segunda-feira, 25 de abril de 2011

Background - Misha


Rancorosa e astuta, com traumas de juventude, não convém mudar e prefere aperfeiçoar tudo o que aprendeu, leal, porém, contraditória, de feição discreta.
Seus longos anos de vida demonstram especialidade em furtividade. Vive para sobreviver, então faz as oportunidades virarem objetivos. Curiosos gostos por coisas senis. E algumas fobias, como a de animais rastejantes, procura sempre ficar no alto quando está pelas florestas, e a melofobia, a aversão pela música, não gosta de entrar em bares, locais onde está soando qualquer melodia. Algumas breves explicações de como se tornou tudo o que é.


Era uma noite sem lua quando Misha nasceu. Na penumbra que vê pela primeira vez quem seguiria até a tragédia que a separaria de um destino traçado para sobreviver.

Sua mãe a deixara em frente a uma casa, por ver que não se tratava de um ser normal, com características inexatas. Quem a vê? Um homem de afeições duvidosas quanto a sua idade, que decide cuidar da futura ladina. Na realidade, pretendia fazer dela uma escrava, e por isso ensina o ilusionismo à Misha, a prestidigitação, que tardiamente aperfeiçoa essa habilidade dando continuidade para sobreviver pelos vilarejos. Esse homem, um humano ladino, chamado de Rubric, depois de perceber como Misha é ligeira em tudo o que faz, prefere levar com ele em todos seus atos de saquear por onde passa, sem ser notado. Sempre assobiando um ritmo perturbado.

Essa Ladina, de voz mansa e um dos olhos fracos ao piscar, o que faz outros pensarem ser inofensiva, se garante nas idas e vindas com seu mestre. Por um tempo Rubric sequer demonstra afeições por ela, para continuar sendo apenas uma ajudante. Mas depois de alguns anos, Misha mostra ser leal, e assim começa a reciprocidade.

Eles envelhecem e continuam sendo nômades, até que um dia, Misha contava histórias, fazia mágicas e atraia o público de uma loja de artigos antigos e valiosos. Por ser um plano de roubo mirabolante, em seu sentido literal, Rubric passa pela loja como cliente, e aproveita a distração pegando objetos de valor raro. É notado, o pegam matam de forma brutal já que outros roubos pela aquela região estavam acontecendo, e toda a responsabilidade de quem foi cai sobre ele, somem com o bandoleiro, sobrando Misha às margens de seu destino.

A partir daí, começa a fazer suas viagens sozinha, criando vínculos e traindo para não se apegar. Uma halfling, não muito nova, nem tão velha, o suficiente para ter todas suas experiências e peripécias seguindo a partir da morte de seu “pai”, de um jeito mais sagaz.

0 Blá blá blá!:

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