sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nas Fronteiras de Yel IV



































Quarta semana

Baixas: 86
Objetivo: selvageria e carnificina com os exércitos do deus serpente.
Metas periódicas: Interceptar o avanço de reforços para a fronteira no ponto da travessia do Ork
Status meta: sucesso completo

Saudações minha bela musa,
Mais uma ótima semana com muito sangue e horror. Assim que terminei de passar as ordens aos comandantes do exército viking (dizem que a palavra Viking significa "guerra pelo mar" ou "guerreiros do mar") partimos em seus navios pelo rio Ork acima direto para as rotas de suprimento e reforço do inimigo. Um dos três comandantes, Wörgrimm, reluta em aceitar meus planos, dizendo que foi a pior cagada interrompida de sua vida ter aceitado juntar seus homens à frota enviada como força suplente, mas os outros dois, Ravn e Aëlthan, se empolgam com o meu gosto pela violência extrema, sem reféns, sem resgates e sem diplomacia. Abismo grita por morte e sei que ela fala por Nerull.
Estou conseguindo tantas armas, cavalos e carregamentos que ouço dizer que seu reino pode se expandir para cá. Estamos montando um forte, ao passo que trinta homens patrulham em busca de escravos.
Com armadura e arma cedidas pelo próprio rei infernal, me sinto imortal e destruidor. Espero sua visita. Faz tempo que não matamos juntos.

Dia 1
Quase fui dominado pela vontade de matar um dos comandantes que não colabora muito, o nome dele é Wörgrimm e ele já parece ter nascido com barba, pois tem apenas 21 anos, e um reconhecimento militar respeitável entre seus homens, e mais de dez feitos estratégicos de sucesso.
Os navios foram preparados, escudos postos na amurada, remos colocados para fora: subiríamos pelo Ork. As pás moviam-se uniformemente, pingando gotas douradas, refletidas pelo sol de uma manhã quente e clara. Os remadores não são como os nossos, que vacilam na sincronia dos movimentos. Estes são treinados para a guerra, desde o momento nos remos, até o momento do fervor da batalha. Alguns bebiam cerveja até arrotar espuma, outros cantavam a canção de guerra do navio, contando os grandes feitos dos reis das antigas tribos, e da imponência e impetuosidade do clã do dragão. O vento no rosto, descoberto pelo elmo, me fez sentir humano por uns instantes, bebi cerveja em um grande chifre espiralado. Não sei como dizer, não sou bom com isso, mas penso que a aliança com esse povo deve se manter honrada.
11 navios subiam o rio com carrancas de caveiras de boi e esculturas de monstros e feras na proa, com os remos servindo como asas para os navios-dragão prontos a mastigar corpos.
Neste momento estamos encalhados na margem para acampar. Diria que estes navios são capazes de navegar em poças de lama, quão incrível é o conhecimento em construção de embarcações que eles possuem. Navios perfeitos para desembarcar direto em terra, trucidando, mutilando.

Dia 2
Partimos quando o mundo ainda estava cinza com a alvorada. Os vikings dizem que o sol é amarrado a uma carroça, puxada por um garanhão de crinas de fogo, e segundo eles, a carroça estava por outras partes do céu enquanto uma outra carroça que carrega a lua estava sobre nós, puxada por outro garanhão que baba e cria o orvalho que vemos ao amanhecer. Dizem que ambas as carroças são perseguidas por lobos. Bem, mas este é um relatório periódico de acompanhamento militar, e não uma história.
Ao meio dia já era possível enxergar a longa travessia do Ork. Que visão incrível, e que surpresa agradável. A guerra estava acontecendo! Catapultas lançavam bolas de fogo, um amontoado de guerreiros se estripavam em paredes de escudo na margem inimiga do Ork, e eu apenas queria estar lá, estava rindo de empolgação. Momentos de ansiosidade e agitação. Espadas na mão, rufando nos escudos. Trovões que se aproximavam para queimar. Enquanto chegávamos, abismo quis ser levantada, e ela era meu estandarte de guerra. Desembarcamos em uma bagunça de gritos de satisfação e então abismo quis ser abaixada. Com brutalidade.
Os inimigos da parede de escudos estavam rugindo e gritando quando chegamos, devem ter percebido, mas não poderiam abandonar os postos e, apenas as fileiras de trás se viraram para receber nossas lanças, espadas, machados e abismo. Parte de nós seguiu para os arqueiros e para as armas de cerco, enquanto quatro quintos seguia ao meu encalço para trombar com os escudos. A abalroada foi terrível. Em encontrões como este, é preciso enfrentar a força de cinco ou seis homens escorados atrás do primeiro, e assim que este cair, outro ocupará o seu lugar, e quando este cair, outro ocupará. Minha armadura, os crânios que carrego na cintura, o elmo carrancudo, abismo e o escudo que queima sempre faz os homens recuarem por sobre seus mijos. Dois guerreiros tribais (um deles o portador da esmaga-coração) e eu liderávamos a quebra da parede, enquanto o restante mal havia chegado. Em batalhas fechadas seria mais prudente de minha parte guardar abismo, que é uma espada larga e comprida e sacar uma mais curta e ágil. Mas abismo queria beber, e eu queria matar sua sede. Sinto uma energia muito forte enquanto ela se alimenta, é revigorante, e a magia nela faz com que meus ferimentos se fechem enquanto eu abro alguns em meus inimigos. Pancadas rachavam elmos ao meio, junto com o que havia dentro, outras faziam uma linha reta entre os ombros das vitimas, levando tudo o que havia no caminho. Ela é uma degoladora, arma vorpal, e dificilmente sobram alguns corpos com cabeça ao fim do combate.
Nossos aliados lutam com o furor bárbaro ancestral que se manteve no sangue. Fizemos um ataque extremamente eficaz contra o inimigo, porém quando acabamos com eles, não sabíamos mais quem era aliado ou não, pois existiam as tropas de defesa quando chegamos; E foi uma garota magrela quem adverteu de que estávamos esmagando e decapitando nossa própria gente. No calor da batalha, não é uma boa hora pra ser arrogante comigo, mesmo que eu esteja errado, mesmo que ela não soubesse com quem falava, e se não fosse Balthazar eu a teria cortado em duas partes na altura dos quadris. Lamentei por ver os outros capitães e generais, pois os desprezo e me entedio facilmente com seus planos de moças. Espero pelo momento de empalar a todos eles. Depois que nos reagrupamos, ouvi muitas desaprovações, cobranças e várias outras inconveniências de pessoas que sabiam estar sob meus pés na escala hierárquica, e foi o que me deixou muito nervoso. Se eu não tivesse recebido ordens suas, minha rainha, eu teria exterminado-os. Não achei interessante contar o que me falaram, mas saiba que foi a gota que fez transbordar a minha raiva por eles. Fiz o melhor e fui recebido com caretas enfezadas e infantis. Suspeito que os comandantes da aliança vão me indagar sobre o ataque surpresa ainda hoje. Vou mentir, dizendo que estava tudo planejado.
Nos recolhemos no pequeno forte improvisado que a defesa havia construído e de lá pudemos perscrutar o forte inimigo, que deveria ser destruído ainda hoje, mas estão todos cansados, e não posso culpá-los por não terem a saúde que me foi concedida.

Dia 3
Recebemos alvejadas durante a noite toda, e devolvemos alvejadas nos intervalos. O bruxo melhorou com o clima do oeste, e os homens cobra também, pelo que pudemos constar ontem, mas ainda estamos banhados de seu sangue, e isso quer dizer que não são tão superiores. Antes de amanhecer liderei um ataque esmagador com o exército viking e com homens de nosso povo, no total são 2178 guerreiros, mas 600 destes ficaram guardando a grande ponte. Contei com 9 subcomandantes, e cada um tinha um papel no plano. Como temos péssimos arqueiros, devíamos fazer a infantaria abrir a muralha de escudos para que fosse feita uma carga com a cavalaria para o interior da defesa, e lá deveriam atear fogo, atropelar e esmagar cabeças. O fogo sempre foi meu amigo, todos os meus grandes feitos envolvem fogo e desta vez não seria diferente. E então mais uma festa de morte se começou.
Invoquei minha montaria infernal sobre a carcaça de um cavalo de guerra que sacrifiquei, montei e senti o forte calor de suas crinas em chamas. Neste momento todos podiam ver e temer um senhor do abismo, montado em sua glória flamejante de terror. Abismo foi desembainhada e estava sedenta novamente, sua sede aumenta a cada vez mais, e cada vez mais é saciada, e nesse momento eu soube que meus seguidores temem a mim mais do que a própria morte.
Os tambores rufaram e a infantaria partiu com os escudos altos. Uns choravam e outros gargalhavam. Os que choravam estavam confusos e amedrontados pro servir a mim e ter de se enfiar entre os escudos de um exército de criaturas que para eles eram assustadoras. Os que gargalhavam estavam orgulhosos por participar de toda a loucura e caos. Os que se mantinham sérios eu acreditava que sobreviveriam mais tempo, mas nem sempre é assim.
Cavalguei sobre chamas até ver o inimigo se organizando, e então esporeei até estar em velocidade máxima, até o chão ceder em pelotas de barro e pedra. Sobre mim, em vôo feroz, estava o bruxo lagarto, com suas vestes se esvoaçando e com trovões estalando acima, pois ele iria usar bruxaria dos espíritos hoje. Senti que ele usou magia para me proteger e então avançou num rasante repleto de relâmpagos que explodiam a carne e faziam o metal voar. Em seguida usei da abertura nas linhas inimigas para adentrar em meio ao mar de cabeças. São nesses momentos que concluo que o plano só serve para motivar os homens ao ataque e enganá-los de que estão seguindo um líder sensato e calculista.
Lá estava eu, brincando com a morte em minhas mãos, golpeando e sendo debilmente golpeado, tudo fantasticamente vermelho e terrível. Até que as correntes da manopla não foram o suficiente para agüentar a brutalidade e se romperam, e abismo caiu entre corpos de mortos e vivos. Preocupante, contudo eu saquei minha segunda espada e forcei um recuo até os limites da defesa inimiga. Estava urrando, banhado em sangue, com olhos de fúria e postura aterradora, e ali permaneci até que a infantaria veio como uma grande onda de lâminas para cima do inimigo. A cavalaria os seguiu e o verdadeiro massacre começou. Os homens-serpente guinchavam e sacudiam as caudas ao morrerem, lutam bravamente e apresentam desafio, mas morrem como qualquer outro ser. Eu os teria em minhas linhas, mas eles são aparentemente muito fiéis e devotos ao "deus único". Muitos fugiram sem serem alcançados pela cavalaria. O que eles chamam de líder havia morrido pelas mãos de um simples cavaleiro e passei a não me preocupar mais com líderes. Aqui sou o senhor, e aos meus pés jazem centenas de corpos.
O fogo que inicialmente fazia parte da estratégia, foi usado para queimar as carcaças decapitadas, que totalizaram 912.
Eu sabia que abismo estaria ensangüentada ao chão, esperando por seu dono. Isso já aconteceu outras vezes, ninguém a consegue tocar sem que sua mão necrose e desmanche. E lá estava ela, terrível e macabra, esperando por mim.
Só então voltamos à nossa margem do Ork, nos reunimos tediosamente na tenda de um dos generais, falamos sobre o que devia ser feito, comemos e agora vou dar uma cochilada sob a guarda do bruxo das tempestades.

Dia 4
Montei seis grupos de soldados para a fortificação e manutenção do forte que mantemos. Vamos fazer um aprimoramento na ponte, e sendo a única travessia segura para a travessia de exércitos, estaremos seguros assim que a concluirmos. Uns pretendem construir uma fortaleza em forma de ponte, mas como penso que nosso objetivo maior é outro, não deixei que passasse de uma breve fortificação: um convite formidável. Alguns cortam arvores, outros empilham pedras, outros cavam e assim começa o trabalho. Como estava entediante, resolvi patrulhar com o bruxo. Circundamos muitos quilômetros e não notamos algum sinal de aproximação. E sei que isso é sinal de que estão agrupando forças para me suplantar.
A garota magra, líder de 160 soldados, se mostrou impertinente mais uma vez hoje e a mandei diretamente para o mundo dos mortos, juntamente com alguns que a quiseram defender. Disseram-me que destruí uma grande líder carismática, e eu os disse que ninguém se motiva pelo carisma mais do que pelo medo.
E de temível basta um.


Dia 5
Hoje foi um dia ruim. Bardos cantavam e a cerveja se esgotava. Nada de batalhas. Não saí de minha tenda o dia todo, ela fica no topo de uma colina, e ninguém se aproxima sem que o bruxo saiba.

Dia 6
Hoje foi uma repetição de ontem. Só que sem cerveja.

Dia 7
A preocupação dos vikings com bebida me convenceu de que deveriam conseguir mais, e liberei alguns para o sul para saquear e conseguir o que queriam. Não fui junto, mas me arrependo disso. Hoje acaba a semana, de uma forma desanimada.
Apenas penso em seu corpo quente, e imagino quanto tempo levará para que eu monte nele novamente. Sim, sei que ordenou que eu não revelasse ainda mais a nossa intimidade pelas cartas, mas nenhum mensageiro se atreveria a abri-la. Aqui me despeço, com minha fidelidade e virilidade exclusivas a ti.
Kalahan Avangard

2 Blá blá blá!:

Igor disse...

massa!
Sou meu pequeno fã uheaueahueah

Dragões do sol Negro disse...

ahuahau eu gosto TBM!

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