terça-feira, 9 de novembro de 2010

A hora do rato, Parte III


A hora do rato:

Parte III



Worthen anda cabisbaixo na chuva, a criança ia rápido a sua frente “por aqui senhor por aqui! Oh graças a firagor que nem todos os homens esqueceram de suas obrigações para com os desprotegidos”! dizia o menino apressando seus passos e evitando as poças d’guas.



A mente do clérigo vagueava, voltando ao tempo em que ele queria ser tão livre quanto aquele menino e não seguir a carreira no clero.

As férias eram passadas sempre no castelo de Brascol, na corte de seu tio- avô Lothar, a brincar com neta deste, a pequena e bela Eva Marim’Ham e mais um amigo, um garoto de rua chamado Icabot, embora fossem de origens distintas os três, não havia um único verão que não passasem juntos.



Esses verões foram rareando conforme Worthen tinha que aprender as suas obrigações de nobre, cavalgar, uso da espada, escrita, administração, dança, etiqueta e por quase 3 anos ele nunca mais pisou na corte do império humano.

Veio então o momento de decisão na sua vida, ele tinha quase 15 anos completos e sonhava em ser bardo, musico ou menestrel, ao ser trazido para a corte do rei Lothar em brascol e assumir uma posição de um nobre de segunda linhagem.



O rei no entanto sentia que controlava os aspectos políticos de seu reino, sufocava traições e rebeliões com extrema maestria, mas a igreja de firagor, ah essa era uma oposição ferrenha ao se governo, alguém leal ao trono garantiria uma nova maneira de se manobrar contra a igreja.



Perdido nesses pensamentos Worthan não sente as mãos que enroscam-se em seu peito e a voz que o chama...



...”Venha volte para cama, esta frio sem você...”



Ele volta para cama quase como uma estatua animada, que se mexe mas não tem vida enquanto se entrega virgorosamente a deveres “poucos clericais” e mais “temporais” a única coisa que repete em sua mente, alem das lembranças são as palavras em paralelo....



“Frio... sem você... frio.... sem você....”

“Frio... sem você... frio.... sem você....”

“Frio... sem você... frio.... sem você....”



Continuando com seu serviço quase de forma mecânica e não sentindo o corpo que se contorcia de prazer ao toque seu sua pélvis ou as caricias de outras mulheres em seu peito e costas desnudos...



“Frio... sem você... frio.... sem você....”

“Frio... sem você... frio.... sem você....”

“Frio... sem você... frio.... sem você....”



Uma fina garoa começa a cair... a chuva realmente não vai parar tão cedo...

0 Blá blá blá!:

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