sexta-feira, 29 de outubro de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 16: Adeus (parte 1)

Boa tarde pessoal, as nossas parcerias estão dando frutos confiram aqui a continuação do Conto/Crônica, enviada pelo nosso parceiro o Halls of Valhalla, se quiser saber mais sobre eles entre no blog deles clicando aqui.
Semana que vem tem mais As Crônicas de Elgalor.


As Crônicas de Elgalor - Capítulo 16: Adeus (parte 1)


Hargor e o meio dragão Ar- Zerakk se encararam por alguns instantes; o anão sabia que seu inimigo era fisicamente muito superior a ele, e Ar- Zerakk sabia que clérigos anões costumavam ser combatentes perigosos. Após tensos instantes, ambos gritaram, quase que ao mesmo tempo o nome de seus deuses e avançaram ferozmente.

- Vou oferecer seu crânio a Tiamat depois de desmembrá-lo, anão maldito – gritou Ar- Zerakk enquanto desferia um golpe impiedoso com sua lança, que fora habilmente barrado pelo escudo de Hargor.

- Eu ofereceria seu crânio imundo à Moradin, desgraçado – respondeu Hargor golpeando com seu poderoso martelo, que também foi bloqueado por um hábil movimento de seu inimigo – mas não vai sobrar nada dele quando eu tiver terminado.

Assim, os dois lutaram. Não haveria tempo para conjuração de magias, bênçãos ou feitiços de cura. Martelo e lança se chocavam com um impacto terrível. Os golpes de Ar- Zerakk eram mais fortes, e mesmo quando o escudo de Hargor os desviava, o anão sentia o pesado impacto lesionando seu braço direito. Em resposta, o anão golpeava vigorosamente em locais onde a armadura do meio dragão o protegeria menos da força de seu martelo. Nos primeiros dois minutos do combate, a lança de Ar- Zerakk chegou muito perto de arrancar o olho esquerdo de Hargor e atravessar a garganta do anão. O martelo de Hargor atingira em cheio as costelas do meio dragão, quebrando três delas mesmo com a proteção da armadura. Aos cinco minutos, ambos estavam sangrando, com ossos fraturados e muito cansados.

Contudo, não haveria descanso. Muito menos piedade.

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Aramil ergueu seu cajado e avaliou a situação. Seu inimigo estava escondido com o uso de magia. Uma magia que poderia ser facilmente dissipada, pensou o mago elfo. Todavia, se gastasse alguns instantes para dissipar o ardil de seu inimigo, ele contra-atacaria instantaneamente, e isto poderia ser o fim do mago de Sindhar. Se seu inimigo realmente fosse um meio dragão, poderia usar um sopro de fogo caso chegasse mais perto, e se ambos entrassem em combate corpo-a-corpo, Aramil sabia que morreria antes que conseguisse gritar. Temendo ser destruído em um ataque pelas costas, seu inimigo não iria atrás de Astreya enquanto não tivesse certeza sobre a morte do elfo. Tudo isto passou pela mente do mago em poucos segundos. Levando em conta todas as possibilidades ele gritou um breve encantamento em élfico e bateu seu cajado contra o chão.

Neste instante, uma corrente de relâmpagos rompeu das árvores, e o raio principal rasgou o ar na direção de Aramil, explodindo contra uma redoma de energia criada pelo mago. Aramil não poderia atacar seu inimigo, mas estava protegido. Na pior das hipóteses, isto conseguiria tempo para Astreya, Erol, Oyama e Bulma.

Ou talvez não.

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Astreya passou pela barreira da floresta, caminhou poucos metros e viu Oyama, Bulma e Erol olhando algo à frente deles. Parecia uma névoa verde, ainda mais densa do que a barreira que a meio elfa havia atravessado; dentro dela, só era possível ver a sombra majestosa de uma árvore ancestral, que parecia velha e enfraquecida. Sem dúvida, este era o trono do rei Karanthir.

Aos pés dos heróis, jaziam três meio dragões, incrivelmente grandes e bem armadurados; um com o crânio esmagado, um sem a cabeça e o último sem os dois braços. Por reflexo, Erol olhou para trás e viu Astreya. Em seguida, Bulma e Oyama fizeram o mesmo. A barda notou que todos estavam extremamente feridos e cobertos de sangue.

- Amigos... – disse Astreya tirando o cajado de cura de sua bolsa arcana – não se preocupem, pois vocês vão ficar bem.

- Onde está Hargor e Aramil, Astreya? – perguntou Oyama.

- Ficaram para trás... – respondeu a barda sentindo um enorme peso em seu coração - para que eu pudesse chegar até vocês.

- Rápido Astreya! – gritou Erol enquanto olhava atentamente para a densa névoa – algo está se movendo.

Astreya ergueu seu cajado, proferiu um pequeno encantamento em forma de música e uma onda de energia positiva envolveu seus amigos, curando-os quase totalmente.

- Talvez... – disse Astreya tentando encorajar seus amigos – talvez seja o rei Karanthir.

Agora todos podiam ver a movimentação e observaram com atenção absoluta o vulto que se movimentava em direção a eles. Subitamente, algo voou para fora da névoa. Era realmente o rei Karanthir.

Ou o corpo dele.

O outrora altivo e nobre elfo agora não passava de um corpo quebrado e banhado em sangue; ele estava queimado, sem um dos braços e com o pescoço visivelmente quebrado. Logo atrás, caminhava lentamente uma pesada e imponente criatura de quase três metros de altura. Suas escamas variavam entre o vermelho sangue e o marrom, sua armadura de batalha era vermelha e negra, como se tivesse sido forjada no próprio inferno. Em sua mão direita, ele carregava uma espada flamejante maior do que o machado de Bulma, e preso ao braço direito, um pesado escudo de metal. Seu corpo e armadura eram marcados por dezenas de cicatrizes, provando que aquele era um guerreiro que já vira muitos campos de batalha.

- O maldito elfo deu mais trabalho do que eu esperava – disse a criatura olhando sarcasticamente para os heróis – mas se vieram impedir que eu matasse o inseto ou que meu exército destruísse este reino ridículo, perderam a viagem.

- Ainda há tempo para fazer uma coisa, desgraçado! – gritou Erol mostrando uma fúria que seus companheiros jamais haviam visto no calmo e frio ranger – Você é Thurxanthraxinzethos?

- E se for, cheirador de flores? – provocou o imenso meio dragão – O que você vai fazer? Sangrar em mim? Ou vai chorar até eu ficar com pena de vocês e ir embora?

- CHEGA! – Gritou Erol disparando com suas espadas em direção ao seu inimigo – quero ver você fazer piadas com dois palmos de aço atravessando sua garganta!

- Deixe um pouco para mim, elfo – gritou Oyama rangendo os dentes enquanto corria com os punhos cerrados e ódio nos olhos.

Bulma lançou um grito bestial e correu ferozmente na direção do meio dragão. Aquele seria um adversário difícil, e isto agradava a bárbara.

Astreya controlou sua raiva e começou a entoar um poderoso cântico de batalha, que inflamou os corações de seus companheiros tornando seus espíritos de luta ainda mais formidáveis.

- Dizem que vocês três estão entre os melhores combatentes de Elgalor – disse o meio dragão sorrindo maliciosamente enquanto assumia uma postura ofensiva de combate – mas perto de Thurxanthraxinzethos, vocês são apenas insetos. Ou menos do que isso.

Astreya manteve o cajado de cura firme em suas mãos, pois sabia que teria que usá-lo muito. Ela cantava, mas seu coração estava tenso, e suas pernas tremiam.

Como se algo terrível estivesse para acontecer.

1 Blá blá blá!:

Anônimo disse...

muito bem escrito parabéns !!!!!!!!

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