quinta-feira, 28 de julho de 2011

Escola de heróis 10 - Em busca da alforria



Boa tarde majestade,


Como sabes, meu senhor, aqueles antigos estudantes de Tarshan foram presos há algum tempo junto com um indivíduo de caráter duvidoso, chamado Delong. Entretanto, talvez vossa memória o auxilie, na última lua cheia eles tentaram escapar do calabouço. Devo ressaltar que sem sucesso! Nesse mesmo dia, vossa alteza decidiu consentir ao pedido de ajuda que Berrick, o líder da cidadela conhecida por Colinas Gêmeas – seu velho amigo de infância, se me permite lembrar.

Concordo com vossa sábia decisão de não enviar tropas reais para cuidar de uma horda de orcs. Embora esses invasores estejam devastando a cidadela de Berrick, ainda não é o caso de deslocar parte da proteção do reino para isso. Enviar os prisioneiros para resolver o caso em troca de suas respectivas alforrias.

Contudo, meu senhor, se me permitir, acho que foi deveras generoso em oferecer 25 peças de ouro para cada orc morto. Sei que pretendia oferecer uma oportunidade de todos reconstruírem suas vidas, mas talvez a alforria já fosse o suficiente.

Oh, perdão meu rei. Agora compreendo! Nunca imaginaria as informações que poderias adquirir apenas sabendo quantos orcs foram mortos. Sua inteligência é a prosperidade do nosso reino, alteza.

Perdão por essa introdução extensa e cansativa. Eu apenas gostaria de me certificar saberia o que se trata o que contarei adiante .

Minhas fontes disseram que os ex-prisioneiros e ex-estudantes da academia de Tarshan chegaram até Colinas Gêmeas com sucesso. Lá eles conversaram com Berrick, para conseguirem informações mais precisa; se muniram de ração para viajem e partiram para Kairós, a colina que fica mais longe da cidadela.

Pelo que soube, meu senhor, enquanto estavam em Colinas Gêmeas, Delong se desgarrou do grupo e caminhou sozinho e antes de todos até Kairós também – passando pela outra colina mais próxima, conhecida por Chronos. Quando soube disso, desconfiei que ele pudesse saber de algo sobre o clã de Durgeddin, o Negro – famoso pelas armas que forjava.

Espero que esteja enganado, mas caso esteja certo, deixarei alguns homens a postos caso vossa majestade ordene uma busca.

Voltando ao grupo. Depois de todos os suprimentos adquiridos, eles se dirigiram até a distante colina, já que, de acordo com depoimentos, a legião de orcs sempre vem daquela direção.

Como Kairós fica bem longe, formam algumas luas de caminhada até se aproximarem da colina. Por estarem em uma região plana, puderam observar uma horda de orcs vindo em sua direção. A princípio parecia que os selvagens não os tinham vistos. Foi tempo o suficiente para Roger e Misha se esconderem. Sim, meu senhor, Misha, a pequena halfling retornou depois de seu desaparecimento repentino após o encontro com Lortek, líder da vila zumbi.

Quando as criaturas de vozes guturais avistaram os antigos prisioneiros, partiram girando seus machados e espadas no ar, berrando algo semelhante a gritos de guerra. Havia muitos orcs, mas alguns deles pareciam ser mais poderosos, e talvez por isso ficaram para trás na onda de ataque. Como vossa excelência disse uma vez: “no xadrez os peões vão na frente”.

Enquanto aguardavam o batalhão orc chegar, iniciando o combate físico, alguns de nossos conhecidos foram atingidos algumas vezes por bolas de fogo, entre outras magias. Nesse momento perceberam que estariam combatendo conjuradores também.


O combate foi feroz. A antipatia por anões fez com que Thorin estivesse em franca desvantagem. Os orcs não pararam até colocar o pequeno guerreiro inconsciente no chão. Enquanto as lâminas de Arthur e Tube faziam o sangue orc jorrar, Del invocava ajuda da natureza e pouco a pouco foi igualando o número de combatente para cada lado. Lobos e hipogrifos estavam lutando em prol daquele homem da natureza. E o bardo inspirava coragem em seus amigos com sua bela música.

Aos poucos os orcs mais poderosos começaram a se aproximar, e segundo minhas fontes, surgiu praticamente do nada aquele sujeito misterioso, Delong. Ele pulou nas costas de um dos magos e pela descrição do se olhar ele buscava atingir algum ponto vital para aniquilá-lo com um só golpe – em vão. Assim que tocou o chão e percebeu que seu ataque havia falhado e antes que pudesse ser golpeado, o ladino saltou rapidamente com uma cambalhota para trás e sumiu entre as árvores.

Percebendo que a estratégia de “bater em tudo e todos” não estava funcionando tão bem como antes. Del decidiu então utilizar de seus parceiros animais de maneira mais sábia: ordenou que o hipogrifo agarrasse um dos orcs que aparentava ser mais forte e alçasse vôo com ele. Na primeira tentativa o orc se desvencilhos das garras da criatura, mas na segunda investida o animal alado ergueu o bárbaro por muitos metros do chão e o atirou sobre o outro orc – que parecia ser o chefe deles. Ambos ficaram visivelmente machucados e Roger percebeu que era a oportunidade que precisava para ter alguma vantagem no combate. Com alguma cautela ele fez fogo num graveto e com a ajuda de ser servo invisível levou para trás de uma árvore, perto dos inimigos mais poderosos. Os “peões” estavam caindo um a um, a cada golpe de espada dos guerreiros e dos punhos do monge que estava com eles.
Perdão meu rei, não lhe informei desse monge. Permita-me que termine a história e depois lhe explico melhor quem é esse sujeito.

O fato é que quando parecia que os inimigos grotescos mais poderosos entrariam efetivamente no combate, Roger Waters usou um de seus poderes e transformou a chama que seu servo segurava em uma espessa nuvem de fumaça. Quase que ao mesmo tempo, Del rogou ajuda da natureza, que por sua vez promoveu o crescimento de raízes e cipós no solo, fazendo com que os inimigos ficassem presos ao chão.

A vantagem era clara nesse momento do combate. Um dos magos conseguiu conjurar sua última bola de fogo, pois em seguida foi alvo de outra magia de Waters. O orc mago caiu em gargalhada e não conseguia mais se controlar.

Por estarem em menor número, os orcs caiam banhados em sangue no solo. Logo sobrou apenas o que aparentava ser o líder e o mago que não se continha de tanto rir. Percebendo a derrota, o líder fugiu para onde veio, e o orc arcano nunca imaginou que poderia literalmente rir diante da morte eminente.

Pois bem meu senhor. Minhas fontes me informaram até o combate que acabo de vos narrar. Assim que souber de algo mais, prontamente vos informarei.

Com licença, vou me retirar aos meus aposentos!

0 Blá blá blá!:

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