terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bardos e Goblins IV




Ysalv, o Elfo Bardo:

Por trás do escuro e sujo elmo de Udror está um homem de olhar furioso, cujos atos falam por si mesmos. Um homem de porte intimidador, voz de trovão e uma força descomunal. Um guerreiro como poucos que caminham por estas terras.
Certa vez Udror lançou-se ao combate para ajudar o feiticeiro Jeanx que havia sido encurralado por criaturas vis, recém-saídas de rasgos no chão. Jeanx fora derrubado e ficara inconsciente. Solska e Vixen estavam enfrentando um demônio. Gum e eu ajudávamos como podíamos.
Mas foi potência dos golpes de Udror que acumulou cadáveres aos pés do feiticeiro. Foi a fúria sanguinária de Udror que lançou cabeças para o alto e aterrorizou até mesmo criaturas feitas de sombra e horror.
Jeanx estava vivo. E dele partiu o ataque que fulminou um dos demônios com tal força que as paredes balançaram e caíram, e a luz entrou no sombrio salão, afugentando o que restava do Mal por ali.

Gum, o Goblin Realista:

Não entendo o Ysalv. Sinceramente. Não o entendo.
Em um momento resmunga do jeito grosseiro do Udror para todos os deuses e todo o mundo. Em outro momento esse mesmo jeito grosseiro vira tema de suas cantarolices, ou, como costumo dizer, “canta tolices”. HA HA HA.
Elogiar o Udror já é comum no nosso bando. Até mesmo o Solska, cheio de suas frescuras de fé e honra, tira o elmo para cumprimentar o grandão. Todos sabemos que sem Udror na linha de frente, pouco sobra da linha de trás.
O próprio Ysalv já sabe que não adianta requintar o combate do Udror. Quando esse cara entra numa briga, mermão, não sobra pedra sobre pedra, osso sobre osso. O cara parece uma marreta com boca e apetite de tarrasque. Come feito um condenado. E ninguém se importa com o quanto ele come, desde que esteja satisfeito para abrir portas, derrubar portas, derrubar paredes, quebrar baús, esmagar crânios, partir inimigos ao meio e todos esses processos barbarescos que nas mãos de Udror mais parecem arte plena.
Tenho que confessar que a doença do Ysalv começa a me preocupar. Viram a que ponto ele tem chegado? Chegou a mencionar “GUM” em seu último relato. O que estará acontencendo? Desde quando eu, o guarda-treco e monta-acampamento do grupo sou mencionado nas “canta tolices” do elfo?
“Gum e eu ajudávamos como podíamos!” HA HA HA HA HA! Sei…  Eu ajudava mesmo. Jogava pedra, panela, pederneira, saco de moeda. Tudo que tivesse peso e chegasse à cabeça dos bichos que atacaram o Jeanx. Já o Ysalv ficou procurando a melhor flecha por um tempão e depois ficou uma eternidade mirando.
Quando disparou… Em cheio! A flecha foi direto entre os olhos. Pena que o bicho já estava no chão e morto, com metade do corpo rasgada por dois golpes do Udror.
Vida longa ao Jeanx. Se não fosse ele, a luz não teria chegado, e só os luminescentes Solska e Vix teriam sobrevivido. Talvez o Udror também. Ou seja… aqueles que são auto-suficientes.


Pedro Penido é jornalista (www.meiodigital.wordpress.com), escritor (www.tempusfugere.blogspot.com), poeta (www.versofractal.blogspot.com) e alucinado jogador de RPG e tudo quanto é tipo de jogo (www.horizonteparalelo.net). Escreve Bardos & Goblins semanalmente para o Hora da XP e o Dragões do Sol Negro.

5 Blá blá blá!:

Igor disse...

bacana! hehehe

Dragões do sol Negro disse...

Gostei. hauhauha

Matheus disse...

HUAhuahua... fico imaginando o Gum numa mesa de jogo!!! hauhauhuah

Não dá nem pra concentrar no combate... hehehe
E sobre o Ysalv....bem, é elfo... e elfo faz elfice... logo, nada a declarar!

Pedro Penido disse...

De fato. Elfo faz elfice e Eladrin é lilás. Precisa falar algo mais?

Elfo, Lindíssimo disse...

Lilás é lindúúúú...
Ai minha garganta.

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