sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cidade - Aurora



Aurora, a última cidade livre
Por Ederson Hammes
In Memoriam George, o Druida

"O destino é inexorável."
           Esse bordão implacável do sábio mago Merlin é a mais pura verdade. Diversas pessoas foram escravizadas por uma criatura maligna que vivia de suas memórias e pensamentos. O lugar era escuro, tenebroso e frio, o que lhes era indiferente, pois a maior parte do tempo elas estavam em estado hipnótico e não faziam noção de onde estavam ou o que lhes acontecia.


Mas suas vidas não foram conduzidas a este pavoroso destino em vão. Back Ardigan e um grupo de seguidores, heróis destemidos que estavam em busca da mais absurda das empreitadas: devolver a vida e o poder aos deuses de sua fé. Aos mais ignóbeis seres vivos essa empreitada pode parecer a mais ensandecida aventura. Homens que devolvem a vida e o poder aos deuses.

Esses heróis resgataram essas pessoas de má sorte, livraram nas de seu tormento e os alimentaram com alimento para a carne e para o espírito. Não apenas sua saúde foi restaurada como também sua fé. Devotaram toda sua admiração ou devoção a esse grupo que teve compaixão de suas vidas. Foram atrás de seus familiares e colocaram-se a trabalhar por sua causa.

A masmorra que outrora fora seu tormento agora se transformou no centro de um grande mistério para esse povo e diversos estrangeiros. Os segredos eram protegidos pelos heróis que também eram aceitos como governantes da vila que se formou à sombra do Morro do Tormento. Assim as pessoas chamavam o castelo que, visto de fora, não passava de um monte de terra, pedra, arbustos e trepadeiras.

A vila foi batizada de Aurora. Suas regras eram simples e a liberdade era o grande diferencial desse lugar. Cada um pode cultivar o Deus de sua fé, ninguém tem poder sobre outros cidadãos, mas o respeito e controle dos ânimos era sempre acorrido pelos heróis, ora Amrod, ora George, ora Alice ou mesmo Back Ardigans. Se bem que as poucas brigas ou desavenças que aconteciam eram com estrangeiros ou mesmo com seus gestores por conta da organização ou ocupação dos espaços.

Os conflitos mais comuns, é preciso falar, aconteciam com o Druida, George. Uma pedra no sapato dos produtores agrícolas e criadores de animais. Ele fazia concessões, pois sabia da necessidade de sobrevivência dos humanos. Mas elas eram tímidas com relação aos interesses que iam além de sobreviver.

A vila é recente e já conta com alguns locais para serem visitados. Principalmente seus templos, rústicos na verdade, contudo eles estão em plena atividade: para Êhlonná, a Senhora da Natureza, pois mesmo com poucas terras, os produtores de aurora nunca tiveram tanta fartura, e outro para Fafnir, o Senhor dos Dragões das terras do norte, o grande guia da luta liderada por Back Ardigans.

Templos não deveriam ser a sensação de um lugar. A não ser que fossem grandes construções divinas e cheias de mistério. Esses eram, talvez, os únicos em funcionamento no mundo que não foram dominados pelo Deus Único. Não que ele não tenha tentado. Bem no centro da Vila é possível encontrar uma protuberância negra, como se fosse uma verruga, como lembrança dessa história.

Um local de visitação obrigatória para quem faz sua estadia em Aurora é o que chamamos de centro comunitário. Esse lugar não conta ainda com hospedaria nem pousada. Existe sim um aglomerado de barracas que serve para acolher os viajantes exaustos de sua jornada. Não é o lugar mais acolher do mundo, mas serve para esticar as canelas e recostar a cabeça.

A grande atração, no entanto, é a taverna da Vila. Ainda incompleta, diga-se de passagem. Mas já é um lugar de muita festa. Pelo menos para os gnols e aqueles que não se importam de sua companhia. Sim, essas criaturas inclusive são os responsáveis por sua construção e pelo melhor hidromel que se pode encontrar na região. Tudo é feito sob a supervisão do grande projetista Amrod e o atendimento gentil e grotesco do taverneiro gnol Pah Ud’Mel.

Aurora já é razoavelmente populosa. Algo em torno de 50 famílias. Suas condições de vida não são das mais confortáveis, pois têm poucas residências e a infraestrutura da cidade é pouco desenvolvida. Sua alimentação, no entanto, sempre foi bastante farta. Os aldeões acreditam que é pela intervenção da deusa Êhlonná e das bênçãos de seu druida George, recentemente falecido.

Apesar de seu contentamento com a fartura, tinham também pequenas rixas com seu bem feitor, pois o druida era muito relutante em permitir o desmatamento para a criação de áreas de plantio ou criação de animais. Sempre limitava ao suficiente para a subsistência da comunidade. Os produtores queriam mais, produzir para vender e negociar com cidades próximas, mas ele era resoluto e não sedia.

Algumas famílias criaram sua própria área de plantio, distante dos campos abençoados. Quem já viu percebe a diferença. A justificativa de seus criadores é de estão longe do rio e que não tem nada a ver com as bênçãos que não chegam até eles. George os visitou certa vez, irritado evidentemente, mas não os puniu porque percebeu que seu trabalho difícil por tão pouco já serve como castigo.

Se o seu poder interfere ou não na produção não se pode dizer com certeza. É possível perceber, no entanto, que grande parte dos produtores tem fé. Tanto que ajudaram o druida na construção de um templo para Êhlonná. Não aquele na vila, mas um que fica oculto na floresta. Esse templo circular foi construído com base nos conhecimentos druídicos antigos e segue as linhas dos quadrantes da lua e nascer do sol no solstício de verão e de inverno.

Para a condução desse templo George escolheu aqueles que o conheceriam. Apenas os crentes e fiéis sabem de sua existência e já participaram de rituais neste lugar. Entre os moradores, um jovem, Narzat, foi escolhido como seu aprendiz e agora conduz os rituais em lugar de seu mestre.

Como qualquer outra cidade muitos boatos se contam sobre essa vila. Dizem, por exemplo, que o Morro do Tormento e seus labirintos são na verdade um antigo castelo. Nele existe um tesouro imensurável e uma magnífica biblioteca, talvez maior que a de Porthi, que pertencia a um poderoso mago da antiguidade. Algumas pessoas acreditam que Aurora é um refúgio de deuses e demônios perseguidos pelo Deus Único. E o que dizer do marceneiro que é capaz de construir três carroças em um dia? Sim, em Aurora temos o Sr. Mohldars Pahls, um profissional muito competente, mas esse feito nunca foi testado. O maior temor de todos, no entanto, é a fúria de Porthi, a maior cidade do mundo. Dizem que um grande exército está a caminho de lá para sublimar essa pequena vila.

Aos moradores resta esperar. Aos aventureiros o desafio de explorar seus arredores e mistérios. Aos guerreiros destemidos a expectativa de enfrentar deuses, demônios e um grandioso exército. Aos homens de negócios um berço de oportunidades para ganhar ou perder.
Aurora o espera!

Caracterização geral

Clima: quente e úmido

Terreno: floresta distribuída por grandes planícies e algumas colinas

Arredores: a densidade da floresta ao redor dificulta o deslocamento de grandes tropas ou batalhas fora da paliçada e dos campos; a fertilidade das planícies permite uma exploração da agricultura apoiada por um rio largo e perene; é possível explorar a caça na mata virgem onde se encontram muitos veados, javalis, panteras pardas, texugos, perdizes e jabutis

Economia: uma taverna básica em construção (cooperação elfo-gnol); um ferreiro (nível 1); um alfaiate (nível 1); um marceneiro (nível 1); agricultura (4 fazendas nível 2 e 2 fazendas nível 1); pecuária (uma fazenda de porcos e galinhas nível 1 e uma fazenda de gado nível 1)

Área comunitária: um dormitório com capacidade para cerca de 30 pessoas em sacos de dormir ou redes e uma cozinha

Muralha: uma paliçada baixa, improvisada feita com terra, pedaços grandes de rocha, troncos de árvore e estacas; o portal está sempre aberto, exceto em caso de eminência de batalhas

Dungeon: o Morro do Tormento, um antigo castelo que abriga um portal para o inferno (tamanho médio); a Toca dos Gnols do Dragão Negro (tamanho pequeno)

2 Blá blá blá!:

Igor disse...

Ficou muito bom Eder!
não tinha noção que ja estava com essas proporções! bacana mesmo

Eder disse...

Faz tempo que não vou, pode estar ainda maior...

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Facebook Themes