quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Diário do Jogo Online do Clérigo 2

Na segunda sessão da mesa online com o Clérigo (eu) tivemos a primeira baixa no grupo. Devo confessar que foi um momento de grande tensão e adrenalina (apesar de o combate ter se estendido por muito tempo, já que ninguém acertava ninguém).
_____________________________________________________________
Pela manhã
Após terem se comprometido a ajudar o clérigo Iantumal na busca pelo motivo que ainda prendia o espírito de Galius a este mundo, nosso grupo de heróis tentou passar uma noite tranquila dentro do templo de Rhîw, mas o sono não foi revitalizador, especialmente para o halfling Akkar, que teve pesadelos com o fantasma que lhe havia atacado.

Quando se levantaram na manhã, logo foram convidados por Hendel (o coveiro do vilarejo) a tomarem o desjejum na sua casa. Lá puderam conversar com Iantumal e conheceram um outro clérigo que viera com ele, chamado Tarim, que havia sido designado como novo sacerdote da vila. Segundo eles o mago Argalad estava se recuperando satisfatoriamente e deveria ficar bem até o dia seguinte.

- "Então, por onde vamos começar a investigação?" - perguntou o halfling Akkar ansioso. "Hendel, onde Galius costumava ficar sem ser o templo?"
- Galius era muito solitário Akkar." - respondeu o coveiro. "Ele às vezes saia para fazer suas caminhadas, mas não creio que tivesse outro lugar para ficar que não fosse o templo."
- "Podemos investigar os aposentos dele ou, se houver, podemos investigar os porões do templo." - opinou o cavaleiro Cerdic Bradford.
- "Acho que essa é uma boa idéia" - falou o anão Iantumal. - "Proponho que, ao terminarmos esta refeição, Tarim e Akkar fiquem com Argalad para tratá-lo, enquanto o restante de nós investiga os aposentos de Galius."

Iantumal estava visivelmente irritado com Akkar, por causa de seus comentários na noite anterior, mas Leonam interveio e disse:

- "Senhores, apesar de tudo, sei que Akkar não se sente a vontade nos templos, mas acredito que talvez as habilidades dos hobbits sejam necessárias nesses lugares, por serem de muita curiosidade."

Investigando o templo
O grupo então concordou em levar Akkar para o templo, a fim de ajudá-los na investigação. Novamente dentro do templo, os personagens dividiram-se na tarefa de vasculhar a área. Akkar e Iantumal foram direto para o quarto de Galius, enquanto Cerdic examinava o púlpito e Leonam observava os companheiros.

No púlpito Cerdic não encontrou nada de anormal, então foi investigar o exterior do templo, também sem encontrar nenhuma pista significativa. Akkar entretanto descobriu que uma das gavetas da escrivaninha estava trancada, e havia uma pequena inscrição nela: 3-16.

Após várias cogitações a respeito do que poderia ser aquele número, o mago Leonam decidiu investigar a estante e percebeu que os livros estavam organizados sistematicamente, contendo uma espécie de etiqueta na lateral com o número da estante e a posição da obra na prateleira. Logo ele encontrou o livro com a etiqueta 3-16 (estava na terceira prateleira, sendo o décimo sexto livro) mas não se atreveu a pegá-lo. O halfling Akkar, entrentanto, pulou na frente, pegou o livro e já foi abrindo. Essa foi uma das partes mais hilárias do jogo. Transcrevo:

 [Mestre] (Akkar, joga uma proteção contra bola de fogo envenenada....)
 [Akkar] (puts!)
 [Mestre] (KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK)
 [Cerdic Bradford] (ahsuahsuah...bola de fogo envenenada)
 [Mestre] (queria ver sua cara agora, rsrsrsrsrs)

O diário de Galius
Depois da zoeira, encontraram dentro do livro uma chave, a qual utilizaram para abrir a gaveta trancada, encontrando o diário de Galius em seu interior. O mago Leonam leu alguns trechos em voz alta, os quais manifestavam a esperança de Galius em ser perdoado por sua decisão. Ao ler as partes finais do diário, o tom foi ficando mais depressivo, até que leu uma passagem que dizia:

"Este assunto deve ser enterrado comigo, apesar de toda dor que me traz."

- "Senhores, temos uma possível revelação aqui." - disse Leonam, lendo então o trecho acima, após o que adicionou: - "Percebo, analisando o diário, que ele foi se torturando a medida que os anos passavam, pois se percebe uma mudança no comportamento dele. Pode ser que ele tenha vindo para este lugar fugindo de algo, e pensou que esse lugar iria curá-lo, mas com os anos descobriu que seu alívio era temporário, e sua dor ou seu temor voltaram a atormentá-lo. Temos que desenterrar ele, o senhor clérigo morto."

Após uma pequena discussão, o grupo chegou à conclusão de que aquilo era o melhor a fazer, e todos foram para a casa de Hendel, pedir que ele lhes levasse até o sepulcro de Galius.

Six feet under
Hendel levou os aventureiros até o mausoléu onde os clérigos do vilarejo eram enterrados e explicou-lhes que, como coveiro, não poderia descer com eles, pois seu trabalho era levar os mortos para seu reino e não trazê-los de volta à superfície, mas que os esperaria do lado de fora. Um pouco desconfiados, os nobres aventureiros concordaram em que Hendel ficasse lá fora, desde que Leonam pudesse fazer-lhe companhia (vigiar o coveiro para que ele não os trancasse vivos na cova, rsrsrsrs). Nesse momento o João Manuel, que interpretava o mago teve que sair.

Hendel ascendeu duas tochas e entregou aos aventureiros advertindo-os: - "Tomem cuidado com ratos e insetos... há uma porção deles aí embaixo."

Cerdic desceu na frente, seguido por Iantumal e por Akkar. Após uma escadaria de pedra, nossos aventureiros chegaram a um pequeno salão, todo de pedra, mas com o teto de vigas de madeira, onde os corpos dos clérigos eram velados antes de serem sepultados.

Passando esse salão entraram pelo único corredor que havia, onde ficavam as criptas dos finados clérigos, 5 no total, e na última estava uma placa com o nome Galius. Havia uma porta de madeira, sem tranca. Cerdic abriu-a e foi surpreendido por uma enorme aranha que tentou atacá-lo, mas o cavaleiro desviou-se habilmente.

Akkar puxou o arco e tentou acertar a aranha, mas errou. Cerdic então puxou a espada e acertou um poderoso golpe que causou... um arranhão na criatura (dano 3, rsrsrsrs). Após mais uma rodada, Akkar e a aranha não acertaram ninguém, mas Cerdic acertou mais um golpe com sua espada e (com dano 8) derrubou o aracnídeo que os perturbava. Nesse instante também lembrei que o clérigo Iantumal estava com eles, então ele entrou lá e esmagou o resto da aranha com seu martelo, rsrsrsrsrs.

A visão
Após livrarem-se da ameaça mortal de uma aranha com 12 PVs, Akkar, Cerdic e Iantumal puderam investigar a cripta onde estava enterrado Galius, indo diretamente investigar seu caixão. Ao retirarem a tampa de pedra, a sala encheu-se de uma luz branca, e os personagens tiveram uma visão. Transcrevo essa parte, pois foi interessante:

[Mestre] repentinamente vocês não estão mais no mausoléu, mas estão em uma sala completamente branca, tão branca que parece ser infinita
[Cerdic Bradford] Que diabrura...*Começa Bradford* 
[Mestre] vocês veem então uma imagem começar a se formar em frente a vocês
[Mestre] é um quarto, há um beliche em cada parede lateral
[Cerdic Bradford] *Olho desconfiado, em posição de defesa* É o quarto do templo...
[Mestre] e no fundo há uma estantes com livros e uma escrivaninha
[Akkar] O Quarto!
[Mestre] sentado à escrivaninha está um homem
[Mestre] akkar sente um arrepio
[Mestre] o homem parece estar chorando e, ao mesmo tempo escrevendo algo
[Mestre] ele está de costas para vocês
[Akkar] é o safado!Eu grito
[Cerdic Bradford] *Lança um olhar reprimidor para Akkar* Não sei se ele é safado...prestemos atenção
[Akkar] eu me aproximo e vejo o que ele está escrevendo.
[Cerdic Bradford] * O faz também*
[Mestre] vocês veem o homem escrevendo essa carta


[Cerdic Bradford] Então...Uma mulher *Olha espantado para os demais*
[Akkar] Galius,minhas desculpas...-digo isso abaixando a cabeça-mas mesmo assim isto é pecado?
[Mestre] quando Galius termina de escrever a carta, vocês veem que ele dobra o papel, ainda chorando
[Akkar] Será que é a carta que ele leva com ele?
[Cerdic Bradford] *Observa atentamente, com remorso, por tê-lo taxado de criminoso tantas vezes*
[Mestre] o coloca dentro de um envelope e então guarda-o em um bolso secreto no seu manto, perto do peito
[Akkar] Cerdic como saímos daqui?
[Mestre] ao fazer isso, vocês notam que o quarto começa a ficar mais escuro
[Cerdic Bradford] É só uma ilusão, Akkar *Ainda cabisbaixo*
[Mestre] logo a visão se encerra e vocês estão todos no sepulcro de Galius
[Mestre] Iantumal está visivelmente comovido
[Akkar] Pessoal,acho que devemos sair deste local.
[Cerdic Bradford] Ele apenas queria cultivar uma família...Por querer isso mais do que adorar ao seu Deus, ele foi castigado...
[Cerdic Bradford] Iantumal...Estou certo? *Sério agora*
[Iantumal] Mas Rhîw não proíbe que seus clérigos tenham famílias

Quem fala o que quer, ouve o que não quer (e também leva o que não quer)
Aqui vem uma parte deveras interessante. Para quem não conhece o cenário Bruntoll (para Old Dragon), a divindade maligna, o grande opositor de todo o bem se chama Udûn. Vejam só o comentário feito por nosso amigo Halfling (que na última aventura declarou-se ateu e discutiu com o pobre clérigo Iantumal que o tinha salvado):

[Akkar] Por isso que não gosto de deuses...apenas respeito Udûn.
[Mestre] Akkar, você vê que o Iantumal está olhando furiosamente para você
[Akkar] não fuja da verdade clérigo.
[Iantumal] Como ousa pronunciar o nome de tão nefasta criatura em minha presença???
[Cerdic Bradford] Pare de provocá-lo Akkar...
[Akkar] Posso escolher minhas divindades?
[Iantumal] (os olhos dele estão vermelhos) Cale-se, presunçoso Halfling! Ninguém ousa adorar o próprio senhor das trevas em minha presença!
[Cerdic Bradford] *Bradford agora também olha espantado para o Halfling*
[Akkar] Pelo menos ele não é tão idiota igual Rhîw que fica com seus ventinhos, raiozinhos.
[Mestre] qual tua CA Akkar?
[Cerdic Bradford] *Bradford baixa a cabeça* Eu tentei avisá-lo

No combate que se seguiu, Akkar foi morto pelo clérigo Iantumal, sem a interferência de Cerdic, que julgou ser aquele um duelo justo. Em seguida o cavaleiro e o clérigo investigaram o corpo de Galius e encontraram o bolso secreto e um envelope onde se lia: Mirian, Parthceredir, dentro do qual estava a carta que ele havia escrito.

[Cerdic Bradford] Achas que devemos ir para lé e entregar a carta? *Com a tocha levantada, a fim de iluminar a carta*
[Cerdic Bradford] Achas que isso faria o espírito descansar?
[Iantumal] Creio ser esta a única maneira de libertar o espírito de Galius desta vida
[Iantumal] Acompanha-me nesta jornada?
[Cerdic Bradford] Será uma honra, mestre anão. Tudo o que um cavaleiro precisa é de uma causa nobre e coragem. *Bate de punho cerrado no peito coberto de armadura* Estou contigo
[Cerdic Bradford] Vamos tampar o caixão e dar o fora daqui...

E assim nossos heróis deram o fora do sepulcro, carregando o corpo do hobbit, que decidiram queimar, a fim de que não voltasse como um morto-vivo servo de Udûn. E na próxima aventura eles continuarão em busca de Mirian, uma mulher que, por algum motivo obscuro, não deixou que Galius servisse a Rhîw com todo seu coração.
_____________________________________________________________

Sobre os diálogos que aparecem aqui, no começo eu estava editando-os, mas por fim decidi colocar no formato original que apareceu na mesa de jogo. Algumas passagens foram editadas, especialmente para tirar comentários que não interferissem com a história. Mas acredito que estejam bem fiéis e possam passar aos leitores o clima da sessão através do RRPG.

Outro fato importante: o Ladino realmente não vai conseguir participar da mesa online, então eu assumirei seu personagem (o clérigo Iantumal) e o Guilherme, cujo personagem foi desta para a melhor, interpretará o mago Argalad, que vai ser curado até a próxima sessão.

0 Blá blá blá!:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Facebook Themes