abriríamos ou não o pergaminho pois, poderia ser uma armadilha...Então continuamos nossa jornada, agora com destino ao castelo do Rei Alistar. No caminho, Homer abriu o pergaminho que com outras palavras, o prefeito da aldeia dizia que nós os aventureiros, tínhamos livrado a aldeia do mal que a atormentava, e que os moradores haviam partido rumo ao sul, pois queriam se livrar de uma vez por todas da maldição que esta aldeia carregava.
Continuamos nosso caminho, agora estávamos mais felizes, pois o pergaminho não era uma armadilha e dizia coisas boas a nosso respeito, mas enquanto andávamos pela trilha rumo ao castelo, uma coisa me chamou atenção, era um tipo de cartaz pendurado em uma arvore, daqueles em que as autoridades colocam fotos de fugitivos procurados e altas recompensas. De onde eu estava não conseguia ver o que estava escrito então sai da trilha e cheguei mais perto. Quando vi meu queixo caiu, não eram fugitivos quaisquer, éramos nós, todos nós, Califus, Argorran, Thalys... E nele estava escrito algo sobre sermos acusados de um tipo de associação com o Deus Nekron e havia também uma recompensa de 300mil peças de ouro por cabeça. Chamei os companheiros para ver o cartaz, alguns deles já estavam por perto, para ver o que eu observava. As reações foram muitas, mas, decidimos continuar.
Ao chegarmos nas proximidades do castelo, os fazendeiros continuavam fazendo suas tarefas matinais, alguns deles nos cumprimentavam, outros nem davam por nossa presença. Mas havia uma figura que nos acompanhava de longe desde as primeiras fazendas. Quando estávamos bem perto dos portões do castelo, perguntei a Califus se ele também havia percebido que alguém poderia estar nos seguindo, e então ele assentiu, e foi em direção a pessoa atrás de nós. Thalys o acompanhou, para caso os ânimos se alterassem.
Este que parecia estar nos seguindo era um jovem rapaz, humano, pelo que pude notar, Califus perguntou-lhe se ele estava realmente nos seguindo e ele disse que não, e sim que estava impressionado. Agora todos nos estávamos em volta do rapaz, ele nos perguntou se éramos os famosos aventureiros escolhidos pelo rei Alistar , e Argoran disse que sim, ele nos contou também que éramos motivo de muitos rumores naquela aldeia e que era um prazer para ele estar em nossa presença.
Em meio à conversa Pandora que até então estava invisível, reaparece, e, mas uma vez a cena engraçada de espanto que ela provoca nos homens, devido a sua beleza, se repete.
Aos contarmos a ele que estávamos retornando de uma aventura e iríamos falar com o rei ele nos perguntou se não havia lugar para mais um aventureiro, pois ele disse que era bom com espadas e já havia roubado algumas coisas para comer, disse também que queria entrar nesta vida, pois estava farto de ficar de fazenda em fazenda oferecendo trabalho e ganhando pouco, disse também que seus pais haviam falecido, portanto nada o impedia de fazer o que ele realmente sonhara, poder ser um aventureiro e conhecer vários lugares. Mesmo assim decidimos primeiro falar com o rei, então pedimos que ele esperasse ali, mas no primeiro momento ele se decepcionou e disse que sabia que ele não prestava para nada, e que não voltaríamos, então Califus falou, que se ele queria mesmo ser um guerreiro precisava ser confiante e não podia se menosprezar dessa forma, ele assentiu e então Pandora deu sua palavra de que voltaríamos.
Adentramos o castelo, e fomos recebidos pelo rei, entregamos o pergaminho com o saquinho que depois descobri conter uma pedra ametista com a garra de um andarilho noturno dentro, e ele pareceu muito satisfeito, até o momento em que perguntou para onde os habitantes da aldeia tinham ido. Depois dessa vieram outras perguntas e cada vez mais desconfiança, pois nas respostas acabamos revelando detalhes que não precisavam ser revelados, o que confundia cada vez mais o rei, passando a acreditar que tudo era mentira e que o estávamos enganando novamente. Após ele saber da existência desses tais espíritos que habitavam a caverna, ele nos disse que espíritos bons não habitam cavernas e sim céus e montanhas, e disse também que espíritos bons não pedem vitimas como oferenda. Quando explicamos que havíamos feito certo tipo de contado com esses espíritos ele pediu que todos que tivessem tido contato tanto visual quanto na forma de comunicação se apresentassem diante dele. Eu como havia usado a pedra para ver os espíritos e auxiliar a comunicação entre eles e nós, me apresentei juntamente a Sulivan, Califus e Thalys. Os guardas nos seguraram, e o rei Alistar então escutou nossas desculpas por termos omitido parte da história, mas mesmo assim disse que um de nós haveria de pagar por tem tido contato com espíritos do submundo e por termos enganado-o não contando toda a verdade. E então fui escolhida pelo rei, escolhida para morrer.
Tentamos convencê-lo de que não seria necessário tomar providencias tão drástica, e que poderíamos consertar este erro, pois já havíamos perdido Kleros, e mais um aventureiro faria falta. Então ele nos deu uma segunda chance, mas disse que eu teria de ficar presa no castelo para ser julgada na noite seguinte, e que daria somente este tempo para que o restante dos aventureiros trouxesse o prefeito da aldeia próxima à caverna, para confirmar nossa versão da história, prefeito esse que não conhecíamos e nem sabíamos se tinha ou não morrido.
Por Tilez, a elfa

3 Blá blá blá!:

anagrélo disse...

Murilo-Mordekai Jededaya Maquiavelli

Massa, bem envolvente

thayhaidamacha disse...

Mancadinha.. Só fui saber hoje(dia 23)pelo profº Sandro,(vergonhoso né..rsrs 3 dias depois)Mas,muito obrigada por publicarem, fico mto feliz!!!
Thayná, ou melhor Tilez. Ah e.. obrigada pelo comentário Mordekai.

kettely(thallys) disse...

parabens!!! tilez ficou ótima sua história...

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