terça-feira, 19 de outubro de 2010

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 15: Separados

Boa tarde pessoal, as nossas parcerias estão dando frutos confiram aqui a continuação do Conto/Crônica, enviada pelo nosso parceiro o Halls of Valhalla, se quiser saber mais sobre eles entre no blog deles clicando aqui.
Semana que vem tem mais As Crônicas de Elgalor.

As Crônicas de Elgalor - Capítulo 15: Separados


Alguns minutos depois que Erol, Bulma e Oyama partiram em direção ao Grande Carvalho, Astreya, Aramil e Hargor chegaram à clareira onde seus amigos enfrentaram os guerreiros meio dragões. Hargor e Astreya examinaram todos os elfos feridos naquele cruel campo de batalha, e constataram que realmente, todos estavam mortos.

- Por Moradin, o que houve aqui? – exclamou Hargor – mais da metade desta floresta foi destruída pelo fogo, e agora isso...

- Pelo menos – disse Astreya com a cabeça baixa em respeito aos nobres elfos que morreram protegendo seu lar – Erol, Bulma e Oyama conseguiram sobreviver e prosseguiram, já que não vemos o corpo de nenhum deles aqui.

- Sim, eles sobreviveram – disse Aramil observando algumas marcas no chão – e segundo o sinal de Erol, eles foram para o Grande Carvalho, o local onde fica o trono do rei Karanthir.

- O local – continuou Aramil – não pode ser alcançado por meios mágicos, mas como já estive lá, posso criar uma porta dimensional que nos levará para perto.

- Faça isso – respondeu Hargor de forma extremamente séria enquanto olhava ao redor como se procurasse algo – apenas me diga a direção que alcanço vocês depois.

- Como assim, Hargor? – perguntou Astreya surpresa – se você sente algo errado, ficaremos todos juntos.

- Não! – respondeu o anão – nossos companheiros provavelmente enfrentarão o grande responsável por tudo isso, e precisarão de ajuda.

- Então vamos todos juntos – retrucou Astreya – não vou deixar você para trás.

- Se formos todos juntos, seremos atacados pelas costas no pior momento possível – respondeu Hargor impaciente - por favor, Astreya, faça o que eu digo.

- Siga em direção ao norte, clérigo – respondeu Aramil enquanto começava a se concentrar para conjurar uma magia – Vamos, Astreya.

A barda olhou para Hargor e, com grande hesitação, se virou para Aramil, que havia conjurado um pequeno portal de cor esmeralda.

- Tome cuidado, meu amigo – disse Astreya com grande temor na voz – tome cuidado.

Aramil passou pelo portal que havia conjurado e Astreya seguiu logo atrás do mago elfo. Assim que o portal se fechou, Hargor gritou:

- Pode aparecer, covarde. Somos apenas nós dois agora!

Neste instante, um vulto negro, de cerca de dois metros de altura começou a se formar cerca de dois metros a frente do clérigo anão, bem no meio da clareira. Era um meio dragão, de escamas vermelho sangue, protegido por uma espessa armadura de batalha negra e um grosso manto rasgado, escuro como a noite. Em sua mão direita, ele carregava uma ornamentada e afiada lança. A criatura sorriu maliciosamente e disse:

- Covarde? Por que eu teria o trabalho de enfrentar vocês três juntos, se tenho a oportunidade de matar você facilmente agora e depois caçar o mago e a barda com tranqüilidade? Você foi um tolo, clérigo, em ter permitido que seus amigos partissem.

- E apenas para constar – disse o meio dragão em meio a uma sádica risada enquanto enfiava a ponta de sua lança no chão – não seremos apenas “nós dois agora”.

Rapidamente, o chão de toda a clareira assumiu um aspecto negro e apodrecido. Instantes depois, todos os elfos, animais selvagens e meio dragões se ergueram, com um doentio brilho vermelho em seus olhos. Eles babavam e rosnavam, e caminhavam de maneira fria e implacável em direção ao clérigo anão.

- Mortos vivos... – disse Hargor apertando com força o cabo de seu martelo.

- Não deveria fazer esta cara de nojo, nanico – zombou o meio dragão – Afinal, você logo se juntará a eles...

Os mortos vivos avançaram violenta e impiedosamente sobre Hargor. O anão ergueu seu martelo, gritou o nome de seu deus e golpeou o chão vigorosamente. Uma onda de choque composta por uma luz clara como os primeiros raios do sol do amanhecer banhou toda a clareira, desintegrando instantaneamente todos os mortos vivos presentes.

- Não me subestime, chacal – disse Hargor apontando seu martelo na direção do meio dragão – se quer matar Hargor Martelo de Mitral, venha, e tente fazer isso como um homem!

O meio dragão sorriu e assumiu posição de combate.

- Você não vai falar assim tão grosso quando estiver empalado na minha lança e com a barba raspada, lambe botas de Moradin – gritou o meio dragão – A propósito, meu nome é Ar- Zerakk, e eu aceito o seu “desafio”.


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Logo que passaram pelo portal, Aramil e Astreya se depararam com a floresta em chamas, e com uma cena que nenhum dos dois jamais imaginariam contemplar em vida. Um imenso dragão vermelho, do mesmo tamanho que Charoxx se digladiava com quatro Ents gigantescos, cujos vigorosos troncos mediam mais de dez metros de altura. O dragão queimava e mordia violentamente os galhos dos poderosos pastores das árvores, mas urrava de dor ao sentir suas escamas, e talvez até mesmo seus ossos, se partindo devido à pressão exercida pelos nodosos “braços” dos Ents que o prendiam.

- Vamos sair daqui rápido – disse Aramil – isto está muito além de nosso poder.

- Verdade – disse Astreya se recordando de sua visão – Somos necessários em outro lugar.

Os dois heróis correram cerca de dois minutos e encontraram uma verdadeira parede de névoa verde. Aquela, como ambos sabiam, era a barreira que protegia o Grande Carvalho, e o trono do rei Karanthir.

- Ela está falha em alguns pontos – observou Astreya após alguns instantes.

- Sim - disse Aramil tenso, olhando ao redor com grande preocupação em seu semblante.

- Estou sentindo alguma coisa – disse Astreya - energias arcanas se acumulando ao redor.

Subitamente, um relâmpago rasgou o ar, surgindo aparentemente do nada. Aramil recitou um rápido encantamento e estendeu seu cajado à frente. Uma barreira protetora surgiu ao redor dos dois, dissipando o relâmpago no último instante.

O mago elfo bateu seu cajado dourado no chão, e um pulso de energia se espalhou por um raio de seis metros. Neste momento, Astreya viu escondido entre as árvores um meio dragão, coberto por um longo manto vermelho, portando um cajado negro feito de ferro.

- Ali – disse a barda sacando seu arco de prata e disparando uma flecha certeira.

Para o espanto da barda, sua flecha passou pela garganta do meio dragão como se ele fosse um fantasma ou uma ilusão.

- Deixe que eu cuido disso – disse Aramil com imensa presunção na voz – entre na barreira e se faça útil.

Por um instante Astreya desejou que o meio dragão realmente desse uma lição de humildade no mago, mas logo afastou este pensamento de sua mente.

- Tome cuidado, “alto elfo”- disse ela enquanto desaparecia em uma das falhas na barreira.

- Um mago ficando sozinho para trás? – ecoou uma voz sinistra, que parecia vir de toda parte – ou você é muito nobre ou muito tolo. De qualquer forma, será apenas um punhado de poeira quando isso terminar.

Aramil ergueu seu cajado e se concentrou.

Combates entre guerreiros poderosos eram sempre emocionantes, e poderiam ter resultados surpreendentes, que por vezes apenas se revelavam no último instante da contenda. Já duelos entre magos são extremamente mortais, e normalmente o vencedor é definido no primeiro movimento que ambos fazem. Não haveria tempo para bravatas nem debates morais. Um único erro certamente culminaria em uma morte dolorosa e talvez humilhante.

Aramil sabia disso. E seu inimigo também.

3 Blá blá blá!:

Dragões do sol Negro disse...

Muito show de bolismo! Opa a continuação...

@iGs__ disse...

caralho, mto bom! mas também, não era pra esperar menos, né?
essa aventura é jogada, ou só contada?
abçs...

Astreya disse...

Nós a jogamos, bom amigo! Há algumas mudanças para que ela se encaixasse em uma forma narrativa, mas posso dizer que o conteúdo é bastante fiel, na medida do possível, ao que aconteceu na mesa de jogo!

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