sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nas Fronteiras de Yel III



































Terceira semana

Baixas: 21
Objetivo: carnificina com os exércitos do deus serpente.
Metas periódicas: neutralizar o ultimo general dos 4 designados anteriormente; Interceptar o avanço do grande exército.
Status meta: o último comandante tombou. Tropas recuando para o oeste.

Boas novas minha rainha.
A situação nos favorece ao passo que abismo se alimenta com a carne do inimigo. Me submeti a fazer uma aliança ao norte, com o clã do dragão, e eles seguiram para o sul no sexto dia desta semana, e sei que vão fazer um bom trabalho. Depois que voltarem, pretendo tomar o poder do clã e somar forças ao seu império emergente. Hoje não posso prolongar o informe pois precisamos prosseguir com a marcha ao sul. Esta mulher que está sendo entregue a você junto a carta, é a general, o ultimo e principal comandante das invasões no sudeste, se ela importunar, peço que coloque a cabeça dela junto as da minha coleção pessoal, não deixe que o Eshu domine a mente dela, pois pode se tornar uma ameaça; Se preferir, use-a como escrava e a dê aos guardas. Os homens daqui gostaram dela.
Todos os Seiscentos e quarenta.


Dia 1
Como eu havia suspeitado: na outra margem só restava a escória do exército. A chuva é incessante e temos que enrolar nossas armaduras em capas ou couro de cervo, levamos apenas o necessário: armas e vontade de matar. Separei doze homens (exceto o bruxo) e seguimos para a margem e observamos as ações do inimigo e, admito que me surpreendi quando vi que estavam construindo uma plataforma parecida com uma escada usada em ataques a fortalezas, com o tamanho superior à distância de uma margem a outra, ela parecia firme e estável enquanto estava no chão, sendo construída, mas foi só colocarem-na na água e me obriguei a rir. Eles estenderam ela em pé, de forma que fosse derrubada e servisse como uma ponte, mas quando ela se chocou do nosso lado da margem, quebrou ao meio, e levou junto rio abaixo alguns dos homens que estavam agarrados na parte de trás. Depois seguimos rio abaixo para ver se alguém havia sobrevivido, pois não era provável que pelo menos um quarto deles não saibam nadar, porém não sabiam. Pensei ter visto um brasão de Valadar, que é uma cidade marítima, nas vestes de um homem afogado, mas era apenas um sulista qualquer, com um brasão qualquer.
Todos que estavam comigo sabiam nadar ou pelo menos tinham grandes pulmões, então resolvemos atravessar no braço. A correnteza era forte e nos levava muito abaixo do nível que pretendíamos realizar a travessia, de modo que fomos arrastados por meio quilômetro antes de conseguirmos chegar em terra firme. Todos estavam exauridos e acabados, mas os fiz levantar e seguir; os que engoliram água iam tossindo pelo caminho, e todos aparentavam estar bêbados de tão cansados. Ainda era manhã, e sabia que precisaria da força total destes homens, os xinguei e cuspi em suas faces, mas acabei cedendo alguns momentos de descanso, escondidos. Depois seguimos furtivamente para estripar o inimigo com nosso aço; Cortamos as cabeças e queimamos os corpos em uma pilha, como é de meu costume desde que destampei um paladino nas proximidades de Porthi alguns anos atrás, mandei a cabeça para a ordem dos paladinos da cidade como um anúncio de meu poder, e lá ele foi renascido. O mesmo voltou com uma tropa para me deter, cedida pelo líder da guarda da cidade após saber, por intermédio da magia de um clérigo, o que havia acontecido. Todos morreram. Desde então eu queimo corpos e retiro as cabeças para que os condenados vão ao inferno como aves recém abatidas,  e ordeno que meus seguidores também o façam. Então meus rastros permanecem misteriosos e aterradores.
Voltamos ao Ponto 1 da mesma forma que atravessamos anteriormente, nos abastecemos com suprimentos e apanhamos nossas armaduras. Estamos indo para a melhor parte da guerra: paredes de escudos e a matança numerosa; Resolvi mandar uma mensagem a Välgrind, e espero uma resposta em três dias, ou somente quando retornarmos.

Dia 2
Seguimos de bote sob forte chuva até o outro lado da margem novamente, desta vez levei mais vinte homens além dos doze selecionados anteriormente, o restante -- que não passam de uma mísera dúzia -- ficou encarregado de patrulhar sob o comando do bruxo-dragão, que encontra-se doente e não pode prosseguir em ritmo pesado, o frio realmente afeta a espécies assim. Seguimos os rastros das tropas em retirada por mais de meio dia de caminhada acelerada, comiamos enquanto andávamos e nada nos retardava; Percebemos que eles seguiam lentamente, pois existiam tentativas de fogueiras cobertas e arvores cortadas a cada quarenta quilômetros. Então soube que o tempo frio e a chuva havia deixado o exército serpente penalizado pelas condições físicas prejudicadas. Avançamos por mais duas fogueiras além das três que encontramos anteriormente, então contei cinco dias do avanço do inimigo e calculei que antes do  entardecer de amanhã estaremos no encalço deles. Preciso estudar o numero dos inimigos e também as condições do combate.

Dia 3
Balthazar, aquele maldito, conseguiu adestrar um cavalo selvagem para ele, e passou a nos servir de batedor. Sua presença no grupo é essencial, uma vez que não posso contar com meu servo principal. Ele se adiantou, e próximo ao meio dia, retornou com uma mensagem de meu agrado: quatro cabeças. Grunhi para que (talvez) percebesse que eu estava satisfeito, então alertei a todos de que devíamos nos apressar para que o restante não desse falta destes quatro retardatários que serviam como vigias de curso. Nossa marcha era quase uma corrida, e eu agradeço a Nerull pela saúde perfeita que me foi concedida, pois do contrário ficaria caindo ao cantos feito o restante dos que me acompanham. Finalmente os alcançamos e deveríamos agir. Eram 160 cabeças ao todo, sendo a maioria de homens-cobra. Penso que em grandes feitos como esse que construo meu nome em vida, e construo a horda de demônios que aguardam para me servir  em meu reino no inferno, quando Nerull fizer o chamado.
Liderei o ataque furtivo e iniciamos a aniquilação. Eram cinco para cada um de nós, porém abismo fez a maior parte do trabalho, ela pede por sangue, clama pela carne do inimigo, pelas almas temerosas, e eu a satisfaço. Eram inimigos já derrotados, e não ofereceram uma defesa tão desafiadora quanto se esperaria e, um após o outro, tombaram aos nossos pés, retorcendo-se em dor e nos molhando de sangue gelado. A general foi demasiadamente confiante em sua magia, e acabou sendo surpreendida pelo turbilhão de correntes de Balthazar, que a prendeu, e a arrastou inconsciente até mim. Ela é realmente muito poderosa, nos feriu mesmo estando amarrada, portanto tive que cortar suas mãos e sua língua. A partir de agora estamos voltando ao ponto 1 para que eu possa provar minha ameaça a ela, minha rainha.

Dia 4
Estamos voltando em marcha normal, nos recuperando da última batalha. Nos mantemos alimentados e descansados.
Espero uma resposta de Välgrind, porém não creio que um mensageiro nos acharia neste local, sob esta tempestade interminável.

Dia 5
A chuva atrasa em muito a nossa marcha, o chão lamacento dificulta todos os caminhos e hoje não fizemos o progresso pretendido, ainda estamos a caminho ao ponto 1.

Dia 6
A prisioneira acordou do golpe de esmaga-coração, e eu me lembrei do que eu havia lhe dito na semana anterior. Então deixei que a vontade dos homens fosse saciada. Um dos guerreiros tribais chegou a quebrar uma das pernas dela, outro deslocou seus ombros, alguns deliciavam-se em perfurar e cortar o seu corpo nu... Sei sinceramente que aquelas lagrimas não eram de ódio, e sim de medo. Ao final da diversão, já era entardecer e ela estava encharcada com a virilidade de meus soldados sobreviventes, e eu disse que ela só não iria se afogar porque os outros 980 homens ainda a esperavam. Mais uma vez ela desabou em prantos e suplicou mentalmente que eu a matasse. E esse foi o único motivo real por eu não a ter matado, quero muito prolongar a agonia desta mulher que até então havia mostrado controle de espírito.
Finalmente dormimos, após vários dias.

Dia 7
Agradeço pela chuva ter cessado.
Fomos alcançados por cavaleiros arautos que diziam que a líder deles devia ser devolvida, que poderia ser negociada por baldes de ouro, afirmaram que ela era uma santa viva e que pagariam qualquer preço pela "mártir". Respondi que a santidade dela havia sido arreganhada, e em seguida ordenei que eles fossem mortos. Dizem que dá má sorte matar arautos, ou dizem há falta de honra em um líder militar em fazer algo do tipo, porém só me interesso por esmagar inimigos a todo custo, e quanto maior a quantidade de inimigos, mais eu me divirto. Um deles conseguiu cavalgar para longe, mas achei bom que ao menos um voltasse aos comandantes do oeste para espalhar noticias minhas.
Depois do meio dia chegamos ao ponto 1 novamente, e lá estavam 615 guerreiros e 11 barcos longos com suas proas detalhadas com feras. Eram aliados e estendiam o estandarte do clã do dragão. Nos apressamos para chegar, e quando fizemos a travessia, fomos recebidos com uma bebida de mel  e carne saborosa. Acho que esse é a melhor maneira de receber alguém. O líder deles nos entregou uma carta de Välgrind, que pedi que meu servo a lesse. Dizia que já planejavam invadir o sul há dois anos, e que só precisavam de aliados neste continente para que acontecesse. Segundo o que me foi traduzido, Välgrind seguiu com um terço de todo o poder militar em direção a Ortannus e depois para Porthi. E por final, foi me confirmado que esses seiscentos e quinze guerreiros estavam sob meu comando até que eu não necessitasse mais de suas espadas. Éramos a minoria e podíamos ser pisoteados caso fosse a vontade deles naquela hora, mas não, o comando é meu, e ainda não entendo. Mas não penso muito. Porque sei que vou ter problemas mais tarde, mas agora não consigo mais parar de gargalhar, pois tenho tudo de que preciso.
Saudações acaloradas
Kalahan Avangard

0 Blá blá blá!:

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