sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Harry Potter e o Dungeons & Dragons - 1 de 3

Harry Potter e o Dungeons & Dragons - 1 de 3
Por Ederson Hammes




Não tem como negar, é um fenômeno mundial. Nem discutiremos aqui os porquês e a influência da mídia nessa história toda. O fato é que muitos fãs de Harry Potter são também RPGistas e podem fazer uma ligação legal que tem tudo pra dar certo. A proposta de hoje é fazer uma breve apresentação da história toda e depois mostrar onde entra o RPG nessa história, em outras palavras, como podemos utilizar as peripécias desse bruxo em mesas e com dados.
Ow! Estava quase esquecendo, neste dia 19 de novembro teremos a estréia da primeira parte do último episódio, Harry Potter e as relíquias da morte. O livro é um dos maiores e mais intensos dada a quantidade de informações e problemas que são resolvidos. Por isso vai ser desenvolvido em duas partes. A segunda está prevista para julho de 2011. Pensando bem, como é o último, talvez eles queiram aproveitar para ganhar mais dinheiro... Ops! Isso não vem ao caso, voltemos para a nossa proposta.






O enredo começa com um garoto de 11 anos de idade que é desprezado pelos tios com quem vive. Ele é órfão e tem nesses familiares seus únicos entes “queridos”. É um drama, essa é que é a verdade, mas o garoto só ganha roupas e brinquedos usados de um primo que tem o dobro de seu tamanho e largura, seu quarto é um porão sob a escada e raramente sai de casa a não ser para ir para a escola.
Magicamente, no entanto, se descobre descendente de uma família de bruxos. Todo um universo se abre para ele: um mundo bruxo, escola de bruxaria, esporte, celebridades (inclusive ele é e não sabe). Depois de algumas confusões cômicas com seus tios vai para o mundo que lhe é de direito.
Aí entra o brilhantismo da autora da série. Afinal, ela consegue manter um padrão de linguagem coerente com a idade do garoto. São sete anos de escola de bruxaria, dos 11 aos 17 anos. Um período de mudança da infância para a vida adulta passando pela adolescência. Os problemas enfrentados em cada volume/filme seguem essas regras: problemas de criança (quem são meus pais, quer ser meu amigo, não gosto de você), de adolescente (atração pelo sexo oposto, disputa de território, mostrar que o melhor) e de adulto (conflitos políticos na escola e no ministério da magia, tomar decisões como mudar de casa, enfrentar os tios e professores).
Nessa história toda ele descobre que seus pais foram mortos pelo bruxo mais malvadamente malvado de toda história da bruxaria. E, como se isso não bastasse, ainda é considerado o mais poderoso de todos. O malvadão também tentou matá-lo, mas não se sabe porque (não começo, claro) ele sobreviveu e o bad boy simplesmente desapareceu do mapa.
Ok! A evolução acontece ao redor das tentativas de retorno do bruxo que atende pelo nome Vol...eh, Aquele de Quem Não Podemos Falar (assim ele é tratado por todos os personagem da sério, exceto Harry, é claro) e, depois de um certo ponto, da disputa dele com jovem herói. A pauleira é bonita, um gigante da magia se arrebenta pra pegar um moleque. Um tanto cômico, na verdade.
Então, onde entra o RPG nessa história? Para quem já é praticante e para aqueles que tem curiosidade e vontade para começar é importante considerar que é um excelente material de suporte para interpretação de personagens. A par disso, pensando mais tecnicamente, tomamos esses bruxos como os feiticeiros, uma das classes de conjuradores do RPG. Assim, ao criar um persongem que viva no mundo de Harry Potter é possível acrescentar uma série de elementos à criação tanto do ponto de vista da ação dele quanto das regras do jogo.
Ele fará parte de uma das casas do Colégio de Hogwarts. Terá sua rede de relações e amizades. Suas escolas de especialização em  feitiços. Fará ou não parte do time de Quadribol (esporte de bruxos). Terá seus inimigos ou desafetos. Futuramente assumirá algum tipo de trabalho no mundo bruxo com testes profissionais seletivos que são aplicados já na escola. Enfim, elementos para o background do sujeito e seu padrão de atitudes e decisões nas aventuras.
Sobre as regras do jogo, considerando D&D 3.5, muito fica claro no filme e talvez mais ainda nos livros. São feiticeiros que se especializam em escolas determinadas, tem dificuldades e impossibilidades em aprender magias de algumas escolas, mostram a necessidade dos elementos mágicos (gestual, verbal, material etc.), o aprendizado dos talentos e perícias, o uso dos materiais para fazer poções, o familiar.
Em outras duas publicações faremos o detalhamento da aplicação de Harry Potter às regras para uso na mesa, será explicado sobre as casas de Hogwarts com suas escolas e especializações, como conjurar as magias, fazer a seleção de aprendizado dos feitiços e tudo o mais.


Harry Potter: mago ou feiticeiro nas regras do RPG

O autor deste texto nem de longe é especialista em RPG, mas um jogador bastante dedicado a seus personagens e campanhas. Por isso quando pensei na primeira vez em relacionar Harry Potter com o jogo logo deduzi: é feiticeiro. No entanto, em discussão com outros jogadores mais experientes fui convencido de que seria mago. Por quê? Existe todo um processo de aprendizagem nas escolas de bruxaria, eles lêem livros e livros sobre feitiços, poções e incrementos mágicos. Devo dizer que cedi à argumentação, mas não fiquei muito conformado. E devo me explicar.
O que diferencia magos e feiticeiros no D&D é o fato de magos precisarem preparar suas magias diárias através da leitura de seus grimórios e terem a capacidade de estudar e aprender praticamente qualquer magia. Enquanto que feiticeiros tem em si o poder da magia, aprendem certos feitiços, mas podem usá-los sempre que precisar, sem preparo prévio.
Depois de nova discussão conclui-se: os personagens da obra Harry Potter são feiticeiros. Eles tem o dom da magia, não precisam preparar previamente os feitiços para utilizá-los e aprendem um número limitados de magias. Mas estudar não é coisa de mago? Ok, e os feiticeiros aprendem seus truques do nada, apenas pelo fato de terem o dom? Claro que não. Eles desenvolvem seu dom e se aperfeiçoam, claro, continuam com sua limitação conforme as regras RPGísticas, mas não acontece do nada. Estudar é uma forma de justificar, por exemplo, porque ele elevou-se em nível de conjurador e aprendeu novas magias ou desenvolveu esse ou aquele talento. São conjuradores. Sua evolução, no entanto, não acontece em um passe de mágica. Por isso concluímos que os personagens de Harry Portter são feiticeiros e não magos.

Desafio: qual é a magia?
Abaixo temos um pequeno vídeo que mostra, com seus devidos turnos, como é uma batalha de bruxos. Bacana, não? Severo e Draco conseguiram se dar bem com suas iniciativas. Os feitiços são claramente pronunciados (componsnte verbal) e as varinhas complementam com movimentos no ar (componente gestual). E aí, você se arriscaria a dizer quais feitiços do D&D 3.5 são equivalentes aos utilizados no vídeo? Deixe seu comentário com sua opinião que analisaremos o resultado na próxima publicação. Por hoje é isso, até a próxima.

5 Blá blá blá!:

mestreurbano disse...

Muito boa a matéria.

Mas ainda digo que os livros são 1000x melhor que os filmes. o 5º e 6º livros são demais, já os filmes...

abs

Balth disse...

Eu só tenho uma unica curiosidade: Lord Voldemort é um lich ou não?

PluckTheDuck disse...

Primeiro o Snape usa o terceiro uso da Telecinésia com o Lockhart e ele falha no teste de vontade para os objetos. =D

O Draco usa a mesma coisa, mas o Harry passa.

Daí o Harry usa Rictusempra, que era para ser o Riso Histérico de Tasha, mas acaba sendo outra Telecinésia.

O draco usa Invocar Criaturas II.

O Lockhart tenta usar Dissipar Magia, ou Banimento, mas falha no teste de concentração.

Odin disse...

Confesso que não entendo nada sobre a mitologia de Hary Potter, mas achei este pergaminho deveras interessante.

Hayashi disse...

Só pra constar, "extra-oficialmente", um cidadão inglês com MUITO tempo livre improvisou um sistema bem simples de Harry Potter. Não chega a ser nada profissional, e por ser super despretensioso, o considero muito legal até mesmo para jogar com pessoas q são fãs de HP, mas q nunca jogaram esse tal de "erre-pe-gê".

A RedeRPG recentemente o traduziu. Veja o resultado em: http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=6909

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