terça-feira, 19 de julho de 2011

Background - Blaze



Nascido numa vila elfica chamada...
Xurupita, no grande continente de... Chuck Nóia a cerca de um século atrás, o jovem elfo sempre se mostrou diferente aos outros elfos. Devido a sua grande longevidade, os elfos sempre aderiram à sabedoria e ao cuidado extremo da natureza que os cercam, porem, o jovem em questão não se adequava aos ensinamentos. Mesmo de natureza pacífica, os elfos ensinavam aos seus descendentes a arte da guerra, primeiramente testando o potencial oculto dos futuros pupilos. O garoto diferente, como era chamado por todos, revelou potencial assassino e mágico, sendo direcionado para estudar a mágica que envolvia a natureza, e formas de tirar seus sustendo da mãe Gaia. Durante todo o treinamento, foi medíocre, sendo humilhado por todos seus colegas, que não agüentavam alguém que dormia e chegava atrasado, alguém que sempre era motivo de chacota, o garoto passou a ter medo, medo de estranhos, medo dos outros, medo de qualquer relacionamento. Tendo resultados apenas para passar a etapas seguintes, sendo considerado além de estranho, anti-social, alguém limítrofe. Então, um mestre Ranger chamado Oromis, sabia muito bem do potencial assassino do garoto, e requisitou perante as lideranças da vila para ser discípulo, e somente isso. Foi um debate intenso, já que o rei da vila não desejava que o grande Oromis perdesse tempo com um simples elfo atrapalhado e criador de encrenca. O ranger, porém, declarou possível desistência do cargo caso seu pedido não fosse atendido. Assim, o garoto problemático e Oromis saíram para um treinamento afastado de toda vila.

Como previsto, o garoto apenas seguia ordens e as seguia meticulosamente, não se esforçava para mostrar o verdadeiro potencial. E assim, por longos anos, o treinamento foi estendendo, o jovem problemático deixa de ser problemático, e começa a tomar gosto por todas as suas aulas, pelo seu mestre, e pelo futuro promissor como um protetor de sua vila. Oromis, percebendo isso, decide ajudar o jovem ranger a enfrentar os seus maiores medos. Com um tratamento psicológico, o garoto aprende a controlar qualquer emoção extrema, qualquer tipo de dor, qualquer sinal de fraqueza.A cada 20 anos humanos, os elfos realizam o que é uma tradição do vilarejo. Testes físicos e psicológicos nos aspirantes a defensores da vila para ver quem realmente está capacitado para a árdua tarefa. Quem não passa nesses testes, é submetido a ficar para sempre na aldeia, fazendo tarefas que a vila precisa, agricultura e outros. Caso queira sair, nunca mais é aceito na vila. Oromis decide que o jovem ranger está pronto para esse teste, para sucederem ao treinamento fora da região da vila. Um festival extremamente grande, mesmo para a maior da cidades, aquela vila é uma vila de elfos extremamente festeiros. São muitos eventos, elfos de outras vilas e alguns amigos dos elfos disputam em provas de resistência, força, destreza e inteligência. Há eventos para crianças, anciões e valentes guerreiros. O que todos estão esperando ansiosamente é a graduação de jovens aspirantes, na magia, luta e inteligência.

Chega o dia, ambos muito nervosos, e o nosso jovem é um dos mais nervosos, ainda não tinha conseguido superar sua fobia a muitas pessoas. Ele olha para fora da tenda, Meu Deus, são milhares de pessoas na arquibancada, ele consegue sentir o fedor de cada uma delas. E então começa, o garoto ao seu lado é escolhido, há um alivio que ele reprime rapidamente. Tem sons de lutas, de gritos e um... um incrível e assustador rugido. Ovação por parte de quem estava assistindo. E tudo finaliza com um grito. Estridente e sonoro, um grito de dor. Somente um grito, e mais nenhum som. Um grito que faz seus cabelos da nuca arrepiarem ,provoca um sentimento de medo que ele nunca sentira em toda sua vida. Não era um medo, era seu instinto, dizendo que ultrapassar aquela cortina, que bloqueava a visão dele, era o pior erro que ele poderia cometer. Numa tentativa de se acalmar, ele recita todos os minérios que conhecia. Deu certo. O selecionador entra na tenda, olha para ele e chama outro garoto. “Por que essa tentativa de me proteger agora?” Confusão inunda sua mente.Outro grito, dessa vez mais estridente e mais assustador. “O que está acontecendo lá?”. Ele se vê rezando para Corellon Larethian, algo que nunca havia feito. Um a um de seus colegas de teste vão sendo escolhido, a cada face que ele via, havia o medo estampado nela. Finalmente, o ultimo grito, que quase o deixa surdo. Finalmente, a sua vez.O seletor chega, e aponta para ele. Ele se vê caminhando em direção ao campo de batalha. Parece que alguém o controla. Os espectadores ficam quietos, há sussurros por toda parte. Ele sabe que estão comentando dele, do garoto problemático. Sabe que eles desejam a sua morte, e querem isso para a diversão. E sabe, principalmente, como odeia cada um daquela arquibancada.

Ele vê seu teste, é um adversário comum, a principio. Portando uma adaga guardada na bainha esquerda, que está presa no cinto. Um arco nas costas com uma aljava cheia de flechas de pena branca e uma espada longa na mão. A expressão do guerreiro mostrava que aquela poderia ser os últimos objetos que ele poderia ver. Se vendo desarmado, tira uma adaga dada por Oromis da cinta para tentar se proteger. O Adversário gargalha sonoramente e parte para o ataque. O choque entre as laminas produziu faísca, mas o garoto não agüenta a força empunhada. Ele faz um rolamento para o lado e quando pensa em levantar a guarda, vê uma mão pesada vindo em direção ao queixo. Ele bate as costas numa pedra, e cai para o lado estuporado. Com a idéia de que alguém em pé é mais difícil de ser acertado, ele levanta. Sua visão embaça, consegue apenas ouvir sua respiração. Mas ele vê um vulto vindo em sua direção, uma mão. Se prepara para um possível choque, e o que veio foi um... foi um tapa. Algo dado por mulheres, se não for algo fraco mesmo para mulheres. - Achei que um discípulo do mestre Oromis era mais forte que um soco. Rá, aquele velho está ficando cada vez mais preguiçoso então.Sua audição parece que está aberta somente para seu adversário. Ele não somente escuta, mas sente cada palavra. E cada palavra produz reações inusitadas. Como uma simples reação, ele fecha o punho e com uma força extrema da um terrível soco no oponente. Antes do homem cair, ele já previa o outro golpe. Pulou alguns milésimos após o soco, e caiu com a mão fechada na face do oponente. Ele sentiu ossos quebrando. Depois com um soco de esquerda. Ele levanta o oponente, não sabendo como, e mete dois chutes na costela esquerda do homem. Ele sentia alguém mandando ele parar, sentia também o delírio do odiado público, e sentia que aquele era o momento dele. Nunca havia ficado tão... solto, tão alegre com nada. Nada equiparava àquele instante.

Inebriado pela adrenalina, ele desfere golpes ferozes, até que há somente uma massa respirante na frente dele. Escuta passos vindo na direção, e sem pensar, ele pega a espada do homem e desfere no meio do tórax do visitante. Uma estocada simples, rápida e extremamente eficaz, digna de um mestre da espada. Ele sente um grito vindo à tona. O pior grito de sua vida. Mesmo com um receio de olhar a vitima, ele olha quem era. E reconhece seu mestre. Olhos semi-cerrados, Oromis apenas fala:- Est... estou orgulhoso. Você é fod...Assim morre Oromis... a única pessoa que amava. Ele não sente mais nada, não reconhece mais nada. Somente que havia matado a única pessoa que amava. Duas lagrimas caem de seus olhos, assim como seu corpo, desacordado.Acorda em um quarto para guerreiros. Em um canto estava o arco longo, a adaga e a espada longa, com a qual ele matara seu mestre.Ao se levantar, rapidamente um daqueles que não passou no teste entra, e lhe serve um café da manhã generoso. O elfo espera ele terminar a refeição para dar o recado para segui-lo até o rei da vila estava. Aguardando uma possível punição, ele caminha apreensivo até. Encontra todos os lideres em suas respectivas cadeiras.Há um discurso sobre a tarefa de ser um protetor da vila, mas nada que tocasse no assunto de ter matado seu mestre. Após todos os deveres e direitos serem citados, toma coragem e pergunta sobre a punição de ter matado Oromis. O rei inspira calmamente, toca sua espada ornamentada de pedras preciosas, e diz que ele está perdoado.

- PERDOADO?- grita – Como posso ser perdoado por matar alguém tão importante?- Se não está satisfeito, amaldiçoe a si mesmo.- Como que eu vou amaldiçoar a mim mesmo? Amaldiçoe você. - Então, seu nome não será mais permitido. Você renascerá, e seu antigo nome será esquecido, e quem usar ele, será motivo de maldições e azar em todo mundo. A partir de agora, chamaremos você de Blaze, tal qual fogo, aquele que destrói, mas que é necessário.Mas o simples fato de ser renomeado não foi suficiente para apaziguar a raiva que nascia dentro do estranho elfo. Ele decide então partir em busca de algo que possa acalmar sua angustia, de ter matado seu mestre. De ter matado alguém que realmente acreditava nele.

0 Blá blá blá!:

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