quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Diário do jogo Online do Clérigo 9


Aqui vai mais um diário de campanha, da aventura que jogamos na última sexta-feira. Foi uma aventura muito boa, focalizando na solução de um intrigante enigma deixado pelo mago Willard. Leia as partes anteriores aqui:  parte 1parte 2parte 3parte 4, parte 5parte 6parte 7parte 8

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Na última aventura nossos bravos aventureiros haviam conhecido Gwin, um bardo halfling, que trazia uma mensagem de Willard para seu aprendiz, Kelben. Apesar da carta estar endereçada a Kelben, Leonam tomou-a como se fosse para si, e decidiu seguir suas instruções, de que deveria seguir Gwin, que o levaria até Willard. O mago Argalad então resolveu contratar os serviços de Guespir, um guerreiro que estivera no templo com ele, se recuperando de alguns ferimentos sofridos.

Após uma viajem tranquila, o grupo chegou a uma torre a noroeste de Parthceredir, onde encontraram uma inscrição sobre a porta de entrada: Torre do Conhecimento, em élfico antigo.

Entrando na torre
A porta da torre estava aberta e os aventureiros depararam-se com um grande salão com o piso bem sujo e em cujas paredes haviam inúmeras estantes e armários, repletos de livros dos mais variados temas, dispostos em ordem alfabética. Na parede oposta à porta de entrada havia uma porta fechada; perto de um armário na parede à esquerda da entrada havia um balde com água, um balde vazio e um esfregão; e no centro do salão havia uma pequena mesa de madeira e, sobre ela, um pergaminho enrolado.

O guia do grupo, Gwin, havia-lhes dito que deveriam encontrar-se com Willard no último andar da torre. Como não havia sinal algum de escadas, o mago Argalad resolveu verificar se a porta que ficava na parede oposta à porta de entrada estava aberta. Despretensiosamente ele aproximou-se e... girou a maçaneta!

Neste instante um calafrio passou pela espinha dos aventureiros, que ouviram um barulho de portas fechando-se rapidamente e perceberam que a porta de entrada havia se fechado.

O pergaminho
Estando presos na torre, os personagens puseram-se a pensar e tentar encontrar uma saída. Foi aí que Guespir, o guerreiro, teve uma brilhante idéia, digna de um mago:

[Guespir Altaranos] Vamos abrir o pergaminho! Talvez possa ser uma charada!

O guerreiro então abriu destemidamente o pergaminho e percebeu que estava escrito numa língua desconhecida para ele e havia duas figuras de um mago preparando uma poção e do mesmo mago limpando sua torre. O mago Argalad também tentou ler o pergaminho, sem entender o que estava escrito e por fim entregou ao  mago Leonam, que também não sabia que língua era aquela. Foi então que Argalad teve a genial idéia de lançar a magia Ler Idiomas:

[Argalad] (Começo a pronunciar as palavras certas para a magia e de repente consigo entender tudo do pergaminho.)

E de fato ele conseguiu! O pergaminho dizia:

Um dos maiores deveres de todo mago é manter sua torre em ordem e bem limpa. A limpeza é vizinha da divindade, como se sabe; e por estar tão perto de alcançar aquilo que é divino, o mago deve ser zeloso para com a limpeza de sua morada.

O ideal é que ao se levantar pela manhã, o mago já tenha em mente esta importante tarefa, tratando de pegar o balde e o esfregão. E deve lembrar-se que esta tarefa é sua, e não deve ser transferida a outro.

Um bom mago também se empenha na preparação de certos produtos para deixar sua moradia com aspecto limpo e com o agradável aroma de capim de cheiro, ainda que não disponha de nenhuma folha dessa perfumada erva. Basta que ele conheça o caminho dos elementos alquímicos.

E Argalad acrescentou: Humpf... Guespir estava certo. Charada. O pergaminho diz que todo mago deve limpar sua torre. Guespir onde achou o balde e o esfregão?

A charada
Argalad prontamente pegou o esfregão e a água e tentou limpar um pedaço do chão imundo, mas percebeu que não conseguiria limpar tudo com tão pouca água. Ele deu-se conta de que deveria haver algo mais a ser feito. Foi então até as estantes e tentou achar um livro sobre charadas, encontrando uma velha compilação de Charadas para impressionar os incultos, que rendeu boas risadas para Argalad e o halfling Gwin.

Enquanto isso, Leonam e Guespir analisavam o pergaminho novamente, e chegaram à conclusões muito acertadas. Em primeiro lugar, era necessário limpar a torre. Em segundo lugar, essa era uma tarefa para um mago realizar. Em terceiro lugar seria necessário produzir algum produto que tivesse o aroma de capim de cheiro. E em quarto lugar, para fazer esse produto era necessário saber um pouco de alquimia.

Sendo assim, começaram a procurar um livro sobre alquimia na vasta biblioteca, logo encontrando o precioso tomo Alquimia: segredos revelados e receitas práticas, onde Leonam encontrou uma receita para se produzir um produto de limpeza que prometia "deixar a casa com perfume de capim de cheiro, ainda que se não dispusesse da planta".

Veja multi-uso
Ao ver a lista de ingredientes necessários, Leonam percebeu que não tinham tudo que era necessário, mas o curioso Argalad investigou as estantes e armários do grande salão e reuniu todos os materiais necessários. Os dois magos então trabalharam juntos para produzir o Veja multi-uso medieval. Gwin então percebeu que uma das figuras que havia no pergaminho mostrava o mago limpando embaixo da mesa, e pediu que Leonam começasse a limpeza por lá.

Ao esfregar o chão embaixo da mesa Leonam viu que algo aparecia escrito, provavelmente em decorrência do contato com os reagentes alquímicos do Veja multi-uso. Ele então leu em voz alta o que apareceu:

Você só encontrará a saída da Torre do Conhecimento se souber exatamente o que quer.

E este curto e interessante diálogo seguiu-se à leitura feita por Leonam:

[Leonam] O que queremos?
[Argalad] Na vida pessoal?
[Gwin Bonnaventura] Queremos encontrar Willard!

Ao pronunciar estas palavras a torre toda começou a tremer, como se fosse um fortíssimo terremoto, e o chão começou a abrir-se, engolindo os personagens um a um, após o que um vento assobiou dentro do salão de entrada da torre do conhecimento, fechando as grandes fendas que se haviam aberto, ao mesmo tempo em que a porta de entrada se abria novamente, como que por mágica.

E assim terminamos mais um capítulo das nossas crônicas da mesa online, com os jogadores pensando que a morte os havia levado a todos...

0 Blá blá blá!:

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