quinta-feira, 3 de março de 2011

Manifesto


Manifesto Libertário.

Caros Dragões.


Desde que atravessei a fronteira entre o real e o virtual, aqui, sob a lupa dos mais antigos princípios que regem meu ofício, tenho notado grandes discrepâncias entre os valores que integram as normas básicas da própria convivência entre aventureiros, esses seres que alteram o destino dessa terra que amo, hoje conhecida como Porthi.

Em uma esquina desse mundo virtual, que ainda tento me acostumar, escutei da boca do próprio bardo cego:

- Hoje, meu caro ..., nas esquinas  de Porthi, a retórica sangra perante a espada,  nossa realidade se resume a um dogma.

Discordo “solenemente” (em respeito ao sábio bardo), trata-se de tarefa simples - mediante o uso da força - mudar a ordem, as normas e os próprios valores vigentes, porém, não se muda a cabeça do intérprete com tanta facilidade, e para vós eu escrevo, vez que os considero intérpretes dessa conturbada realidade que nos rodeia, exemplifico:

A última vez que vivenciei o cotidiano Portiniano tive o contido prazer de presenciar a vitória do discurso sobre a força.

“Alameda Valramesh, noite fria, um grupo de servos da lei, bem armado, desses que ostentam o símbolo do Deus que alega ser “a verdade” interpelam um simples trabalhador, suponho eu que por mera diversão, perguntando imponentemente:

-Cidadão de Porthi, quem permite, em toda sua bondade, que ande em segurança pelas ruas, que possua um trabalho digno e que, frente a segurança de nossa cidade possa viver em paz?

O senhor de avançada idade, pensa um pouco, olha nos olhos do sacerdote que acompanha o grupo e responde:

-O bom Deus único.

Sorrisos de satisfação da pequena milícia, o velho homem continua:

-O mesmo bom Deus que acabou com a nossa câmara dos Lordes, aqueles egoístas que criaram o porto, diga-se, o maior de toda Poldengran, e aquelas chatíssimas audiências públicas, ah sim, desnecessário. Ainda, os galpões de ofício, onde aprendi minha primeira profissão, escriba, mas para que serve um escriba?Hoje estou muito bem fazendo a manutenção de vossas armas.  A nossa antiga biblioteca pública, pra que? Hoje temos o grande Tomo do “Deus único”, muito melhor! Hoje, graças ao grande soberano dos céus, não preciso me preocupar com política e segurança, ele diz onde devo trabalhar, me divertir e orar.  Inúmeras as melhorias que nosso “Deus” nos trouxe, poderia ficar a noite inteira exaltando seus feitos, mas está tarde e amanhã preciso limpar vossas botas. Estou dispensado ou precisam de algo mais?”

Os sorrisos secaram, uma expressão de dúvida pairava sobre a pequena milícia, o sacerdote percebendo o constrangimento e despreparado para enfrentar um discurso irônico dispensa o transeunte.

Apesar do discurso do antigo escriba ter me intrigado, o que me causou furor foi a expressão dos soldados, senti naquele momento que uma semente estava sendo plantada em suas mentes, e é essa semente que espero plantar em vossas cabeças, nunca tivemos uma capital e um sistema político perfeitos, nem perto disso, mas eram nossos, nascidos e evoluídos segundo nossos costumes, hoje, nossos filhos são reféns da educação limitada imposta, nosso exército defende interesses que não conhecemos, nós, apenas fazemos o que nos mandam e nossos verdadeiros deuses estão mortos, porque?

A resposta é óbvia: Por MEDO.

Portanto, aqueles que querem ser governados pelo medo, e permitem que seu povo o seja, não merecem pertencer a esta casta que chamamos de HERÓIS, que formam a estrutura basilar dessa honrada “casa” compostas pelos bravos Dragões do Sol Negro.

DRAGÕES, uni-vos, a verdadeira guerra está para começar e a vitória não dependerá apenas de armas.

Como um grande mestre escreveu na contra capa de um livro-jogo que ganhei há muito tempo.

“A pena é mais poderosa que a espada, pequeno gafanhoto.”

4 Blá blá blá!:

bruxo Argull disse...

Bravo!

Essas palavras ecoarão pelos ouvidos vazios dos fracos, contudo, farão os fortes usarem a lança com astúcia.

A pena é o início.
A espada, um meio.

Um meio para que possamos escolher o fim, bem como o recomeço.

Saúdem aos Dragões do Sol Negro!


Batalhas vão acontecer. Mais sangue será derramado pelo campo da guerra.

Campos onde a fria donzela à todos espera.
Noiva de cada homem, certa vez cravará suas temíveis unhas em suas costas, no momento em que a parede de escudos nos trará para a ravina...

... Para o casamento negro.

Sentimentos plangentes farão as lágrimas de ódio rolar sobre o rosto glorioso direto para o abismo do destino.

Orgulhoso será o grito.
A fúria ficará em chamas.
A sinfonia do aço ecoará nos ventos macabros.
O chifre será soprado.
E a onda de espadas virá para retalhar suas limitações.

Este bruxo, que vive pela glória no campo de batalha, vos afirma que na teia escura da vida -- que o "deus" considera uma piada -- o gosto do seu próprio sangue o homem provará e em um vermelho angustiante engasgará.



Não haverá vencedores sem remorso.

E não haverá derrotados sem rancor.




Essa é a profecia do grande eclipse.
Não temam! Sorriam!

Jalam, O ancião disse...

Apesa de omitir sua alcunha, o autor clama pelo nosso levante, bom ver que a alma de alguns heróis já se inflama por mudanças.

É chegada a hora de retornar a Porthi e honrar nossos verdadeiros Deuses, reeguer nossos templos e instituições em seu devido lugar, por medida de JUSTIÇA.

Salve Argull.
Salve os Dragões do Sol Negro.
Que Elleinad conceda-nos a graça da vitória.

Pedro "Kally" Maia (Tormenta da Vez) disse...

Bravo, caro companheiro.
Que as bençãos do Grande Deus Dragões seja com todos que lutem por vossa causa.

Que aquele que se omitir a batalha, e recuar à guerra, seja morto e exibido como traidor da boa e velha liberdade.

Avante, caro companheiro.

Dragões do sol Negro disse...

Salve!

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