terça-feira, 12 de abril de 2011

Em busca do fruto da vida - Parte2



Rapaz... sabe daqueles aventureiros que te disse semana passada? Então, pelo que ouvi dizer eles continuaram descendo em busca do fruto da vida na cidadela sem sol - apesar de todos os ferimentos.


Eles desceram pelas escadas feitas na rocha e encontraram um pátio cheio de escombros pelo chão. O pequeno halfling, embora seja um experiente ladrão, foi descuidado e caiu num buraco escondido pelos entulhos no chão. Fez várias tentativas para subir. De tanto tentar, o barulho atraiu um rato para a sala. Provavelmente em busca de comida. Sem muita cerimônia o anão guerreiro partiu-lhe a cabeça com um golpe certeiro de seu machado.

Após muitas tentativas, o pequeno ladrão consegue sair do buraco e encontra em seguida uma armadilha. Habilmente ele conseguiu desativá-la. Um alçapão se abriu na sua frente e então foi possível perceber corpos de goblins lá embaixo. Algo brilhava em seus corpos, mas ninguém quis descer para descobrir, afinal depois de tanto machucado, ainda teria que enfrentar mais um rato que estava lá embaixo.

Meu amigo, não entendo muito de rato, mas pelo que já ouvi dizer, ele deve ter descido lá para jantar esses goblins e não ter conseguido voltar! Mas que até eu fiquei curioso pra saber o que tinha com aqueles goblins, isso eu fiquei.

Logo em frente, me disseram que eles avistaram uma torre antiga. Como não tinha outro lugar pra ir, eles entraram e se depararam com outros corpos de goblins. Um deles em especial: estava suspenso na parede preso por uma lança que o atravessava das costas ao peito.

O anão, sempre à frente, decidiu tirar o corpo daquela situação e tentou tirar a lança. Embora seja forte, sua força não foi suficiente. Foi preciso o bárbaro Ragnak para tirar aquela lança. Quando o corpo caiu no chão, foi possível ler o que estava escrito em dracônico: Ashardalon. Havia uma bela moldura em alto relevo para esse nome; algo como um grande quadro. Dos viajantes que passaram por essa taverna há quem diga que eles deveriam ter investigado mais, outros já disseram que não se brinca com coisas que envolvem dragões. Eu prefiro não comentar.

Logo depois de descobrirem esse entalhe na parede, os aventureiros entraram num portal mais a sudoeste. Lá encontraram uma sala em ruínas, salvo a parede a oeste, que se mantinha intacta, como se fora erguida recentemente e uma grande porta de pedra com um grande dragão em posição de vôo com uma fechadura na boca. Receosos, prefeririam voltar e tentar a outra porta.

Ao retornarem e tomarem a outra porta daquela sala cheia de corpos de goblins encontraram um corredor com três portas ao final. Uma no meio e uma de cada lado. Tentaram entrar primeiro na da esquerda, mas os entalhes em relevo de um ser diferente, que lembrou a mistura de um peixe com um dragão os assustou o suficiente para desistirem da idéia de abrir aquela porta. Ainda mais depois do clérigo reconhecer que pelo tipo de porta, não é aberta há muitas décadas. Na porta da direita não encontraram nada. sem muitas opções foram pela porta do meio.


Lá conheceram Meepo, um pequeno Kobold desolado porque o dragão de estimação da comunidade kobold fora roubado pelos goblins. Após uma breve negociação com Meepo, ele os leva até sua líder, para que esta possa responder as perguntas dos heróis.

A líder então explica que o filhote de dragão foi roubado e que se o recuperarem ela pode ceder alguns itens como recompensa - entre eles a uma chave que está presa na boca da estátua de um dragão atrás de seu trono. Além disso, ela disse que Belak, o proscrito vive mais abaixo e que é eles que dá o fruto para seus servos - os goblins. Como prova de confiança, a chefe manda Meepo acompanhar vocês até a entrada para a passagem dos domínios do inimigo.

Antes, porém, os aventureiros querem se certificar que não estão deixando nada para trás. O Ladrão e o Clérigo conseguem encontrar algumas estatuetas de dragão feitas em jade no altar em frente à jaula que estava o dragão. O anão encontrou o depósito de comida do dragão, e com a ajuda de todos, dizimaram o pouco que restava de comida para o bicho - alguns ratos. Sinceramente não sei se é inteligente deixar um animal daqueles sem comida, mas cada um sabe o que faz.

Depois disso os heróis entraram rumo a terra goblin. Meepo agradeceu a seu deus por ninguém ter olhado na fogueira. Infelizmente ainda havia restos de corpos de kobolds que os goblins incineraram depois de dizimarem os guardiões do dragão. Meepo acredita que por não terem visto o quando goblins podem ser cruéis, os homens da superfície podem ter mais chance de sucesso.
Opa... terminou a cerveja, vou pegar mais uma pra você. Enquanto toma mais essa eu termino a história.
Pelo que ouvi, depois de caminharem um tempo, eles encontraram uma fonte quebrada, seca. Nela tinha uma estátua de dragão. Parece que não deram muita atenção para a estátua porque perto dela havia uma porta muito bonita, adornada com escrituras feitas com ossos de dragão. O pequeno ladino, entendido da língua dos dragões, conseguiu ler "canalize o bem e abra o caminho". O anão apressado tentou abrir a porta sem cuidado algum. Resultado: um grande pêndulo com uma lâmina desceu do teto e atingiu o anão e, sobretudo o ladino, Shadow - causando-lhe um ferimento praticamente mortal.
Sem muitas opções, O bárbaro Ragnak toma seu amigo nos ombros e continuam a caminhada. Pouco depois, ao chutarem uma porta, percebem que foi um grande erro, pois um sino estava amarado à porta e um sinal foi dado de invasores. Logo veio o ataque. Goblins atacavam com zarabatanas.
O anão se escondeu atrás do seu escudo e caminhou até o goblin agressor, que cedeu ao primeiro e ultimo golpe de Ragnak. O estranho é que foram ouvidas vozes e conversas do goblins, mas apenas um agressor que foi morto.
Receosos, os heróis voltam para tentar dar mais atenção a Shadow e impedir que ele morra.
Meio sem querer, o clérigo Ramza acha alguns dizeres na fonte e mesmo sem saber o que quer dizer pronuncia as palavras. Imediatamente começa a jorrar um líquido vermelho da boca da estátua do dragão. Mais que rapidamente eles esvaziaram seus cantis de água e encheram daquele líquido. Depois obrigaram o moribundo a beber também.
Por milagre - ou seria magia? - o ladrão se esgueceu como se nada tivesse acontecido. Foi possível notar que a bebida não lhe desceu tão bem. Pelo que me disseram ele fez a mesma cara que o Lortan faz quando bebe aquele licor aqui da taverna. Sei lá, se o efeito desse líquido vermelho for o mesmo que o do licor desconfio que o ladrão terá os mesmos problemas que Lortan futuramente... hehehe

Enfim... agora é esperar mais algum viajante passar por aqui para contar mais sobre esses aventureiros...

Mais uma cerveja?

0 Blá blá blá!:

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