segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Senhor dos Mortos Vivos - 8ª Parte

Olá, pessoal. Hoje nosso amigo Jacó Galtran traz o "quase fim" da saga "Senhor dos Mortos Vivos". Quase fim porque era para terminar hoje, mas só será concluída dia 24/01. Espero que apreciem e comentem.

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Senhor dos Mortos Vivos - Parte 8



"Golvgarahn tomou a frente e atacou. Suas incontáveis cabeças bafejaram toda sorte de substâncias cáusticas e destrutivas possíveis em todas as direções. As garras gigantescas “varreram” alguns inimigos, mas não o suficiente para que sua quantidade deixasse de ser assustadora. Girou a cauda com surpreendente velocidade visando nocautear centenas de oponentes, mas foi surpreendido. Dragões brancos ressuscitados, agora servos do Senhor dos Mortos Vivos, morderam sua cauda. Geraram ar frio suficiente para congelar parte do corpo do avatar, mas Golvgarahn resistiu e jogou seu corpo para trás, esmagando o crânio de alguns dos inimigos. Enquanto tentava se livrar dos incômodos rivais, magos inimigos arremessavam energias arcanas poderosas, fazendo-o cambalear.
Goreh avançou, destemperado, rumo ao um grande foco de inimigos. Golpeou com fúria em estocadas velozes, rasgando a carne imunda de dezenas de goblinóides em poucos instantes. Girava sua espada com agilidade ímpar e cabeças iam caindo às centenas. Trolls, monges e guerreiros poderosos sucumbiram ante a lâmina dourada, mesmo estando em quantidades assustadoras. Minotauros e tribos de gigantes atacavam em uníssono, mas os ataques eram desviados. Três monstros horríveis de vários olhos lançaram mão de seus poderes sobrenaturais, enfraquecendo o avatar e golpeando com relâmpagos mágicos. Goreh continuou a girar sua espada, mas começou a encontrar defesa nas armas de uma estranha ordem de guerreiros que trajavam armaduras cinzentas. O embate corpo-a-corpo foi tornando-se mais e mais feroz.
Raghtalysys aproximou-se de seus inimigos com um único salto. Dezenas deles morreram, só de contemplar a perfeição de seu corpo voluptuoso. O chicote estalou no chão, abrindo uma cratera que engoliu as centenas de criaturas que não eram capazes de voar. Fechou seus lábios e lançou um beijo na direção de seus oponentes. O vento se encarregou de levá-lo até os inimigos, gerando uma explosão que matou milhares. Liches atacaram com magia necromântica, invocaram monstros colossais e dispararam fogo mágico em quantidades assustadoras. O avatar resistiu aos ataques o máximo que pôde, mas foi atingido pelo poder ofensivo do inimigo. Seu chicote voltou a estalar, dilacerando a carne de dezenas de inimigos. Mas os fantasmas recém-conjurados à batalha não foram atingidos.
Haylla, Hanyny, Dahiran e Yshyanylla atacaram pelos flancos, tendo como principal arma o entrosamento entre os movimentos ofensivos uns dos outros. Cada um deles sabia como, onde e quando seus colegas atacariam, e golpeavam os oponentes levando isso em conta. Diante deles havia uma falange de demônios de aparência horrenda. Dahiran e Haylla atacaram diretamente, enquanto Yshyanylla e Hanyny davam suporte com suas habilidades arcanas. Os demônios iam caindo ante o poder combinado dos aventureiros, mas levavam consigo sangue e gritos de dor dos oponentes. Mesmo vencendo, os quatro estavam recebendo ferimentos mais severos do que poderiam suportar por muito tempo.
Os demais soldados lutaram com bravura no outro flanco. Derrotaram anões e trolls, mas não resistiram às investidas de uma revoada de dragões azuis. Tentaram recuar para se reagrupar, ou confundir seus adversários, mas não conseguiram sobreviver. Os assassinos começaram a voar em círculos ao redor dos avatares, no que foram seguidos por dragões vermelhos e elfos montados em grifos. Atacaram em uníssono, em rajadas incessantes e sentiram os enviados dos deuses fraquejarem.
Golens construídos pelos servos da Rainha atacavam frontalmente um exército que unia humanos, elfos e hobgoblins. Mesmo desarmados e em número absurdamente menor, os construtos rivalizavam com os oponentes. Cada golpe desferido por ambos os lados tinha um impacto incrível, capaz de fazer recuar qualquer um. Seguiram-se longos minutos de armas chocando-se à partes metálicas e ao punho dos golens afundando-se no tórax dos hobgoblins, até que os servos do Senhor dos Mortos Vivos começaram a recuar instintivamente.

***

Escárpius tinha pressa e atacou. Sua cauda lançou-se em direção à monarca, que se esquivou sem esforço. Mais e mais ataques da criatura, alguns com as garras, foram desviados, até que a Rainha Naty resolveu atacar também. Em velocidade descomunal, aproximou-se da besta e girou o pescoço em um súbito movimento, fazendo seus longos cabelos ruivos chicotearem o rosto da fera.

- Ajoelhe-se diante de mim e me entregue a Pérola – a monarca ordenou.

A fera irritou-se e abandonou a estratégia de combate. Entregou-se a fúria e começou a investir descoordenado, sem se preocupar em manter sua guarda fechada. Não conseguiu atingir sua inimiga, o que fez sua fúria e impetuosidade aumentarem. Em dado momento, quando ficou vulnerável, foi novamente alvo dos cabelos ruivos da Rainha e caiu para trás com o impacto do golpe.
Escárpius cuspiu no chão e começou a rir. Distanciou-se de sua oponente tanto quanto pôde. A metros dela, o sacerdote da morte abriu suas pernas, parou de respirar, fechou os olhos e deixou o silêncio tomar conta do ambiente.

A “Palavra da Morte” seria emitida.

***

Os dragões, todos eles, alçaram vôo em direção a Golvgarahn. Garras, presas e caudas se misturavam em uma massa de violência indistinguível. O corpanzil gigantesco do avatar possibilitava que vários inimigos o atacassem ao mesmo tempo. Fogo, gelo, relâmpago, ácido, vento, água, energia negativa e várias outras formas de energia foram disparadas em baforadas contínuas e ininterruptas. Golvgarahn fez o possível para resistir, mas o ataque era poderoso demais. Ao invés de apenas se defender, revidou com seus múltiplos sopros. Lançou magia, girou as garras em movimentos transversais e foi atingindo o maior número de adversários possíveis. Seu contra ataque assassinou muitos inimigos, mas estes ainda eram numerosos o bastante para continuarem fustigando-o. Golvgarahn não resistiu e caiu sem vida.
Goreh estava encurralado por guerreiros poderosos. Arqueiros bugbears disparavam flechas de fogo de todas as direções, tornando impossível desviar-se de todas. As lâminas adversárias começaram a atingir com violência a armadura do avatar. A espada dourada de Goreh foi encontrando os órgãos vitais dos inimigos, mas ao fazê-lo, abria a guarda de seu portador. Por muito tempo, o avatar golpeou e foi golpeado, matou e foi ferido. Até não agüentar mais e ter que recuar. Mas não havia para onde. Goreh reduziu consideravelmente o número de inimigos vivos. Mas não resistiu e morreu.
Raghtalysys girava o chicote em movimentos circulares destroçando os rivais que se aproximavam, mas ainda era ferida por ataques à distância. Seu poder sobrenatural liquidou os fantasmas, espíritos malignos e demais criaturas incorpóreas que a agrediam. Com a mão esquerda, manteve sua arma em seu rodopio incessante, dizimando dezenas, e com a direita levava a palma da mão à boca e emitia seu beijo da morte. O número de inimigos ao seu redor foi diminuindo, mas os que restavam atacavam a distância violentamente. A resistência do avatar foi se aproximando do fim. Mais alguns minutos de estalos e ósculos que praticamente dizimaram as tropas inimigas, até que Raghtalysys não teve mais forças e morreu.
Os três avatares, apesar de lutarem com ferocidade e bravura, estavam mortos. Não havia mais nada que os deuses pudessem fazer.

***

A Rainha Naty havia resistido ao trunfo do sacerdote do deus da morte. A “palavra da morte” ecoou forte e mortífera, mas a monarca resistiu. Ficou atarantada por alguns instantes, mas aos poucos foi voltando a si.

- Agora é hora de lutar de verdade – a soberana sorriu.

Rezou para que seus súditos estivessem se saindo bem na terrível batalha, e resolveu lançar o ataque decisivo."

A história finaliza (desta vez é sério) dia 24 de janeiro. Mais sobre o trabalho do Jacó aqui.

1 Blá blá blá!:

Paulo disse...

Gostei

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