quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A hora do rato, Parte IV de I

Parte IV de I


... O líder desses homens tinha entrado aqui sorrindo e podem apostar que ele não era um covarde, não senhor, herói de guerra condecorado e por diversas vezes riu enquanto seus homens eram mortos....

Mas ele reconhece um homem tomado pelo desespero homicida, um homem que ataca sem se importar em viver ou morrer e é por isso que ele se junta aos seus soldados em fuga, é por isso que ele não esta rindo agora.

Icabot guarda as katares nas costas, saca facas longas com as laminas medindo quase 18 cm cada uma, os cabos dessas facas são de um marfim cor de pele, decorados levemente com entalhes da grande batalha e o pomo dessas peças terminavam em cabeças de grifos, qualquer um que o pegasse com um par de facas assim diria que ele as tinha roubado.

Estranhamente se ele fosse revistado em um bolso de seu casaco se acharia um papel assinado pelo melhor mestre artesão de Brascol um titulo de propriedade atestanto que Icabot era o legitimo dono, o toque com esses objetos trás uma onda de espasmo e dor ao corpo dele, essas facas foram dadas pela mulher que ele amava...

...Tudo isso acontece em um segundo voltando ao combate ele nota que seu pequeno momento de distração fez com que seus “bravos oponentes” bravamente corressem tanto quanto podiam correr, seu treinamento se identifica quando ele começa a correr, a suavidade dos movimentos e sua compelição menor que um guerreiro normal lhe da uma desvantagem para o combate direto, ao receber ferimentos sérios ele provavelmente não aguentaria, mas isso é compensado por uma grande velocidade, sendo assim ele facilmente alcança seus agressores que estavam...

...Bem estavam recuando para uma posição estratégica melhor é isso recuando para uma posição estratégica melhor, não iremos dizer que a corajosa guarda de Brascol correu de um único oponente não é mesmo?

Aproximando se dos dois primeiros ele salta pra frente, jogando as pernas sob a própria cabeça, fazendo seu corpo de uma cambalhota no ar, seus braços, no entanto, golpeiam as nucas dos dois oponentes, as laminas das facas saem nos queixos deles, já estão mortos antes mesmo de tocarem o chão.

Correndo mais um pouco os três últimos oponentes se viram e sacam suas espadas, o nervosismo fica evidente quando eles se atrapalham para sacar suas armas quase as derrubando enquanto as puxam da bainha, as facas de Icabot se movimentam como suas katares, embora mais simples nem por isso deixam de ser mais letais.

Um dos adversários golpeia com sua espada, ela é afastada com uma das faca para longe do alcance de ataque, a outra faca passa por baixo do braço que desviou o golpe e, encontra a carne do queixo de seu agressor e penetra profundamente indo sair entre os olhos da vitima.

O outro atacante olha horrorizado e desfere o que ele espera ser um ataque mais eficiente, ele fala... : “você não luta justo, não tem honra nem coração”...

...Icabot que estava considerando deixar esses dois vivos para levarem um recado a guarda da cidade pensa uma fração de segundos, o suficiente para limpar suas facas ele anda quieto e resoluto e pelo seu andar o líder dos soldados sabe que tudo terminou...

“Não luto justo? Lutar justo é para otarios” fala Icabot com raiva ao ser acusado de lutar injustamente, mas ele não tinha consigo 12 companheiros quando entrou no combate e porque eles falharam a culpa era dele?

Ora isso é demais claro vamos oferecer o lombo de volta pro carrasco bater só que dessa vez se eu for pego não vai ser um pão duro a acusação, se me cortarem as duas mãos eu terei ainda sorte de ficar vivo então deixa ver...

...É não brigado, mas não quero lutar justo! Pensa Icabot isso não lhe traria nenhuma vantagem, mas enquanto a não ter coração o homem estava certo, Icabot sem coração, devia ser seu novo nome, pois o dele fora colocado em uma arvore e ele se sentia seco por dentro, mais seco que a ultima folha de outono antes do inverno cair...

...O líder do bando larga suas armas e grita que se rende, implora por sua vida como uma criança a implorar ao pai por um brinquedo novo, o ladino sente tanto nojo que da uma cambalhota por debaixo das pernas de seu adversário, passando por baixo e corta os tendões das pernas, levanta-se e vai embora, pensando na vingança que terá...

...Sim ele terá a vingança ninguém mata um inocente em sua área e sai impune... Ninguém mata seu amor em sua cidade e sai impune...Seu ultimo ato naqueles túneis é molhar os dedos com um pouco do único objeto possível para deixar um recado à guarda da cidade...

“Não sou culpado da morte desses homens, seus superiores é quem são, mandam crianças fazerem o trabalho de homens...! "

Enquanto caminhava, Icabot para por um momento como se considerasse uma idéia, lentamente ele volta ainda com os gritos de dor do ultimo homem em seus ouvidos, chorando como uma criança mimada, ele passa pelo homem com os tendões cortados volta e retira suas facas de um dos corpos, facas de arremesso são caras afinal de contas, molha mais uma vez os dedos no sangue desse sujeito e desenha a letra “G” invertida dentro de um circulo.

O recado é mais expressivo do que um discurso de mil palavras, a guilda dos ladinos irá confrontar todos que estiverem em seu território e entrará na briga para valer e quem duvidar ou julgar que eles estão com medo, que entre aqui e veja o que um único deles fez e então saberá se eles tem medo ou causam medo....

...Ele se ajoelha, em seu casaco busca algo que trás ao peito apertando-o muito, uma mecha de cabelos loiros, com lágrimas nos olhos ele saca uma de suas facas passa em seu braço olha para o teto dos esgotos e grita:

“Eu não sei se vocês existem, mas se qualquer deus estiver me ouvindo agora eu peço, DEIXEM ME VIVO ATÉ QUE EU FAÇA COM QUE O RESPONSAVEL POR ESSE CRIME PAGUE.

Após isso não me importa vida ou morte, juro pela única coisa verdadeira que já senti na vida, o amor de Eva Marim'Ham.”

Ele se levanta e sai, caminhando com passos firmes em direção ao escuro que o envolve como se ele fizesse parte dele...

E ai pessoal oque estão achando do conto do Camus, deem sua opinião!

2 Blá blá blá!:

Fábio Silva disse...

Olá, parabéns pelo conto, cê escreve muito bem. Não posso comentar ainda sobre a história por que vi agora e estou procurando o inicio da história nos arquivos do blog, mas parece interessante.. Vou tentar ler tudo até o próximo post, dai posso falar um pouco mais.

Camus disse...

Obrigado fábio, procure também "As Cronicas de Elgalor" do nobre Odin e da barda Atreya, eles escrevem muito melhor que eu acredite, grato a todos que comentaram e espero contatos.

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