terça-feira, 14 de setembro de 2010

A hora do rato parte 2 de 1

Parte II de I


Quando os inquisitores foram mandados o rei foi bem claro:

...NÃO POUPEM ESFORÇOS quero a cabeça do assasino de minha neta.

Os gritos continuaram pela manhã toda e dessa vez as pessoas saiam de casa, arrastadas pelos cabelos, ou somente suas cabeças, o exercito real de Brascol não iria embora, ele descobriria nem que precisasse matar todos no “gueto” para descobrir e os inquisitores também chamados de “juízes” garantiriam que a morte da princesa da casa real de Mahim'Ham pareceria “leve” contra aquilo que eles pretendiam aplicar ali.

Após muito suor de fogueiras e sangue, uma informação é conseguida, viram a princesa ser arrastada por dois sujeitos dos muros do palácio até a entrada do bairro, era um começo, a maquina de guerra de Brascol não pararia até por o fim, com certeza a guilda dos ladrões estava envolvida e agora finalmente os “juízes” iriam confronta los....

EM OUTRA PARTE....

Icabot... Seu nome significa filho da tristeza e por anos esse nome lhe caiu como uma luva, seus cabelos crespos chegavam ao ombro e embora até mesmo longos não passavam de um palmo, seus olhos castanhos escuros carregavam uma única mensagem,” afastem se”.

Órfão abandonado nas ruas sujas e escuras de brascol seu primeiro crime foi um pedaço de pão. Ele ri de si mesmo, cercado por 12 guardas e ele se lembra claramente daquele pedaço de pão sujo e escuro, duro como uma telha das casas do Gueto e mesmo agora ele pensa no começo de como ele apanhou e a cada chicotada, como ele jurou nunca mais ser apanhado de novo.

Agora nas galerias e catacumbas de Brascol, o líder da guilda de ladrões tinha seus olhos trêmulos, com as pálpebras quase fechando, úmidos em verdade se você se arrisca-se como os pobres soldados que ele matava avançando pelo esgoto praticamente a proporção de uma morte por passo perceberia que não era o cheiro ou a luta que faziam esses olhos úmidos...

Eles estavam cheio de lagrimas, mas não eram lagrimas pelos perseguidores caídos mortos pelos seus golpes de Larieon que era o nome que ele dera ao seu par de Katar, eram lagrimas que somente um homem apaixonado saberia derrubar, que importava toda sua fortuna, sua fama, sua riqueza, seu controle do submundo, a mulher que ele amava fora morta e enforcada com suas entranhas, na parte da cidade que pertencia a ele e com isso ele se sentia mais impotente que um mendigo sem braços e pernas, pois ele falhou com sua amada...

...Ele não a protegeu dos perigos, ele deixou que o sofrimento da rua a tocasse, ele não era digno de carregar o amor daquela mulher e as ultimas palavras dela ainda ecoavam em sua cabeça... “te am...”.

Lagrimas assim são difíceis de secar, elas caem pelo rosto e seus sulcos chegam até o mais profundo do coração, sua mulher morreu bem na sua frente e você nada pode fazer...

...Você foi incapaz de fazer algo...

Isso martelava a cabeça de Icabot, como se o próprio Coronthar estivesse com seu martelo de forja ainda quente de algum metal só conhecido dos deuses mesmo, entrando fundo como uma farpa de cristal e se estilhaçando em sua alma e parecia que a dor, só estava começando.

Quando deu por si já tinha golpeado quinze vezes o corpo já morto em sua mão... E a Katar continuava a entrar e sair...

Largando o corpo desse oponente ele avança para o próximo, uma jogada de corpo é tudo que ele precisa para desestabilizar sua próxima vitima, isso faz com que ela golpeie na direção errada, será o ultimo erro desse ser...

...Ele morre pensando na garota de taverna que ele e dois amigos se “divertiram ontem” e agora reconhece que o olhar da garota não era de prazer como julgara a principio, mas de terror puro, por tudo que ela acreditar estar desmoronando fácil a sua frente...

...Como é estranha a vida não?

Com uma agilidade felina enquanto o guarda golpeia enganado e perdendo o equilíbrio pela direita, Icabot, se aproveitando da postura assumida pelo seu atacante e achando uma fresta em sua armadura, a katar golpeia com a rapidez de uma cobra quase como se ela tivesse vontade própria, uma extensão do corpo do ladino...

Aguardem a proxima abraços a todos.

6 Blá blá blá!:

Paulo disse...

Bom gostei.

Camus disse...

Agradeço a todos que estão lendo e comentando, graças a vocês o blog é o que é muito obrigado

Aguardo novos comentarios e sugestões


Camus

Astreya disse...

Li as duas partes agora, está muito interessante, nobre Camus! Fiquei realmente curiosa para saber o que motivou este crime, talvez o relacionamento de Eva com Icabot... é uma pena que a história entre os dois tenha terminado de forma brutal. Parabéns pelo conto!

Camus disse...

Agradeço Atreya, o conto de vocês também está muito bom eu sempre acompanho ele, embora "meu dom de bardo" esteja em baixa para comentar algo da aventura de vocês.

fiquei feliz com vosso comentário e também com a visita do Odin, não imaginava que o pessoal ia gostar.

Mais uma vez agradeço ao finolis ae a chance de estar postando e qualquer coisa podem entrar em contato.

Um abraço

Camus

RPG Forever disse...

Muito bacana. Vamos ver o que acontece.

Igor disse...

Grande Camus

Esta com escrita inspiradora e diferente. meu "re-parabéns" =)

abraço brother

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