quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Escola de heróis 11 - Dentro da colina Kairós



Boa noite meu rei! Perdoe-me, tenho noção de como vossa senhoria está cansada depois de uma reunião com os nobres, mas imagino que gostaria de saber notícias dos aventureiros que mandou para Colinas Gêmeas.


Como já havia dito, eles encontraram e eliminaram uma tropa de orcs que estava perto de Kairós, a maior e mais distante colina. À medida que caminhavam puderam ver uma fumaça densa saindo de algum ponto de dentro da montanha, mas como a mata era bem fechada, não conseguiram identificar o ponto exato.

Seguindo um trilha bem feita, provavelmente feita pelos anões, eles encontraram uma fenda na colina, uma caverna, que dava continuidade ao caminho.

Logo na entrada, encontraram 3 orcs que pareciam estar protegendo o local. Pedaços de madeira lhes garantiam alguma cobertura enquanto alvejavam de flechas os homens que mandou para ajudar Berrick. O valente guerreiro Thorin não resistiu ao ataque à distância e logo caiu. Arthur disparou flechas incansavelmente e, embora o ataque a distância não seja seu forte, ele contribuiu muito para que um dos orcs caísse morto. Misha ariscou alguns tiros com sua besta. Mas a grande surpresa foi o paladino Tube. Imagino que ele tenha recebido algum sinal divino. Nunca ele demonstrara alguma habilidade com seu arco, mas nessa ocasião ele respirou fundo, mirou bem entre os olhos do orc e atirou, cravando a flecha bem na testa do inimigo. Com dois de seus parceiros mortos, o último orc fugiu.

Depois dos entulhos que serviram de proteção para os orcs, foram encontrados resquícios de um acampamento. Sacos de dormir e restos de fogueira dividiam o mesmo espaço. Seguindo em frente, encontraram um enorme portão de pedra, com uma estátua enorme de Moradin esculpida. Nas paredes laterais emergiam estátuas de quatro anões, dois de cada lado, como se encarasse os visitantes. Nesse momento, Thorin, que já havia se recuperado graças à cura que o clérigo lhe concedeu, se lembrou das histórias antigas sobre anões. Ele sabia que as estátuas laterais se tratava de uma forma de intimidar os intrusos, e pela estátua de Moradin na porta, possivelmente se tratava de um clã anão que fora dizimado por um exército de orcs.

Tentando abrir a grande porta, os aventureiros perceberam que flechas estavam sendo disparadas contra eles. Depois um pouco – o que custou um pouco de sangue, visto que alguns deles foram atingidos – para perceber que as flechas vinham dos olhos das estátuas. Descobriram que além de intimidar, as estátuas tinham a função de defesa, protegendo os defensores contra o revide das flechas que disparavam.

Nesse caso, todos conseguiam ouvir que quem estava disparando flechas eram orcs.

Del, percebendo que entre rochas não poderia fazer muita coisa com seus poderes, decidiu empunhar seu arco e se arriscar, colocando na frente das estátuas.

Sim meu rei, foi uma manobra arriscada a dele, mas dessa forma ele também poderia acertar quem estava atrás das estátuas. E assim o fez. Depois que começou a escorrer sangue orc pelos olhos de uma das estátuas anãs – local onde ficava disponível o disparo das flechas. Seus amigos entenderam e se prontificaram a fazer o mesmo. Em pouco tempo as estátuas assustadoras já não disparavam flechas com o olhar.

Bowie, curioso para saber o que poderia encontrar se colocasse a mão pelo buraco, acabou tirando a sorte grande. Encontrou um pedaço de rocha que logo descobriu que funciona como chave. O pedaço de rocha em forma de martelo era o pingente da estátua de Moradin. Só depois que o pingente estivesse na estátua é que a porta pode ser arrastada.

Depois de empurrar um pouco a grande porta, o suficiente para todos passarem, é que se deram conta da complexidade do local que estavam. Era inimaginável prever o tamanho do abismo que poderia ter dentro de uma colina. Diante deles estava uma pequena ponte de cordas, presas em tochas que iluminavam o ambiente. Essa ponte dava acesso ao outro lado do precipício aparentemente sem fundo. A essa altura, alguns chegaram a lembrar de Dred, pois não estava mais com eles. O pensamento se dissipou rápido.

Temerosos, alguns tentaram e perceberam o quão difícil seria essa empreitada. Roger Waters, talvez por ser um dos mais leves entre todos, saltou nem que ninguém percebesse, tocou rapidamente a corda no meio da ponte, para ganhar impulso para o novo salto e chegar na outra margem. Todos, ao verem a façanha, ficaram boquiabertos, meu rei. Poucas vezes viram tamanha habilidade.


Misha, percebendo que poderia ser mais fácil do que parecia, tentou também. Foi um pouco mais cautelosa, mas chegou ao outro lado. Del foi o próximo. Não sei se ele chegou muito auto-confiante para atravessar a ponte meu senhor, mas o fato é que depois de alguns passos o druida se desequilibrou e caiu. Sua agilidade lhe permitiu segurar a corda ao cair da ponte. Seus pés se movimentavam no ar, na ânsia de ter algum solo. Infelizmente seus braços não foram fortes o suficiente para suportar o próprio peso... o homem da natureza soltou as mãos e caiu no escuro do abismo.

A reação foi de espanto e assombro. Um grande companheiro de batalhas sumia diante dos olhos de todos. Pouco depois, Arthur, o guerreiro também caiu. Acho que a armadura que ele etava usando ajudou a desequilibrá-lo.

Temerosos, os aventureiros foram passando um a um. Os guerreiros que ianda estavam ali, tiveram o cuidado de tirar suas armaduas e jogar para o outro lado, com a ajuda de uma corda.

Entretanto o paladino Tube, ficou para trás. Creio que o medo, meu rei, estava impedindo-o de prosseguir. Medo de ter um fim como o de Del e Arthur. Graças à ideía que seus colegas, que já estavam do outro lado, deram, Tube amarrou uma corda em si mesmo e jogou a outra ponta para que todos segurassem do outro lado. Tomou distância e se preparou para um grande salto.

- Se eu saltar bem longe, meus amigos não terão problemas em me puxar pelo restante da distância. - pensou o paladino.

O que ele não esperava é que fosse tropeçar nos próprios pés e o que era para ser um belo salto, se tornou praticamente uma queda. para sua sorte, seus amigos foram bem fortes e resistentes e aguentaram o tranco. O que ele sofreu foi apenas um encontrão contra a parede de pedra do outro lado do precipício.

Todos de pé, do outro lado do fosso, e o guerreiro e o druida no mistério do fundo do abismo.

Não tive mais informações meu rei! Deixarei vossa excelência repousar agora. Assim que tiver mais informações eu lhe trago. Bom descanso!

0 Blá blá blá!:

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