quinta-feira, 9 de junho de 2011

Escola de heróis 04 - Afastamento da academia



Olá vossa excelência. Trago notícias de Tarshan.


Poucos dias depois que vim lhe retratar o ocorrido sobre o banimento de Gauss da Academia de Tarshan, muitos colonos e demais moradores de vosso reino começaram a reclamar do desaparecimento dos animais da floresta.

A guarda real, assim como muitos, acreditou que se tratava de algo relacionada com Gauss ou Epitácio, já que recentemente eles foram os que teriam motivos para fazer alguma coisa que pertubasse a paz do reino.

Com essa desconfiança, Cib pediu para que os aspirantes a heróis procurassem informação nas redondezas da escola. Acredito que foi uma tática até para atrair os possíveis causadores dos males, já que ambos suspeitos tem desavenças com os jovens.

Então, sem questionar muito, eles foram na direção apontada por Cib. Caminhando como o indicado, eles perceberam que o caminho era bem semelhante ao que eles fizeram na última vez que saíram da escola. De longe eles conseguiram avistar o vilarejo que estava infestado de mortos-vivos. Pelo que sei, meu senhor, não foi possível ver se ainda há zumbis no lugar ou se já foi habitado novamente por humanos.

Pelo que sei, os jovens encontraram um riacho, que corria para dentro de uma caverna. Sem saber direito onde procurar pistas sobre o paredeiro dos animais da floresta, eles entraram na caverna. Depois de caminhar por pouco tempo da caverna, encontraram um grande urso, com cara de poucos amigos.

No início o combate estava equilibrado. O urso bateu com vigor nos corpos dos guerreiros deixando-os bem feridos. Mas por um deslize, o urso acabou baixando a guarda por um instante - o necessário para os bárbaros desferirem golpes letais em seu corpo.

Em pouco tempo, o corpanzil daquele urso jazia dentro da caverna. Ansiosos por algum tesouro ou recompensa, todos começaram a procurar por algum artefato. Sim meu rei, acho que Ladika os deixou mal acostumados com vitórias. Entretanto Del, o druida, com um sentimento estranho por ter matado aquele animal, encontrou um pequeno baú dentro do riacho, que ainda corria dentro da caverna.

Tirou-o de dentro d'água e abriu-o sem pestanejar. Erro bobo meu senhor. Ali havia uma armadilha mágica e uma explosão jogou aquele druida para trás, inconsciente.

Certos que deveriam seguir, um dos bárbaros tomou o corpo caído de Del, e continuaram a caminhada. Algum tempo depois encontraram o chão com várias pontas, estalagmites. Aqueles que tentaram atravessar normalmente perceberam que as pontas das rochas machucavam e muito seus pés. Rápidos, os herósi superaram esse empecilho: alguns saltaram, outros escalaram a parede ao lado e outros, talvez mais espertos, caminharam pelo riacho até o término desse tipo de rocha.

Os aventureiros estão apreensivos: parecia que o túnel não acabava, e o clima de tensão estava se espalhando no ar. Tensão justificada quando se ouve o uivo de um animal. Com a ajuda do servo invisível do bardo Roger um grande Lobo foi revelado.

Meu rei, poucas vezes ouvi descriçaõ tão amedrotadora de um lobo. Segundo relatos ele era do tamanho dos nossos melhores cavalos. O fato meu senhor é que com uma flechada certeira e um golpe de machado no pescoço essa criatura caiu decapitada.

A partir daê algo aconteceu meu senhor, uma forte lufada de vento tomou conta da caverna. Alguma força sobrenatural estava lá e parecia pedir para que os invasores fossem embora. Mas ninguém desistiu.

À medida que caminhavam, percebiam que plantas começavam a ser mais presente no ambiente. Arbustos e esoécies de cipós cobriam todo o teto e paredes da caverna. Com algum receio do que pudesse ser, o pequeno bardo guardou seu instrumento musical e tentou se esconder entre as plantas - sem sucesso.

Todos começaram a andar com mais cautela, até que sob uma voz de comando, um tapete de espinhos se fez. Aqueles que estavam no riacho ficaram presos pelos galhos. A movimentação além de mais complicada, poderia machucar a partir daquele momento.

Alguns sem saber ao certo o que fazer, tentaram se desvencilhar dos espinhos.. mas eles estavam ali e pareciam não ceder. Parecia que seria algo difícil, até Del decidir cortar a camada de espinhos e ramos que cobriam o riacho como uma camada de gelo, e depois de cotado, caminharem através do rio, evitando o contato com os espinhos no chão.

Ainda com dores dos espinhos nos pés de alguns jovens, todos caminhavam em direçao ao que seria o fim do túnel. Logo perceberam que próximo dali o ambiente mudaria. O som das águas correndo no riacho estava diminuindo. Sem dar tempo para pensar em como agir, um outro urso, dessa vez negro como o noite, atacou os heróis.

Sinceramente meu rei, acho que começo a entender o potencial desse grupo. Em poucos golpes o urso já estava estirado no chão, morto. Convenhamos meu senhor, um urso não é um animal pequeno, que se mata facilmente.

Enfim, prosseguindo. Após a morte desse último urso, um grande rugido ecoou nas paredes da caverna. Silenciosamente todos caminhavam em direção ao rugido se preparando para o pior.

Pouco a frente viram o motivo do barulho da água diminuir: o córrego desemboca num tipo de lago que fica no fim da caverna. O ambiente onde está esse lago é bem grande e iluminado por uma grande fresta no teto. Mas o animal que emitira o rugido não estva por ali.

Desconfiado, o bardo vai até a borda do lago e se assusta com o que viu saindo de lá assim que se aproximou. Um urso com sobrancelhas ósseas, parecendo chifres, maior que qualquer urso que já vira na vida.


Ao ver a criatura, o pequeno Roger entoou uma canção que fascinou a criatura e a deixou abobada. Para aproveitar a oportunidade o clérigo rapidamente conjurou a magia benção, pedindo para seu Deus ajudar a todos no combate.

Um a um foram se posicionando estrategivamente esperando o urso sair do transe.

Meu rei, o que vou lhe dizer agora não é nada bonito ou feliz. Aquele animal era tão forte que a cada ataque ele colocava em estado inconsciente cada um dos jovens da academia. Todos com o corpo coberto de sangue. Os bárbaros aguentavam um pouco mais, mas na segunda investida também caíram.

Enquanto o grande animal se encarregava de dilacerar o peito dos inimigos com suas garras, o arqueiro incessantemente mantava flechas certeiras no corpo do urso. Quando não havia mais em quem bater, a besta se dirigiu ao inimigo mais perto: o arqueiro.

A confiança pode ser algo traiçoeiro meu senhor. Imagino que por ter derrotado facilmente os outros oponentes, o urso subestimou o arqueiro e investiu com toda a força, sem se preocupar em defender. Friamente o ranger colocou sua flecha no arco e mirou no urso enquanto esse vinha em disparada. Em dado momento, a mão direita do elfo soltou a flecha. Segundos depois o urso caia com a flecha atravessada no pescoço, morto.

Restaram de pé apenas o ranger, o druida e o mago. Assim que recobraram do susto, viram que o corpo do urso estava mudando. Na verdade era uma duida, e pelo amuleto que carregava em seu pescoço, pertencia à ordem dos druidas Daros.


Preocupado com o ocorrido, o bardo correu o máximo que pode até Tarshan para explicar à Cib o que tinha acontecido. Cib ficou embasbacado com o que ouvi e decidiu consultar Ladika.


Para a infelicidade do pequeno Waters, Ladika já havia sido comunicado do ocorrido e estava furioso. A instrução era para investigar o desaparecimento dos animais, e não exterminá-los.

Os mesmos jovens já se envolveram em problemas com Epitácio, depois com Gauss e agora com o povo de Daros. Isso, sem mencionar que o nome da academia estava envolvida, pois quem fez a trapalhada toda foram os alunos de Tarshan. Como medida educativa Ladika preferiu afastar, banir temporariamente os acadêmicos até eles se redimirem com os druidas e consertarem o que fizeram.

Sim, meu rei. Também acho que agora eles são presas fáceis para o necromente e Gauss, mas o que há de se fazer?

Finalmente, antes de vir até aqui, consegui informações sobre Lodar, o lider de Daros. Segundo ele, Corella, a druida morta, estava na espreira de um grupo de mortos-vivos, assassinos de animais. Como havia informações que eles estavam por ali, ela preparou uma emboscada com armadilhas e seus animais mágicos e companheiros. Acontece que os jovens encontraram a caverna antes dos mortos-vivos, e como, em outra ocasião, eles haviam tirado a vida de uma pequena pantera, foi entendido que eles eram os procurados. Sendo assim, Corella fez o que pode para conter os "assassinos" de animais da floresta.

Sim excelência, sei que quer descansar. Também fiquei intrigado com esses acontecimentos, mas descanse. Não há nada para fazerpor hora.

0 Blá blá blá!:

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