quarta-feira, 3 de novembro de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 17: Adeus (parte 2)

Boa tarde pessoal, as nossas parcerias estão dando frutos confiram aqui a continuação do Conto/Crônica, enviada pelo nosso parceiro o Halls of Valhalla, se quiser saber mais sobre eles entre no blog deles clicando aqui.
Semana que vem tem mais As Crônicas de Elgalor.

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 17: Adeus (parte 2)



Motivados ainda mais pela canção de batalha de Astreya, Oyama, Erol e Bulma se lançaram ferozmente contra Thurxanthraxinzethos. O meio dragão sorriu e avançou na direção de Erol, posicionando seu escudo para bloquear a investida de Bulma.

Completamente tomado pela fúria, Erol não recuou. Mas mesmo cego pela raiva, o ranger não era tolo. Thurxanthraxinzethos desferiu um golpe veloz com sua enorme espada flamejante, que visava o pescoço do elfo. Com grande agilidade, Erol se abaixou dobrando seus joelhos e jogando suas costas para trás, e a lâmina de Thurxanthraxinzethos passou a menos de três centímetros de sua cabeça. Aproveitando a oportunidade, Oyama desferiu um poderoso golpe nas costas do meio dragão, e o impacto foi tão forte que a pesada armadura de Thurxanthraxinzethos rachou no ponto onde foi atingida. Bulma golpeou com grande selvageria, mas seu machado foi bloqueado pelo poderoso escudo do meio dragão. Erol se esquivou para o lado direito, golpeando com precisão absoluta a perna do meio dragão, onde sua armadura não o protegeria tanto. Thurxanthraxinzethos rosnou de dor e ódio e baqueou por um instante, e Oyama acertou mais um soco, desta vez, na região das costelas do meio dragão. Bulma golpeou impiedosamente e seu machado agora foi capaz de rachar o escudo de Thurxanthraxinzethos.

A batalha ia bem, mas Astreya observava tudo com imensa apreensão. Eles estavam próximos demais, e se moviam rápido demais para que ela arriscasse lançar uma flecha com seu arco sagrado. Ela apenas cantava e mantinha seu cajado de cura erguido, pois temia que ele ainda fosse muito necessário.

- Acabaram, vermes? – zombou Thurxanthraxinzethos – agora é a minha vez.

- Está um pouco tarde para bravatas, desgraçado! – gritou Erol enquanto se levantava em um salto e se posicionava ao lado de Oyama.

O monge saltou e desferiu um poderoso chute circular que atingiu em cheio a boca de Thurxanthraxinzethos, fazendo com que o meio dragão cuspisse dois ou três dentes no chão. Furioso, Thurxanthraxinzethos desferiu um golpe terrível com usa espada que teria rasgado o ventre de Erol caso o ágil ranger não tivesse recuado. Quando Bulma avançou, Thurxanthraxinzethos se virou para ela e lançou um infernal sopro de fogo bem no rosto da bárbara. O impacto foi tão grande que Bulma foi jogada quase três metros para trás.

Bulma gritou de ódio e dor, enquanto sentia sua pele queimar como se tivesse sido jogada em um lago de lava. Astreya ativou seu cajado e um pulso de energia positiva curou parcialmente a bárbara, mas não diminuira em nada sua fúria.

- EU VOU ARRANCAR SUAS TRIPAS COM OS DENTES, MEIO DRAGAO DESGRAÇADO! – Urrou a bárbara.

Thurxanthraxinzethos se manteve sério, e desferiu um golpe forte contra Oyama. Apesar da agilidade do monge, a espada flamejante atingiu em cheio seu peito, abrindo um corte enorme, que ia do abdômen até próximo ao pescoço. O impacto foi tão grande que o monge foi arremessado cerca de cinco metros para trás. Novamente o cajado de cura de Astreya foi ativado e mais um pulso de energia positiva foi emitido. O ferimento do determinado Oyama começou a se fechar, enquanto ele se esforçava para se colocar novamente de pé.

O ataque de Thurxanthraxinzethos, apesar de eficiente, deixou o meio dragão completamente exposto para as espadas de Erol. Por um momento, o ranger sentiu como se algo estivesse errado, mas avançou com suas lâminas mirando os olhos de Thurxanthraxinzethos.

- Não nos subestime! – gritou o ranger.

Thurxanthraxinzethos permaneceu imóvel por um instante. Em seguida, desferiu um poderoso golpe em forma de arco contra Erol, enquanto Bulma se levantava furiosa e corria na direção do meio dragão, completamente fora de si devido a seu frenesi de batalha e devido à dor que ainda castigava seu corpo. Erol se esquivou habilmente, da mesma forma de antes. Thurxanthraxinzethos sorriu. O ranger estalou os olhos, se dando conta de seu erro; Ele observara perfeita e friamente o ângulo do ataque de Thurxanthraxinzethos, a posição do meio dragão, o escudo quebrado que quase se soltava de seu braço e considerou até mesmo a possibilidade de Thurxanthraxinzethos desferir mais um sopro de fogo.

Mas se esquecera da cauda do meio dragão.

Thurxanthraxinzethos girou seu quadril para a direita e prendeu a cintura de Erol com sua poderosa cauda. Mesmo pego desprevenido, o ranger conseguiu fincar uma de suas espadas na cauda de Thurxanthraxinzethos. O meio dragão urrou de dor, mas isso não impediu que ele erguesse Erol, posicionando o ranger na frente de Bulma, no exato momento em que a bárbara, cega de dor e ódio desferira um terrível golpe vertical, de cima para baixo, com seu impiedoso machado.

- Não... – disse Oyama presenciando a cena macabra que acabara de se suceder.

- EROL! – gritou Astreya sem poder acreditar no que seus olhos a mostravam.

O machado de Bulma atingiu em cheio o crânio de Erol, dividindo a cabeça do valoroso ranger ao meio. A força do golpe foi tão terrível, que o machado da bárbara só parou depois de ter rasgado metade do tórax de Erol e ficar preso entre os ossos do elfo.

Thurxanthraxinzethos gargalhou e soltou o corpo destruído do ranger. Aproveitando o ínfimo instante em que Bulma ficou parada tentando entender o que acabara de fazer, o meio dragão atravessou sua enorme espada flamejante no ventre da bárbara, e com o outro braço, arremessou seu escudo rachado com uma força e precisão incrível. Na direção de Astreya.

Abalada pelo choque que sofrera pela morte brutal de Erol, Astreya apenas conseguiu colocar seu cajado de cura na frente do corpo, esboçando uma tentativa desesperada de defesa. Contudo, o escudo de Thurxanthraxinzethos destruiu o cajado e atingiu impiedosamente a garganta da barda. Astreya caiu para trás com a força do impacto, sentiu como se sua traquéia estivesse quase esmagada e desmaiou.

- Monge, não matei a barda, pois vou levá-la ao meu harem. Mas agora... – disse Thurxanthraxinzethos com um sorriso extremamente sádico no rosto enquanto o corpo inerte de Bulma caia pesadamente no chão – você vai pagar pelos dentes que me fez perder!

Oyama fechou os punhos, gritou e avançou. Ele sabia que este seria seu último dia de vida, mas honraria seus amigos e deixaria o mundo como um homem...

1 Blá blá blá!:

Paulo disse...

Muito bom! Quero ver o resto

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